The Righteous And The Wicked
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Sabe, eu percebi que pode ter gente que está acompanhando por causa de uma categoria ou outra, e não conhece alguma das outras bandas. Então vou colocar o link de algumas fotos pra vocês saberem quem é quem. Quem tiver acompanhando só por HP (se tiver alguém) especialmente.
MCR- Mikey e Ray: http://www.mcrbrasil.net/wp/wp-content/uploads/2012/02/Mikey-Ray.jpeg (Frank e Gerard estão na capa, né -q)
Placebo- Brian, Stefan e Steve embaixo: http://www.placebo.com.br/v1/galeria/era-bfts-scans/scans_3.jpg (Steve... ah, todos @_@)
Green Day- Mike, Billie e Tré: http://www.rockway.com.br/sites/default/files/images/green-day.jpg (♥)
Hayley: http://greenobles.com/data_images/hayley-williams/hayley-williams-05.jpg (linda)
Taylor: http://i2.cdnds.net/10/38/550w_starsnaps_taylor_momsen.jpg (linda [2])
Sei que pra maioria parece impossível que alguém não conheça eles, mas vai que -q
Então, boa leitura :)
Os alunos ingressaram nos primeiros dias com uma animação levemente superior em relação aos outros anos. Estranho, considerando que era uma repetição para todos, mas ao menos no começo, agiram como se isso fosse uma ótima coisa.
Quase todos, quer dizer. Algumas mínimas parcelas de estudantes de cada casa — exceto a Corvinal — e uma grande parcela da Sonserina pareciam estar prestes a bocejar de tédio a todo momento. Apesar de que isso era algo natural para alguns deles, como Frank e Billie; e em outros casos, como no de Mika, não havia nem a animação nem a falta dela. Ele só estava lá, em seu canto, sem ninguém realmente dar alguma atenção à sua presença.
Gerard se amaldiçoou repetidas vezes durante os primeiros dias por ter amigos tão “prestativos”. Mesmo pedindo um tempo para criar coragem sobre a ideia de entrar para o quadribol, Hayley e Mikey continuaram a pressioná-lo, começando a usar de outros artifícios para terem alguma resposta. Para começar, contaram para Ray.
— Quadribol? Beleza, Gee! — ele exclamou enquanto iam juntos para um período de Transfiguração, Hayley e Gerard os acompanhando antes de irem para outra aula. — Não vejo como pode dar errado. Se você for bom, ótimo, se não, dá mais chances para a Lufa-Lufa.
Hayley deu um soco de leve em seu braço.
— É pra incentivar ele, imbecil!
— E o que eu estou fazendo?
Hayley revirou os olhos uma vez antes de chegarem à sala e se despedirem.
Ela e Mikey sabiam que estavam sendo chatos, mas não era a primeira vez que tinham de convencer Gerard a fazer alguma coisa. Quando chegara a hora de escolher as disciplinas adicionais no fim do segundo ano, levaram semanas para fazê-lo admitir que ele era bom em decifrar símbolos e que devia ingressar em Estudo de Runas Antigas. Já na Batalha de Hogwarts, pelo contrário, tiveram de impedi-lo de tentar encontrar um jeito de voltar escondido e lutar. Ou seja: uma hora ou outra, Hayley e Mikey sabiam que precisavam unir forças para dar um empurrão a Gerard, e o resultado era sempre positivo. Agora não seria diferente.
Certo dia, em uma aula conjunta de Poções com a Sonserina, Hayley aproveitou a distração de Slughorn com uma pequena explosão longe deles e retomou o assunto.
— Você sabe que vamos continuar com isso até você aceitar. Pelo menos ir falar com o Harry!
— Se eu for sob pressão não vai adiantar nada, vou ficar nervoso e a coisa toda fica pior. Não era esse o problema do Rony, insegurança?
— Era, e você viu como ele acabou sendo um ótimo goleiro quando a venceu!
— E você viu como ele era péssimo antes de vencê-la.
— Ah, por Merlin, como você é teimoso...
A aula terminou e eles começaram a recolher seus pertences rapidamente.
— Você é minha amiga porque quer — Gerard comentou. — E se parasse de tentar decidir o que eu vou fazer da minha vida, não teria que aguentar minha teimosia.
— A questão é que eu sou mais teimosa — Hayley sorriu e começaram a ir em direção à porta. — E não vou desistir tão fácil.
— Você nunca nem me viu jogando!
— Mas eu acredito no Mikey. Ele nunca te elogiou se você não merecesse. E se você não der as caras nisso logo, eu mesma vou até o Harry e falo que você está querendo entrar para o time.
Gerard arregalou os olhos e abriu a boca, mas outra voz chegou até eles e ele paralisou por um momento desconfortável, ao reconhecer quem era.
