Notas iniciais
Hey there.
Então, ninguém soube me informar se existem lubrificantes/camisinhas mágicas, então eles vão usar de trouxa mesmo u_u
Hmm, não sei mais o que dizer. Espero que goze- gostem :)

A coragem estava vindo em ondas. O medo também.

Quando Gerard tinha certeza de que iria levantar e disparar pela porta, algum mínimo movimento de Frank o fazia desistir. Uma mão em seu peito. Um empurrão leve para trás. Um olhar confiante.

A cama era grande o bastante para que conseguissem deitar um ao lado do outro. Estava coberta com apenas um lençol de malha, sem travesseiros, limpa e sóbria. Frank empurrou Gerard até que ele se deitasse, e prontamente se colocou ao seu lado, apoiado pelo cotovelo. Frank conseguia ver qual era a onda da vez nos olhos do outro, e assim que pressentiu o medo chegando novamente, inclinou-se para começar outro beijo.

Gerard não resistia; desde quando eles quase se beijaram naquele corredor nas masmorras, ele sabia que não resistiria quando o ato fosse consumado. Tinha plena certeza disso, e essa certeza havia sido um incômodo constante, mas agora era ótima. Apesar disso, ele ainda estava meio paralisado, e não fazia nada além de retribuir. Suas mãos permaneciam fechadas ao lado de seu corpo, o suor brotando aos poucos nas palmas. Frank tomou a iniciativa mais uma vez, abraçando-o, e Gerard só retribuiu de novo, mas dessa vez com um pouco mais de vontade.

Aproximaram-se, sem interromper o beijo, e Frank trouxe a própria mão para cima, para onde poderia começar o processo de despir o outro. Sentiu Gerard ficando tenso, mas continuou mesmo assim, escorregando suas vestes pelo ombro, propositalmente passando os dedos de leve por sua pele para arrepiá-lo em determinados pontos.

Frank passou os lábios para o queixo de Gerard, e então seu pescoço e então seu ombro. Foi descendo as mãos e as seguindo com a boca, e Gerard não sabia o que fazer e não fez nada. Mordia o lábio, olhando para a cabeça de Frank indo cada vez mais baixo, e se movimentava para ajudá-lo quando precisava.

Quando já estava seminu e Frank estava pronto para continuar a tirar a parte de baixo, Gerard colocou uma mão sobre seus cabelos e a desceu até seu queixo, levantando-o um pouco.

– Você primeiro.

Frank levou um segundo, mas entendeu o que o outro queria. Ele ainda estava completamente vestido; e Gerard queria que fossem em frente juntos.

Frank se ajoelhou sobre a cama e arrancou rapidamente a parte de cima de suas roupas, colocando-as sobre as de Gerard. As duas varinhas ficaram lado a lado, e Frank sorriu um pouco ao observá-las.

– Que foi? — Gerard perguntou, a voz tremendo um pouco.

– Nada. Só achei bonito.

– As varinhas? — ele parecia confuso.

– É. São bem diferentes. Mas parecem iguais de algum jeito... — Frank franziu o cenho e fitou Gerard. — Qual o núcleo da sua?

– Cauda de unicórnio... por quê?

Frank sorriu.

– A minha também.

Por algum motivo, isso fez Gerard ficar mais corado do que já estava. Frank entendeu que deveria cortar a conversa e prosseguiu com o trabalho de despir os dois, com Gerard agora ajudando mais.

Ambos só com a roupa de baixo, Frank se ajeitou sobre Gerard, envolvendo-o com suas pernas. Abaixou-se para beijar Gerard novamente e deixou que seus membros se tocassem, sentindo que o do grifinório estava meio duro.

Ao invés de ir para a boca, Frank enfiou a cara ao lado do rosto de Gerard, sorrindo de lado, para poder falar em seu ouvido.

– Rápido, você.

– Cala a boca.

Frank se movimentou para cima, pressionando Gerard com força e arrancando um gemido surpreso dele.

– Cala você.

– Eu não...

Frank repetiu o ato, com mais força, uma mão segurando a cintura nua de Gerard, e este gemeu mais uma vez.

– Tá sim. Você está fazendo barulho. Cala a boca.

Gerard não percebeu a técnica naquilo, e realmente ficou um pouco irritado. Segurou Frank com as duas mãos e também se forçou para frente, deixando a marca de seus dedos na pele branca. Frank ofegou, e logo em seguida deu uma risadinha.

– Vai ter que fazer melhor do que isso se quer que eu faça barulho também.

Gerard mal percebeu o próprio sorriso ao pensar “Desafio aceito”.

Segurou os cabelos de Frank e os puxou para trás, gentil e firme ao mesmo tempo. Olhou para ele por alguns segundos, então iniciou mais um beijo, o primeiro que partiu dele. Escorregou as mãos para baixo até chegar na cueca do sonserino. Frank se afastou para conseguir se livrar da peça, e aproveitou para tirar a de Gerard também.

