Notas iniciais
Não, meu braço não caiu -q
Eu sempre venho com uma desculpa pela demora, só que agora fudeu de vez :) Arrumei um emprego novo :) Tempo, cadê :)
E o pior nem é isso. É que eu tenho prazo por causa dessa PORRA DO NYAH. Quero acabar a fic aqui, e só tenho até dia 31 de dezembro.
Com isso, por mais que já tenha dado de enrolação, tem muito que eu quero dizer sobre todos os personagens e eu vou ter que correr. Ir mais rápido com o Frerard e a Tayley beleza, até que vai, mas os outros não.... argh, Nyah.
Anyway. Capítulo. Ah, tem letra de música.... não inteira porque não deu, mas... http://www.youtube.com/watch?v=93C6_X49ZoI (eu tinha que usar uma hora xD)

Chegaram na enfermaria cautelosos, mas ouviram logo a voz da Madame Pomfrey mandando Draco ficar quieto; o que significava que Billie havia acordado.

Entraram e se aproximaram da cama onde ele estava. Com um olhar entediado, Billie desviou a pouca atenção que dava ao Draco e sorriu de leve com a chegada dos outros. Sua expressão se transformou em dúvida assim que viu Gerard e Hayley.

— O que eles estão fazendo aqui? — perguntou de imediato, não irritado, mas somente sem entender.

— Oi pra você também — Hayley disse. — Viemos ver como você tá.

Billie continuou com exatamente a mesma cara, e quando viu que Hayley não falaria mais, olhou para Taylor buscando resposta. Taylor deu de ombros e suspirou.

— E Draco, posso falar com você? — Gerard perguntou.

Ao perceber que havia um motivo para terem ido lá, Billie pareceu ficar mais à vontade. Fazia bem mais sentido eles terem ido para falar com Draco.

O loiro se afastou com Gerard e começaram a sussurrar enquanto os outros retomavam a conversa.

— A gente perdeu o jogo — o grifinório informou logo, e apesar de tudo, não pôde conter a surpresa ao ver que Draco não ficou feliz com isso.

— Por que não?

— Porque Harry estava distraído. Procurando você.

Gerard analisou seu rosto cuidadosamente, e conseguiu extrair uma mistura clara de satisfação e pesar.

— Eu não tive culpa...

— Eu sei. Você devia falar com ele.

— Pode dizer pra ele me encontrar daqui a uma hora?

— Claro. Aonde?

— Ahn... no... terceiro andar. No ponto dois do terceiro andar, ele vai saber.

Gerard sorriu com a percepção de estar sendo a coruja secreta entre os dois.

— Ok, falarei.

Draco assentiu com a cabeça, ainda sério, e passou por ele. Acenou rapidamente para Biillie e Mike e saiu.

Quando Gerard voltou, Taylor falava.

— … não entendo qual é o problema. Você teria me contado se nós ainda estivéssemos...

— Mas não estamos. E não, eu não teria. Eu não contei.

Taylor fechou a boca, que já estava pronta para falar mais. Franziu o cenho.

— Você não estava doente naquela época.

Billie bufou e virou a cara.

— Esquece.

— Billie.

Taylor — ele zombou do tom que ela usou. — Deixa de ser chata.

— Deixa de ser teimoso!

Ele só sorriu, desdenhoso. Gerard olhou para Hayley, tentando buscar mais compreensão para o que a conversa significava, mas a encontrou fitando Taylor com uma expressão rancorosa.

— Hey — sussurrou perto dela, o que a sobressaltou. — Tudo bem?

— Tudo — ela respondeu rispidamente.

Gerard arqueou as sobrancelhas. Virou-se para olhar para Taylor, mas acabou captando Frank. Ele parecia ter algo em mente, e ao encarar Hayley e depois Taylor momentaneamente, Gerard soube que tinha a ver com as mesmas suspeitas. Ele estava achando... só achando... que Hayley pudesse estar com ciúme.

