The Righteous And The Wicked
35 Capítulo 35
Notas iniciais
E esse ficou grande, porque eu falei de todos os personagens... Tem um lemonzinho também -q Ou seria lime? Lime é só quando não é explícito, né? Não sei classificar '-'
Boa leitura.
A semana se passou sem grandes ocorrências. Gerard contou sobre Billie Joe para Hayley, mas, entendendo o lado de Taylor, achou melhor amenizar um pouco o que acontecera. Ou seja, não falou sobre a parte em que Taylor subiu em cima dele. Não era assim tão necessário, afinal, era?
Estavam todos se preparando para o Baile de Inverno (feito esse ano só para comemorar o primeiro ano letivo depois da Última Guerra), para logo depois chegarem as tão esperadas férias. Com isso, é claro que a semana passaria rápido, pois Gerard não queria que aquele momento chegasse; ele, Hayley e Mikey já haviam assinado a lista de quem iria para casa no Natal, inconscientes de que algo poderia fazê-los querer ficar. Taylor também, e Frank... Gerard não sabia.
Brian, Stefan e Steve esperavam as férias ansiosos, já programando os encontros um na casa do outro. Mika prometeu encontrar Ray de vez em quando. Tré ficou na dúvida por muito tempo, mas acabou decidindo ir para casa também, mas Billie e Mike aparentemente iriam ficar. Billie preferia a enfermaria ao invés do hospital mágico caso tivesse uma nova crise.
Aquela foi uma semana apressada e tensa, e cada um passou por ela de seu próprio jeito.
— — —
Por mais que os feitiços os protegessem, ainda sentiam aquele gostinho de perigo toda vez que faziam aquilo ali.
Na cama de Brian. Cortinas fechadas e Abaffiato lançado, claro, mas nada que realmente impedisse o avanço físico caso alguém fosse até lá. Mas isso nunca acontecia. Todos no dormitório dormiam muito profundamente em seus sonos inocentes, ou fingiam não imaginar porque Stefan desaparecera de sua própria cama.
Era noite de terça-feira. Brian estava sentado, as costas apoiadas na cabeceira, com Stefan ajoelhado à sua frente. Stefan ainda tinha que ir um pouco para trás e se curvar ligeiramente para ficar na altura certa, mas eles já estavam acostumado com as posições. Brian segurava as partes de trás de suas coxas com as duas mãos enquanto ia com a cabeça para frente e para trás. Quando já estava mantendo um ritmo constante, escorregou uma das mãos para cima, e para o meio, o dedo indicador procurando um lugarzinho específico para entrar. Ouviu Stefan ofegar mais alto com a aproximação e continuou, introduzindo o dedo lá atrás sem parar com o oral.
Não demorou muito mais para Stefan gozar, forçando a cabeça de Brian para frente, fazendo-o sentir o líquido descer-lhe pela garganta de uma vez. Brian engoliu sem um muxoxo de reclamação, mas tossiu de leve quando teve ar para respirar.
— Desculpa – Stefan comentou, rindo um pouco.
— Tudo bem, mas você sabe que eu gosto de sentir na ponta da língua – Brian colocou a língua para fora para enfatizar. — Onde tem as papilas gustativas, tá vendo?
— Não, aonde?
— Aqui.
Stefan se abaixou e o beijou, sentindo o gosto que já conhecia bem – Brian adorava beijá-lo depois de chupar. Como se fosse para dividir o hálito novo.
— Sua vez...
— Não. — Brian sorriu e empurrou Stefan para baixo, para se deitar. — Só você hoje.
— Ahh, não, por quê?
— Porque sim. Eu gosto de te cansar. Agora cala a boca e vai dormir.
Stefan fez bico, mas se afastou para procurar e colocar a parte de baixo do pijama, que havia sido arrancada. Deu uma espiada no dormitório através das cortinas, e abaixou-se novamente para dar um selinho em Brian. Então foi de fininho da cama dele para a sua, ao lado, e deitou-se ainda com o gostoso cansaço pós-orgasmo tomando conta de seu corpo. Achou que dormiria rápido, e realmente foi mais rápido do que de costume; mas não imediato.
