Notas iniciais
Era pra ter sido mais cedo ¬¬ Mas tá, é mais legal postar o baile hoje mesmo.
Musiquenha: http://www.youtube.com/watch?v=r_cD2ToVBlU
Só mais pro meio.

— Ok – Gerard disse, terminando de ajeitar a gravata. — Faça como quiser.

Mikey, como ele esperava, havia dito que não iria ao baile, e sabendo o que poderia acontecer lá entre Hayley e Taylor, Gerard não insistiu. Mas essa não foi a reação correta.

Mikey estranhou a falta de insistência. Já tinha até preparado um discurso para convencê-lo, mas Gerard simplesmente disse “ok”. Isso só podia significar que ele não queria que Mikey fosse por algum motivo... e inocentemente, o mais novo achou que seu irmão queria esconder algo que poderia acontecer com Frank. Achando que sua situação não poderia piorar muito, pensou que seria legal surpreender Gerard e o pegar escondido com Frank. Tinha certeza de que Gerard iria até mesmo gostar disso, de vê-lo fazendo alguma coisa. Então, pouco depois que o irmão saíra, Mikey se levantou e foi procurar algo para vestir.

Não podia ficar pior, certo?

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Gerard chegou dando o braço para Hayley. Olhou ao redor, captando rapidamente os seus conhecidos distribuídos pelo salão. Desnecessário dizer que a decoração estava impecável. Brian, Stefan e Steve conversavam, Mika e Ray perto deles, e Billie Joe e Mike pareciam estar fazendo piadinhas internas sobre Tré, que os encarava como se pudesse feri-los com o olhar.

Quando Gerard estava analisando Harry com Gina, e iria começar a procurar por Draco, uma presença à sua direita distraiu sua atenção.

— Dá pra soltar, ou tá difícil?

Taylor sorria de lado, os braços cruzados, apontando para Hayley com a cabeça. A loira usava um vestido preto, justo, que mal passava da metade de suas coxas; ali o traje continuava, porém, com uma meia sete oitavos, o que fazia qualquer um imaginar que tipo de roupa íntima ela estaria usando por baixo. Salto alto preto também. O vestido era decotado, claro, mas menos exagerado do que seria de se esperar.

— Possessiva, eu? — Gerard zombou, mas soltou o braço da amiga.

Hayley já estava corando e olhando para os lados; e sua paranoia só ficou pior quando Taylor a segurou pela mão e a puxou para uma mesa, ignorando os poucos olhares que atraiam (de Billie inclusive).

Gerard suspirou. Sabia que isso aconteceria, então foi para perto de Mika e Ray.

— Belo terno – elogiou, olhando para Mika e o vendo assentir, envergonhado.

— Eu disse! — Ray exclamou, convencido. — Vai, aposto que você consegue algum cara bonitinho com isso...

— Ele nunca aprende a calar a boca, né? — Mika comentou, e Gerard riu.

Ele finalmente olhou para Draco. Sentado em seu canto, sozinho, observando Harry e Gina fixamente. Harry estava ótimo, e Gina... esplêndida. Vestido vermelho. Assim como imaginou que Draco devia estar pensando, achou que era uma apelação muito grande usar aquilo. O decote não era tão profundo e nem o vestido tão justo, mas a combinação da cor com seu cabelo e o contraste com a pele branca compensavam. Rony parecia orgulhoso, e de certa forma maldoso, ficando perto da irmã como uma coruja, com Hermione na cola. Hermione que, aliás, também estava linda, como só ficava nessas ocasiões. Não que não fosse, mas no cotidiano era outra coisa.

Apesar de achar que os garotos ficavam muito bem em seus trajes sociais, elegantes e definitivamente atraentes, eram sempre as mulheres a maravilha dessas festas. Eles, de certa forma, estavam sempre muito iguais. Mas elas tinham diferentes cabelos, maquiagens, vestidos, saltos... elas eram sempre uma surpresa.

Gerard tentou se concentrar na análise das pessoas, mas não funcionou. Então tentou entrar na conversa de Ray e Mika, mas também não funcionou. Sua mente insistia em ir para outro cômodo.

Filho da puta. Frank sabia direitinho o que fazer.

Os minutos se passaram, as conversas e risadas continuaram e o tédio também. Gerard sabia que não ia conseguir ficar lá por muito tempo, então decidiu adiantar logo o resultado inevitável. Virou-se, com uma despedida rápida para os amigos, e caminhou para a saída. Viu Hayley olhando para ele em súplica: não me deixe sozinha com ela! Ela vai me devorar! Mas ele deu de ombros, pedindo desculpas em silêncio. Hayley formou com os lábios a pergunta “Frank?” e Gerard assentiu. Hayley sabia que não adiantaria insistir.

