The Roommate

10 Taking a Walk on The Wild Side


Notas iniciais
*pegando o microfone* Oi, tá pegando esse troço? Testando, testando... OLÁ SEUS LINDOS!!!! ADIVINHA QUEM ESTAVA MORRENDO DE SAUDADES DE VOCÊS??? Não, não é a vó, sou eu mesma :p Eu queria pular direto pro capítulo por que sei que estão morrendo de saudades da história, mas quero matar a saudades da inner Kitty, então lá vai. --------------------------- KITTY: Oioioioioioioioioioi (cara, são muitos ois). Bom, quem é escritor como eu sou, já deve ter enfrentado o maior pesadelo de todos na vida de um escritor. O bloqueio de escritor? Também, mas estou falando da vida offline. No meu caso, uma vida offline que não me dava tempo nenhum pra escrever. Claro que eu ficava nas redes sociais (só o pessoal do Tumblr e do Twitter (o qual voltei do mundo dos mortos) sabem disso), mas só no mobile, e quando eu estava no PC, cadê a inspiração? Agora voltei com mais ideias para a fic, mas a essência dela ainda é a mesma: mistério, muita morte (sim, eu ainda vou matar uma galera aí... Muahahahahaha) e claro, o romance complicado de Kendall e Logan. Só mais uma coisa, eu particularmente achei que ficou meia boca pra um "retorno triunfal", mas logo eu prometo voltar ao meu pique de escrita pra vocês todos ficarem felizes com a minha pessoa.^^

–Então, no que você vai trabalhar mesmo? –Perguntei a Logan enquanto ele arrumava o cinto de segurança. O lado bom de poder trabalhar na Rocque Records é poder contar com a vasta seleção de carros que podem te disponibilizar. O que disponibilizaram pra mim (bom, o que James conseguiu disponibilizar pra mim) era um Cadillac Escalade preto. Um pouco extravagante pro meu gosto, mas não podia questionar a escolha do James.

–O quê? –Logan arregalou os olhos, um tanto confuso.

–Bom, se eu vou te deixar no trabalho, vou ter que saber onde você trabalha, não é?

–Ah sim. Que cabeça a minha... –Logan deu um tapa na testa, sorrindo- Bom, por que você só não segue minha direção? Quero te surpreender...

–Okay, como quiser... –Assenti, ligando o carro. Olhei de lado para Logan, que olhava as horas no celular- Pelo menos pode me dizer no que você vai trabalhar?

–Até onde eu sei, acho que serei secretário. -A testa de Logan estava franzida, como que tentando lembrar- Ou será que disseram que eu ia ser assistente executivo?

–Você não sabe no que vai trabalhar?

–Eles não deixaram isso muito claro. -Logan deu de ombros- Hoje eles vão esclarecer os detalhes para mim, mas acho que é algo nessa linha de trabalho.

Dei de ombros ao mesmo tempo que Logan antes de ele começar a me dar as direções. O lado bom era que, sabe-se lá onde o Logan trabalha, é perto da Rocque Records. Talvez a gente se esbarraria bastante no almoço. Ou não. Vai saber... Tentei voltar minha atenção ao trânsito e ao Logan me dando as direções.

–Pegue a Wilshire Boulevard e siga nela até chegar à frente de um prédio espelhado com uma fonte com um obelisco de cristal no centro. E prontinho. -Logan sorriu, arrumando a manga do cardigã. Precisei de um segundo pra finalmente saber onde Logan ia trabalhar. Quer dizer, poucos lugares aqui em Los Angeles teriam um obelisco de cristal na fonte de entrada. Freei o carro bruscamente (graças a Deus o sinal estava fechado) e encarei Logan, que simplesmente sorria e me encarava de volta.

–Okay, quando você ia me contar que ia trabalhar na Rocque Management?

–Achei melhor fazer surpresa. -Logan deu de ombros- Além disso, se eu contasse que ia trabalhar no mesmo lugar que você, ia achar que sou um stalker sinistro ou algo do tipo... -Os argumentos de Logan morreram no mesmo momento que eu começava a rir- Tá rindo por quê?

