The Roommate

21 Drowning My Thoughts Out With Sounds-Pt. 1


Notas iniciais
GENTE, ESTOU DE VOLTA!!!!! E estou em um bom humor tão bom que nem essa semana de Black Friday vai tirar meu humor. Por isso trouxe a vocês um UPDATE NOVINHO!!! Ficou meio podre por que eu quis editar ele a semana passada todinha, mas acabei procrastinando, nada de novo, pra ser sincera. Agora fiquem com a nota da Kitty e em seguida, a programação normal. ---------------- KITTY: Sabe quando as coisas de repente começam a dar certo, mas tão certo, que você começa a desconfiar das coisas? Pois é, depois de muito tempo (muito tempo meeeeesmo, tipo quase dois anos) começamos a ter muitas, mas muitas coisas pra surtar. Claro que não é como costumávamos ter até o fim de 2013, mas é o bastante pro fandom acordar. Eu só espero que isso tudo dê algo pra todo mundo falar por um bom tempo (e sofrer bastante no processo). É, eu queria poder compartilhar isso, da forma mais rápida que pude. Ah sim, e essa parte do capítulo vai preparar mais um momento musical nessa história. Mais detalhes disso eu conto no próximo capítulo. ;)

POV Kendall

Eram quase três da manhã quando meu celular tocou, me acordando de um sonho bem interessante com Logan. Sim, mais um sonho com ele sendo praticamente o assassino mais sexy da história, matando alguns desconhecidos que haviam me sequestrado sabe-se lá como e depois de me resgatar acabamos transando ali mesmo, no canto do porão onde me mantiveram preso, os corpos dos meus sequestradores logo atrás de Logan, que cavalgava em cima de mim, segurando meus ombros com firmeza e gemendo quase sem ar. É claro, ainda queria saber o motivo de eu ter sonhos assim. Não que eu estivesse reclamando da parte erótica no sonho, essa é a única parte que eu não reclamo, mas Logan nunca me inspirava essa imagem de violento e sanguinário, então por que eu sonhava com ele justamente matando pessoas? Talvez fosse a tensão de estar longe de casa ou do novo trabalho aqui em Los Angeles. De alguma forma, isso tudo tinha que ter uma explicação, certo?

O celular continuava tocando, interrompendo meus pensamentos. Grunhi e atendi o telefone, ainda irritado por ter sido acordado.

—Alô?

—Kendall, sou eu, James. –Ouvi a voz do James do outro lado da linha. Ele parecia devastado com alguma coisa- Eu nunca sei como dar uma notícia dessas pra alguém, mas Mercedes foi morta, aqui no estacionamento da Rocque Management.

Aquela notícia me acordou na hora. Mercedes morreu?

—Mas como você sabe disso?

—Carlos esqueceu uma pasta aqui. Ele tá no meu apartamento cuidando dos detalhes para a sessão de fotos da GQ junto comigo, e ele me falou que esqueceu uma pasta aqui no prédio. –A voz de James era rápida, aflita- Eu me ofereci pra vir aqui e buscar, o vigia noturno do prédio poderia me deixar entrar até o lounge pra pegar a pasta. Mas quando cheguei no estacionamento e vi um corpo jogado no meio do chão, parei o carro na hora e fui correndo ver quem era. E quando vi que era a Mercedes...

O relato do James fez meu sangue congelar. Jenny e Mercedes mortas em um intervalo de uma semana. Era bem assustador.

—Mas deve ter alguma coisa sobre quem é o assassino, sei lá. –Falei- O estacionamento tem câmeras de segurança? Devem ter gravado tudo que aconteceu...

—É isso que contei pra polícia. –James suspirou, o tom aflito em sua voz não havia diminuído- Eles estão aqui agora, liguei pra eles há alguns minutos. Eles acham que quem matou Mercedes provavelmente sabia das câmeras. Devem ter colocado máscaras ou algo do tipo pra não ser identificado pela câmera, mas isso só vai dar pra saber com certeza quando a perícia verificar as câmeras.

—Caramba... –Passei a mão pela cabeça, já totalmente desperto- Mais alguém tá sabendo do que aconteceu?

—Liguei pro Carlos e pro Gabe antes de ligar pra você. Carlos ia querer saber da minha demora e Gabe é namorado da Mercedes, ele merecia saber que a namorada dele tá morta. –James respirou fundo- Gabe me contou que ia ligar para o Griffin, e conhecendo Griffin como eu conheço ele vai querer tentar deixar esse assunto em particular. Ele sabe como a mídia pode ser cruel às vezes. Ele lida com isso, afinal de contas.

