Notas iniciais
Oioioioi :)
Eu falei no último que iria trocar de POV, mas falei besteira; o POV continua o mesmo, do narrador. Só muda de quem estou falando. Nesse capítulo, damos uma passada na Sonserina ;)
E.... CAPÍTULO ESPECIAL! :D
Eu estava querendo, ao colocar músicas, fazer as bandas falarem as letras de suas próprias músicas. Começando por... The Pretty Reckless! A música é essa:
http://letras.mus.br/the-pretty-reckless/cold-blooded/#traducao
... não, não é coincidência, Nat.
HOJE É ANIVERSÁRIO DA COLD BLOODED WOMAN! Também conhecida como Miss Nothing, também conhecida como Adrenaline Motivation, também conhecida como alguém que não decide um nome só -qqqq
Tudo de bom pra você, muito amor, felicidade, DINHEIRO E SEXO o/
E como só um capítulo dedicado à você é pouco (-q), tem outro presente também... que eu só vou dar nas notas finais -q
Boa leitura, todos vocês ;D

Billie Joe e Mike chegaram na sala comunal da Sonserina para encontrar alguns pequenos grupos ainda conversando ou fazendo trabalhos. Procuraram um lugar para se sentar e caíram em duas poltronas próximas de Frank e Taylor, que escreviam calmamente em seus pergaminhos.

— Vocês podiam ter escolhido outro dia para mandar aqueles dois pra detenção, não podiam? — Mike perguntou, atraindo-lhes a atenção. — Teríamos acabado com o Tré se não estivéssemos em desvantagem.

— E temos culpa se vocês foram pra lá no mesmo dia? — Taylor disse, arqueando as sobrancelhas.

Mike fez um gesto impaciente com a mão e virou o rosto para o outro lado, observando o grande cômodo, assim como Billie fazia. Exaltada pela noite, a luz verde do lago entrava timidamente pelas janelas e dava aquele ar sombrio e aconchegante que eles sabiam não existir em nenhuma outra Casa. As velas, as caveiras sobre a lareira, tudo parecia conspirar para deixá-los calmos.

— Ei, Draco, vem cá — Billie chamou de repente. O loiro estava do outro lado da sala, praticando xadrez sozinho com um ar entediado. Ele franziu a testa, confuso, mas se levantou e caminhou até o outro.

Lançou um olhar rápido à Mike, Frank e Taylor e esperou que Billie falasse.

— O que era mesmo que aquele grifinório estava te perguntando hoje?

— Ah — Draco pareceu encabulado por um momento, mas logo se recompôs. — Queria saber só se teve alguma mudança no nosso time de quadribol esse ano. Eu falei que eu tinha saído. Ele iria descobrir de qualquer forma.

— Claro, claro. Foi o que eu pensei, só queria confirmar — Billie prosseguiu. — Eu não entendi direito, você precisa falar mais alto quando isso acontecer.

Draco deu de ombros e fez menção de se virar, mas Billie segurou seu braço.

— Não, espera. Senta aqui — ele apontou para a poltrona vazia ao seu lado.

Draco fez uma cara emburrada, mas obedeceu.

— Quê?

— O que está acontecendo com você? Eu sei que já perguntei isso vinte vezes, mas é sério, você já está preocupando.

— Obrigado pelo interesse — Draco ironizou, e então desviou o olhar para a lareira. — Não é nada. Eu já disse, só quero terminar esse ano logo e sair dessa escola pra sempre.

— E vai passar o ano inteiro assim? — Billie se recostou, olhando afiadamente para Draco. — Se escondendo de todo mundo?

— Eu não preciso de ninguém.

— Ninguém precisa. Mas você vivia com o Crabbe e o Goyle até agora...

— Crabbe morreu.

Billie olhou para Mike de esguelha e ambos suspiraram.

— Eu sei. Mas Goy-

— Goyle é um idiota, sempre foi.