–Por que sua cabecinha pode ser catastrofista ás vezes. -Balancei a cabeça, finalmente parando de rir- Não ia ter problema você me contar que ia trabalhar no mesmo lugar que eu. Acho legal saber que vamos trabalhar no mesmo lugar, mesmo se nós não estivermos próximos.

–É, talvez eu devesse ter contado. Mas como você descobriu antes, acho que tá tudo bem... –Logan voltou a dar de ombros, como se ter deixado de me contar esse pequeno detalhe fosse nada de mais, mas aquele sorrisinho nos lábios de Logan, como se a qualquer momento ele fosse explodir em uma risada me dizia o contrário. Ele tinha escondido isso de propósito.

O prédio da Rocque Management com certeza era gigante. Abrigava todas as empresas que juntos, Arthur Griffin e Gustavo Rocque gerenciavam. Além de gravadora, havia uma produtora, uma agência de talentos e uma agência literária (por isso o motivo de Stephanie estar aqui em Los Angeles), tudo no mesmo prédio. Assim que estacionei o carro na vaga de visitantes (de acordo com James era temporário, logo eu teria minha própria vaga no estacionamento) eu e Logan automaticamente olhamos para o topo do prédio, com aquela carinha de garotos do interior que nunca viram um prédio na vida (não que nós fôssemos assim, é só figura de linguagem).

–Cara, isso é bem maior do que eu imaginava... –Logan se virou pra mim e sorriu. Juro que ver ele assim, todo doce e inocente como um garoto, fez meu coração flutuar no meu peito.

–Bom... –Eu percebi que estava encarando Logan tempo o suficiente pra deixa-lo suspeitando de algo e decidi disfarçar- James me disse que a gravadora ocupa 10 andares daqui e que a recepção da Rocque Records fica no 5° andar, então...

–Tudo bem, Kendall. Eu vou ter que ficar na recepção mesmo pra esperar meu superior me receber. –Logan arrumou a gola da camisa, meio sem jeito- A gente se vê no almoço, talvez?

–Talvez... –Sorri, colocando a mão no ombro do Logan- Boa sorte pra você.

–Você também... –Logan sussurrou enquanto nós entrávamos no prédio. Eu fui em direção aos elevadores. Logan se sentou em um dos sofás gigantes na recepção. Eu ainda conseguia ver ele, olhando pra mim meio inseguro, até a porta do elevador se fechar.

O 5° andar, onde fica a Rocque Records era... Caótica, por assim dizer. Havia muito vermelho nas paredes cheias de posters e discos de ouro, diamante e platina dos artistas da gravadora. E bem atrás da parede da recepção estava um pôster gigante do James divulgando seu single mais recente. Quase tive vontade de rir. Me perguntei por um segundo se aquilo era ideia do James. Me controlei para poder falar com a garota na recepção.

–Oi, eu vim aqui pra ver James Diamond, eu sou Kendall Knight...

–KENDALL KNIGHT!!! –Uma voz grossa gritou, me fazendo pular. A garota do meu lado nem se mexeu, como se tudo aquilo fosse muito normal por ali. Vindo por um dos corredores estava um cara gordo, vestido com roupas cuja as marcas eu conhecia dos videoclipes de 50 Cent, com um boné vermelho de aba reta e um monte de correntes em seu pescoço. Parecia um rapper decadente, mas eu sabia bem quem era ele. Gustavo Rocque- Finalmente conheço você. O cachorrinho de diamante não parava de falar de você, que eu TINHA que te contratar, que você era bom, então... Acho que você deve seu novo emprego a mim.

–Obrigado, eu acho... –Olhei Gustavo, que estava parado como se fosse o dono de todas as respostas do mundo. Eu quis rir da situação até ver uma figura familiar rindo atrás dele.

–Gustavo, menos. Não intimide o garoto. –Kelly deu um tapinha no ombro de Gustavo e veio me abraçar- Não ligue para o Gustavo. Ele adora fazer isso com os novatos. Intimidar e chamar todo mundo de cachorro. Bom, quase todo mundo. Ele não se atreveria me chamar de cachorra.

–Claro que não Kelly. Eu sei que você ia querer mastigar meu pescoço se eu fizesse isso. –Gustavo riu, dessa vez bem mais amigável, para Kelly- Acho que o cachorrinho de diamante está esperando por você, Kelly vai te guiar até lá. Boa sorte cão e bem vindo a Rocque Records!!!

