Notas iniciais
SÉTIMA RECOMENDAÇÃO! fuck me di Angelo (sim, esse é o nome dela xD), thaaaaaanks ♥ Chovendo recomendação, isso me faz tão feliz, UAHSUAHAUSH
Então, eu comecei a escrever isso aqui hoje de tarde e não parei '-' Quando percebi que tava com quatro mil palavras, cortei, né. Ou seja, o próximo capítulo tá pronto. YAY O/ Posto só depois de ganhar reviews, porque eu sou fdp assim mesmo ;*
Enfim -q

A estranheza parecia pairar sobre os grifinórios como uma nuvem.

Todos os grupos de amigos eram reconhecíveis, cada qual em seu canto, como em todas as escolas. Então ficou muito difícil disfarçar que algo havia acontecido quando a nuvem ficou sobre Hayley e Gerard sem parar e Mikey deixou de andar com eles de vez. Aliás, com eles e com todo mundo.

Não estava confortável. As coisas ainda não estavam encaixadas, como seria de se esperar que estivessem depois dos passos dados. Hayley ainda não assimilava o fato de estar namorando Taylor, e claro que não contara para ninguém. E Gerard não tinha nem mesmo isso. Agora ele definitivamente não conseguia parar de pensar em Frank, e nem queria, mas o que significava? Quando fariam de novo? Fariam de novo?

Tré Cool foi o mais insistente em querer saber porque eles estavam como estavam, mas não obteve resultado. Ele não sabia muito sobre Hayley, mas conseguiu adivinhar que o nome “Frank” tinha a ver com a cara sonhadora e perturbada de Gerard ultimamente. Gerard nem se deu ao trabalho de negar.

Tiveram uma aula com a Sonserina naquela segunda e Hayley teve que se controlar para não estapear Taylor ali mesmo. Ela queria segredo, discrição, isso era assim tão difícil para a loira? Era tão difícil não sussurrar coisas em seu ouvido, não dar um jeito de tocá-la por motivo nenhum, não fazer aquela voz sensual dos infernos?

Já Frank, continuou na mesma. Exatamente na mesma. Ok, talvez ele tenha mudado um pouco com Gerard... ele sorria mais. Isso era uma mudança notável, mas não o bastante para Gerard. E também tocava em suas mãos ou qualquer outra parte de seu corpo de vez em quando, parecendo nem se dar conta disso. Mas não falou nada sobre o que aconteceu e Gerard não sabia se devia trazer o assunto à tona. Frank nunca gostou de perguntas.

Foi mais estranho ainda Frank e Hayley terem saído juntos no final da aula. Eles iriam perder quase todo o horário de almoço para cumprir sua detenção nos jardins, e depois das aulas, à noite, Gerard iria com Taylor fazer o mesmo nos banheiros.

Depois de vários minutos trabalhando em silêncio, Frank decidiu falar algo.

— Acho que não te parabenizei pelo namoro, né? Parabéns.

Hayley se encolheu e podou o arbusto à sua frente com mais força.

— Obrigada – murmurou.

— Você tá feliz com isso?

Ela não respondeu imediatamente. Concentrou-se no que fazia, mas não tirou a pergunta da cabeça. Frank parecia saber que ela responderia eventualmente.

— Não sei, acho que sim... mas estou muito mal por Mikey, e...

— E?

— E com medo. Não acho que Taylor está falando sério. Na verdade tenho quase certeza de que ela só está brincando comigo.

— Hmm. Bem, seus medos têm fundamento.

Hayley parou e olhou para ele, incrédula.

— Porém – ele continuou, com um pequeno sorriso pelo susto que provocara. — Ela só é impulsiva assim com coisas que quer. E acredite, ela leva bem a sério as coisas que quer. Pense dessa forma: não tem a ver com você, e sim com ela.

Frank sabia o que falar. Pensar em Taylor como a egoísta de sempre fazia mais sentido para Hayley, a acalmava. E também a deixava orgulhosa.

— E o Gerard, o que tem a me dizer dele? — ela falou, de repente muito confiante.

— Ele é bom, mas ainda tem bastante o que aprender.

— Não foi isso o que eu quis dizer! — ela rolou os olhos. — Mas... isso significa que você vai ensiná-lo?

Frank deu de ombros.

— O que for pra ser, será.

— Tá, mas você não vai atrás nem um pouco? Simplesmente vai deixar as coisas andarem sozinhas?

— Qual o problema nisso?

— Gerard me contou como foi, Frank. Se você não tivesse agido, nada teria acontecido. E você não está feliz por ter acontecido?

— Claro, claro... é, estou.

— E não quer de novo?

Frank ficou quieto, voltando o olhar para seu trabalho no jardim.

Hayley achou que o primeiro dia com Frank não foi de longe tão chato quanto pensava, mesmo que esse tenha sido basicamente o único diálogo.

E naquela noite, Gerard se juntou a Taylor para dar um jeito no primeiro banheiro.

Taylor era bem mais falante do que Frank.

— Eu não faço ideia de quando vou poder ficar sozinha com a Hayley de novo, mas ela podia dar uma ajuda, né? Diz pra ela achar um tempinho...

— A gente vai ter que lavar banheiros e eles vão ter que cuidar de jardins até as férias! Que tempo?

— Sei lá. Mas se você fizer ela arrumar tempo, eu dou um jeito do mesmo acontecer com você e o Frank.