— Time? — Taylor Momsen disse, aproximando-se e bloqueando a passagem deles de uma forma que quase parecia inconsciente. — Vocês estão falando de quadribol?
— Não, é um time de herbologia — Hayley respondeu, ácida, recebendo um olhar feroz da loira, mas não se incomodando com isso. — Para marcar pontos temos que enfiar o maior número possível de plantas venenosas na garganta do adversário. Não quer jogar?
Se Frank era um desafeto para Gerard, Taylor era para Hayley. Eles não chegavam a realmente se odiar; ao menos não com tanta intensidade como sempre souberam que ocorria entre Draco e Harry, por exemplo. Mas como era de costume entre alunos da Sonserina e da Grifinória, havia sempre um grupo de cada ano que acabava não se bicando nunca. Depois de seis anos de xingamentos e humilhações suaves, qualquer um ficaria com um pé atrás para o caso de a situação se agravar. E, por algum motivo, eram sempre os grifinórios que assumiam a defensiva automaticamente, como se uma simples brecha pudesse fazer um sonserino sugá-los vivos. Na verdade, eles nunca davam uma chance para um sonserino ser legal, e estes naturalmente paravam de tentar na primeira semana em que chegavam à Hogwarts. Percebiam que não valia a pena se esforçar para ser aceito por outras três Casas, se eles já tinham tudo o que precisavam: eles mesmos.
— Eu adoraria jogar, ruivinha — Taylor falou, jogando distraída e lentamente uma mecha do cabelo longo para trás. — Mas tem que ser pela garganta? Seria ótimo enfiar uma Mandrágora pela sua orelha.
— Acho que a criatividade é permitida.
— Então acho que já sabemos quem ganharia — ela sorriu maldosamente e se voltou para Gerard. — Você vai entrar para o time da Grifinória em qual posição?
— E por que eu te falaria?
— Talvez porque eu vou ver você jogando de qualquer jeito?
— Mas por que quer saber antes?
Taylor cruzou os braços, como se dissesse que não sairia dali até ter uma resposta. Nesse ponto, poucos alunos restavam na sala, e um deles se aproximou levianamente.
— Artilheiro, Taylor — Frank falou, olhando para Gerard com uma certa superioridade que seria estranha em outras circunstâncias, considerando a diferença de altura entre os dois. — Se ele passar no teste, vai ser para artilheiro.
— Como você sabe? — Taylor e Hayley perguntaram juntas, o que causou duas caretas de desconforto.
— A Demelza Robins não voltou. É óbvio, se você tivesse prestado atenção, Taylor.
— Desculpe se eu não passo meu tempo checando a presença de grifinórios — Taylor lançou um olhar de desagrado à Frank antes de continuar. — E já que você é tão perceptivo, porque não me falou isso antes?
— Você estava perguntando sobre os apanhadores, não sobre os artilheiros.
Taylor olhou rapidamente para Gerard e Hayley, assustada, e chutou deliberadamente a perna de Frank.
— Ai! Que foi?
— Você é um idiota mesmo, né? — olhou mais uma vez para os dois ao lado deles, para ver se Frank entendia.
— Se não quisesse que eles soubessem sobre seu interesse no time deles, não deveria ter vindo perguntar — Frank balançou a cabeça, exasperado, e se virou, repetindo a cena de ir embora do nada.
— Mas você não ajudou na discrição, né? — Taylor foi aumentando o tom de voz conforme ele se afastava, parecendo já acostumada com essa reação.
— Eu não estou nem aí para quadribol, Tay, e você sabe — foi o que ouviram passar pela porta e sumir no corredor.
Taylor olhou para Gerard de novo e se voltou para Hayley.
— Vamos marcar aquela partida de herbologia assassina, algum dia — piscou petulantemente e se afastou.
Hayley e Gerard esperaram alguns segundos antes de se entreolharam com expressões de “o que diabos foi isso?”.
— Vamos, ou vão se atrasar para a próxima aula — Slughorn apareceu por trás deles, expulsando-os gentilmente, e eles continuaram quietos até estarem na metade do corredor.
— O que foi isso? — Gerard perguntou finalmente.
— Não sei... por que ela está interessada nas posições do time? Será que estão planejando nos boicotar ou algo assim?
— Provavelmente... mas ela queria saber dos apanhadores.
— Ou isso foi mentira do Frank pra nos despistar.
— Talvez — Gerard concordou, mas algo o dizia que Frank falara a verdade. Ele devia saber que Frank podia ser um ótimo mentiroso, mas por algum motivo sempre o achou bem sincero. Irritantemente sincero.
— De qualquer jeito, temos que falar para o Harry — Hayley o olhou de esguelha. — E acho que agora você não tem mais escapatória, querido.
— Ah, droga — Gerard gemeu.