–Ahn... Valeu... –Gustavo nem ouviu meu agradecimento direito. Já foi direto gritar com a garota da recepção, dizendo que esperava os executivos na sala dele em 15 minutos e que era pra passar todos os recados pelo e-mail para Kelly pra passar pra ele. Kelly estava do meu lado, só balançando a cabeça, com um sorriso no rosto.

–Então, vamos ver o James? –Kelly me indicou o corredor, já de volta a sua postura profissional. Não tive outra escolha a não ser segui-la.

Passando pelo largo corredor eu via mais discos de ouro e platina, prateleiras cheias de troféus de premiações e, claro, mais posters. Fiquei olhando o pôster do álbum mais recente da Kat’s Crew, a girlband favorita da Katie quando senti alguém esbarrar em mim. Eu só tive tempo de olhar por um segundo e ver a pessoa que esbarrou em mim.

Ele era quase do meu tamanho, alguns centímetros mais alto que eu, cabelo castanho um pouco claro, olhos azuis, um tanto forte.

E eu definitivamente não gostava dele por algum motivo.

Ele me encarou por um segundo, um misto de curiosidade e desprezo invadindo seu olhar quando me viu. E logo depois se virou e foi embora, quase como se ele estivesse desfilando em uma passarela em Milão.

–Jett Stetson. –Kelly falou, me fazendo saltar um pouco de susto. Nem tinha visto ou ouvido ela chegar perto de mim- Ele é agenciado da Rocque Management. Ator. E ele definitivamente não tem tantos admiradores por aqui. Eu não sei por que, sinceramente. Todo mundo diz que ele tem uma vibe estranha...

Então eu não era o único a achar que tinha algo de errado com esse Jett. E pelo jeito como Kelly dissera... Era mais do que não gostar do Jett. Ela tinha medo dele.

–Bom, você não precisa disso no seu primeiro dia aqui, certo? –Kelly sorriu pra mim, o medo já contido em seu olhar- Vamos ver o James, sim?

Mais algum tempo andando e logo chegamos à porta do mini lounge onde James ficava quando estava em época de gravação ou composição. Quando não estava aqui, ele provavelmente estava em sua casa nas proximidades de Rodeo Drive ou obviamente, em turnê. E assim que chegamos congelamos ao ver James de joelhos no enorme sofá preto do lounge, socando a almofada igualmente grande do sofá, completamente sem ar. Ele só parou com a pancadaria na pobre almofada quando nos viu ali, parados e sem reação. James se levantou se alisou a camisa amassada antes de abrir um grande sorriso, como se nada tivesse acontecido.

–E ai, Kendall! Como é que vai? Valeu por mostrar o caminho a ele Kelly, eu assumo daqui. –James pegou no meu braço e me puxou pra longe da Kelly.

–Tá tudo bem James? Você não me parecia tão... –Kelly fez um movimento de mais ou menos com a mão, sem conseguir explicar direito, mas James já estava tirando ela dali.

–Eu tô bem sim, a gente se fala mais tarde, Kelly. –James a empurrou pra fora do lounge, acenando uma despedida pra ela- Aaah, até que enfim. Kelly é legal, mas ela é meio maternal demais. Ela ia ficar me enchendo de perguntas e a última coisa que quero é preocupá-la.

–Bom, não vai ter perguntas da Kelly, mas vai ter as minhas perguntas. –Sorri- O que a almofada te fez pra você querer agredir ela?

–Nada, tecnicamente. –James riu da minha piada- É uma longa história, eu conto outro dia. Agora temos que nos adiantar com o trabalho. Eu tenho que resolver os assuntos da turnê, mas antes disso eu planejei lançar um novo single. Tenho algumas letras que escrevi essas semanas, se quiser dar uma olhada.

–Claro, sem problema. Onde elas estão?

–Erm... –James coçou a cabeça, meio sem jeito- O Carlos geralmente é quem sabe. Apesar de hiperativo, ele consegue ser organizado. Mas ele não está aqui, pelo menos nesse andar. Foi resolver alguns lances da gravadora em outro lugar. Sabia que eu o promovi? Agora ele é meu assistente pessoal fora daqui. Quer dizer, ele sempre foi, mas agora é definitivo.