Assim que saiu, foi para as escadas, determinado a entrar na Sala Precisa e simplesmente se atirar para cima de Frank. Sim, ele faria isso. Amanhã ele iria embora e passaria algum tempo longe daquele lugar... e ele queria ir embora com alguma certeza.

Assim que virou o corredor, Mikey apareceu, vindo do outro lado. Foi timidamente para a porta que daria para o salão e o adentrou.

Sua intenção era achar Gerard logo e se unir a ele, mas seus olhos foram atraídos para um ponto vermelho quase que imediatamente, como se fosse um imã. E tinha um ponto loiro logo ao lado.

Mikey se encolheu. É claro que elas estariam ali... mas ele realmente achou que seriam discretas. Duvidava de que fossem fazer qualquer coisa em público!

Pelo jeito, estava errado.

Brian e Stefan o viram logo. Sem dar explicações à Steve, o puxaram para perto quase que forçadamente. Mikey tentou sorrir e conversar, mas seus olhos continuavam teimando em ir para a mesa onde as duas estavam. Ainda não o tinham visto.

— Não seria melhor mostrarmos que ele tá aqui? — Brian sussurrou para Stefan em certo momento. — A Hayley iria poupá-lo...

— E a Taylor faria exatamente o contrário.

Brian mordeu o lábio inferior, pensativo.

— É. Mas aí elas provavelmente brigariam, o que talvez fosse bom.

Stefan arqueou as sobrancelhas, mas não disse nada. Atraiu a atenção de Mikey novamente, tentando iniciar um diálogo que durasse, e deixou que Brian pensasse no que fazer.

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Frank estava deitado na cama, desenhando círculos de luz aleatórios com a varinha quando Gerard entrou. O sonserino se sentou, avaliando o outro de cima à baixo.

— Nada mal.

Metade da coragem com que Gerard fora até ali se esvaíra, mas ele ainda assim caminhou mais para perto de Frank e sorriu.

— “Nada mal”? Eu vim só pra ter sua opinião, mas se sua resposta for só essa acho melhor eu ir me trocar...

— O que você esperava, que eu fosse massagear seu ego com tanta facilidade assim?

Gerard deu de ombros e sentou na ponta da cama.

— E você não veio só pra pedir minha opinião.

— Quem disse? Eu vou voltar pro baile agora mesmo.

Frank cruzou os braços.

— Ok, então vai.

Gerard o fitou com raiva, e Frank riu, para logo então engatinhar para mais perto dele.

— Seja direto, Gee. Veio pra quê?

Gerard olhou para ele por alguns segundos, e como esperava, a coragem voltou. Sem dizer mais nada, desceu o olhar para os lábios de Frank e se aproximou. Frank o aceitou calmamente, sem se mover, deixando que Gerard colocasse uma mão em sua nuca.

O grifinório se virou totalmente, sem interromper o beijo, e foi se colocando em cima de Frank. Só quebrou o contato das bocas quando decidiu beijar o pescoço do baixinho. Frank suspirou.

— Já estava na hora de você tomar alguma atitude.

Gerard sorriu contra sua pele, não respondeu. Desceu as mãos e começou a despi-lo, sem pressa à princípio, mas logo com mais intensidade. Cada suspiro de Frank, ele queria transformar em um ofego, e então em um gemido. Beijou-o e o apalpou em qualquer lugar que ele soubesse que o excitaria, deixando Frank o imitar de vez em quando, e em não muito tempo os dois já estavam sem roupa alguma.

Ele queria mostrar que estava tomando atitude – para depois poder cobrar o mesmo.

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Uma delas já tinha visto Mikey.

Taylor sorria de leve, satisfeita. Não poderia ser melhor. Ela mostraria para ele e para todos que estava falando sério com aquilo.

Hayley estava encolhida, de costas para Mikey, sentada na cadeira com a intenção de se fundir a ela. Cada vez mais pessoas notavam a proximidade delas e a mão de uma sobre a outra, bem em cima da mesa. Ela não esperava que fosse ser tão ruim assim!

Mas em meio à vergonha, ela estava orgulhosa. Taylor realmente a estava exibindo. Ainda assim, eram sentimentos conflitantes.

Eu acalmo um olhar de raiva disfarçado de sorriso, ela se pegou pensando, meio desconexa sob os olhares e o calor da mão de Taylor. Bem, você nunca saberia... eu tinha tudo, mas não o que eu queria. Porque a esperança para mim era como um lugar desconhecido e encoberto...