A conversa telepática entre ele e Frank se intensificou nesse momento, pois Frank sorriu de lado e Gerard achou que ele talvez estivesse mesmo ouvindo sua mente. Mas não, ele só... sabia.

— Ok, falar com ele é inútil. Você — Taylor apontou para Mike, que se sentava quieto até agora ao lado da cabeceira do amigo. — diz o que está acontecendo.

Mike exibiu o mesmo sorriso que Billie. Taylor jogou os braços para cima.

— Tá bom — ela se virou e percorreu a enfermaria com o olhar. — Madame Pomfrey, onde a senhora está?

— Ela não vai dizer também — Billie falou calmamente.

— Como não?

— Já falei com ela há muito tempo sobre isso.

Taylor cruzou os braços.

— É isso que eu não entendo. Como assim, “há muito tempo”? Você está dizendo que estava doente na época que nós namorávamos e não me contou nada?

Hayley se remexeu visivelmente, e só Taylor não olhou para ela, ainda encarando Billie e esperando uma resposta.

— Acho que já fizemos o que viemos fazer — a ruiva falou baixo. Segurou o braço de Gerard e começou a empurrá-lo. — Vamos.

Taylor olhou de esguelha, mas não disse nada, e só os que estavam à frente perceberam seu ato. Para Hayley, Gerard e Frank, ela nem olhou quando os grifinórios saíram. O que provavelmente foi o que deu ao Frank o impulso de segui-los.

Fora da enfermaria, Gerard e Hayley pararam para perguntar o que Frank queria. Antecipando-os, Frank falou primeiro.

— Quero falar com Gerard. A sós.

— Por quê? — Hayley quis saber, sem soltar o braço do amigo.

— Porque sim.

Ela iria dar meia-volta e tomar seu caminho, mas Gerard fincou os pés no chão.

— Pode deixar, Hay. Falo com você depois.

Ela o olhou em incredulidade, mas só por um instante. Depois o largou e saiu sem dar uma palavra, com um ar de quem não se importava realmente com o que fosse acontecer.

— Podemos ir pro sétimo andar? — Frank sugeriu, e Gerard aceitou, mesmo sem saber porquê.

Ficaram em silêncio o trajeto todo, que surpreendentemente não foi de todo desconfortável. Tímido, sim, mas não ao ponto de deixá-los corados e com medo de sequer virar o rosto um para o outro.

Ao chegarem lá, Gerard entendeu. Iria perguntar o que Frank estava pensando para pensar no mesmo, mas achou que seria interessante que não programassem nada. Passaram na frente do mesmo ponto três vezes e uma porta apareceu na parede.

— Não teve uma história de que a Sala Precisa pegou fogo na Última Batalha? — Gerard falou finalmente.

— Só uma das salas que a Sala Precisa forma. As outras estão intactas.

Fazia sentido. Frank entrou primeiro e Gerard o seguiu.

Tentou entender o que aquilo queria dizer. Deixara que a Sala se tornasse o que ela mesma achava que fosse o melhor para a situação, o que resultou num quarto de tamanho médio, de aparência sóbria. As únicas coisas presentes que captaram o olhar de Gerard foram duas cadeiras, colocadas frente à frente em uma posição que sugeria uma conversa despreocupada; um pequeno armário, para onde Frank já se encaminhava, curioso; duas bandeiras, uma da Grifinória e uma da Sonserina, dispostas lado a lado ao fundo do quarto; um tapete simples; e...

Gerard engoliu em seco. Pra quê... pra quê tinha uma cama ali?

Frank não pareceu se atormentar com isso. Ele abriu o armário e soltou um ruído surpreso.

— Minha mala tá aqui. Ou uma cópia dela, sei lá se esse lugar realmente traz os objetos... mas é, tudo meu tá aqui.

Gerard se sentou e o aguardou. Olhou para a cama, desviou o olhar. Mas não pôde evitar de se fazer a pergunta mentalmente: aquilo veio de qual mente?