Ainda passou pelo seu período costumeiro de auto-piedade ao perceber que o que mais queria era continuar lá, deitado com ele. Mas como tudo havia voltado ao normal – ou o mais próximo de normal que podiam esperar —, ele continuava como sempre, voltando para sua cama para dormir sozinho. Sexo só para aliviar a vontade, beijos entre amigos, nada fixo, nada estável.
E adormeceu, com esses e outros pensamentos na cabeça. Eu queria estar com ele, mas tudo bem, ele está ali, por mim. Amanhã vamos ensaiar mais com o Steve, e que besteira foi aquela de sentir ciúmes do Steve, apesar de que eu sei que Brian só parou de dar em cima dele por minha causa, eu não devia ter contado o que eu sentia! Vou tentar escrever uma música para extravasar, talvez algo bom resulte disso... Eles vão me ajudar, pode ficar muito boa... Queria estar com ele... Será que realmente não preciso sentir ciúme?... Quais vão ser as aulas de amanhã mesmo...
… queria estar com ele.
——
Quarta-feira de manhã, Mikey estava atrasado de novo, enrolado nos cobertores. Todos já tinham ido para a primeira aula, mas ele permanecia ali, olhando para o nada.
Ele realmente não pensava em nada. E isso era de propósito. Na verdade, ele fazia força para ficar assim. Porque quando pensava em algo, não era algo bom.
Ele já havia imaginado Hayley de todas as formas possíveis, ao mesmo tempo tentando se refrear e ir mais longe só um pouquinho; mas essa imaginação fértil vem com um preço. Agora ele também imaginava Taylor. Só que não era bom, não, nem um pouco. Era terrível. As mãos delas, mãos que não eram suas, passando por Hayley. Os beijos, os lábios que Mikey nunca pôde provar, agora dela. E tudo por escolha da própria Hayley. Claro, ele sabia que nunca marcou presença, mas como poderia imaginar que ela seria sua concorrente? Como poderia entender isso?
Ele piscou, os olhos molhados. Droga, não estava conseguindo de novo. Tudo bem, não tinha ninguém ali, ele podia se permitir chorar um pouco.
E foi o que ele fez. Chorou, deixou sua mente se inundar de imagens da ruiva com a loira, sentiu um aperto no peito ao imaginar aquilo tudo, os gemidos, ela gemendo o nome de Taylor, não o seu. E como poderia, ele nunca nem havia estado com uma garota! Diferente de Taylor. Como ele poderia ser melhor do que ela, mesmo que tivesse chance para mostrar? Não, ele nunca ganharia dela.
Mas ele amava Hayley. Isso não devia bastar? Não devia se sobrepor? Mas quem disse que Taylor também não a amava? Quem ele era para julgar os sentimentos dos outros?
As mesmas perguntas, a mesma dor, as mesmas lágrimas. Em minutos, ele conseguiu se recompor e respirou fundo. Foi se arrumar para mais um dia, a máscara de frieza novamente sendo colocada. Ultimamente nem Gerard conseguia fazê-lo se abrir, e isso não era comum. Mas ele sabia, todos sabiam. Estavam esperando que ele melhorasse sozinho.
Porque afinal, mesmo que ele não se achasse no direito de julgar o sentimento dos outros, todos pareciam muito aptos em julgar os seus. “Vai passar”.
Vai passar.
Leve meu coração enquanto não passa, então.
——
Quinta-feira, Mika olhava incrédulo para o pacote que recebera de sua mãe.
— É bonito! — Ray exclamava, sincero.
— Eu sei, mas quem disse que eu vou no Baile?
— Ahh, vai. Eu fico com você. Posso ser seu par.
Ray piscou e Mika deu uma risada debochada.
