The Royal Centre of Medicine
1 Capítulo 1 - Hot and Dangerous
Notas iniciais
O outono estava no seu fim, já não se via muitas folhas caídas no chão, dava pra sentir uma brisa gélida que arrepiava a espinha até dos mais encasacados. Grell estava chegando ao hospital com o seu uniforme de enfermeira, este se negava a usar o uniforme masculino alegando ser um incômodo andar sem nenhum estilo pelos corredores. Ao entrar pela porta principal, avistou Bard:
– Bom dia Grell! Então hoje resolveu prender seus longos cabelos ruivos – Com um sinal de positivo levantado na direção do ruivo, Bard pisca levemente com olho direito.
– Hahaha, Bom dia! Uma diva não pode andar com o mesmo penteado todos os dias.
Ao caminhar alguns metros à esquerda, conseguia-se ver um grande mural, ali estava escrito quais as especializações de cada médico e, além disso, um gigantesco mapa mostrando os quatro andares do hospital. Estes andares eram construídos da seguinte forma:
Subsolo: Onde ficavam os laboratórios de anatomia de Undertaker e Claude. Além de uma pequena sala onde alguns corpos estavam empilhados em grandes gavetas de alumínio.
Térreo: Recepção, escritórios, banheiros e uma sala onde as enfermeiras permanecem enquanto seus pacientes repousam.
Segundo andar: Consultórios de: Francis Midford (Cardiologista), Angelina Dalles (Ginecologista/Obstetra) e Sebastian Michaelis (Pediatria).
Terceiro andar: Quartos de repouso, salas preparadas para partos e berçários.
A parte mais reservada do hospital era constituída de apenas dois andares:
Térreo: Consultório de William T. Spears (Neurocirurgião), escritório do Diretor e, além disso, um vestiário para enfermeiros e médicos.
Segundo andar: Salas preparadas pra suprir a necessidade de cirurgias e alguns quartos se caso necessário fazer internações.
Qualquer um que entrasse lá pela primeira vez ficaria pasmo de ver algo tão grande, era como um castelo construído para suprir as emergências e urgências diárias dos Ingleses.
Grell estava andando em direção a sala dos enfermeiros quando se depara com William descendo do segundo andar, o rosto do ruivo se torna rosado ao ver Will em um jaleco médico:
– Bom dia Sutcliff. Vejo que acordou um pouco mais cedo para arrumar seus cabelos, mas vejo que deu muita importância a isso... – Com um sorrisinho, Will direciona seus olhares para a ata que estava em suas mãos.
– Bom dia Diretor. Mas me explique, eu não dei muita importância à?– Grell franze a sobrancelha esquerda.
– Venha a minha sala irei te mostrar. – O moreno sorri novamente, mas agora é um sorriso de contentamento.
Grell sem entender o que estava acontecendo, apenas seguiu Will pelo corredor. Andaram alguns metros até chegarem à sala onde o moreno cuidava dos pacientes. Após entrarem, Grell sente um arrepio:
– Brrrr, você deveria ligar o climatizador, sua sala está mais fria do que lá fora. – O ruivo envolve seu corpo com os braços.
– Você sabe que temperaturas baixas são as minhas favoritas e que eu prefiro ainda mais ter seu corpo por perto. – Will empurra de leve o corpo de Grell em direção a porta, fazendo-a fechar.
– Will, foi para isso que me chamou aqui? A noite passada não foi o suficiente?Eu mal consegui levantar hoje pela manhã. – O ruivo leva seu rosto para a direção esquerda tentando esconder sua breve vermelhidão.
– Não foi exatamente por isso que eu te chamei aqui, apenas consegui unir o útil ao agradável. Veja, você abotoou seu uniforme erroneamente... – Will aponta para os botões que estão fora do seu rumo. − Mas isso não é um problema agora. – Com a mão esquerda Will segura a cintura do ruivo e com a direita desabotoa lentamente seu uniforme.
– Aqui não Will... É um pouco desconfortável. Nós fizemos a noite toda, você quer de novo?– Grell com o rosto agora mais vermelho olha diretamente para os olhos do moreno.
– Confie em mim, não vamos exagerar aqui no consultório, apenas mais um pouco, por favor. – Depois de desabotoar aproximadamente cinco botões, Will toca levemente o corpo pálido do ruivo.
– Estou tentando me controlar, mas e se alguém ouvir meus gemidos? – Com a mão esquerda tapando parcialmente a boca, Grell esconde seus gemidos baixos.