Naquele momento eu só pensava na dor de Gabe e de Griffin. Gabe, por ter perdido a namorada, e Griffin por ter perdido a única filha. Isso não é o tipo de coisa que se supera tão fácil.

—Provavelmente não vamos ter trabalho amanhã. A polícia não vai querer deixar ninguém entrar no prédio. Em todo caso, melhor esperar a ligação da Kelly ou da Kimberly. Talvez elas deem a resposta definitiva. Até lá, fique em casa. Tente não pensar muito nisso. Embora eu acho que não vai dar certo. E conte pro Logan também. Ele tem que saber.

—Claro, eu vou contar pra ele. –Balancei a cabeça e engoli seco. James e eu tenho uma coisa em comum. Também nunca soube anunciar desastres pra ninguém. Eu simplesmente nunca tive esse talento- Qualquer coisa ligue pra gente, okay James?

—Pode deixar. Me desculpa ter te acordado, mas eu não teria ligado se não fosse algo importante.

—Tudo bem, James. A gente se fala logo. –Desliguei o telefone e tirei o lençol de cima de mim. Calcei meus chinelos e fui em direção ao quarto do Logan.

Eu estava a ponto de dar uma batidinha na porta quando vi a porta entreaberta. Abri-a, bem devagar, até deixar uma fresta grande o bastante para que eu pudesse passar por ela. Entrei no quarto do Logan e finalmente prestei atenção de verdade no lugar pela primeira vez desde o primeiro dia que ele chegou ao apartamento. Só agora eu podia reparar melhor em como o lugar ficou nas mãos do Logan. Eu me senti até meio envergonhado de pensar no meu quarto, vendo o quarto do Logan tão arrumadinho. Nada de roupas no chão ou sapatos espalhados. Eu podia apostar 100 pratas como o closet do Logan era organizadinho em comparação com o meu, que parece ter sido visitado por um furacão. A mesa do computador estava toda arrumada, livros, papeis e canetas nos devidos lugares. O notebook fechado no centro da mesa. Em cada lado da mesa havia um porta retrato. No direito era uma foto dele criança, um garotinho fofo de cabelos bagunçados, óculos redondos realçando os olhos castanhos brilhantes e um sorriso inocente. Meu coração deu uma derretida diante daquela fofura que era o Logan quando criança. Do outro lado era uma foto um pouco mais recente, Logan junto com seus pais: Uma mulher baixinha de cabelos castanhos presos em um coque apertado e um sorriso caloroso e um homem alto de cabelos pretos e postura séria, mas seu sorriso quebrava a seriedade. Ele tinha até uma covinha aparecendo de leve na bochecha direita. Agora eu sabia de onde Logan havia herdado as covinhas. Eu ainda olhava a foto do Logan com a família quando um brilho atraiu meu olhar. Olhei para a parede à minha frente e só naquele momento notei o enfeite na parede. Duas katanas cruzadas, com um grande cordão grosso vermelho amarrando as duas. Me senti um pouco mais frio. Voltei a me lembrar do sonho em que Logan tinha feito aqueles estranhos de sushi com aquela espada. E ela estava no mesmo lugar do meu sonho. Um arrepio estranho subiu pela espinha quando olhei as katanas.

—O que tá fazendo aqui, Kendall? –Me virei pra trás e vi um Logan sonolento, bocejando e esfregando os olhos, com o cabelo todo bagunçado. Sorri por um segundo até me lembrar do motivo real de eu ter praticamente invadido o quarto do Logan.

—Me desculpa ter invadido seu quarto, é que... –Cocei a cabeça, meio sem jeito, enquanto Logan se sentava na cama.

—Você não teria entrado no meu quarto no meio da noite se não tivesse acontecido nada. –Logan me encarou, já alerta- O que houve?

—James me ligou agora há pouco. –Falei logo de uma vez. Achei melhor não ficar rodeando muito ou Logan iria ficar mais preocupado ainda- Mercedes foi assassinada agora a pouco no estacionamento da Rocque Management. A polícia já está lá e fecharam todo o quarteirão pra começar as investigações.