— Tá pensando no quê? — Taylor perguntou, com um pequeno sorriso nos lábios.

— No quanto eu quero fugir daqui e não voltar mais – ela mentiu, emburrada. Até parece que ela diria que estava pensando que Taylorse tornara sua esperança.

— Mentirosa. Você está gostando, no fundo. Tá gostando de estar comigo.

— Você tá muito convencida, isso sim. Você consegue entrar – Hayley disse, esperando que ela entendesse que o sentido de “entrar” não era sexual. — E eu te resistiria assim – ela estalou os dedos, sinalizando que era fácil.

Taylor sorriu, sarcástica.

— Aham, certo, como se você não sentisse nada.

— Você não pode me mandar sentir – Hayley tirou a mão de cima da mesa e se recostou na cadeira.

— Você sabe que é verdade.

— A verdade nunca me libertou.

Taylor bufou. Olhou para o lado, para a pista de dança que estava meio cheia desde que chegaram, e teve uma ideia brilhante.

— Vai te libertar agora.

Levantou-se e puxou Hayley para o meio da pista tão rápido que quase a desequilibrou.

— O que você...!

— Dançando. Com você.

Hayley tentou se desvencilhar, mas Taylor colocou as duas mãos na sua cintura e a impediu de se mover. Ela ainda iria fazer alguma coisa, mas notou que todos – todos, meu Deus – olhavam para ela. Queria chorar, gritar e beijar Taylor, tudo ao mesmo tempo. Mas optou por respirar fundo e, lentamente, colocar os braços ao redor do pescoço da loira. Era uma boa coisa que ela fosse mais alta.

Ela não iria dar um chilique ali, na frente de todos. Era óbvio que estava lá porque queria, ou não teria passado o tempo todo com Taylor. Então era para mostrar que estavam juntas? Pois bem, que fossem mostrar que estavam juntas.

A música não era tão lenta, mas o bastante para que aquele tipo de dança desse certo. Hayley ficou com os olhos fechados, a testa franzida, seguindo os passos de Taylor e rodando devagar no mesmo ponto.

Você não pode mais ser tão cuidadosa, lembrou a si mesma. Quando tudo que está esperando por você não vai chegar mais perto. Você tem que se esticar um pouco mais...

O silêncio era mortal, mas começou a se dissipar em alguns segundos. Hayley ouviu a voz de Mika falando primeiro, e sorriu. Ele vencera a timidez para melhorar a situação para ela. Tinha que lembrar de agradecê-lo.

Abriu os olhos e viu Taylor sorrindo triunfantemente. Suspirou e continuou com a cara emburrada, o que só pareceu deixar Taylor mais satisfeita.

Mais pessoas voltaram a conversar, apesar de obviamente estarem falando delas. Hayley relaxou um pouco e seguiu os passos de Taylor.

Viu com o canto do olho Gina puxando Harry para a pista, provavelmente também querendo ajudá-la e aproveitando para dançar com seu namorado. Ela estava tão feliz, não devia estar esperando que eles fossem para o baile – Hayley com certeza não estava.

Curiosa, ela procurou Draco. Ah, pobrezinho, pensou. Se ele apertasse aquele copo só mais um pouco, iria quebrá-lo... devia ser terrível ver Harry com Gina, tão extravagantes e aparentemente satisfeitos...

Então Hayley o viu. Finalmente. Mikey.

Ela travou na hora. Gerard disse que ele não iria! Mikey não podia estar ali!

— Que foi? — Taylor perguntou, apesar de ter adivinhado o que acontecera.

— Mikey... — ela se afastou de Taylor e caminhou para o garoto imediatamente.

Taylor fechou os punhos. Não era nem tanto o fato de ter sido deixada sozinha na frente de todos, como o fato de Hayley ter feito isso sem nem notar.

A ruiva alcançou Mikey, que se encolheu e tentou pensar em uma forma de sair dali, mas não conseguiu.

— O que você tá fazendo aqui? — Hayley questionou. — Seu irmão disse que você tinha ficado no dormitório!

— Mudei de ideia – ele murmurou, olhando para baixo.

— Se eu soubesse... — ela não terminou a frase, suspirando ao invés disso.

— Se você soubesse...?

— Eu... não teria deixado a Taylor me levar pro meio da pista!

— Ah, não?

A loira estava de braços cruzados, atrás de Hayley. Mikey realmente queria se esconder, mas ao mesmo tempo seria interessante ver onde aquilo iria dar, se é que iria dar em algo.

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— Gee... e-eu...

Frank gozou antes de terminar o aviso. Estava deitado de barriga para cima, e Gerard já havia terminado um pouco antes, mas não parou o movimento sobre ele até que Frank estivesse satisfeito.

