The Sadisct Sweet Love
3 Donquixote Doflamingo
Notas iniciais

Doflamingo P.O.V
Uma ilha de verão. Mares exuberantes, céu azul, uma brisa confortável e pessoas amigáveis. O sonho de muitas pessoas é viver em uma ilha dessas, sem preocupações, bebendo água de coco e caipirinha o dia inteiro, vendo seus subordinados trabalharem por você.
É assim que eu vivo. Ou melhor, quase assim.
Meu nome é Donquixote Doflamingo e a ilha onde vivo não está no mapa. É uma ilha sem lei, onde o governo mundial, policia, FBI ou qualquer outro tipo de instituição do gênero não tem permissão para impor suas leis. Quem governa é aquele que tem mais poder.
Ano passado eu vivia aqui com meus pais, minha esposa e meus dois filhos. Ano passado, meus pais, minha esposa e meus filhos foram sequestrados. O motivo? Simples, eu fiz merda e eles tiveram que pagar por isso.
Atuo no submundo, um local inexistente com pessoas inexistentes. Sou responsável por vender armas à países pacíficos, por traficar drogas por aí, e por um monte de outras coisas que não vem ao caso contar-lhes.
Posso ser uma pessoa fria, mas admito, quando o assunto é família eu não consigo deixar minhas preocupações de lado. Minha paixão eram meus filhos, os dois garotos que eu sempre fizera de tudo para cuidar, levava a escola, buscava, comprava livros, materiais. Fazia tudo que um pai poderia fazer, além de dar todo o amor e afeto que restava em meu coração de pedra.
Quando meus filhos foram sequestrados, eu fiquei sem rumo. Me desesperei. Agi igual a um idiota perdido, fiz de tudo para salvá-los, mas não consegui. Quando eu pude fazer algo, já era tarde demais.
Nunca vou esquecer do sorriso deles.
Nunca vou esquecer da felicidade que era quando eu chegava em casa depois de horas de trabalho.
Eu posso ser frio e calculista. Não tenho dó de matar alguém se isso for me fazer mais rico. Já cheguei a matar até por motivos banais, simplesmente não me importo com os outros seres humanos. Só me importo com aqueles do meu sangue. Pessoas da minha família.
E é por isso que eu faço QUESTÃO de manter o meu irmão mais novo perto de mim. Meu amado Rosinante.
Por ele ser uma pessoa incrivelmente desastrada, ele obriga os outros ao seu redor a ficarem preocupados constantemente. E não estou exagerando, este cara consegue ter o descaramento de tropeçar, cair e até mesmo pegar fogo por qualquer motivo. Como? Não sei, já desisti de tentar entender há muito tempo.
Enfim. Já passei pela dor de perder meus pais, pessoas que me deram a vida; minha esposa, apesar de eu só ter ficado com ela para ter meus filhos, confesso; e meus dois garotos. Já perdi as pessoas mais importantes da minha vida, não quero perder meu irmãozinho.
Nesta ilha onde habito, moro em um castelo. Uma casa realmente bem grande e chamativa. Rosinante dormia no quarto ao lado, para ele não ter dificuldade de me encontrar se precisar me chamar durante a noite. Assim, também, posso ficar mais seguro em ninguém levá-lo enquanto durmo.
Tudo o que eu quero é esquecer os traumas que passei. Não há um dia sequer que eu não lembre da minha família, e isso vem atrapalhado meus negócios. Toda noite eu tenho pesadelos terríveis com eles. Você consegue imaginar a dor de um pai que perdeu seus filhos?
E é exatamente o que eu vou fazer agora. Vou dormir, com a plena certeza de que passaria por este pesadelo de novo. Com a plena certeza de que meu cérebro me pregaria alguma peça e me mostraria a última imagem dos meus dois rapazes.
A imagem deles, com os corpos estraçalhados, retalhados e cortados ao meio. A imagem deles, bruscamente assassinados.
(...)
"Ora, ora. Não sabia que um homem tão cruel como você podia ser uma manteiga derretida, Doflamingo-ya."
Ouço uma voz. Uma voz fria, seca e com um imenso ar de ironia. Uma voz robusta e viril, mas ao mesmo tempo, bem suave e calma, como se estivesse me chamando para algum lugar.
Porém, qual lugar seria este?
Estava frio. Não havia nada ou ninguém, apenas um breu eterno. Um mar de escuridão sem nenhuma presença humana ou qualquer outro tipo de presença, por menor que seja. Não dava para ver nada pois não havia nada lá.
─ Quem está aí?