A Sala Precisa mostra seus desejos ao mostrar do que você mais necessita. Mas de quem...?

Frank deixou a mala de lado e veio se sentar na outra cadeira. Olhou para Gerard por alguns segundos em silêncio.

— Então? — Gerard incitou.

Frank pareceu ponderar, como se estivesse decidindo o que falar só agora.

— Se todos os meus inimigos dessem uma festa — ele começou. — Você acenderia as velas? Você beberia o vinho, enquanto assistia televisão?

Gerard pensou por um momento e olhou para a própria mão sobre seu colo.

— Não. Não sou seu inimigo.

Frank sorriu um pouco.

— Bom saber. Eu também não sou seu inimigo. Nunca fui.

Gerard notou subitamente que era verdade em seu caso também. Nunca foram inimigos de verdade.

— Você não é de ninguém, na realidade — Gerard comentou, voltando o olhar para cima. — Você só fica na sua.

— Prefiro ficar na minha do que assistir os animais e todas as tragédias — Frank rolou os olhos. — Talvez isso me faça arrogante. Não me importo.

— Eu sei, e não acho que é um tipo ruim de arrogância.

— Existe tipo bom?

— O seu.

Gerard tornou a olhar para a mão ao perceber o que falara. Não tinha mais volta mesmo, então era melhor disfarçar.

Só que ele acompanhou a mão de Frank pousando em sua perna, de leve, suave.

— Precisamos conversar — Frank disse em um tom incerto. — Né?

— Você que me chamou — Gerard lembrou, sem encarar a mão que ainda estava sobre seu joelho.

— Eu ia te beijar.

A frase foi tão brusca que Gerard ficou atônito por um tempo, primeiramente para entender seu sentido, lembrando-se de quando foram interrompidos por Draco e Harry, e depois para aceitar que Frank dissera aquilo e pensar em como responder. Demorou demais; o próprio sonserino continuou, rápido.

— Naquele dia, eu ia mesmo te beijar, sabia?

— E-eu... eu achei que fosse.

— Mas o Draco apareceu...

— É.

Mais um pouco de silêncio.

— Então? — Frank falou. Gerard não olhava para ele.

— Então o quê?

Frank hesitou, mas decidiu mover a mão que estava sobre a perna do outro. Trouxe-a para cima, passando pela barriga e peito de Gerard, não rápido e nem devagar.

Levantou seu queixo, não necessariamente de uma forma doce, nem firme tampouco. Foi um ato quase displicente.

— Posso terminar o que comecei?

Frank deu-lhe alguns segundos, mas teve de agir sem resposta. Inclinou-se e começou o beijo esperando tanto uma retribuição quanto um soco; achou que os dois eram igualmente prováveis.

Gerard só sentiu seus lábios à princípio, não fez mais nada. Não queria fazer nada, mas a falta de vontade foi embora tão subitamente que ele não se lembrou de tê-la. Abriu a boca, pedindo, e Frank o atendeu.

Nenhum deles entendeu realmente como ou porquê, mas não foi um beijo cheio de fogos de artifício e mágica — sendo isso irônico ou não. Foi calmo. Gentil, natural, como se não fosse o primeiro, mas nem por isso demonstrando pouco sentimento.

Gerard não percebeu quando começou a acariciar os cabelos do outro e nem quando a mão dele fora parar em sua cintura, mas não dava a minima.

Lentamente, o beijo cessou. Eles continuaram meio abraçados, meio inclinados, por alguns instantes. Então se afastaram e olharam um para o outro.

Frank olhou em volta e fitou a cama, o que fez Gerard estremecer de leve. Ouvir os sussurros que o sonserino fazia para si mesmo não ajudou:

— É melhor que seja preto, é melhor que seja apertado, é melhor que seja do meu tamanho...

— … quê?

— Nada — Frank sorriu, um dos seus raros sorrisos completos e espontâneos, sem uma sombra de sarcasmo ou ironia nele.