— Seria ótimo... – ele falou, olhando mais uma vez para o terno branco com detalhes azuis em suas mãos. — Se eu conhecesse o feitiço para converter héteros.
— Ah. Jogue toda sua purpurina mágica gay em mim e vai estar resolvido, viveremos feliz pra sempre.
Mika agarrou a primeira almofada que viu e jogou em Ray, que a pegou e a atirou em Steve, do outro lado do dormitório.
— Hey! — ele reclamou. — Me deixem fora disso... mas é verdade, Mika, esse terno deve ficar ótimo em você. Sua mãe tem bom gosto.
— Tá vendo? — Ray provocou. — A purpurina já está tendo efeito nele.
Levou a almofada na cara de novo.
— Mas sério, Steve – continuou, depois de acabar com a guerrinha. — Ninguém nunca jogou purpurina em você?
Steve pareceu confuso.
— Não...
— No sentido figurado! — ele riu. — Não tem vontade de ficar com nenhum garoto?
— Ah.
Ele corou e foi imediatamente mexer em sua mala. Ray e Mika trocaram olhares.
— Queeeeeem? — Ray falou, logo sendo ecoado por Mika. — Fala. Quem?
— Ninguém.
— Men-ti-ra – Ray continuou.
— Não.
— Mentira! — Mika exclamou.
— Argh! O Brian, ok? E... pra falar a verdade... o Stefan também... sei lá, eles...
Ray e Mika esperaram ansiosos que ele continuasse. Ele suspirou e prosseguiu.
— Não consigo vê-los separados. É estranho, mas não consigo me imaginar com um sem o outro. Sei lá. E sei que o Brian quer, mas não quero que isso atrapalhe nossa amizade, então nunca disse nada.
— Espera, espera – Mika falou. — Você está apaixonado por eles?
Steve piscou duas vezes.
— Não!
— Só tem vontade de...
— É, é.
— E Brian quer. Mas Stefan não?
— Acho que não. Talvez ele fique com ciúmes do Brian, apesar de eles não estarem namorando. Mas eu acho...
Ele parou, receoso se devia falar. Mika sorriu e falou por ele.
— Acha que eles tem algo juntos. É, eu sei.
— Sério? Já te contaram?
— Não, mas eu sou observador. Stefan tem ciúmes mesmo, mas Brian é bem liberal. Se fosse pra adivinhar, eu diria que Stefan quer algo sério e Brian não. Brian ficaria com você sem nenhum vínculo romântico, porque é isso que ele vem fazendo até agora com o melhor amigo dele.
— Wow... isso... faz sentido. — Steve parou um pouco para pensar. — Então eu não estragaria minha amizade com ele, mas sim com Stefan?
— Provavelmente, a não ser que Stefan concordasse, o que eu acho improvável. Quer dizer, concordar de coração.
Steve balançou a cabeça, confirmando. Ficou pensativo por alguns minutos, em que Ray e Mika o deixaram em paz e ficaram quietos.
— Ok, eu oficialmente não sei o que fazer.
Mika e Ray sorriram, solidários. Mika foi até ele e lhe deu um tapinha no ombro.
— Bem-vindo ao clube.
——
Na sexta-feira, Billie saíra da enfermaria, finalmente. Estava cada vez mais difícil não contar para ninguém sobre sua condição, passando assim tanto tempo internado, mas ele manteve seu silêncio. Era um pouco melhor que Taylor já soubesse – e, consequentemente, Frank também. Ainda que ele se sentisse absolutamente submisso por ter contado tudo a ela. Não era pra ter feito isso, Mike devia tê-lo impedido! Mas Mike sabia que já estava na hora, também. Estava cansado de esconder.
Billie tinha consciência de estar sendo um fardo para ele e odiava isso, mas também sabia que não adiantava falar para ele parar. Quando voltaram para o dormitório, sob olhares de todos da Sonserina, foram diretamente para a cama de Billie. Ele estava ótimo, ou quase isso, nem parecia a mesma pessoa que estivera dopado há poucos dias.