Perguntei ao léu, já que era impossível alguém me responder ou falar alguma coisa. Será que é um sonho? Seja lá o que for, eu sinto meu corpo leve. Sinto como se eu pudesse flutuar com o menor vento que batesse, como se eu estivesse finalmente em paz.
"Bom, isso depende. Você quer que tenha alguém aqui, ou prefere ficar sozinho e se afogar na solidão?"
─ Se eu prefiro ficar sozinho...?
Sim, talvez eu preferisse mesmo. Talvez tudo o que eu mais queira é paz. Mesmo assim, depois de ouvir essa voz, eu sinto como se quisesse ver o dono dela. Sinto que, se eu não ver o homem por trás dessa voz, eu não vou poder dormir em paz.
─ Seja lá quem você for, apareça! Não gosto de conversar com pessoas sem saber o rosto delas.
"Oh, então é essa a sua vontade? Muito bem, não vai se arrepender, hein."
Da escuridão profunda, surge uma pessoa. Um homem alto, com olhos dourados e um cabelo negro azulado rebelde. Não sei quem era, não sei nem se ao menos era humano, tudo o que eu sei é que fiquei encantado com aquela visão. Por algum motivo, senti que meu corpo estivesse clamando por ele.
─ Quem é você?
─ Pode me chamar de Law, Trafalgar Law. Eu vim aqui para deixá-lo livre de preocupações temporárias, Doflamingo-ya.
Não sei o que ele fez, só ouvi algumas palavras sendo proferidas em alguma língua antiga e, de repente, tudo mudou.
Neste momento eu estava em um quarto. Demorou um pouco, mas logo percebi que era o quarto onde meu filho mais velho costumava dormir. Como? Isso é impossível, visto que eu puis fogo neste maldito lugar há mais de um ano para tentar me esquecer dele.
─ O que significa isso? Tá de brincadeira com a minha cara?!
─ Parece que eu estou de brincadeira, por acaso? Eu só quero me divertir então não me faça perder meu tempo.
Logo percebi o que estava acontecendo. Eu estava pelado e a única peça de roupa que me cobria era uma cueca rosa. Law também estava lá, com apenas uma cueca box preta, me olhando como se quisesse tirar algum pedaço de mim, como uma verdadeira besta dos infernos.
─ Não brinca comigo, garoto!
Corri em direção a ele, o segurando pelo pescoço e o arrastando até a parede mais próxima. Fiz questão de deixar nossos rostos bem próximos um do outro para que Law pudesse ver minha face de raiva e minhas veias da testa, que já estavam pulsando de tanto ódio.
─ Como eu já lhe disse, Doflamingo-ya, eu não estou brincando.
Eu tinha certeza de estar pressionando seu pescoço bem forte. Qualquer ser humano normal já estaria morto por falta de ar e, mesmo assim, esse garoto infernal parecia estar zombando de mim. Fiquei com mais raiva ainda.
─ O que é que você quer?
─ Você.
Ele segurou o meu rosto e me puxou pra um beijo. Minhas mãos foram soltando seu pescoço no momento em que nossas línguas se encontraram e eu senti minha alma saindo através de meus lábios. Um beijo extremamente profundo e quente. Só nos separamos quando eu fiquei com falta de ar, mas senti que ele, se pudesse, continuaria.
─ Quem é você...?
─ Vai ficar fazendo perguntas toda hora, é? Estou decepcionado. Achei que eu havia achado alguém verdadeiramente malvado.
─ Tsc, engole essas palavras quando for falar comigo, pirralho de merda!
Dei-lhe um soco no rosto. Um soco tão forte que o fez olhar para o lado e cuspir sangue, porém, antes que ele pudesse cair, eu puxei seus cabelos negros até ficar de frente para mim. Pressionei o corpo dele contra a parede, colocando meu joelho entre suas pernas e o beijei de novo.
Senti o gosto de sangue de seus lábios e confesso que adorei. Não sei porquê, me senti vivo pela primeira vez assim que beijei esse garoto. Dessa vez fiz questão de enfiar minha língua diretamente na boca dele, com intenção de matá-lo por falta de ar, mas assim que me afastei, o único com respiração pesada era eu.
─ Heh, não adianta. Você não vai conseguir me matar, Doflamingo-ya.
─ Cala boca!
Fiquei com raiva, pois deu a entender que este garoto estava conseguindo ler meus pensamentos. Virei o corpo dele de costas, empurrando-o com minhas mãos para que não pudesse se mover. Logo depois, não demorei muito para começar a dar mordidas violentas em seu pescoço.
