Notas iniciais
Oi :D
O meu Three Cheers chegou ontem ♥ ♥ ♥
Fotenha: http://nancykilljoy.deviantart.com/#/d56yjt2
Não consigo tirar uma foto e não mexer no Photoshop, nem que seja só pra mudar o tom -q E, no caso, adicionar um texto.
Enfim, não é lindo? Viciei de novo nesse álbum @_@ E fico olhando pro Gerard com cara de zumbi na contra-capa -qqq
Eu fiquei babando pelo The Black Parade em LP, mas está SÓ 289 reais, então vou ficar babando por um tempo ainda. E o Bullets só consigo achar pra importar >_>
Ok, ninguém quer saber disso -q
Boa leitura -q

Não demorou nada para que Billie e Mike começassem a conversar aos cochichos, o que deu total liberdade aos grifinórios para fazer o mesmo. Se a diretora aparecesse, pelo menos todos ouviriam a mesma bronca.

— O que você tá fazendo aqui? — Hayley perguntou, inclinando-se para Tré do outro lado da mesa. Gerard também já havia ido se sentar junto com os dois.

— Eu fui fazer o que vocês pediram — Tré respondeu, falando baixo, mas sem parecer se importar muito se alguém além deles ouvisse. — Fui falar com o Malfoy...

— Falar? — Gerard se surpreendeu. — Era pra espionar, sabe, discretamente.

— Ninguém está falando com o menino — Tré disse, arqueando as sobrancelhas. — Não tem como espionar alguém que só aparece para as aulas e refeições, não abre a boca e então some. Não daria pra fazer que nem vocês fizeram.

— Você já soube?

— Todo mundo soube, o Iero deixou bem claro naquela aula. Podiam ter tomado mais cuidado, né?

Gerard revirou os olhos.

— Mas então, conta como foi.

— No começo, estranho — Tré prosseguiu, apoiando o queixo em uma mão e olhando desinteressadamente para o pergaminho em branco que deveria estar preenchendo. — Vocês sabem como o Draco é... ou era. Eu estava preparado pra discutir, mas ele não causou nenhum problema. Na verdade, só faltou ele se curvar pra mim antes de falar. Nunca antes eu só precisei me aproximar de um sonserino pra deixá-lo com medo. Sempre imaginei que isso seria divertido, e talvez com algumas outras pessoas até seja...

Ele lançou um olhar rápido à Billie e Mike, que os ignoravam.

— … mas naquele caso só me deu pena. Bem, não importa. Eu perguntei o que ele sabia sobre as mudanças nos times de quadribol das Casas e ele não entendeu porque eu queria saber disso, mas acabou dizendo que o da Sonserina abriu uma vaga para apanhador porque ele desistiu.

— É, imaginei — Hayley suspirou. — Depois do que a Taylor falou, sobre o Harry e a Gina... ela estava interessada nos apanhadores por isso. Vai se candidatar.

— Parece que o Draco está querendo se distanciar de tudo e todos esse ano — Tré continuou. — Sair do time faz parte.

— Mas se foi fácil falar com ele — Gerard disse, confuso. —, como você veio parar aqui?

— Aqueles dois — Tré falou mais alto e olhou de novo para Billie e Mike. — Eu nem tinha feito nada com eles... ainda. Mas me viram falando com o Draco e vieram tirar satisfação. Como se eu precisasse de autorização pra falar com alguém da Sonserina!

— E precisa — Billie Joe disse e todos se viraram para ele. — Nós cuidamos uns dos outros. Draco não está nos seus melhores dias, mas não quer dizer que ele gostaria de se rebaixar de repente.

— Deixa eu adivinhar — Tré sorriu sarcasticamente e, suavemente, colocou a mão dentro do bolso onde estava sua varinha. — Ele estaria se rebaixando porque eu sou um sangue-ruim?

— Tré! — Gerard exclamou e o amigo deu uma risada rápida.

— São só palavras, Gerard. Só vocês de sangue puro e mestiço realmente se preocupam em ser chamados assim, não é, Hay?

— É — Hayley sorriu triunfantemente. — Enquanto tivermos varinhas, seremos iguais a qualquer bruxo, quer vocês queiram ou não.

Billie fez uma careta e Mike se encolheu, parecendo desconfortável.

— E eu sinceramente não acho que é uma boa época para ser anti-trouxa — a garota continuou, quase distraidamente. — Depois da guerra e tudo o mais, qualquer coisa que seja muito anti-trouxa é associada à Você-Sabe-Quem e vai parar em Azkaban.

— Que bonitinha, ainda tem medo de falar o nome dele? — Billie caçoou e Hayley bufou.

— É costume.

— Pena, deveria ser respeito. Por pior que o Lorde das Trevas tenha sido, ele alcançou algo que uma nascida trouxa como você jamais alcançará.

— Hmm, ser morto por um garoto de dezessete anos?