Logan arregalou os olhos e baixou o rosto, parecendo abalado. Durante essa semana, durante os relatórios que fez, Logan manteve contato quase ininterrupto com Mercedes, que o estava ajudando com as informações que ela tinha das rádios. Os dois tinham desenvolvido uma amizade forte nesse tempo tão curto. Era estranho e incrível que Logan pudesse cativar tanta gente em tão pouco tempo de convivência. Eu me sentia mal por Mercedes ter morrido, afinal de contas ela era uma garota bem bacana, mas o Logan? Ele parecia ter perdido alguém da família.

—Pelo visto... –Logan fungou, ainda de cabeça baixa- Nós não vamos trabalhar amanhã, não é?

—Provavelmente sim. –Assenti- James falou que o Gabe ia ligar pro Griffin pra dar a notícia da Mercedes. –Falei, me sentando no pé da cama do Logan- Eu sinto muito por ela, sei que você ficou bem amigo dela essa última semana.

—Ela era uma garota inteligente, afinal de contas. –Logan esfregou a mão no rosto antes de levantar a cabeça e olhar pra mim- Se não fosse por ela, eu nunca teria conseguido impressionar o Griffin naquela reunião.

—Vai ficar tudo bem, Logie. –Murmurei, chegando mais perto dele- A polícia vai pegar quem fez isso com a Mercedes. Eu tenho certeza...

—Será mesmo? –Logan murmurou pra sim mesmo antes de dirigir sua atenção de volta pra mim- Kendall, você... Podia ficar aqui comigo? Pelo menos até eu voltar a dormir. Se bem que acho difícil voltar a dormir depois dessa notícia...

—Em uma coisa você está certo, vai ser difícil pegar no sono agora. –Sorri, meio triste, enquanto me arrumava na cama do Logan. Ele me abraçou, sua cabeça encostando no meu peito. Eu o envolvi em meus braços, fazendo um carinho nos cabelos dele. Senti minha camisa ficar molhada com as lágrimas do Logan- Eu vou ficar aqui com você, eu prometo.

Ficamos ali, no silêncio do quarto do Logan, um esperando o outro cair no sono, mas nada do sono chegar. Acabamos abraçados na cama do Logan, vendo o brilho da lua ceder espaço a luz do sol que nascia em Los Angeles.

Depois de vermos a noite virar dia no quarto do Logan, eu e ele achamos melhor descer e tentar comer alguma coisa. Apesar do clima de luto, Logan quis fazer o café da manhã como se fosse um dia normal, e dessa vez eu quis ajudar. Eu preparava a massa das panquecas enquanto Logan cortava queijo para a omelete, nós dois em silêncio.

Logan já estava batendo os ingredientes para a omelete quando a porta do apartamento bateu. Logan parou de mexer e já estava indo para a porta quando eu me adiantei para a porta.

—Nada disso. Eu atendo. –Eu sorri rapidamente e abri a porta. Jo e Camille estavam na porta, as duas de preto- Meninas, o que fazem aqui?

—A gente queria falar sobre a Mercedes... –Jo começou a falar, mas Logan a interrompeu de lá da cozinha.

—Que mataram ela? Nós sabemos disso, James ligou para o Kendall pra avisar. –Depois disso só se ouvia o barulho da omelete fritando na frigideira.

—Nós podemos entrar? –Camille perguntou, estranhamente comedida- Se não estivermos incomodando.

—Claro, entrem. Chegaram bem na hora do café da manhã. –Falei cedendo passagem para elas. Camille foi até a sala e se sentou no sofá enquanto Jo se sentou em uma das banquetas em frente à bancada da cozinha.

—Como gostam da omelete, meninas? –Logan perguntou, tirando uma omelete da frigideira e passando para o prato.

—O meu é só clara com manjericão e queijo branco, por favor. –Camille falou, arrumando as pregas na ponta do vestido preto dela- Se não tiver queijo branco pode fazer com queijo normal mesmo.

—E o meu pode fazer do jeito que vocês vão comer. –Jo deu de ombros- Camille está meio que em uma dieta. Ela conseguiu um papel em Girl Meets World e ela tá paranoica com o peso dela. Claro que ninguém na Disney pediu pra ela emagrecer, mas sabem como ela é, não?

—Mas isso é necessário, Josie. –Camille choramingou- Eu preciso estar perfeita pra esse papel, quem sabe possam me chamar para ser recorrente na série? Claro, é uma série adolescente da Disney, não é muita coisa pra se aproveitar, mas é melhor do que nada.