Mike se sentou ao lado dele e o mandou descansar.
— Mike, eu estou descansado há uma semana e meia, praticamente. Eu queria mais é estar... voando agora.
— Nesse frio? Sério mesmo?
Billie sorriu de lado.
— Ok, queria estar andando. Qualquer coisa, menos deitar.
Mike rolou os olhos.
— Espera o povo ir dormir, então. Estão todos querendo te perguntar o que aconteceu.
— Sei, sei.
Eles pegaram dois livros e ficaram lendo sob a luz das varinhas, até que os alunos começassem a aparecer para dormir. Quando o último ronco se iniciou, fecharam os livros ao mesmo tempo e levantaram, quietos.
Saíram devagar da sala comunal da Sonserina e se esgueiraram pelas masmorras. Conversaram sobre qualquer coisa, até chegarem pela primeira vez desde segunda ao assunto principal.
— E Taylor namorando com a Hayley, como isso é possível? — Billie comentou.
— É. Então. — Mike o olhou de esguelha, atento. — O que você acha disso?
— Surreal, é o que eu acho. Ela odiava aquela garota!
— Hmm. Só isso?
Billie apertou os lábios.
— Eu sei o que você tá pensando.
— Então fala.
— Eu... não sei, tá? Achei que tinha superado ela há tempos. Não estávamos dando certo. E foi difícil, você lembra...
— Você chorou em mim – Mike fez uma teatral cara de nojo. — Lembro bem demais.
— Cala a boca. Enfim, foi difícil, mas... passou.
— Totalmente?
— Então.
Billie parou de andar e sentou no chão, esperando até que Mike fez o mesmo. Os dois cruzaram as pernas e ficaram com os braços apoiados nos joelhos.
— Eu achava que sim, mas quando ela falou que estava namorando, foi tão... estranho.
— Ruim?
— Sim. Desde aquela visita eu não consegui parar de pensar nela. Sei lá, acho que eu não esperava que ela fosse ficar com alguém tão cedo.
— Billie, faz mais de um ano que vocês se separaram.
— Eu sei, eu sei! Mas eu não esperava. E não gostei, nem um pouco.
Ele olhou para o teto, pensativo.
— Comecei a lembrar de como era. Sei que existiram motivos para não ficarmos juntos, mas também existiram motivos para ficarmos. E vamos admitir, eu era feliz.
Mike sorriu.
— Sim, era. Você nunca falou tão pouco da sua doença quanto naquela época. Você não pensava nisso.
— Exato. E agora eu não pude deixar de imaginar como seria bom se... eu tivesse aquilo de novo.
Mike arqueou as sobrancelhas.
— Isso significa o que eu acho que significa?
— Não sei. Talvez.
— Você sabe que vai confundi-la se for atrás dela agora, não sabe?
— Sei. — Billie sorriu. — Nós sempre nos confundimos. Nossa relação era assim.
— E você sabe que tem outra pessoa envolvida. Tá, é a Williams, que seja, mas... se Taylor está com ela, é porque gosta dela. E portanto você não vai chegar a lugar nenhum magoando-a.
— É, bom ponto. Mas como não magoar?
Mike crispou os lábios.
— É... se você conseguir, não tem como.
Billie olhou para a frente, meio aéreo.
— Tem como eu não me magoar?
— Taylor Momsen, Billie. É com ela que você está lidando. O que você acha?
Billie sorriu e fechou os olhos. Suspirou, alegre.
— Acho que estou fodido. Viva.
— Hip, hip, hooray. — Mike imitou um brinde com a mão e também olhou para cima, imaginando como seria aquela história daqui para frente.
——
No sábado, a escola era só expectativa. O Baile aconteceria de noite, sendo o ápice do esplendor de Hogwarts no Natal, e mesmo quem não fosse estava ansioso pelo dia seguinte, quando partiriam para as férias.