Ela deu uma piscada e se curvou de leve para limpar uma pia, Gerard fazendo o mesmo ao seu lado. Ele ignorou sua sugestão e manteve o silêncio.

— É que você tem que concordar que não vamos ter como nas férias... quer dizer, eu até dou um jeito de escapar dos meus pais, eles não sabem onde eu vou o tempo todo. Mas e ela? Como é a família dela?

— Flexível, mas vai querer saber com quem ela tá andando.

— E você não pode ajudar nessa parte?

Gerard riu de leve.

— Posso, mas a mãe dela vai cair ainda mais de amores por mim.

— Como assim?

— Ela espera há anos que a gente comece a namorar. Às vezes acha que já namoramos escondidos e tenta nos ajudar – ele riu de novo. — Já o pai dela diz que ela claramente combina mais com o Mikey...

Gerard mordeu o lábio quando percebeu o que falara. É óbvio que Taylor sabia sobre os sentimentos de Mikey a respeito de sua namorada, e sabia muito bem o quanto Hayley se incomodava com isso. Pelo olhar frio que Taylor lançou à esponja em sua mão, Gerard entendeu que ela ainda via seu irmão como concorrência. Ela já estava com ciúmes assim? Interessante.

Depois do silêncio constrangedor, eles simplesmente ficaram quietos enquanto limpavam o que podiam. Gerard eventualmente comentou algo sobre as aulas, ao que Taylor retribuiu, e conversaram num tom razoável por algum tempo, até quando estavam quase acabando.

— E aliás, como tá o Billie Joe?

— Ainda na enfermaria.

Gerard franziu o cenho, secando as mãos.

— Ainda?

— Você sabe como a Madame Pomfrey é. Ela gosta de ter certeza, mas pelo que Mike me disse, ele está louco pra sair de lá logo. Deve estar ótimo.

— Querer sair não quer dizer que ele está ótimo... — Gerard falou, distraído, e logo emendou: — Mas deve estar, claro.

Taylor pegou o balde do chão e ficou imóvel por alguns segundos, pensativa.

— É, acho que eu podia visitá-lo.

— … Quer que eu vá, ou...?

— Se quiser, não me importo. Mas ele vai estranhar.

Isso poderia ser divertido.

Guardaram os equipamentos de limpeza num armário de vassouras que ficava no próximo corredor. Perceberam logo a presença de alguns alunos por lá.

Tré Cool passava por eles com um grupo de amigos, e os deixou ir na frente só para poder comentar com Gerard, sem alarde:

— Já tá traindo o Frank? Não é uma má escolha... — ele sorriu, analisando Taylor de cima à baixo.

— Se ele estivesse traindo o Frank, ele já não teria dentes – Taylor falou, fechando a porta do armário. — Mesmo que eu com certeza não seja uma má escolha.

— Metida.

Taylor lhe mandou um beijinho debochado. Ele começou a falar algo com o Gerard, mas ela os interrompeu:

— Temos que ir, o Billie pode estar saindo da enfermaria e vamos nos desencontrar.

Tré ficou quieto na hora, o que surpreendeu os dois.

— Ele tá mal?

— É o que eu vou descobrir. Por que a preocupação?

— Sei lá, eu só... ah, até inimigos fazem parte da vida, é estranho que alguma coisa aconteça pra mudar isso.

— Hmmm, você parece o Harry falando... do Draco – ela piscou para Gerard, achando que só ele entenderia, mas Tré quase surtou.

— Tá louca, garota!? Não querer que ele morra é bem diferente de querer dar pra ele!

— Shhhhh! — Gerard fez, vendo o grupo de amigos de Tré o esperando mais à frente.

— Ah, dane-se eles. Eu vou com vocês.

— Vai ser festinha na enfermaria, é isso?

— Comigo lá, provavelmente – Tré sorriu.

Ele falou para os amigos irem sem ele e se juntou aos outros dois em direção à enfermaria.

— Não sabia que você sabia do Harry e do Draco – Taylor comentou.

— A gente ouve muitas coisas naqueles dormitórios, gata, muitas mesmo.

Gerard corou de leve e seguiu em silêncio.

— Mas realmente, me comparar a eles... nem faz sentido, não é só o Billie o problema, o Mike também é um imbecil!

— Então seria um triângulo amoroso.

— Legal – Tré disse, irônico. — Já até sei o final: um dos amantes mata os outros dois e vive feliz pra sempre. Já seeeei, eu posso adiantar essa parte!

Gerard e Taylor riram baixo e foram, pela segunda vez em poucos dias, visitar o mesmo paciente.

Notas finais
Siiiim, vocês terão Billie novamente no próximo *-*
E. VOCÊS VIRAM AS MÚSICAS NOVAS DO MCR.
TIPO. CARA.
The Light Behind Your Eyes me fez chorar, mas que porra ;-;
Isso que eu tava esperando mais The World is Ugly. Mas sério, ficou tão, tão... até mesmo com os clichês em algumas partezinhas da letra, a voz do Gerard, e a guitarra no fim, e... meu Deus ;-;
Se alguém não ouviu, aqui ó: http://bertmccrackalaken.tumblr.com/post/37940558588
E The World is Ugly, pra não falar que fui injusto: http://jaredleto4eva.tumblr.com/post/37943494370/the-world-is-ugly-my-chemical-romance
......... just remember you will always burn as bright.
xo.