The Roommate

13 A Sharp Knife of a Short Life-Pt. 1


Notas iniciais
Olá seus lindos, como vocês estão aí? Eu estou com um bom humor tão grande que nem mesmo o tempo que estou sem tempo online trabalhando diminui. E aproveitei todo esse bom humor pra fazer um update beeeeem curtinho da fic hoje. Eu sei que muita gente vai chiar por isso... Ou talvez não. Veremos. --------------------------- KITTY: Eu posso dizer que estamos em uma fase que nunca imaginamos que estaríamos. Quer dizer, um dueto Kogan vindo a tona depois de quase dois anos de seca, o retorno de Logan aos palcos junto com seu loiro favorito (mesmo que por uma mágica noite no The Mint). Isso tudo me deixou animada como nunca. Tão animada que durante a noite em que ouvia meu Happy Mistakes Unplugged eu comecei a escrever o primeiro POV do Logan para essa história. Originalmente eu ia escrever totalmente sob o ponto de vista do Kendall, mas sei que muitos de vocês têm falado da lerdeza em que Kendall e Logan têm estado para avançar no relacionamento que podem ter no futuro. Esse POV do Logan pode esclarecer algumas coisas. Ou deixá-los mais confusos. Ou fazer vocês quererem me matar. O que querem fazer depois desse capítulo fica a critério de vocês. Ah sim, falando em HMU, o último capítulo que postei, que contou com Kendall cantando Could You Be Home para o Logan, vai ficar bem melhor se ouvirem a versão Unplugged da música, que é só o Kendall e o violão, do jeito que eu imaginei escrevendo. ;)

O velório de Jenny Tinkler foi às 4 da tarde, duas horas depois que os pais dela chegaram e conseguiram a liberação do corpo dela com a polícia e o pessoal do Instituto Médico Legal de Los Angeles. Foi em um dos business rooms do Palm Woods: um lugar grande, de paredes brancas, cheia de cadeiras acolchoadas e um projetor e telão para exibição de slides ou algo do tipo. Bitters permitira a utilização do lugar para o velório, dizendo que ninguém usava aquela sala há tempos.

O lugar estava cheio, até mesmo para um velório. Cheguei lá junto com Logan e tentamos achar um lugar para sentarmos até sentir Logan puxar a manga da minha camisa cinza escuro (o mais perto de uma camisa de cor sóbria que achei) e me apontar na direção de Stephanie e Dak, que apontavam dois assentos ao lado deles. Assenti e fomos até eles. Stephanie se levantou e deu um abraço apertado em nós dois. Dak se contentara em dar um tapinha solidário no ombro da irmã e sorrir tristemente.

–Obrigado por virem. –Stephanie sussurrou. A voz dela estava grave demais, como se tivesse passado a tarde toda chorando. O que, levando tudo em consideração, era o caso- Sei que vocês não conheceram bem a Jenny, mas significou muito terem vindo para cá.

–Tudo bem, Stephanie. –Coloquei a mão no ombro dela- Conhecia a Jenny há muito tempo?

–2 anos. –Stephanie fungou- Eu era a amiga mais próxima que ela tinha. Bom, e uma das poucas pessoas que era imune à falta de sorte dela.

–E o que aconteceu com ela? –Logan perguntou, encarando Stephanie – e, por um segundo, pareceu que estava encarando Dak também- Quer dizer, eu só ouvi o que se espalhou pelo prédio.

–Jenny tinha ido ensaiar com a banda dela ontem, mas ao que parece, alguns caras pegaram ela. –Stephanie contou, desconsolada- Eles... Eles... –Ela não conseguiu continuar a história. Acabou caindo no choro, nos braços do irmão.

–Shhh, tá tudo bem, Steph. Tudo bem maninha... –Dak murmurava, fazendo carinho no cabelo da irmã- Eu tenho certeza que, seja quem for que fez isso, vai pagar pelo que fez.

–É, é o que todos nós estamos apostando para que aconteça. –Logan falou, mas me pareceu que estava falando mais para Dak do que para Stephanie.

De repente, a porta do business room foi aberta. Um casal entrava – os pais da Jenny, a julgar pelos cabelos loiros e pela expressão de luto extremo dos dois – escoltada por quatro caras grandes, cabeludos e com cara de agressivos, mas que naquele momento, estavam tão tristes quanto qualquer um de nós.

–Hey Dak, quem são eles?

–Ah, esses caras? –Dak apontou o queixo na direção deles. Ele ainda tentava consolar Stephanie, que não parava de chorar- São da banda da Jenny. Ela cantava heavy metal, não sabia?

–Jenny cantava heavy metal? –Tinha quase certeza que meu rosto mostrava meu espanto. Aquela loirinha toda atrapalhada era cantora numa banda de heavy metal?