Uma nova e visível onda de medo passou por ele, e Frank mais uma vez a apagou. Voltou para cima dele, só que com uma mão mais para baixo, e Gerard sentiu logo onde ela tinha ido parar. Fechou os olhos e deixou a cabeça cair para trás assim que Frank começou a masturbá-lo.

Frank apreciou bem as feições de Gerard, não perdendo um detalhe, exceto quando olhava para baixo para poder assistir seu próprio ato, pois não conseguia decidir o que era mais excitante de ver.

Logo, ele se apoiou no cotovelo e, com alguma dificuldade, alcançou a própria varinha mais acima na cama. Gerard abriu um pouco os olhos, mas não disse nada, e não conseguiu reprimir mais alguns gemidos, já que Frank não parou o que fazia, mesmo enquanto murmurava um feitiço de convocação. Do armário onde estava a mala de Frank veio um tubo que Gerard não reconheceu.

Habilidosamente, Frank abriu o tubo com a mão livre e espalhou um pouco de seu conteúdo gelatinoso no dedo. Deixou-o de lado e escorregou um pouco para baixo, ajeitando-se na cama novamente. Gerard ainda não tinha entendido qual era a intenção do outro, já que nunca havia visto ou ouvido falar de um lubrificante na vida.

Ainda estimulando Gerard com a mão, Frank posicionou o dedo com o gel em sua entrada, olhando fixamente em seus olhos enquanto o fazia. Gerard se retraiu imediatamente. Frank continuou movimentado a mão, agora mais lentamente, como se fosse uma simples carícia para acalmá-lo, e aparentemente deu certo, apesar de Gerard ainda estar obviamente apavorado. Ele inseriu o dedo, sentindo o espaço apertado se retrair novamente, e continuou devagar, sem deixar de olhar para Gerard em nenhum momento.

Foi mais fundo, e um pouco mais, e um pouco mais, até que não havia mais como ir, e então voltou, e foi de novo. Gerard mordia o lábio inferior, olhos fechados mais uma vez, as mãos apertando o lençol sob eles.

Subitamente, Frank parou de masturbá-lo e retirou o dedo de dentro dele. Ajoelhou-se mais uma vez, pegou o tubo e o entregou para Gerard. Gerard hesitou.

– Vai, coloca na mão.

O grifinório suspirou e fez o que lhe foi dito. Quando mirou a mão no membro do outro, porém, Frank lhe impediu com um sorriso safado.

– Não. No seu.

– Mas... você acabou de...

– Gosto de provocar. Vai logo.

Gerard riu, incrédulo, e fechou a mão no próprio membro, melecando-o com o gel. Deixou a mão cair ao lado, sem saber bem o que fazer com ela, suja como estava. Frank ignorou sua ligeira confusão e foi para cima dele, posicionando-se imediatamente. Gerard se preocupou por um momento. Aquilo iria doer, não iria? Ele não queria machucar Frank, claro que não, pelo menos não agora... mas Frank não parecia estar se importando nem um pouco com isso.

Devagar, mas sem hesitação, o sonserino desceu o corpo e deixou Gerard entrar nele de uma vez.

– Frank! — Gerard gritou num sussurro, só descobrindo agora que isso era possível.

Frank emitiu algum som que Gerard só pôde identificar como prazeroso, e ele próprio não conseguiu mais se preocupar direito com o que o outro podia estar sentindo. Nunca havia sentido aquilo, estar dentro de alguém, e tudo que conseguia pensar era por que não? Como ele pôde ter vivido por tantos anos sem saber o que era aquilo? Que grande perda de tempo.

Seus gemidos se intensificaram quando Frank começou a se mexer. Frank estava com a cabeça caída um pouco para trás, e Gerard só manteve os olhos abertos para poder vê-lo, porque ele estava incrivelmente sexy naquela posição, com o cabelo caindo à frente de seu rosto e a boca entreaberta. Gerard também aproveitou o resto da visão, vendo tatuagens que nunca soube que existiam, uma camada de suor sendo criada sobre elas.

O único pensamento desconfortável que lhe ocorreu inevitavelmente foi o de que Frank já havia, com toda a certeza, feito aquilo antes. E Gerard não podia fingir que não lhe incomodava o fato de não ter sido o primeiro. Mas ele podia deixar esse incômodo para depois.

Frank aumentou a velocidade, sem gemer, mas emitindo um grunhido prazeroso. Gerard notou de repente que só Frank estava tendo qualquer trabalho e deixou suas mãos irem para o quadril de Frank, para onde estavam querendo ir o tempo todo; só se lembrou tarde demais que o estaria sujando com o lubrificante, mas aquilo poderia ser muito bom de se olhar, no fim das contas. Gerard jogou o próprio corpo para frente, entrando mais fundo no outro, e Frank finalmente gemeu baixo.

