The Righteous And The Wicked
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Gente. Eu mostrei as fotos dos artistas no último capítulo mas esqueci do Mika '-----' Ele é um dos meus cantores favoritos, QUAL O MEU PROBLEMA? E ninguém percebeu também -q Só porque na fic ele é excluído não quer dizer que tem que ser de verdade u_u
Então, pra compensar, aqui três fotos dele:
http://userserve-ak.last.fm/serve/500/37129715/MIKA++HQ.png
http://userserve-ak.last.fm/serve/_/28309155/MIKA+9fupuf.jpg - (adoro essa -q)
http://userserve-ak.last.fm/serve/_/134298/MIKA.jpg - (essa também)
E sabe, eu só me toquei agora que a Gina é um ano mais nova que o Harry, o que significa que ela está no mesmo ano que o Gee e a Hayley -qqqq Já enfiei ela aí em algum lugar.
Acho que é só isso, boa leitura :)
Antes de irem para o salão principal na manhã seguinte, Gerard, Mikey e Hayley localizaram Tré na sala comunal e o chamaram para fazer seu pedido.
— Espionar o Malfoy? Sem problemas, isso vai ser fácil — ele sorriu. — Mais alguém? Talvez também o Armstrong e o Dirnt?
— Eles são do time da Sonserina? — Mikey questionou.
— Não, mas seria demais descobrir alguns podres deles, pra variar. Especialmente do Dirnt, ele gosta de falar mal de todo mundo...
Tré fez uma careta e balançou a cabeça.
— Não precisamos saber nada deles, mas faça o que você quiser — Gerard comentou. — Só não esquece do Draco.
— Pode deixar.
Ele piscou e se afastou, e os três desceram para o café da manhã.
— Como você pretende começar seu “serviço”? — Mikey perguntou, enquanto se sentavam na mesa da Grifinória.
— Eu também fiz algumas compras antes de começar o ano — Gerard sorriu, satisfeito. — O Filch quase pegou no primeiro dia, mas o Tré já tinha me ensinado alguns jeitos de driblá-lo.
— Tem Orelhas Extensíveis? — Hayley quis saber, e Gerard assentiu. — É o que será mais útil. E se quisermos ir à fundo com isso, precisaríamos de poção polissuco...
— Ah, não, muito complicado. E também, não vamos estar espiando nenhum deles daqui um mês, quando a poção ficasse pronta.
Hayley deu de ombros e começaram a comer.
— Hey pessoal, bom dia — ouviram Ray falar, passando ao lado deles em direção à mesa da Lufa-Lufa.
Steve estava ao seu lado, e estendeu a mão para também cumprimentá-los; ao fazer isso, as vestes escorregaram um pouco e mais de suas tatuagens de trouxa foram reveladas.
— Bom dia, Steve — Hayley falou, sorrindo abertamente, e emendando para uma risada quando o loiro se afastou e Gerard olhou para ela. — Adoro ver suas reações.
— Você é louca — ele disse simplesmente, como se fosse um fato indiscutível.
Eles pararam de falar sobre a espionagem que fariam quando muitas pessoas começaram a chegar, e decidiram comer sob a luz de outros assuntos. Mikey foi quem terminou primeiro.
— Tem uma aula com a Lufa-Lufa em Trato das Criaturas Mágicas agora — ele falou, parecendo animado.
— E? — Gerard e Hayley perguntaram juntos.
— E eu ouvi falar que hoje vai ter um unicórnio!
Hayley riu e Gerard rolou os olhos.
— Já entendi, maninho. Vai logo.
O jovem não perdeu tempo; foi até a mesa da Lufa-Lufa e passou a apressar Ray para que ele terminasse logo.
— Nunca entendi essa fixação dele em unicórnios — Gerard comentou.
— Ah, deixa ele, é fofo. Mas temos que terminar logo aqui também, não quer passar no seu dormitório para pegar as coisas antes da primeira aula? Vai ser com a Sonserina de novo, História da Magia.
— Verdade — Gerard engoliu rapidamente o que ainda sobrara em seu prato e se levantou. — Talvez assim aquela aula fique menos chata.
Eles foram rapidamente para as escadas, lançando um olhar breve à mesa da Sonserina, e em pouco tempo já haviam pegado as Orelhas Extensíveis e outras bugigangas possivelmente úteis. Tentaram esconder a ansiedade; ficaria meio óbvio que estavam planejando algo se mantivessem as expressões daquele jeito.