Aquele momento estava sendo crítico para Harry. Ele sabia que tinha de ir ao baile, e sabia com quem tinha de ir; mas é claro que Draco também estaria lá, e isso não daria certo.
Rony praticamente o forçou a prometer que levaria Gina. Mal trocavam palavras nesse ponto, só por intermédio de Hermione, mas nessa manhã Rony se aproximou.
— Quando o ano letivo começou – ele disse, apontando para Harry com raiva. — ela só sabia falar desse baile, que seria perfeito, que vocês dois estariam juntos. Depois ela parou. Mas você vai levá-la, vai dançar com ela e vai fazer essa ser a melhor noite da vida dela.
— Rony...
— Não quero saber! E se você não fizer isso... eu também sei lançar um Crucio, sabia?
— Rony! — Hermione repreendeu, mas ele não a deu atenção.
Harry balançou a cabeça, concordando. Gina merecia aquilo, de qualquer forma, mas ele bem sabia que eles seriam o casal da noite. Não havia nenhuma possibilidade de Draco não os verem. Mas o que Draco poderia fazer? Ele sabe que não tem outro jeito!
Quer dizer... o jeito seria terminar com Gina, mas Harry não podia fazer isso. Não agora... ou a qualquer hora.
— Eu vou, Rony, tá? Eu vou.
— E nem pense em agir desse jeito, como se fosse só uma obrigação! Ela tem que achar que você realmente quer!
— E eu quero! É só... complicado, você não entende.
— Ah, acho que entendo. Bem demais.
Harry franziu o cenho. Estavam na sala comunal, quase sozinhos, a lareira sendo praticamente o único som de fundo.
— Eu venho te seguindo, Harry.
Hermione suspirou, como se estivesse esperando esse momento. Harry arregalou os olhos e abriu a boca, sem, contudo, conseguir emitir qualquer ruído.
— É, eu já sei – Rony disse, os olhos faiscando, as mãos fechadas em punho. — E só não quebrei sua cara porque Gina iria querer saber o motivo, e eu não estou disposto a contar que ela está sendo traída.
Ele cuspiu a última palavra. Harry abaixou a cabeça, envergonhado.
— Isso... eu vou acabar com isso, Rony, eu vou...
— Cala a boca, eu não quero ouvir sua voz. Você tá mentindo, assim como vive mentindo pra ela.
Hermione tentou acalmá-lo novamente, ainda sem resultado.
— Então o mínimo que você pode fazer é dar essa noite para ela. Deixe aquele... aquele... — Rony fez uma careta, não encontrando uma bom palavrão para descrever Draco. — Deixe ele de lado uma vez e fique com ela essa noite. E aí, sim, essa pode ser a última vez que vocês fiquem juntos.
Harry levantou a cabeça, assustado. Rony se levantou.
— E pode ter certeza que vai ser a última vez que nós dois vamos ficar juntos também.
— Rony... — Hermione falou mais uma vez, mas tudo o que ele fez foi segurar sua mão e a puxar para longe dali.
Harry colocou o rosto entre as mãos. Como aquilo chegara a esse ponto?
Uma pontada do antigo ódio por Draco voltou. Era tudo culpa dele! Sempre foi culpa dele! Mas Harry sabia que não era só dele. Era impossível não reconhecer sua própria culpa, e mais uma vez ele soube como era mais fácil simplesmente odiar. Ele queria odiar.
Mas o único alvo para seu ódio no momento era ele mesmo.
——
Gerard e Frank conseguiram ficar sozinhos, por fim. Gerard tivera coragem, no dia anterior, de pedir para Hayley passar uma mensagem para Frank, pedindo para encontrá-lo. O medo misturado com orgulho não o deixara fazer isso até então, e o tempo realmente estava apertado, já que era a última semana de aulas antes das férias. Mas agora, tarde de sábado, com uma ajudinha de Hayley e Taylor, eles foram para a Sala Precisa. Estava igualzinha à da outra vez, com a exceção da cor dos lençóis na cama.