Billie se levantou, e todos fizeram o mesmo com um milésimo de atraso.

— O que você é, um Comensal enrustido? — Tré perguntou, dando um passo para frente.

— Talvez ele só veja o que vocês não querem ver — Mike falou pela primeira vez, também dando um passo para frente.

— Tá a fim de terminar o que a Minerva atrapalhou hoje? — Tré questionou, como se fizesse total sentido na conversa.

Todos já estavam com as mãos nos bolsos há tempos; mas no momento em que as varinhas estavam prestes a sair, ouviram um barulho na porta e se viraram, assustados, esperando ver McGonagall irromper na sala furiosamente.

Mas ao invés disso apareceram dois garotos conhecidos.

— Brian, o que você... — Stefan parou de falar ao ver os ocupantes do cômodo. — Ah. Nós... não sabíamos que tinha gente aqui.

Brian, que estava segurando o braço de Stefan até agora — aparentemente para empurrá-lo para dentro — o soltou lentamente e franziu o cenho.

— Detenção? — perguntou, olhando para todos e então para as instruções que estavam na lousa.

— É — Gerard confirmou. — E vocês, o que estão fazendo aqui?

— Passeando — Brian falou, sorrindo, e Stefan olhou para o chão. — Queríamos achar uma sala vazia para treinar alguns feitiços.

— Sei... — Mike disse, estreitando os olhos.

Brian o ignorou e caminhou para os grifinórios, Stefan o seguindo meio timidamente.

— “Princípios e perigos da transfiguração humana completa” — Brian leu o que estava no quadro e olhou para os pergaminhos vazios dos colegas. — Acho que podemos te ajudar nisso. Stef, está com sua Pena de Repetição Rápida aí?

— Vocês usam isso? — Hayley se admirou. — Achei que corvinais fizessem tudo certinho.

— Não quer dizer que não podemos descansar um pouco de vez em quando — Stefan disse, procurando na mochila a pena e propositalmente escondendo dos outros o resto do conteúdo nela. — Até porque, essa pena só escreve o que o bruxo quer. Precisamos saber o que escrever, de qualquer jeito.

— Ahn... — Tré pigarreou e sorriu. — E vocês podem ajudar nisso também? Sabe como é, estou cansado, minha mente não está se lembrando direito das coisas.

Stefan olhou para Brian e este deu uma piscadinha discreta.

— Claro, uma cola de vez em quando não faz mal.

Tré deu espaço para Stefan se sentar e ele posicionou a pena sobre o pergaminho. Concentrou-se por um momento e então o texto começou a se escrever sozinho.

— Vocês sabem, não sabem — Mike, que, junto com Billie, estava esquecido até agora, falou. —, que se não ajudarem a gente também, vamos contar pra McGonagall?

— Sabemos — Brian respondeu, sem olhar para ele, logo se dirigindo à Hayley e Gerard. — Conheço um feitiço de cópia bem rápido, mas vamos precisar de uma pena auto-revisora daquelas dos Weasley pra fazer algumas mudanças, ou a professora vai perceber.

— Isso eu tenho — Tré afirmou, enfiando a cara dentro de sua mochila. Gerard e Hayley começaram a pensar que Tré havia comprado tudo que estava à venda nas Gemialidades Weasley.

Stefan terminou logo com o trabalho de Tré, e então Brian tratou de copiá-lo para todos os outros. Tré hesitou muito em emprestar sua pena auto-revisora para os sonserinos, mas cedeu sob as ameaças de contarem o que acontecera.

— Devo dizer que vocês me surpreendem, corvos — Billie falou, enquanto seu trabalho era corrigido automaticamente, dirigindo-se à Brian e Stefan. — Nunca imaginaria que alguém da sua Casa faria isso de bom grado.

— Talvez seja uma boa oportunidade para aprender a deixar de ser preconceituoso — Gerard alfinetou, mas Brian falou antes que alguém pudesse responder:

Nós gostamos de aprender, essa é nossa maior virtude. Não quer dizer que esperamos que todo mundo também goste.

— Está nos chamando de burros? — Mike perguntou, quase visivelmente estufando o peito.

Brian olhou para ele e Billie pela primeira vez desde que entrara ali.

— Não. Estou fazendo distinções.

Mike franziu a testa, mas logo fez uma expressão neutra, com medo de que o fato de não entender a frase realmente o fizesse parecer burro. Brian sorriu de leve, percebendo esse temor, e se voltou para Stefan e os grifinórios.

— Eu soube do que aconteceu com o Iero e a Momsen hoje — Stefan falou, sentado na mesa de Gerard e Hayley. — Por que eles não estão aqui também?

— Eles têm “autocontrole” — Gerard fez aspas com as mãos e revirou os olhos. — Não atacaram a gente, então McGonagall não achou que mereciam detenção, só perda de pontos.