Gerard se deixou desabar sobre o sonserino, que resmungou algo sobre ele ser pesado. Então se virou e caiu ao seu lado.

— Mmm, que bagunça – Gerard falou, procurando sua varinha. Assim que a achou, apontou para a barriga de Frank, no momento completamente melecada, e fez um feitiço de limpeza que sugou todo o gozo para dentro dela.

Frank deu um sorriso estranho.

— Que foi?

— Nada, é que eu acabei de imaginar... se alguém lançar um Prior Incantato na sua varinha, vai revelar o último feitiço dela... isso significaria que...?

Gerard deu uma risada alta ao imaginar a cena. Quem fizesse isso iria se surpreender com o que sairia daquela varinha.

Conforme a graça foi morrendo, eles permaneceram em silêncio, um olhando para o outro. Gerard sabia que teria de falar primeiro, e parecia que Frank sabia disso também. Ele suspirou e foi em frente.

— Isso foi natural, né?

— Isso o que?

— Tudo. A gente dando risada agora mesmo, até parecemos...

— Namorados?

— É... é, isso mesmo.

Frank sorriu de lado. Parecia estar se divertindo, e como sempre, isso ainda conseguia irritar Gerard.

— Você quer me dizer alguma coisa, Gee?

— Não. Quer dizer, quero, mas... olha, a gente tá namorando ou não? Quer dizer, até a Taylor e a Hayley já estão acertadas com isso, claro que ainda não deve ter caído a ficha do que isso significa, mas até elas, e a gente já fez sexo duas vezes e não falamos nisso, como se não tivesse importância, mas tem!

Frank parecia estar se divertindo muito.

— Acabou? — perguntou, mas não deixou Gerard responder e o beijou, mais para calar logo a boca dele do que para qualquer outra coisa. — Ok, eu vou ser sincero.

Era para essa frase ter provocado um arrepio temeroso em Gerard? Ele achava que não, mas foi o que aconteceu.

— Eu não gosto de enrolar – Frank continuou, a cabeça apoiada em sua mão, enquanto ele olhava para Gerard meio de cima. — Não gosto de passar muito tempo analisando nada que tenha aver comigo, e nunca fiz isso. Mas você quase ferrou com meu esquema.

Gerard não sabia se isso era bom ou ruim, então ficou quieto.

— Porque quando eu comecei a querer ficar com você... pensei demais nisso. Pensar demais não é bom. E aí decidi agir com você como eu sempre agi com todos: levar pra cama pra vontade passar.

Algo na expressão de Frank dizia que ele sabia que doía para Gerard ouvir isso, e portanto continuou logo:

— Consegui, e a vontade... bem, não vou dizer que não passou, porque tinha passado... nos primeiros dias. — ele fez uma leve careta de desconforto, como se tivesse de admitir algo que não queria. — Depois eu quis de novo, e acredite, eu geralmente demoro muito tempo para querer de novo com a mesma pessoa. Não uma semana.

Novamente, Frank viu que aquilo agora era um alívio para Gerard, mas também não queria deixar assim.

— Porém. Não acho que só o fato de transarmos duas vezes nos classifica como namorados. Você sinceramente acha que sim?

— Sim... quer dizer... talvez não?

— Com certeza não, Gerard. Eu já fiz mais de dez vezes com alguns caras. Claro que com um grande período de tempo entre cada vez, e claro que eu alternava com outros no meio-tempo... que foi?

Gerard o encarava estupefato.

— Você fala isso como se fosse a coisa mais normal!

— E é — Frank deu um sorriso safado. — Você não imagina quantas coisas já devem ter acontecido no seu próprio dormitório enquanto você dormia. É que esse tipo de coisa não chega aos ouvidos dos mais inocentes, e quando é só entre garotos, não chega aos ouvidos de ninguém. Tenho certeza que você pode entender porquê.

Gerard assentiu, mas ainda estava meio chocado.

— Enfim, o que isso tudo significa é que só o sexo não significa nada. Entendeu?

— Entendi...

— Não precisa fazer essa cara. Estou só explicando. O que define um namoro, no meu ponto de vista, é o resto. Vontade de ficar junto, conversar, brincar, essas idiotices todas que a gente sempre vê os pombinhos fazendo.

Gerard esperou que ele continuasse, a esperança há pouco tirada voltando com força total.

— E – Frank prosseguiu. — tá muito cedo pra sabermos se nós estamos assim. Eu, pelo menos, toda vez que penso em você é sem roupa, e nem pense em corar porque eu sei que você tá assim também, até pior. Acha que eu não lembro como foi depois que eu tive minha primeira vez?