Minhas mãos abraçaram sua cintura enquanto eu o mordia. Senti seu corpo ficando quente junto com o meu e, como consequência, percebi que eu já estava excitado e ele também.
Minha ereção batia na cueca preta que Law usara, roçando nele, enquanto meus lábios faziam questão de dar mordidas mais fortes em sua orelha e em seu pescoço. Minhas mãos foram subindo por seu peito, até chegar em seus mamilos onde pude apertá-los um pouco.
─ Aahn... eu sabia que você não iria me decepcionar...
─ Você não faz ideia do perigo que é me irritar, garoto.
Comecei a fazer movimentos de penetração, como se estivesse já dentro dele, só não estava já dentro de fato graças às nossas roupas íntimas que atrapalhavam o processo. Mesmo assim era ótimo e logo minhas mordidas se transformaram em chupões.
Uma das minhas mãos apertava seus mamilos com força, sentindo o corpo púbere macio que ele possuía e, a outra mão, puis em sua cueca e percebi que seu membro já estava latejando de tanto tesão.
─ Faça o que quiser comigo.. Doflamingo-ya...
─ Como se eu precisasse da sua permissão pra fazer o que eu quero.
Iniciei os movimentos de masturbação, apertando a glande dele com meu dedão e aumentando a velocidade gradativamente, ao mesmo tempo que mordia sua orelha e brincava com seus mamilos. Os gemidos ecoavam nos meus ouvidos como uma canção, até que ele acabou gozando.
─ Você foi rápido, fufufu...
─ Heh, eu só estou começando.
Ele se virou para mim e me beijou, me empurrando para trás e eu fui seguindo seus passos até sentar-me em uma poltrona. Ele logo sentou no meu colo e eu agarrei sua cintura, fazendo ele se mexer em cima de mim enquanto nossos lábios faziam seu trabalho.
─ Garoto, eu não sei de onde você veio, mas eu preciso admitir que você é ótimo no que faz, fufufu.
─ Eu sou fruto dos seus desejos, é daí que eu vim. E eu ainda tenho muita coisa para lhe mostrar, Doflamingo-ya.
Law desceu do meu colo, ajoelhando-se no chão e abaixando a cueca que eu usara, iniciando os movimentos de vai-e-vem com as mãos. Mesmo sendo só masturbação, devo admitir que as mãos macias e o rosto de garotinho malvado dele eram ótimos. Os olhos amarelos e profundos encaravam-me maliciosamente e ele lambeu seus próprios lábios antes de encostá-los em meu membro enrijecido.
Sem usar as mãos, ele pôs-se a lamber o corpo do meu membro enquanto olhava diretamente para mim, com olhares realmente sedutores. Respondi com um sorriso leve, mordendo meus próprios lábios. Puis minhas mãos em seus cabelos azulados, direcionando seu rosto para onde eu quisesse, o fazendo chupar-me de uma vez.
Adoro garotinhos obedientes e parece que ele entendeu isso muito bem. Meu membro já estava por completo dentro de sua boca, chegando a bater em sua garganta e minhas mãos só me davam mais controle da situação. A língua áspera e ríspida dele contornava-me por completo, dando leves mordidas propositais na minha glande, tudo para arrepiar-me ainda mais. O que funcionou completamente, confesso.
─ Aahn... sua boca é tão gostosa...
Com mais movimento com a língua, ele me fez gozar em sua garganta sem nem ao menos se afastar antes. Em seguida, ele levantou-se de novo, limpando o canto da boca e lambendo os dedos sujos de gozo, até sentar-se no meu colo e me beijar.
─ Isso por que você ainda não viu o resto, Doflamingo-ya.
─ Você falando assim vai acabar me deixando louco, garoto.
─ É exatamente essa a minha intenção.
─ Só não vai se arrepender depois, hein. Eu não costumo ter pena de quem me subestima.
─ Sendo assim, eu vou te subestimar ainda mais, até você perder o controle das suas ações e me foder a noite inteira.
─ Fufufu, que garotinho atrevido. É assim que eu gosto.
Levantei segurando suas coxas, pegando ele no colo e o arrastando até a cama. De lá, joguei ele nos lençóis vermelhos e fiquei observando seu corpo. O corpo do demônio estirado, me olhando fixamente. A única peça de roupa que restava para que eu pudesse desfrutar de teu corpo por completo era a cueca box negra.