— Então anda com a gente! — Mike falou subitamente. — Por Merlin, Draco, você tem noção do que as pessoas pensam da Sonserina vendo você pelos cantos assim? Já basta o Frank para não se importar.

— Ei! — Taylor foi quem reclamou, mas Frank só revirou os olhos, mais concentrado em seu dever.

— Mike tem razão — Billie concordou, ignorando o protesto da garota. — Você está sendo humilhado desse jeito, não percebe?

Draco se levantou de repente e olhou para eles.

— E eu não me importo, não percebe? Existem coisas piores para se sentir do que humilhação.

— Como o quê? — Billie e Mike perguntaram ao mesmo tempo.

— Confusão, raiva, desespero! — Draco parou e fechou os olhos por alguns segundos, respirando fundo. — Eu só quero que isso termine logo. Me deixem em paz.

Ele se virou e caminhou firmemente até a entrada para os dormitórios.

Billie e Mike trocaram mais um olhar e suspiros.

— Ele é estranho — Taylor comentou, vendo Draco desaparecer nas escadas.

Mike olhou para ela enigmaticamente.

— Você não pode falar muita coisa também. Vocês dois.

— O que nós temos de estranho? — Taylor perguntou, mas, depois de observar Frank por um momento, continuou: — Quer dizer, o que eu tenho de estranho?

— Ouvi falar que você gosta de algumas coisas trouxas — Billie comentou. — Que tem objetos não-mágicos na sua mala.

— Eu sou mestiça, lembram? E fale o que quiser, os trouxas até tem algumas coisas boas.

— Por exemplo?

— Música — Taylor sorriu de uma forma ligeiramente sonhadora. — E as tatuagens, isso vocês não podem negar.

E realmente não podiam. Foi por causa deles que Frank conheceu sua nova paixão; dois anos atrás, Billie e Mike voltaram das férias com alguns desenhos nos braços, e depois das próximas férias era Frank quem estava coberto com a novidade — literalmente. Vários outros estudantes se interessaram, apesar de não admitirem, mas não puderam seguir o exemplo por falta de dinheiro de trouxas ou porque seus pais jamais permitiriam.

— Que seja — Mike disse, e abriu a boca para continuar, mas uma sombra se toldou sobre eles.

Levantaram o rosto e viram Pansy Parkinson parada, sorridente, olhando para Frank.

— Oi, Frankie — ela disse, ignorando a careta que Frank fez com o apelido. — É verdade que você mandou dois grifinórios para a detenção hoje?

— Eu e a Tay — ele disse, propositalmente usando também um apelido carinhoso para a amiga.

Pansy olhou para Taylor por uma fração de segundo e continuou a ignorá-la.

— Como foi, o que você fez?

Ela puxou uma cadeira que estava do outro lado da mesa e se sentou próxima à Frank. Todos os outros se entreolharam.

— Se eu contasse — Frank respondeu, parecendo ligeiramente curioso. —, como você saberia que não estou exagerando e mentindo para te impressionar?

— Você faria isso? — ela pareceu se animar, mas recuou ao ver como Frank não parecia achar isso uma coisa boa. — Quer dizer, eu sei que você não faria isso.

Taylor riu, e Pansy não conseguiu evitar olhar para ela.

— Você não pode confiar em um homem de sangue frio, Pansy — ela comentou, parecendo achar aquilo muito divertido. — Sério, garota, não acredite nas mentiras dele.

— O que pode acontecer de tão ruim? — Pansy perguntou de volta, transformando o sorriso amigável em sarcástico.

— Ele pode te amar e te deixar viva.

Pansy fez um expressão de quem diz “essa menina é louca” e voltou a atenção para seu objeto de desejo, mas Frank falou antes que ela pudesse abrir a boca:

— Eu preciso terminar esse trabalho hoje, Parkinson. Não tenho tempo para contar historinhas de ninar.

Taylor, muito obviamente, engoliu uma risada, e Pansy fechou a cara, levantando-se e saindo de lá sem dar uma palavra a mais.