— Então... — Gerard começou, sentando-se sobre a cama com as pernas cruzadas, e olhando de lado para Frank, que estava na cadeira. — Você vai pro baile?
— Não.
— Ah.
Direto. Por que Gerard estava com vergonha de novo? Depois do que fizeram, isso era tão estúpido... mas até compreensível.
— Por que não?
— Porque eu não faço isso. Nunca fui em nada do tipo antes, por que iria agora?
— Bem, porque...
Frank ergueu as sobrancelhas, esperando.
— Por quê?
— Porque eu ia te chamar pra ir comigo.
Frank sorriu de leve.
— Não ia não.
— Ia sim!
— Gerard, você não quer que nos vejam juntos.
— E quem disse que precisariam nos ver juntos?
— Então eu não iria com você, eu iria “casualmente” te encontrar lá.
— Err... a gente podia conversar lá, não teria problemas...
— Não, Gerard. Eu não gosto de bailes. Eu não iria aceitar seu convite de qualquer jeito.
Gerard ficou se perguntando se era verdade.
— Em compensação, acho que a Tay e a Hayley vão dar um show lá – Frank comentou.
— Sério?
— A Taylor não é de esconder. Enquanto não chegar nos pais dela, acredite, ela não sabe ser discreta.
Gerard fez uma anotação mental de convencer Mikey a não ir, mas achou que não precisaria fazer nada para isso. Duvidava que Mikey fosse sair do quarto.
— E por falar nisso – ele lembrou. — Você vai pra sua casa amanhã, né?
— Não — Frank respondeu, como se fosse óbvio.
— Não? — Gerard estranhou. — Mas Taylor vai...
— É.
— Você vai ficar sozinho aqui?
— Uau, você chegou a essa conclusão tão rápido!
Gerard rolou os olhos e murmurou “idiota”. Mas não gostou daquilo.
— Eu... eu posso tentar avisar a McGonagall e meus pais que eu não vou pra casa dessa vez...
— Nem pensar. Por que você faria isso?
— Pra ficar com você.
— Por quê? — Frank deu um sorrisinho malicioso. — Você não consegue aguentar até as aulas voltarem pra repetir a dose?
Gerard começou a corar. Mas que droga, não devia estar assim de novo!
— Não é isso, eu só não queria te deixar sozinho.
— Eu sempre estive sozinho. Tá, tenho a Taylor, mas quando ela não está, eu sei ficar sozinho.
— Então comece a entender que você não está mais sozinho.
Gerard perdeu um pouco do ar ao perceber o que falara, e o soltou quando viu a expressão de Frank.
— Não estou? — o sonserino perguntou, com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado.
— Só se... — Gerard falou mais baixo, sem encarar o outro. — Só se você quiser.
Frank não disse nada. Ficou ali parado, pensativo. Gerard não conseguia adivinhar o que passava em sua cabeça, e nem sabia se queria. Decidiu também não pressionar, e deixou os minutos passarem em silêncio.
— Você devia ir se arrumar pro baile.
— É... é.
Gerard se levantou e foi imediatamente para a porta. Olhou para trás, e Frank continuava no mesmo lugar.
— Não vai vir?
— Não, vou ficar aqui.
Assim Gerard saberia onde ele estava. Ele entendeu a intenção nos olhos de Frank, mas não sabia se as corresponderia. Ele prometeu a Hayley que iria ao baile. E todos os seus amigos também iriam, tirando, provavelmente, Mikey.
— Até logo, então.
Abriu a porta e saiu, juntado-se logo aos alunos que só esperavam o baile começar.
Notas finais
Espero postar o próximo antes do Natal, o que é ruim, porque seria bem legal postar no Natal ;-; Mas ok.
E se não der mesmo tempo de terminar aqui, eu continuo no fórum, ok? E coloco isso aqui só na categoria "Harry Potter" um dia antes e rezo pra nenhum moderador catar de primeira .-.
Beijo.
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