Subi por cima dele e o beijei. Desci meus lábios rapidamente, mordendo seu pescoço, seu peito e sua barriga. Deixei marcas roxas de chupões e mordidas por toda extensão de onde eu passara, até finalmente chegar em sua cueca. De lá, abaixei-a com meus dentes e notei de perto a incrível ereção que ele possuía.
─ Vamos ver se você é tão bom quanto parece.
Segurei seus testículos, apertando-os um pouco e puis-me a chupá-lo, colocando toda sua ereção em minha boca. Com a língua, circulava em torno de sua glande enquanto subia e descia com o rosto, simulando movimentos de penetração. Ele gemia cada vez mais, deixando-me ouvir sua voz masculina e abafada.
Desci com a língua até seus testículos, colocando ambos na boca e fazendo movimentos de infinito com a língua. Dava pra notar nitidamente que, cada vez mais, aquilo o excitava. Senti que ele ia gozar e interrompi os movimentos imediatamente, o que o fez ficar com raiva.
─ Por que parou..?
─ Você é meu brinquedo esta noite e eu não lhe dei o direito de sentir prazer. Até que eu dê permissão, você está proibido de gozar. Entendeu?
─ Oh, que mestre malvado você é...
Mais uma vez, subi em cima dele. Porém, uma de minhas mãos agarrou seu pescoço e o forçou contra a cama, com intenções de matá-lo enforcado. Com a outra mão, segurei suas pernas com força, deixando marcas e colocando-as em volta da minha cintura, pronto para penetrá-lo.
Assim que consegui penetrá-lo, senti que Law era mais apertado do que eu imaginava e, mesmo assim, entrei de uma vez só, o que acabou fazendo ele gritar bem alto, como se estivesse com dor e tesão ao mesmo tempo.
─ Aaahh..!!
Minhas mãos ficaram livres para pressionar ainda mais o seu pescoço. Enquanto eu realizava as estocadas, aumentava o peso delas e o enforcava cada vez mais. Qualquer pessoa comum já estaria morta e até mesmo o próprio demônio sentia aquela dor. Os braços dele tentavam me parar e me afastar, mas o desejo dele de fugir só aumentava minha vontade de continuar.
Forcei meu corpo para ir cada vez mais fundo e mais rápido. Olhei o rosto dele, Law estava com a boca aberta e escorria saliva graças aos gemidos incessantes e quentes que ele soltava. Meu sorriso sádico estava visível, visto que eu adorava ver a feição que ele portava.
─ Fufufu, você fica lindo com esse rostinho de dor.
─ Aaah... v-você acha..?
─ E fica mais irresistível ainda falando desse jeito.
Seu rosto já estava quente e vermelho, mas ele conseguia sorrir mesmo assim. Tirei minhas mãos de seu pescoço, me concentrando apenas nos movimentos de penetração. Cada vez ia aumentando mais a velocidade, sentindo minha pele contra a dele. Tudo naquele corpo me excitava e os gemidos ficavam mais abafados com o passar do tempo.
Levantei um de meus braços, pegando impulso e mirando nele. Em seguida, disferi minhas mãos em direção ao seu peito, arranhando-o completamente. Minhas unhas eram tão afiadas que o sangue de Law manchou-as e, tudo o que o maldito demônio fez, foi ficar mais excitado ainda.
─ Aaaahh... isso dói!
─ Você adora a dor, não é?
─ Heh, adoro... se ela vier de alguém forte e gostoso como você.
─ Então vamos nos divertir mais?
Sai da cama, levando ele junto comigo em meu colo, com cuidado para não sair de dentro dele. Law apoiou seus braços envolta de meu pescoço e fomos nos beijando em direção a poltrona, onde sentei-me novamente.
Desse jeito ficava mais fácil, pois eu adorava vê-lo se mexendo em cima de mim. Seus movimentos com a cintura eram ótimos e excitantes, e, com aquela aproximação, pude ter o deslumbre de teu olhar à minha frente. O rosto de orgasmo que ele possuía era terrivelmente lindo.
─ Aaahhn..! Doflamingo..ya...!
─ Aahnn... garoto, como eu adoro sentir você sentando em mim...
Beijei-o para que nossos gemidos saíssem automaticamente e no mesmo ritmo das estocadas, que só aumentavam graças aos movimentos com os quadris. Puis minhas mãos em suas costas, arranhando-as bem fortes, tudo para senti-lo mais perto de mim.
Não sei de onde este maldito ser dos infernos surgiu, mas eu nunca senti nada assim antes. O jeito como ele geme, como ele consegue controle da situação mesmo comigo, as palavras excitantes que ele solta.... tudo isso era ótimo. E cada vez, só melhorava. Minha vontade era de amarrá-lo e fazer dele meu brinquedinho pro resto da eternidade.