A droga era que Gerard não podia discordar.

— Então, o que vai acontecer é o seguinte. Você vai passar as próximas duas semanas na sua casa, e eu vou ficar aqui. E aí a gente vê o que acontece.

— Você quer dizer, vamos ver se a gente vai sentir saudade um do outro?

Frank assentiu.

— E também se a saudade vai ser um do outro ou do pinto um do outro. Combinado?

Era uma ótima ideia, ao mesmo tempo que era uma ideia péssima, mas o que Gerard podia dizer?

— Combinado.

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— Eu não vou brigar com você – Hayley sibilou. — Volta pra mesa, só vou falar com Mikey e já tô indo.

Taylor parecia querer alguma discussão, mas se contentou em lançar um olhar de desprezo para Mikey e ir para a mesa onde as duas estavam há pouco.

Hayley achou que não brigar com Taylor já seria o sucesso da noite, do jeito que as coisas estavam.

— Você não tem o que falar comigo – Mikey disse de repente. Estava olhando para Hayley, mais irritado do que triste dessa vez; estava esperando que as duas fossem brigar. Estava contando com isso. — Pode ir.

— Não, você é meu amigo e eu...

— Vai manter assim, né? Um “amigo”. — Mikey suspirou. — Você já mostrou o que tinha que me mostrar, Hay.

— O quê?

— Você não acabou de dizer que só vai falar comigo e já vai voltar pra ela? Então, não importa o que você diga... eu já sei que você vai voltar pra ela.

Hayley não soube o que responder. Mikey se virou um pouco, resmungando:

— Não sei como eu pude ter achado que você era melhor do que isso...

— Ei, espera aí.

Ela segurou o braço dele e o virou de novo.

— Você não pode me culpar! Você nunca disse que sentia nada por mim até eu começar a namorar a Taylor!

Mikey se livrou do aperto dela.

— Essa não é a questão! Você simplesmente fica com a pessoa que você mais odiava como se fizesse o maior sentido, e espera que eu entenda?

— Abra seu olhos, Michael, como eu abri os meus. Esse é só o mundo real, é assim que as coisas acontecem.

— Prefiro não abrir os olhos, então.

— Que seja, essa será uma vida que você nunca conhecerá. Mas você sabe que eu tenho razão, que eu não pude controlar ! E, bem, você pode ignorar isso, mas só por algum tempo.

Mikey se encolheu novamente e pareceu querer parar com aquilo, mas Hayley estava meio exaltada.

— Você está agindo como eu agia. Você resiste assim, mas você não pode me dizer para curar o que não está doente. Se você continuar preso nessa sua concepção, no futuro vai doer lembrar como foi quando você se fechou.

— Hayley, acho que você já pode ir.

A ruiva olhou para Brian com cara de quem dizia “não se meta”, mas ele manteve o olhar duro sobre ela. Stefan e Steve cercaram Mikey, e Hayley se acalmou um pouco.

— Que seja – ela disse, virando-se e indo para a mesa onde estava Taylor.

Ao contrário do que todos esperavam, porém, ela só foi lá para pegar a bolsa que deixara sobre a cadeira e marchar para a porta de saída. Taylor perguntou onde ela pensava que ia e ela respondeu qualquer coisa como “não enche, te vejo amanhã”.

Ela estava se forçando a ficar mais brava do que realmente estava. Tinha gostado da atenção que Taylor a havia dado; tinha gostado muito. Mas seu coração doeu ao ver Mikey ali, e ela não teve certeza de que tipo de dor foi essa. Então achou que o melhor seria agir como uma idiota com os dois. Quem sabe eles não percebessem a besteira que estavam fazendo ao gostar dela e se afastassem sozinhos? É, era ela quem tinha de agir. A verdade nunca me libertou, então eu fiz eu mesma.

Taylor pensou em ir atrás de Hayley, mas seu orgulho não permitiu. Ela já havia feito muito, para ser deixada sozinha do nada assim. Ficou lá sentada, bebendo o ponche em seu copo, e quando Billie Joe se aproximou para conversar, ela rapidamente esqueceu os pensamentos que rondavam sua mente e riu e tagarelou com o ex-namorado como não fazia há tempos. E foi bom.

Notas finais
..... sinto que algumas pessoas vão querer me espancar -q Ou uma especificamente -q É, você mesma, sua puta -q
Ok, então. Feliz Natal, seus lindos! Espero que ganhem muitos presentes e comam bastante e blablabla. Eu já estou satisfeito com a camiseta do Placebo que eu mesmo me dei *u*
Depois contem o que ganharam! o/