Gerard sorriu.

– Consegui.

Frank abriu os olhos e também sorriu.

– Isso já é o bastante pra você? Eu esperava mais.

Os olhos de Gerard faiscaram perigosamente e ele subiu as mãos, passando lentamente por todo o tronco de Frank até chegar ao seu cabelo para poder puxar sua cabeça para baixo. Frank deixou-se ir. Gerard o beijou, ainda dentro dele, e estocou mais uma vez. Frank deu um gemido ambíguo; a nova posição o machucava um pouco, então ele quebrou o beijo e se levantou de novo, dessa vez deixando uma mão sobre o peito de Gerard. Recomeçou o movimento, ofegante com o esforço, e Gerard subiu nos cotovelos para poder dar um meio abraço nele. Apoiou-se com um braço e usou o outro para envolvê-lo, continuando a meter, e deixou espaço entre seu peito e a barriga de Frank para que ele se masturbasse.

Gerard estava se segurando até agora, mas simplesmente não conseguia mais. Frank gemia sem pudor agora, e ele queria ouvir por mais tempo, provocar aquilo por mais tempo, mas seu corpo já estava querendo terminar segundos depois que começou. Gerard se apertou contra Frank com mais força e deixou-se finalmente jorrar dentro dele, e o movimento da mão de Frank aumentou repentinamente, fazendo com que ele também gozasse em mais alguns segundos.

Frank continuou ali parado, respirando com dificuldade, por um bom tempo, até que Gerard amolecesse um pouco dentro dele. Então ele se levantou e caiu ao lado de Gerard, derrubando o tubo de lubrificante que ainda estava ali e uma das varinhas.

Ficaram em silêncio por minutos. Gerard não fazia ideia do que dizer, e Frank podia muito bem ter pegado no sono, até onde ele sabia. Então Gerard respirou fundo e falou.

– O que foi isso?

Frank riu.

– Se chama sexo, Gee.

Gerard riu também e se virou para bater nele de leve. Viu que Frank o observava atentamente e se assustou um pouco com isso, mas retribuiu o olhar.

– Eu quis dizer o que isso significa.

Frank sorriu de lado.

– Significa que eu te acho gostoso e estava louco para dar pra você.

Gerard deu um risinho incrédulo e tentou disfarçar a vergonha.

– Mas por que eu? Tem dezenas de garotos aqui... — ele abaixou o olhar e o tom de voz. — E obviamente eu não fui o primeiro.

Frank não respondeu a princípio. Gerard manteve os olhos em um ponto desfocado na barriga de Frank, e só o mudou de lugar quando sentiu uma mão sobre seu braço, traçando um caminho sutil para cima e para baixo.

– E obviamente eu fui o primeiro – Frank murmurou, olhando para a própria mão subindo e descendo sobre o braço de Gerard distraidamente.

– É.

– Foi bom?

– C-claro que foi.

Frank olhou para ele.

– Não gagueje.

Gerard suspirou.

– Foi, Frank, foi incrível. Eu só...

– Hmm?

– … eu ainda não tô entendendo. Como isso aconteceu, por que...

– Shhh, não começa com as perguntas. Você está estragando o momento.

Gerard abriu a boca, mas Frank fez uma expressão clara de “fica quieto” e ele obedeceu. Frank então empurrou seu ombro e o fez se virar na cama, podendo então abraçá-lo por trás.

– Mas... — Gerard falou baixinho, encarando a parede. — Eu vou ter alguma dessas respostas?

– … não. Mas também não vai precisar delas.

Frank apertou o braço em torno dele e apoiou a cabeça em seu ombro. Gerard decidiu seguir o conselho e deixou as perguntas pra lá; o sono o estava ajudando nisso, de qualquer forma. E ele queria sentir como seria dormir pela primeira vez com alguém ao seu lado. Ou, mais especificamente, com aquele alguém ao seu lado.


Notas finais
So... yeah.
Seguinte, como sabem, o tempo tá apertado por causa do Nyah, e eu sou teimoso pra caralho e quero terminar essa fic aqui. Então acho que vou perder algumas noites de sono pra ficar escrevendo. É, se eu conseguir escrever um pouco quase toda madrugada aí vai dar tempo. Só não posso dormir, só isso... fácil -q Quem precisa de mais do que três horas de sono por noite -q (só que é por isso que quando eu posso realmente escrever, em domingos ou feriados, eu durmo o dia todo, mas ok)
Ou seja, se eu conseguir, o provável é que eu poste umas três vezes por semana. TORÇAM POR MIM, peguem meu sono pra vocês -qq
Ok, digam o que acharam do lemon e... bay. o/