Gerard acenou com a cabeça e se encolheu, sem saber mais o que dizer. Frank se recostou, não tão desconfortável, mas também quieto.

Gerard riu de leve de repente.

— Eu não vou perguntar, você não vai falar... — ele falou baixinho.

— Sobre o quê?

— Isso. Nós, agora.

— Você não tem mesmo nada a dizer?

Gerard se calou e pensou.

— Estou confuso, Frank.

— Eu sei.

— Você não pode... me levar pra longe, me salvar da minha auto-destruição? Tenho a impressão de que eu sou desesperançoso pra você. Não sei se dá pra entender o que eu quero dizer.

— Não muito bem.

— É como se eu comprasse a corda para meus inimigos me enforcarem, entende? E a faca para me esfaquearem, você pode vê-los me apunhalarem.

— Quem?

— Mikey e Hayley — Gerard resmungou, e Frank franziu a testa.

— Eles são seus inimigos?

— Nesse assunto em particular, sim. Eu estava negando o tempo todo, mas eles sabiam, eles estavam certos, e eu a cada dia mostrava mais isso.

— Certos sobre o quê?

— Sobre você! Sobre eu estar... sobre você.

Frank sorriu de lado.

— Você devia completar essa frase que você cortou.

— Não preciso.

— Devia.

Gerard não respondeu, só encarou a parede ao seu lado.

— Eu espero – Frank falou.

— Vai ficar esperando.

— Até meus capilares explodirem de tédio, eu estarei esperando.

Gerard riu com a frase, mas não cedeu. Frank esperou mais um pouco, mas foi quem falou primeiro.

— Eu não estou rindo e você não está brincando, Gee. Eu não estou morto, eu só... “me visto” assim. Eu posso parecer estar, mas ainda tenho... sentimentos.

— E o que você espera?

— Que você exponha os seus para que eu também faça o mesmo.

— O que eu ganho com isso?

Frank sorriu novamente e se recostou na cadeira.

— O que você quiser.

Gerard não conseguiu se impedir de olhar para ele. Por um momento, o medo e todas as perguntas que lotavam sua mente deixaram espaço para que ele aproveitasse o que via. E ele gostava do que via. O cabelo escuro caído ao lado do rosto e um pouco à frente dele; a posição distraída, com as pernas para o lado, a qual Gerard não poderia decifrar se era sensual de propósito ou sem querer; os olhos de cor enigmática, encarando-o firmemente; os lábios que ele provara há pouco e que queria ter de novo.

Desceu o olhar, ainda aproveitando o súbito desejo que o dominava. Queria poder vê-lo sem aqueles trajes, e sua mente rapidamente se encarregou disso. Frank ainda observava, a expressão neutra, mesmo que Gerard o estivesse comendo com os olhos.

— Só depende de você — Frank afirmou, fazendo com que Gerard olhasse para cima.

— De nós — ele respondeu, fazendo força para não deixar seus receios e dúvidas o impedirem. — Nós temos a bomba.

Frank deu seu segundo sorriso verdadeiro desde que entraram naquele quarto. Levantou-se, segurou a mão de Gerard e o puxou em direção a cama. Gerard hesitou.

— Eu... não sei...

— Gee... — Frank estava quase suplicando. Puxou-o com mais força e o fez se sentar sobre a cama.

— Frank... isso é errado em tantos níveis...

— Só precisa estar certo em um.

E essas palavras o calaram.

Notas finais
E aí, querem que eu fale sobre todos os outros antes de voltar pro Gee e o Frank? -qqqqqqqqqq
Achei rápido demais, saírem da enfermaria e tals e já irem de uma vez. Então estou inseguro com esse capítulo, mas eu tenho que ir rápido! NYAH, NÃO FUNCIONO BEM SOB PRESSÃO.
Que droga. Bom... quem vota pro primeiro lemon no próximo? o/
xoxo ♥