– Me toque um pouco... – Will leva a mão direita de Grell até seu membro claramente ereto. – Está começando a latejar, então... abra o zíper.
Grell obedece ao moreno, abre o zíper e apalpa lentamente o membro ainda dentro da cueca. Will com a mão esquerda puxa a gola do uniforme e leva seu rosto para perto do ruivo, respira profundamente. – Esse seu perfume... Esse seu sabor... – A língua do moreno encosta na pele suave do ruivo fazendo-o tremer de tesão. A língua agora percorre toda a extensão de seu pescoço, a respiração de Grell começa a falhar.
– TOC, TOC. Diretor? – Ambos se assustam.
– S-Sim? O que aconteceu Tanaka? – Will está com o coração acelerado, mas não por causa do súbito aparecimento de seu ajudante, mas sim por que Grell continua o tocando. O ruivo escorrega suavemente suas costas pela porta, chegando a uma posição onde o membro de Will fica ao alcance de sua boca, com as mãos Grell retira o membro do moreno da apertada cueca e o coloca rapidamente na boca.
– Sua reunião das 8 horas Senhor, irá começar logo.
– Hnn... – Will não consegue segurar seu gemido. – OK! EU... TE VEJO LÁ! – Grell está com o membro do moreno quase inteiro na boca, fazendo movimentos com a língua que deixa Will louco de prazer. – Grell, pare, não precisava ir tão longe.
O ruivo lentamente tira o membro da boca. – Você me deixou com tesão, agora precisa ser punido. – Novamente passa a língua envolta da cabeça, fazendo círculos, olhando diretamente para os olhos de Will.
– Não me olhe desse jeito, assim vou acabar gozando logo. – Com as bochechas rosadas Will não consegue esconder seu prazer e sua vergonha. Estão juntos há quase sete meses, mas nunca tinham feito algo assim no hospital. O ruivo sempre foi mais envergonhado, mas na parte “sexo” essa vergonha simplesmente deixava de existir.
– Grell... Estou gozando. Ahhhhnn... – Os olhos do ruivo se fecham e ele se delicia com fluído corporal do moreno.
– Depois de fazermos tantas vezes pela noite, percebo que as quantidades de sêmen automaticamente reduzem... Interessante... – Grell se levanta, lambe o seu lábio superior, arruma seus óculos, e abotoa seu uniforme.
– Mas é claro! Fizemos incontáveis vezes... – Will fecha seu zíper, arruma sua camisa dentro da calça e limpa o canto direito da boca do ruivo que estava um pouco suja.
Grell termina de se arrumar, soltando seus cabelos diz em uma tonalidade entristecida. – Uma pena, você ter que ir para sua reunião...
– Sim, realmente... Mas após nosso turno, nos encontraremos em nossa casa. – Will caminha em direção à sua mesa, procura alguns papeis e os segura em mãos.
– N-Nossa? – O ruivo adquire uma expressão de espanto e leva suas mãos ao peito.
– Sim, nossa. A partir de hoje iremos viver juntos, é assim que quero viver, diariamente ao seu lado. Apresse-se e leve sua mudança para lá. – Will se aproxima lentamente de Grell, coloca sua mão no rosto do ruivo, beija seus lábios finos e rosados.
Com seu rosto brevemente molhado de lágrimas Grell sorri. – Sim! O quanto antes.
Will abraça fortemente o ruivo, deixando-o totalmente em seus braços. – Obrigado Sutcliff. — Grell corresponde ao abraço com um beijo no rosto do moreno.
O moreno se distancia um pouco. – Bem, tenho que ir para essa maldita reunião. O quanto antes irei te procurar. – Will coloca o seu dedo indicador direito na frente de seus lábios e sussurra. – Eu te amo. – O moreno abre a porta e sai da sala antes que o ruivo possa responder algo. – Will sussurra tão baixo que Grell precisa fazer uma leitura labial. Depois de alguns segundos o ruivo entende e fica completamente vermelho.
Grell cambaleia em direção à cadeira do Diretor, chegando perto dela, joga seu corpo magro em cima da mesma, seus cabelos ruivos são jogados para trás, olhando para cima Grell descansa sua cabeça no encosto da cadeira, seus olhos estão ficando pequenos.
– Eu sabia... aquelas míseras horas de sono, não eram... suficientes... – O ruivo adormece completamente atirado na cadeira de Will, mas no momento é o lugar mais confortável que ele poderia estar.
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