Todos se acomodaram na sala e o professor logo começou a falar; Gerard e Hayley sabiam que ele não pararia até o final do período. Eles ouviam e faziam algumas anotações superficiais, sem parar de olhar discretamente para Frank e Taylor do outro lado do cômodo. Os sonserinos trocavam algumas palavras entre si e com outros colegas ocasionalmente, mas só começaram a realmente conversar em cochichos depois de vários minutos. Nesse momento, Gerard cutucou Hayley e eles pegaram as Orelhas Extensíveis, colocando-as no chão e aguardando enquanto elas chegavam aos pés de Frank e Taylor sob o comando de suas varinhas. Apoiaram as cabeças nas mãos, para tampar as pontas dos fios nas orelhas e fingir estarem com tédio.
— … quero dizer, é claro que o Harry é bom, mas eu treino há bem mais tempo do que ele — Taylor falava, baixinho. — Ele viveu com trouxas a infância toda, mas eu já havia voado em uma vassoura anos antes de ele chegar à Hogwarts...
— Ele é um ano mais velho que você — Frank comentou, displicente, sem olhar para a garota, e sim encarando o professor-fantasma, ou talvez algo atrás dele.
— Grande coisa. Talvez ele nem seja o apanhador esse ano, e sim a namorada ali.
Ela olhou para Gina. Gerard e Hayley mal falavam com ela, apesar de terem afinidade, e pela primeira vez se perguntaram porque Harry não pediu para ela fazer a espionagem. No caso do Draco, fazia sentido, mas nesse... bem, talvez ele não quisesse preocupá-la. Ainda mais depois de tudo pelo o que passaram; do jeito que ele era protetor, devia estar querendo poupar Gina de qualquer dor de cabeça desnecessária, ainda mais com alguém do mesmo ano que ela.
— Ela também é ótima — Frank retrucou.
— Ah, quer parar de ser tão pessimista?
— Não estou sendo pessimista, só estou constatando os fatos.
— Pra alguém que não liga para quadribol, você sabe bastante sobre os jogadores, né?
— Nunca tenho nada melhor para fazer durante as partidas, então não faz mal assistir.
— Espero que você continue assim. Quando a Sonserina ganhar o campeonato de quadribol esse ano e eu entrar esplendorosamente na nossa sala comunal com o resto do time, é bom que você pelo menos finja comemorar.
— Por que eu faria isso?
— Porque eu sou sua amiga e estou mandando. E nem tente argumentar, eu sou sua amiga sim, mesmo que você negue ter amigos.
Frank suspirou e apoiou o queixo na mão.
— Eu achava que estar na Sonserina significaria “alcançar a grandeza” sozinho.
— Você não parecia achar isso no primeiro ano, quando ficou grudado em mim toda hora. “Taylor, me ajuda a fazer essa poção?”, “Taylor, eu não consigo voar direito”, “Tay, por que não ficamos na escola no Natal?”. Fala a verdade, você estava apaixonado por mim.
— Não, não estava — Frank respondeu calmamente, pela primeira vez virando o rosto para olhar sua interlocutora. — Eu era um menino idiota que queria atenção.
— E cadê esse menino agora?
— As pessoas mudam.
A conversa pausou e a voz do professor encheu as orelhas de Gerard e Hayley novamente. E Gerard só percebeu que estava olhando para Frank, analisando-o há já algum tempo, quando era tarde demais.
Os olhos de Frank encontraram com os de Gerard por uma fração de segundo antes do grifinório desviá-los, mas ele sentiu que Frank ainda o encarava; era quase possível sentir a queimação do olhar no lado de seu rosto.
— Sabe algo que acabei de perceber, Tay? — Hayley e Gerard ouviram a voz de Frank novamente, e então um barulho alto e abafado, como um pé batendo forte no chão. — Acho que nossa conversa interessa para mais alguém.
Hayley e Gerard arregalaram os olhos um para o outro e abaixaram as mãos que seguravam e escondiam os fios nas orelhas. Tentaram puxá-los, mas algo os estava prendendo. Quando tomaram coragem e olharam na direção dos sonserinos, viram que Frank estava segurando as duas pontas das Orelhas Extensíveis, com um pequeno sorriso nos lábios.