—Bom, de qualquer modo, parabéns Camille. –Falei, fazendo um sinal de positivo com o polegar- Espero que você arrase.

—Ah, mas já arrasei. –Camille falou, arrumando o cabelo com uma pose de diva do cinema.

—Enfim, se já sabem da notícia da Mercedes não há muito o que dizer a vocês. –Jo falou, encarando o mármore da bancada, nos levando de volta ao assunto que trouxe ela e Camille para cá- Como vocês estão? Sabe, depois dessa notícia...

—Eu ainda tô em choque. Não tivemos muito tempo para lamentar a morte da Jenny, agora a Mercedes também se foi. Foi um baque pra mim, com certeza. –Olhei para Logan, que estava fazendo a omelete da Camille- Logie... Quero dizer, Logan, foi quem ficou mais abalado. Ele tinha ficado bem próximo da Mercedes essa última semana.

—Ela não merecia isso. –Logan murmurou, colocando uma pitada de manjericão nas claras com queijo ralado- Ela não merecia morrer assim.

—Lamento muito por você, Logan. –Jo falou, seu olhar triste- Eu sei exatamente como você se sente. Mercedes foi uma grande amiga para mim e para Camille. Foi ela que conseguiu meu primeiro papel na TV. Eu devo muito a ela. Nós devemos muito a ela. Por isso eu e Camille já abrimos luto. Sabemos que até o Sr. Griffin voltar vai demorar muito para que aconteça o velório da Mercedes, mas nós já estamos enlutadas por ela, de qualquer maneira.

—É estranho saber que nunca mais vamos ver ela... –Camille baixou o rosto. Uma das mãos segurava um lencinho preto que subia e descia do rosto para o colo dela a cada 30 segundos- Nosso jantar de noivado não vai ser a mesma coisa sem a Mercedes.

—Puxa vida, é verdade. –Falei, me sentando em uma das poltronas giratórias da sala- E agora, como vão fazer com o jantar de noivado?

—A gente pensava em adiar o jantar. –Jo respondeu, triste- Pelo menos até passar a semana de luto. Não faz sentido celebrarmos um noivado enquanto todos choram a perda de uma amiga. Chega a ser cruel, até.

—E eu estou com a Jo nessa. –Camille assentiu, enxugando uma lágrima do rosto- Seria muita falta de noção nossa fazermos isso. Vamos esperar isso passar para podermos celebrar nosso noivado. Bom, pelo menos o que conseguiremos celebrar depois de dois funerais...

—Enquanto isso tudo não acontece, eu sugiro que comam alguma coisa. –Logan falou, tirando a última omelete da frigideira e colocando-a em um prato- As omeletes estão prontas e Kendall fez panquecas. Comam enquanto ainda estão quentinhas.

—Vai por mim, –Me levantei da poltrona e estendi a mão para Camille, ajudando a levantá-la- A omelete do Logan é a melhor que tem. Nunca mais vão querer saber de outra omelete na vida de vocês.

Depois de um café da manhã um tanto quieto recebi uma ligação da Stephanie convocando todos nós para irmos à piscina do Palm Woods no fim da tarde. Gabe iria promover uma espécie de luau simbólico para homenagear Mercedes e queria todos que Mercedes conhecia por lá. Achei até que seria um evento meio lotado, mas Stephanie me garantiu que só o pessoal do Palm Woods iria. De acordo com Stephanie, “ninguém iria a um luau assim por vontade própria. Os amigos mais abastados da Mercedes são meio metidos.”, então seria um pouco mais tranquilo. Eu aceitei o convite e desliguei o telefone, prometendo perguntar a Logan e as meninas se queriam ir também.

—Claro que queremos ir. –Camille falou assim que terminei de fazer o convite- Mercedes é nossa amiga e Gabe precisa do apoio de todo mundo nesse momento. Sem falar que faz muito tempo desde que fui a um dos luaus do Gabe, e mesmo que seja um luau funerário, acho que vai ser bom.

—Estou com a Mille nessa. –Jo assentiu- Gabe vai precisar de todo apoio que puder.

—Eu vou também. –Logan falou, puxando a barra da camisa de leve- Ainda não sei se quero ir ao velório da Mercedes, e essa ideia do Gabe... Acho que é bem mais leve de suportar. É menos opressivo do que um velório, entendem? –Logan perguntava para todos nós, mas seus olhos estavam fixos em mim.