–——
No fim do dia, eles chegavam com Mikey no salão comunal da Grifinória. Haviam contado o episódio com Taylor e Frank e agora escaneavam o lugar à procura de Harry.
— Ali — Mikey apontou, e se encaminharam para perto de uma das janelas, onde Harry estava abraçado à Gina, ao lado de Rony, ouvindo Hermione falar sobre alguma coisa.
— Desculpe interromper — Gerard falou, atraindo a atenção de todos eles. — Mas eu poderia falar com Harry?
Ele assentiu e Gina o soltou, com a testa franzida. Harry o seguiu para um canto vazio e Gerard desatou a falar.
— … e é isso, acho que a Sonserina está planejando algo, e achei melhor você saber.
— Obrigado, é bom saber mesmo... — Harry parecia pensativo. — Ainda mais agora que os testes estão chegando. Vou avisar a todos para não saírem dizendo nada que não deviam.
Ele sorriu e fez menção de se afastar, mas Hayley atraiu sua atenção.
— Ahn, Harry... faltou uma coisa — ela ignorou o olhar assassino de Gerard e prosseguiu, sorrindo docemente. — Ele não disse porque a Momsen perguntou sobre quadribol. É porque estávamos falando sobre o Gee entrar para o time.
— Ah — Harry se mostrou surpreso. — Você joga? Por que nunca se candidatou antes?
Gerard deu de ombros e sentiu o rosto esquentar um pouco.
— Bem, os testes vão começar semana que vem. Apareça!
Harry sorriu novamente, mas vacilou um pouco. Olhou para Gina, Rony e Hermione e suspirou.
— Olhem, posso pedir um favor? — os três assentiram. — Sei que é chato, mas... podem ficar de olho na Momsen e no Iero por mim? Só para garantir que não estão planejando nada demais... e...
Ele hesitou e mordeu o lábio inferior.
— Vocês são do sexto ano, né?
— Somos.
— Então esquece.
— Não, fala. Talvez possamos ajudar mesmo assim.
— É que seria bom dar uma espiada no Draco também. Sabe, ele é o apanhador da Sonserina, e já que eles estão interessados em apanhadores...
— Mas por que você não faz isso? — Mikey perguntou. — Para você ou um dos seus amigos seria mais fácil.
— Ah, é que... — Harry deu uma risadinha sem graça. — Há dois anos eu fiquei um pouquinho... obcecado com o Draco. Desconfiando que ele era um Comensal e tudo o mais. Se eu voltar a vigiá-lo, o Rony e a Hermione me matam. Pra não falar da Gina.
Ele olhou em direção aos amigos mais uma vez, ligeiramente pesaroso.
— Podemos dar um jeito — Gerard falou prontamente, pensando em Tré, alguém do sétimo ano que não se importaria com uma missãozinha especial. — Mas sinceramente, o Draco parece estar tão lerdo ultimamente, duvido que vá causar problemas dessa vez.
— É, eu sei — Harry desviou o olhar e franziu o cenho, parecendo preocupado, o que fez com que Gerard, Hayley e Mikey se entreolhassem. — Bom, de qualquer jeito, obrigado por avisarem. Espero você nos testes, Gerard!
Ele se afastou e os três foram procurar uma mesa desocupada para se sentarem.
— Então viramos espiões agora? — Mikey comentou.
— Nós, você não — disse Hayley. — Não tem ninguém do seu ano pra espiar.
— Ah, seus chatos. Tiram toda a graça da coisa — Mikey fez uma cara emburrada e olhou para outro lado.
— Estou morrendo de dó — Gerard falou, irônico. — Bom, eu pensei em falarmos com o Tré, pra ele dar uma olhada no Draco de vez em quando.
— Boa ideia. Só acho que... — Hayley olhou para onde Harry estava e abaixou o tom de voz. — É melhor não dizer que foi ideia do Harry. Se parecer que ele está com pena do Malfoy, a situação vai ficar complicada para ele.
— Concordo.
— Querem que eu chame o Tré? — Mikey perguntou.
— Não, falo com ele amanhã — Gerard respondeu, pegando pergaminho e tinta de sua mochila e os colocando sobre a mesa. — Agora tenho que começar um dever gigante de Runas. Porque algumas pessoas me disseram que eu era bom nisso.
Aí estava um efeito colateral de convencer Gerard a fazer as coisas: ele usaria isso para sempre contra você, toda vez que a decisão parecesse errada ou idiota.
— Você gosta dessa matéria, cala a boca — Hayley retrucou, e eles passaram a discutir mais deveres, esquecendo momentaneamente o assunto do quadribol.
Notas finais
Tá todo mundo na rua gritando por causa da final da Libertadores... e eu quero que chegue logo meia-noite pra ver quem ganhou a copa no Pottermore -qqqqq
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xoxo
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