–Pois é. Eles gostavam da Jenny, especialmente quando alguma coisa quebrava perto dela. –Dak deu um sorriso triste, olhando para o caixão- Consideravam a Jenny uma deusa loira com a maior falta de sorte do mundo.

Stephanie deu um risinho meio baixo e até Logan sorrira um pouco. E eu só podia concordar. Até onde eu pude conhecer a Jenny, eu sabia que aquela podia ser uma descrição perfeita dela, embora eu nunca a tenha considerado uma deusa.

Do outro lado da sala, James e Carlos nos viram e vinham em nossa direção. Carlos tinha um pequeno buquê de rosas amarelas na mão direita e tanto ele quanto James tinham um copo de café nas mãos. E pela cara do James, não parecia ser o primeiro copo dele.

–Oi gente. –James abraçou a mim e a Logan, meio que fungando- Kendall, Logan, sei que não conheceram a Jenny como nós conhecemos, mas significou muito vocês terem vindo. Obrigado.

–Não tem de quê, James. –Dei de ombros- Como você tá? Sei que também era amigo da Jenny...

–Recebi a notícia pelo Carlos, e ele pela Steph. –Ele se sentou em uma cadeira vaga ao lado de Dak- Eu disse que só acreditaria se os pais da Jenny me contassem.

–E foi aí que James ligou para os pais da Jenny, que confirmaram tudo. –Carlos deu um gole no café antes de sentar ao lado do Logan- E depois ele me ligou e disse que queria que eu fosse pro apartamento dele pra tomar café. E eram 3 da manhã. Três. Horas. Da. Manhã.

–Carlos nunca curtiu acordar cedo demais. –James sorriu, olhando o garoto baixinho ao lado de Logan- Mas ele gosta de café, de qualquer maneira. Nós ficamos conversando, lembrando de algumas coisas sobre a Jenny e bebendo café até de manhã quando eu decidi me arrumar para o velório.

–A sorte é que café nunca me deixa agitado. –Carlos balançou o copo de café, parecendo tão leve que achei que estava vazio- Quer dizer, eu já sou agitado, a cafeína é inútil contra mim. Mas consigo ficar acordado mesmo assim. Mas claro, vocês não ligam pra isso e meu café acabou. Vou pegar mais na mesa. A propósito, podia vir comigo Logan? Quero falar com você um pouco, se não for te incomodar.

Logan me olhou, meio que querendo saber o que eu achava. Eu acenei com a cabeça, indicando que ele podia ir.

–Tá tudo bem Logan. O Carlos não vai te morder. –Eu sorri- Eu vou ficar bem.

–Okay, então. –Logan suspirou e se levantou- Acho que, afinal de contas, eu preciso de um pouco de café. Quer café também, Kendall?

–Não Logie, eu tô bem. –Sorri enquanto eu via ele se afastar com um sorriso meio bobo no rosto, seguindo Carlos até a mesa do café.

POV Logan

Segui Carlos, um tanto inquieto, até a mesa onde estavam o café e alguns pães, torradas e queijo que ninguém comia. O velório parecia ter diminuído o apetite de todo mundo. Em compensação, um dos funcionários do Palm Woods trazia mais algumas garrafas térmicas de café, e pela expressão dele, não era a primeira vez que fazia isso naquele dia.

Enquanto Carlos pegava seu café, eu alternava olhares para o caixão de Jenny e para Kendall. Ver o corpo da Jenny ali, inerte, fazia meu sangue ferver nas veias. Eu podia ter feito alguma coisa. Eu queria ter feito alguma coisa. Mas eu não consegui sair depois, de madrugada. A noite passada tinha sido tão... Cara, nem tenho palavras pra descrever aquela noite. Tinha sido tão mágica, com Kendall cantando pra mim, aquela música que parecia conhecer a minha alma, e depois o jantar recheado de risadas enquanto eu contava as histórias que James me contara antes naquele dia. O calor nas minhas veias aumentara, mas dessa vez não era de raiva. Era um calor que se espalhava em todo o meu corpo, me fazendo sentir quase como se eu fosse amado, protegido e desejado. Ele conseguia me fazer esquecer do que eu deveria estar fazendo sem nem se esforçar, sem ele nem ter consciência disso.

Mas alguém como eu não merecia sentir isso. Não importava o que eu sentia toda vez que estava perto dele. Não importava se Kendall Knight parecia me afetar tanto e conseguia mexer comigo como eu nunca imaginei que alguém poderia fazer. Não importava se eu o desejava tanto a ponto de doer fisicamente.

Eu nunca mereceria o coração do Kendall, nem de ninguém. Pelo menos até que todo o meu passado voltasse ao pó.