— Desculpe interromper, professor — ele disse, alto, fazendo com que o professor Binns parasse de falar subitamente e o observasse com as sobrancelhas levantadas. — Mas acredito que os artigos das Gemialidades Weasley ainda são proibidos na escola, certo?
Frank não tirava os olhos de Gerard.
— A... acredito que sim, sr. Iero — o professor respondeu, surpreso.
— E também não seria correto usá-los durante uma aula, certo, professor? Como para, por exemplo, espionar os outros?
O professor Binns se limitou a balançar a cabeça, coisa que Frank não viu, mas pareceu adivinhar que acontecera.
— Então, se o senhor me der licença, eu gostaria de fazer uma queixa sobre os dois amiguinhos ali.
Todos se viraram para onde Frank olhava; Gerard começou a corar e Hayley também, apesar de não tanto. Antes que o professor pudesse responder, a aula terminou.
— Bem, acho que... pode ir fazer sua queixa ao próximo professor, então, sr. Iero — ele respondeu, mas Frank já se levantara e não o dava nenhuma atenção.
Nem ele nem Hayley e Gerard haviam soltado os fios. Sem se mover, os grifinórios aguardaram que Frank fosse até eles, Taylor logo atrás.
— Espionando? — a loira disse assim que parou de andar. — Acho que você está precisando mesmo de umas mandrágoras nos ouvidos, para aprender, ruivinha.
Hayley a ignorou, fitando firmemente os fios na mão de Frank.
— Solta — ela falou, baixa, mas ameaçadoramente.
— Não — Frank respondeu simplesmente.
— Solta, Iero — Gerard disse. — É nosso.
— Não, é do Filch agora.
Hayley tentou puxar à força, mas como esperado, Frank apertou mais a mão e os fios não saíram de lá. Os outros alunos deixavam a sala devagar, esperando para ver se ocorreria alguma briga. O professor já atravessara alguma parede e não estava mais por perto.
— Vocês não têm nenhum argumento, direito ou capacidade aqui — Taylor falou, cruzando os braços e se recostando na parede, parecendo achar que Frank lidaria bem com aquilo sozinho. — Vocês estavam espionando. Por quê?
— Não interessa — Gerard respondeu, e tentou puxar os fios de novo. Suspirou e fechou os olhos por um momento. — Eu estou falando sério, solta isso.
Frank sorriu um pouco e, para a surpresa deles, realmente soltou os fios.
— Vão logo antes que eu mude de ideia.
Hayley e Gerard se entreolharam, confusos, mas não objetaram. Viraram-se e foram rapidamente para a porta. Os outros alunos bufaram em descontentamento e os seguiram.
— Ahn, pessoal — Gina se aproximava dos grifinórios, no corredor, olhando para trás para ver se não era ouvida. — O que foi aquilo? Eles estão fazendo alguma coisa suspeita?
— Não, é algo pessoal — Hayley respondeu, tentando soar simpática, mas ainda meio tensa. — Não precisa se preocupar, não é nada demais.
A garota deu de ombros e voltou para seus amigos. Gerard e Hayley andavam calados, sabendo que Frank e Taylor ainda estavam no encalce deles. Não sabiam qual era a próxima aula da Sonserina, mas uma hora eles teriam de se separar...
— Professora! — ouviram Frank falar e automaticamente se viraram; haviam acabado de passar pela sala de Transfiguração e Minerva McGonagall estava na porta, olhando para Frank. — Eu achei que a senhora deveria saber...
Ele sacou sua varinha com uma velocidade surpreendente, apesar de ainda assim ter sido suave, e apontou para Gerard.
— Accio orelhas extensíveis.
Os fios voaram do bolso das vestes de Gerard para a mão de Frank, que a estendeu para a professora.
— Estavam usando para nos espionar.
McGonagall suspirou, irritada, e fez um gesto com a cabeça para que os dois fossem até ela. Gerard e Hayley se amaldiçoavam mentalmente por não terem imaginado que um simples feitiço convocatório era tudo do que Frank precisava.
— Sr. Way, sra. Williams, isso é verdade?
Gerard abriu a boca para dizer que não, mas algo no olhar de Frank o impediu. Frank não mentia. Tudo bem que ele usava a verdade para ferir as pessoas, mas se um sonserino imbecil como ele podia seguir na sinceridade, Gerard também poderia.
— É verdade, professora.
— Por quê?
Hayley e Gerard a lançaram um olhar que dizia “não vamos falar”. Ela suspirou novamente e colocou os fios em um de seus bolos.