— Tá aí — Mike disse. — Um bom exemplo de como você é estranho. Ela está se jogando pra você desde que começaram as aulas e você não aproveita! Que cara não aproveita uma menina fácil assim?

Taylor e Frank trocaram um olhar significativo, que só eles entendiam.

— Ela só quer um substituto para o Draco — Frank falou, desinteressado. — Não sei porque o escolhido para a perseguição fui eu.

— Ainda acho que você devia tirar vantagem disso — Mike continuou, e então olhou atentamente para os dois. — Ou... vocês dois...?

— Não — Taylor se apressou em responder. — Nós não temos nada.

— E porque você também não arruma um namorado? — Billie entrou na conversa, sorrindo de leve. — Não faltam pretendentes.

Dessa vez, foi Frank quem riu.

— A questão não é ela — ele falou. — E sim quem aguentaria tê-la como namorada.

— É tão difícil assim? — Billie perguntou, mas ainda mantendo os olhos sobre a loira, que o retribuía descaradamente.

— Digamos que... — Frank olhou para a amiga e de volta para Billie. — Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio.

— Ela vai me amar e me deixar vivo?

— Não. Ela vai te amar e te deixar morto.

Billie riu de leve, meio irônico, e bocejou. Olhou para Mike e este assentiu; os dois se levantaram.

— Até, então, seus... estranhos — Mike falou.

— Boa noite, Taylor — Billie falou mansamente e se retirou com o amigo para os dormitórios.

Frank lançou um olhar inquisidor à amiga e ela bufou.

— Tá brincando, né?

— Ele é bonito.

— Eu sei, mas até aí... você também é.

— Mas eu tenho uma leve diferença, não tenho?

Taylor revirou os olhos.

— Por falar nisso — ela abaixou o tom de voz. —, você não vai contar nunca?

— Por que deveria?

— Talvez seja melhor pra você. E se você se apaixonar por alguém?

— Nesse caso, eu posso pensar no que fazer. Até lá, não é de interesse de ninguém se eu sou gay ou não. Assim como não é do interesse de ninguém que você é bi, né?

— Ok, você tá certo... Agora, vamos terminar logo essa merda e ir dormir?

Os dois se viraram novamente para os pergaminhos sobre a mesa e ficaram quietos enquanto escreviam.

———

No dia seguinte, a escola toda se reuniu para o café da manhã.

Frank e Taylor sentaram-se o mais longe possível de Pansy, enquanto Billie e Mike ficaram em uma posição em que pudessem “vigiar” Draco; pareciam estar com medo de que ele manchasse ainda mais a reputação de sua Casa.

Gerard e Hayley, que não conseguiram falar com Harry na noite passada, o chamaram para perto para contar tudo o que souberam com a espionagem; Tré também relatou sua participação.

— Ah, desculpem pela detenção — Harry disse, visivelmente envergonhado. — Eu não queria...

— Tudo bem — Tré garantiu, sorrindo simpaticamente. — Foi legal, conversamos bastante e tivemos uma certa ajuda.

Ele lançou um olhar agradecido para Brian e Stefan na mesa da Corvinal, mesmo que eles não estivessem vendo. Harry não entendeu, mas não disse nada sobre isso.

— Então o Draco não é mais apanhador... — ele falou consigo mesmo antes de se dirigir aos outros novamente. — Ele disse por quê?

— Eu acho que ele está tentando se afastar de todo mundo esse ano — Tré expôs sua teoria, e Harry franziu o cenho. Então balançou a cabeça, agradeceu as informações e voltou para perto de Hermione, Rony e Gina.

Todos eles comeram rapidamente, e ao acabarem, saíram do Salão Principal e se juntaram ao aglomerado de alunos em direção às escadas. Aquele era o momento com mais “união”, mesmo sem querer; todas as quatro Casas se misturavam.