–Então quem é que vai ser seu assistente aqui?

Uma luzinha na minha cabeça se acendeu e eu soube da resposta assim que terminei a pergunta. Todas as pistas agora se encaixavam enquanto a porta do lounge se abria, deixando entrar Carlos e o mais novo assistente pessoal de James para a Rocque Records.

Logan Mitchell.

Um resumo da história toda que aconteceu depois que Logan entrou no longe do James (e que os dois trataram de me explicar depois): Assim que James assinou com a Rocque Records, ele implorou para que contratassem Carlos como seu assistente. Com uma ajudinha da Kelly, Carlos foi contratado pra ser assistente de James dentro da Rocque Records, não sem antes entrarem em um acordo que até que pudessem arranjar outro assistente competente para substituir Carlos, ele continuava a trabalhar para a gravadora. Assim que arranjassem, Carlos seria assistente pessoal exclusivo do James. Mais tarde, quando fui almoçar com Logan, James e Carlos, tive uma chance pra falar com ele (por que, convenientemente, James e Carlos quiseram ir ao banheiro ao mesmo tempo. Carlos deve ter contado ao James que eu já estava meio que interessado no Logan) sobre esse assunto.

–Então... –Comecei a mexer nas batatas fritas na minha frente, me fingindo de desinteressado- Já que você ia trabalhar na Rocque Records, por que não me contou que ia trabalhar pro James?

–Acredite em mim, Kendall, se eu soubesse que ia trabalhar pro James eu teria dito. –Logan, franziu a testa, dando um gole no refrigerante dele- O anúncio dizia que precisavam de um assistente, não me disseram pra quem eu iria trabalhar. Eu fiquei tão surpreso de te ver lá quanto você ficou em me ver. –Olhei em seus olhos e pude perceber que ele estava sendo sincero- Eu sabia que Carlos trabalhava na Rocque Records e pro James ao mesmo tempo, mas ele nem contou que eu ia trabalhar no lugar dele.

–Bom, pelo menos a gente vai se ver mais. –Murmurei, tentando esconder o sorriso, mas pela cara do Logan, não tive sucesso em esconder meu sorriso.

–Então... –Carlos e James chegaram, com sorrisos cúmplices no rosto. Aqueles dois bestas...- Espero que tenham resolvido tudo, por que como vocês vão trabalhar juntos, não queremos um clima pesado lá na gravadora...

–Não tinha muita coisa pra resolver. –Logan deu de ombros, ainda sorrindo- Só tínhamos que absorver a novidade, só isso.

–Ora, ora... –Uma voz fria foi ouvida perto de nós. Imediatamente James mudou a expressão de riso dele: se tornou quase furiosa. Carlos deve ter notado isso, por que olhou para James, preocupado- Não imaginei que teria que ver sua carcaça tão cedo, Diamond.

Olhei em direção à voz e admito, eu também meio que senti meu sangue congelar nas veias.

Era Jett Stetson.

–Haha, bela piada, Stetson. –James riu sem nenhum humor- Você não tem outra coisa pra fazer? Sei lá, sacrificar almas inocentes pra manter sua juventude?

–Embora eu adore perder tempo com a ralé, eu preciso pegar meu suco de clorofila, então se me derem licença... –Jett soltou um sorriso cruel em nossa direção antes de ir embora.

Nossa mesa ficou em silêncio por algum tempo até ouvirmos James esmurrar a mesa, assustando todos nós. Por um segundo, eu queria que ele estivesse esmurrando as almofadas do longe. Carlos respirava fundo, provavelmente pensando em algo pra dizer pra acalmar James, mas a reação de Logan me surpreendeu. Ele estava pálido, de ombros caídos, parecendo menor do que ele é, mas seus olhos pareciam arder.

Eu ainda estava curioso em saber qual era o problema entre James e Jett, mas a reação do Logan também não saiu da minha cabeça.

Seria mais um mistério sobre ele que eu adoraria desvendar.

Notas finais
Agora que eu voltei, a caixinha de reviews está liberada pra xingar bastante a autora pela demora... Brincadeirinha (ou talvez não)!!! Comentem bastante, indiquem aos seus amigos. Eu volto logo ^^