— Cinco pontos a menos para a Grifinória.
Ela os lançou um último olhar e começou a andar.
— Adoro quando isso acontece — Taylor comentou, também se afastando, mas muito devagar.
— Quando eles perdem pontos? — Frank perguntou.
— E mais ainda quando é a diretora deles que tira. Vocês realmente têm uma Casa maravilhosa — ela falou um pouco mais alto, olhando para Gerard e Hayley, que ainda estavam parados. — Está orgulhosa dela, sangue-ruim?
— Ah, vai tomar no...
— WILLIAMS!
McGonagall ainda estava no corredor. E na altura com que Hayley falara, não havia muito jeito de ela não ouvir.
— Xingamento trouxa! — ela esbravejou, caminhando de volta para onde o grupo estava. — E um dos piores! Eu esperava mais de você...
— Ela a xingou de sangue-ruim... — Gerard começou, mas Frank o interrompeu:
— Vocês não têm muito autocontrole, têm? — ele balançou a cabeça, exasperado, e foi somente sua voz que fez todos se calarem, por algum motivo. — Isso parece ser recorrente em grifinórios. Corajosos até o ponto da idiotice.
Minerva olhou para ele em um misto de ofensa e diversão. Abriu a boca para falar, mas Gerard acabou por ser mais rápido, mostrando que Frank estava certo; não tinha muito autocontrole.
Ele se lançou para frente, mirando a mão no rosto de Frank, mas o bruxo se desviou facilmente e sacou a varinha. Aparentava calma, enquanto Gerard, já com sua varinha em mãos, parecia prestes a azará-lo mesmo na frente da diretora.
Gerard levantou a varinha, o olhar afiado sobre Frank.
— Way — ela falou, e seu tom fez todos se voltarem para ela. — Faça isso na minha frente e você não verá essa escola de novo.
Gerard engoliu em seco e abaixou a varinha. Frank o imitou quase distraidamente.
— Podemos ir, professora? — perguntou, como se estivessem conversando casualmente até agora. — Antes que causemos mais problemas?
— Vão, vão — ela balançou a mão em um gesto de impaciência e olhou para Gerard e Hayley. Esperou os sonserinos se afastarem antes de voltar a falar. — O que está dando em vocês hoje? Eu já tive de mandar um grifinório e dois sonserinos para a detenção... e acho que será bom se vocês se unirem a eles hoje à noite.
— Por que a senhora deixou os dois irem? — Hayley exclamou, tentando conter o tom indignado em sua voz, apontando para onde Frank e Taylor foram.
— Nenhum deles avançou para vocês, nem sequer tentaram se defender. Mas eu vou tirar vinte pontos da Sonserina pela insolência do menino. Corajosos ao ponto da idiotice... — ela foi diminuindo o tom de voz e murmurou algo que soou como “mas não é totalmente uma mentira” antes de olhar para eles mais uma vez. — Agora sumam daqui, vocês têm aula.
Hayley e Gerard não hesitaram em obedecer. Dispararam corredor à fora, mas ainda tiveram tempo de ouvir Minerva resmungar mais um pouco.
— Como Dumbledore aguentava isso...
———
Ao chegarem na sala da prof. McGonagall, naquela noite, Hayley e Gerard estavam até mesmo ansiosos; queriam descobrir quem fora o outro aluno da Grifinória que estava lá.
— Tré? — exclamaram juntos assim que entraram.
O amigo acenou para eles e Minerva, na frente da sala, fez um “shiu” e os mandou se sentarem. Além dos três, lá também estavam Billie Joe e Mike. Hayley e Gerard se entreolharam, imaginando que o motivo para estarem ali devia ter sido algo parecido com o que aconteceu com eles próprios. Tré falou sobre espioná-los também, afinal. Mas eles talvez não fossem tão “pacíficos” quanto Frank e Taylor nesse sentido.
McGonagall passou um texto enorme para que eles escrevessem e saiu da sala, dizendo que voltaria em duas horas e que passaria ali de tempos em tempos para ver se estavam se comportando.
Quando a porta se fechou atrás da professora, o clima se intensificou significativamente. Todos soltaram longos suspiros, imaginando quantos séculos demorariam para se passassem aquelas duas horas; e se aguentariam esperar, mesmo com companhias tão desagradáveis.
Notas finais
Espero que estejam gostando!
xoxo ♥
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