–Terra para Logan, tá tudo bem aí? –Senti uma mão me balançando, tentando despertar a minha atenção. Carlos já estava com seu copo de café na mão, como um sorriso como se soubesse de algo- Algo ali no nosso grupo de amigos te interessa? Melhor dizendo, alguém ali te interessa?

–E-e-e-eu não sei do que você tá falando... –Balancei a cabeça, desviando o olhar para os meus pés. Tinha quase certeza que ele tinha me visto olhar para Kendall tempo o bastante para levantar suspeitas.

–Oh, eu sei sim, caro amigo. –Carlos deu um gole no café enquanto ele passava o braço pelos meus ombros. Eu fiquei meio tenso. Não era muito acostumado a ter amizades que expressavam fisicamente sua afeição pelos amigos. Na verdade, não era muito acostumado ao fato de ter amizades de verdade. Falando assim, até parece que eu sou um fracassado que nunca tive amigos. Eu conheci pessoas no Texas, mas eu meio que os classificava como conhecidos: eles eram legais comigo e tal, mas não tínhamos proximidade o bastante para que eu os considerasse realmente amigos. Parei de ruminar meus pensamentos na hora que Carlos voltou a falar comigo- Parece que você gostou do Kendall, não é?

–Só por que divido o apartamento com ele? –Tentei desconversar. Eu não queria ter que falar no Kendall e revelar o que eu realmente sentia em relação ao belo loiro com quem dividia o apartamento.

–Entre outras muitas coisas. –O latino sorriu mais uma vez, como se ele soubesse de algo- Olha, ninguém aqui te condenaria se você gostasse dele. Quer dizer, se eu já não tivesse um tipo, eu até daria uma chance pra ele. O cara é divertido, talentoso, e até que é bonitinho. Mas o nariz dele estraga tudo. Meio grande demais...

–O nariz dele é legal. –Murmurei meio na defensiva enquanto eu me perguntava se aquele nariz dava uma dica de proporção de tamanho de outra parte do corpo dele. Aaaaargh Mitchell, nem pensar. Lembre: Kendall Knight é área proibida. Você nunca poderá ficar com ele até terminar o que começou. E mesmo se você terminar, duvido que ele vá te querer depois que descobrir...– Falando em caras bonitinhos, James sabe que você se derrete por ele?

–Agora sou eu que não sei do que você tá falando. –Carlos começou a andar de volta, corando violentamente. Eu sorri, exultante. Era legal fazer o feitiço virar contra o feiticeiro, pra variar.

–Sei... Bom, o que te impede de falar com ele e contar o que você sente? –Eu falei, tentando ser útil de algum jeito. Claro que não tinha muita experiência com romance, e justo quando eu queria ter essa experiência com alguém tão fascinante e incrível com o Kendall, eu não simplesmente não podia. O destino ás vezes é um filho da puta.

–Eu conheço o James praticamente desde o 6º ano, somos melhores amigos. Eu, sei lá... Meio que tenho medo de estragar a amizade que tenho com ele. Quer dizer, eu sei que James é bissexual, então o medo de ser rejeitado por ele ser hétero não existe. Mas tenho medo que o lance entre ele e eu fique estranho a ponto de nunca mais conseguir olhar pra cara dele...

–É algo que você só vai saber se falar com ele. –Dei de ombros, sendo o mais sincero que pude. Pelo que vi da dinâmica dos dois eu tinha quase certeza que as chances daqueles dois ficarem na estranheza eram quase zero- E se quiser ajuda, eu farei o que puder pra te ajudar Carlos. Eu prometo.

–Valeu, Logan. –Carlos sorriu, agora um pouco mais animado. Ou, bom, tão animado quanto uma pessoa pode se permitir ficar em um velório- Okay, e você? O que te impede de dizer pro Kendall que você gosta dele?

Maldito feitiço que tinha que se virar contra o feiticeiro aqui, pensei. Olhei para Kendall, meio que instintivamente. Ah, Kendall... Meu loiro alto de sobrancelhas grossas, por que não te encontrei antes de tudo o que está acontecendo acontecer? Amá-lo poderia ser a minha ruína. E a dele também.

–É complicado... –Falei, melancólico, encarando Kendall mais uma vez. Foi quando eu peguei ele olhando pra mim. Seus olhos verdes me encaravam de volta, cheios de preocupação. Tentei sorrir pra ele, mas tudo o que consegui foi um meio sorriso tristonho.

Notas finais
Mais uma vez, me perdoem pelo capítulo supercurtinho, mas eu queria muito postar essa parte, mesmo com a procrastinação batendo na porta... Seus comentários lindos e maravilhosos são bem vindos aqui. Portanto, leitores fantasmas, não tenham medo de comentar aqui. Eu não mordo. ;)