Gerard e Hayley viram Frank e Taylor e trocaram alguns olhares feios; mas antes que pudessem desviar o olhar e fingir que não haviam se notado, Pansy esbarrou em Frank e ele reclamou algo com ela, provavelmente dizendo para ela olhar por onde anda. Gerard continuou os observando; era difícil ver Frank se exaltando, mesmo que tão pouco. Já Pansy parecia não precisar de nada para se irritar. Seu rosto estava púrpura antes mesmo de Frank se dirigir a ela; depois, então, ficou próxima de uma explosão.

Gerard a viu tirando a varinha do bolso e estacou. Ela iria atacar o próprio colega? Não que ele se importasse, mas...

Hayley parou também e viu o que Gerard olhava com tanta atenção. Pansy parecia encurralada, querendo fazer algo mas sem saber contra quem. Olhou de Frank para Taylor umas três vezes, então virou o rosto e finalmente achou seu alvo.

Locomotor Mortis! — ela falou, não muito alto, mas o bastante para todos ao redor ouvirem.

Enquanto todos deram um pulo para trás, automaticamente procurando se esquivar do feitiço, Gerard e Hayley foram para frente, procurando com os olhos o bruxo ou bruxa que fora atingido.

Petrificaram de novo ao descobrirem. Não porque fosse uma pessoa muito importante para eles; mas porque estava sendo amparada por Frank e Taylor.

— O que deu em você?! — Taylor exclamou, segurando Mika pelo braço para que ele não tombasse com as pernas presas, enquanto Frank fazia o mesmo do outro lado.

Hayley se recuperou do choque primeiro e libertou Mika do feitiço, antes que Frank e Taylor se dessem conta de que estavam ajudando um lufo.

— Você tá bem? — Hayley perguntou, e o garoto magrelo de cabelos encaracolados só assentiu, muito pasmo para falar.

— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

Agora não havia mais o que fazer. McGonagall ia diretamente até Pansy, que, ainda com a varinha na mão, parecia não acreditar no que fez.

— Eu... eu explodi, desculpa... — mas seus murmúrios pararam quando ela viu que a diretora não estava nem aí para eles.

— Vão para as aulas, vão! — Minerva falou, e todos começaram a andar rapidamente enquanto ela se afastava com Pansy.

Só quem continuaram parados foram Frank, Taylor, Hayley, Gerard e Mika. Mikey, Ray e Steve correram ao encontro deles, os dois últimos preocupados em ver se seu colega de Casa estava bem.

— Sim, sim — Mika assegurou, começando a ficar escarlate com a atenção repentina. — Foi só um feitiço da perna presa, mas eles não me deixaram cair.

— A Hay e o Gee? — Ray perguntou, em um tom de coisa óbvia.

— Não... eles. — Mika olhou timidamente para os sonserinos. — Obrigado.

Ray e Steve arregalaram os olhos, e ninguém falou nada por alguns segundos.

— Ahn... que seja — Taylor disse, desconfortável. Ela se virou para Frank e eles saíram de perto dos outros sem dizer mais nada.

— Por que nós fizemos isso? — a loira perguntou, bem baixinho, alguns passos à frente.

— Foi automático. Não é algo tão incrível assim.

— É sim! Para nós, ao menos. O que aconteceu com “você não pode confiar em um outro de sangue frio”? Não é isso o que somos?

Frank olhou para trás discretamente, só para ver que Gerard e Mika ainda os observavam.

— Acho que as coisas mudam quando o próprio sangue frio começa a confiar em si mesmo — ele falou, antes de sumirem nas escadas.


Notas finais
O que acharam? Fiz o Frank falar a parte que o Ben Phillips canta, mas é porque não tinha outro jeito. Gostariam que tivessem mais músicas, das outras bandas?
Anyway, comentem ♥
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Cold Blooded Woman, seu outro presente é....
.....
.... um wallpaper -q Um mix estranho do shoot de Laranja Mecânica que o MCR fez, com Danger Days e Revenge Era. Enfim, é pra gostar ok -q http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2012/196/d/6/killing_the_system___wallpaper_by_nancykilljoy-d57bfpy.png
Tchau -q