─ Doflamingo-ya... suas mãos...
─ Minhas mãos...?
─ São tão grandes e fortes... você incrivelmente gostoso...
─ Heh, e você é um demônio muito obsceno, do jeitinho que eu gosto. Eu posso usar essas mãos a noite toda com você...
Enquanto uma de minhas mãos ainda arranhavam suas costas, a outra foi o masturbando. Voltei a beijá-lo e, mais uma vez, ele arrancou todo o meu ar. Era único, nunca vi nenhum ser humano conseguir sugar a alma através de um beijio. Pelo menos não como Law fazia. De certo, não há dúvidas de que se trata de um demônio pervertido.
E tudo só melhorava com a capacidade dele de me deixar cada vez mais louco. Nunca vi um garoto tão obediente e ao mesmo tempo tão rebelde. Um garoto tão jóvem, mas com um fôlego incrível e um corpo realmente bem trabalhado. Era ótimo beijá-lo e sentir seu gosto levemente salgado.
─ Doflamingo-ya, desse jeito eu vou acabar gozando...
─ Law... você só pode gozar sob a minha permissão...
─ Aahn... não vou mais aguentar de tanto tesão. Posso gozar, meu Mestre? ─ Ele me disse, com um sorriso fraco e malicioso, com saliva escorrendo de teus lábios e o rostinho vermelho.
─ Fufufu... é desse jeito que eu gosto...
Segurei sua cintura ao mesmo tempo que o masturbava, fazendo ele se movimentar mais rápido e agarrando sua pele até deixar marcas. Senti meu gozo saindo, mais espesso do que o normal e fiquei imediatamente com uma sensação de orgasmo maravilhosa, como se tivesse sido a primeira vez que eu gozara há tempos.
Ele soltou um grande gemido quando sentiu meu líquido entrando em seu corpo, gozando em minha barriga. Em seguida, seu rosto apoiou-se em meu ombro. Ele não saiu de cima de mim, apenas sussurrava no meu ouvido com a mesma voz quente e abafada de sempre.
─ Você é muito selvagem... adoro pessoas que não tem medo de impor autoridade...
─ E eu adoro garotinhos que sabem exatamente o que fazer pra me deixar excitado...
─ Heh, que bom que gostou... só espero que o seu irmão mais novo saiba foder assim também. Parece que ele também está precisando relaxar...
(...)
─ O QUE VOCÊ DISSE DO MEU IRMÃO?!
Ahn? Espera... onde eu estou? Acordei com um susto e automaticamente dei um grito. Quer dizer, eu já sabia que era um sonho, não é possível um garoto tão delicioso assim ter invadido a minha casa. Não do jeito que ele fez. E aquele quarto onde estávamos nem existia mais.
Porém, contudo, entretanto, a única coisa que me preocupou de verdade foi o que ele disse do meu irmão antes de eu acordar e tudo voltar ao normal. Quer dizer, o Rosinante é uma pessoa tão medrosa, como eu posso deixar o meu irmãozinho com uma besta faminta por sexo desse tipo?
Meu dever como irmão mais velho é justamente evitar que esse tipo de coisa aconteça. Se o tal do Law invadir a mente do Rosinante do mesmo jeito que fez comigo... o que vai acontecer com ele? Eu não posso deixar de me preocupar!
─ Uma noite tão maravilhosa e eu acabo assim. Preocupado com meu irmão, como sempre. Tsc.
Um demônio tão perigoso. Um demônio com uma sede por sexo, com um jeito tão cruel, sórdido e com uma aparência tão rebelde. Uma criatura maravilhosa de fato, masoquista com ar de sádico. Nunca conheci ninguém que saiba foder tão bem como ele, mas... COMO O ROSINANTE VAI AGUENTAR ISSO?!
Parando pra pensar, meu lençol tá todo molhado. Uma mistura do meu próprio gozo com suor, provavelmente graças a esse sonho maluco. Ou melhor, não foi um sonho. É realista demais pra ser um sonho. Isso tudo foi os meus desejos impuros falando mais alto, como ele disse.
E, parando para pensar mais uma vez, tem um bilhete aqui. Um bilhete? Sim, um bilhete. Um pequeno pedaço de papel em cima da minha cama. Está escrito algumas palavras com sangue, provavelmente do próprio demônio.
"Enquanto você está aí pensando, eu estou pegando o seu irmão. É melhor você se apressar, pois ele corre um grave perigo, hehe."
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