— Tenho que concordar com ela nisso — Brian comentou, pensativo, e recebeu olhares indignados dos que estavam à mesa. — Que foi? É verdade. A Momsen nem tanto, ela se exalta às vezes, mas eu acho que nunca vi o Iero numa briga, o que é bem raro pra um sonserino.

Ouviram Billie bufar audivelmente de sua mesa e se viraram para ele.

— Quer adicionar alguma coisa, Armstrong? — Tré perguntou, fechando a cara.

— Não. Podem continuar, não me importo com o que vocês falam do Frank.

— Por que não? — Gerard quis saber.

— Ele não segue a ideia de união que temos por lá — Mike falou. — E se não for um por todos, não é todos por um.

— Sério que ele não ajuda o resto de vocês? — Tré parecia espantado. Arregalou os olhos e abriu bem a boca antes de continuar. — Então tem mesmo alguém inteligente na Sonserina?

— Cala a boca, seu idiota — Billie advertiu, ainda sentado, mas com uma mão novamente sobre a varinha. — Se brigarmos, não vamos sair da detenção nunca.

Tré fez uma careta zombeteira, e quase pareceu que iria mostrar a língua, mas felizmente se conteve.

— Por falar nisso! — Hayley exclamou de repente. — A McGonagall falou que ia passar aqui antes de dar as duas horas. Então...

Brian e Stefan já tinham pulado das mesas, as expressões assombradas. Stefan pegou a mochila e eles logo se encaminharam para a porta.

— Por que não disseram? Se ela nos pegar estamos ferrados — Stefan parou, voltou e pegou a pena que havia esquecido, colocando-a logo na mochila. Sua posição agora não cobria o interior dela completamente, e foi possível ver o que parecia ser algum tipo de comida ali dentro; ele e Brian pelo jeito estavam planejando passar um bom tempo na sala, se a tivessem encontrado vazia.

— É, a Corvinal quase nunca perde pontos, caso vocês não saibam — Brian disse, olhando em volta para ver se não havia esquecido nada, ainda que só Stefan estivesse com uma mochila. — Vão acabar com a gente na sala comunal se formos os primeiros do ano a perder.

— Porque vocês são certinhos demais pra isso? — Billie perguntou, sorrindo azedamente.

— Não. Porque nós somos inteligentes demais pra sermos pegos.

Tré, Gerard e Hayley soltaram uma risada alta. Antes que Brian fechasse a porta, Tré ainda falou, mais alto:

— Dá um oi pra Luna! Faz tempo que não falo com ela.

Brian piscou e foi embora.

O aparecimento dos dois amigos realmente agilizou as coisas para eles. Ainda tinham uma hora para cumprir, e não faria mal dar mais uma olhada em seus textos para ter certeza de que não estavam muito parecidos. Tré arrancou sua pena auto-revisora da mão de Mike quando ela terminou de revisar o texto do sonserino e a levou para os amigos.

McGonagall passou em poucos minutos para checá-los, só dando uma olhada dura pela sala para ver se nada fora destruído. Na próxima hora, todos jogaram conversa fora, cada grupo em um lado da sala. Hayley e Gerard se concentraram em não permitir que Tré provocasse Mike ou Billie, o que foi uma tarefa difícil, mas não impossível. Por fim, a detenção acabou e eles puderam, aliviados, ir para suas salas comunais.

Saíram para o corredor quando Minerva os liberou; os grifinórios foram para o mesmo lado que Brian e Stefan deviam ter ido, e os sonserinos tomaram a direção contrária. Todos olharam para trás uma ou duas vezes.

Gerard, então, suspirou audivelmente e Hayley e Tré viraram os rostos para ele.

— Que foi? — a garota perguntou.

— Nada, é só que é um alívio ter acabado. Não sei vocês, mas sempre tem essa tensão no ar quando estamos na mesma sala que o pessoal dessa Casa estúpida.

— Eu sei, é realmente ótimo que cada um vá para um lado toda noite — Tré concordou.

— É... — Hayley disse, e então mordeu o lábio inferior. — Mas, sem querer acabar com a alegria de vocês... duvido que as próximas semanas vão ser tranquilas em relação à isso. Tenho certeza que aquela vadia da Momsen vai me provocar sempre que puder, e os dois de agora pelo jeito também adoram pegar no seu pé, Tré.

— E como adoram — Tré balançou a cabeça, teatralmente exasperado. — Só você está livre, Gee. O Iero geralmente não pega no pé de ninguém, ele sempre deixa pra lá.

Gerard bufou, ao mesmo tempo em que chegavam às escadas.

— Espero que a coisa seja simples assim. Mas, sei lá... estou com uma sensação de que meus problemas com aquele garoto ainda não acabaram.

Notas finais
Desculpem ter demorado pra no fim sair um capítulo desse '-'
E ah, eu pretendo mudar de POV durante a fic, ok? Ainda não sei quando, mas vez ou outra vou mostrar o que tá acontecendo nas outras casas.
Anyway, espero que tenham gostado '-'
Comentem, beijo ♥