—Concordo com o Logan. –Assenti de leve para ele antes de voltar minha atenção às meninas- Vai ser melhor de suportar do que um velório. O velório da Jenny foi um tanto pesado pra nós.

—Por causa do quase barraco com James e Wayne-Wayne? Claro que vai ser melhor. –Camille falou- Até por que o Trem de Carga vai estar lá. Wayne-Wayne e o amiguinho dele não vão passar nem da entrada.

—Jett não entraria mesmo que quisesse. –Jo pôs a mão no ombro de Camille, tentando acalmá-la- Depois da cena que ele fez na Rocque Management depois que foi demitido pela Mercedes, deve estar celebrando a morte dela em algum bar por aí ou sei lá.

—Se é que ele sabe da Mercedes. –Camille fungou, fazendo pouco caso- Parece que pra ele, só existe uma coisa que importa: ele mesmo.

—Mas ele foi no velório da Jenny. –Falei- E até onde eu sei, eles não eram tão amigos assim.

—A gente pode parar de falar do Jett, por favor? –Camille pediu, esfregando as têmporas- Falar dele me dá dor de cabeça...

—Mas foi você que puxou ele no assunto, amor. –Jo riu, tirando os dedos de Camille das têmporas e começou a massagear as têmporas dela- Depois reclama de dor de cabeça aí.

—Ai Jo... Essa massagem tá muito boa... –Camille quase gemeu de olhos fechados enquanto Jo se concentrava nas têmporas dela. Eu e Logan nos olhamos, meio constrangidos, sem saber o que fazer. Até Logan quebrar o silêncio que se instalara com uma risada. Não pude evitar e comecei a rir junto- O que foi? –Camille abriu os olhos, vendo Logan e eu rindo- Que piada que eu perdi?

—Acho que nós somos a piada, Mille. –Jo colocou a mão no ombro, tentando segurar a risada- Você deve ter gemido um pouco alto demais enquanto eu aliviava a sua dor de cabeça.

—Você acha, Jo? –Logan falou entre risos- Mais um pouco e eu ia sugerir pra vocês duas irem pro quarto.

—Você é muito sem graça, Logan. –Jo fez um biquinho, fingindo estar ofendida- A gente já ia embora de qualquer maneira. O luau do Gabe é daqui algumas horas e conhecendo ele como a gente conhece, ele não vai gostar de ver a gente de preto. Melhor arranjarem umas roupas claras, meninos.

—Valeu pelo café da manhã. –Camille agradeceu, pegando o lenço dela que havia sido abandonado na bancada da cozinha- Kendall tinha razão, Logan. Sua omelete é a melhor que eu já comi.

—Eu não duvidaria nada se a Camille viesse todo dia aqui só pra comer sua omelete, Logan. –Jo sorriu, olhando Camille- Mas também adorei o café da manhã.

—Valeu meninas. –Logan agradeceu, meio tímido- A gente se vê mais tarde na piscina.

—A gente se vê mais tarde. –Jo se despediu, puxando Camille pelo braço, que acenava um tchau para nós.

Logan fechou a porta e ficou um tempinho encarando a porta. Eu cheguei perto dele, querendo saber se ele estava bem, quando ouvi ele falar.

—Agora ferrou.

—Como assim, o que ferrou? –Perguntei, preocupado.

—Eu não tenho muita roupa clara. –Logan se virou pra mim- Não sei se você reparou, mas a maior parte do meu closet se resume em cores escuras.

—Não se preocupa. –Eu sorri- Eu posso te emprestar uma camisa minha. Se não ficar muito grande em você, talvez...

—Valeu, Kendall. –Logan sorriu e levantou a mão, como se fosse tocar meu rosto, mas logo abaixou-a, hesitante. Ele se virou e começou a ir em direção às escadas- Eu vou... Vou tomar um banho e começar a me arrumar. E você podia me ajudar com aquele lance da camisa emprestada, o que acha?

—Eu acho que você fica bem melhor sem camisa, mas...

Logan parou de subir as escadas e me encarou, todo vermelho, me lançando um olhar de advertência. Eu só dei de ombros e sorri em resposta.

—Não fica de cara feia, só estou dizendo verdades aqui.

Logan bufou, dando um sorrisinho e balançando a cabeça, enquanto voltava a subir as escadas.