Notas iniciais
Dinheiro? Não.
Sucesso? Não.
Sexo? Pfff.
Mas algo que é bem possível no meu futuro próximo é tendinite :)
Comecei esse capítulo há dias, mas não consigo ficar cinco minutos escrevendo sem que meu braço comece a doer e eu tenha que parar. O que quer dizer que eu vou ter que fazer alongamentos diários daqui pra frente se eu quiser continuar escrevendo. Não achei que isso aconteceria tão cedo >__>
O fato de eu SER OBRIGADO (emocionalmente, por mim mesmo -q) a escrever minhas teorias Frerard para as músicas novas do Conventional Weapons também não ajudou na demora. (mas fala sério, gente, músicas perfeitas, né não ♥ LALALALA)
Bom, hoje tem música, mas só na segunda parte... coloquei um link pra quando ela começar, a tradução está toda aqui mesmo.
Ficou grande, aliás.

— Posso falar com você em particular? — Draco disse em um tom claramente ameaçador.

Billie e Mike se entreolharam com expressões divertidas. Taylor suspirou.

— Por que não pode falar aqui? — Frank retrucou, tentando a última técnica de fuga possível, já que era claro que Draco não falaria sobre o que queria na frente de outras pessoas.

— Ah, claro — ele respondeu imediatamente, surpreendendo Frank. — Então você não se importa que a gente fale aqui sobre você e a pessoa com quem você estava.

Frank o lançou um olhar afiado e se levantou.

Seguiu-o para os dormitórios e, depois de esperar que ele checasse para ver se estariam sozinhos, já que aquelas eram as camas dos garotos do ano de Draco, Frank entrou e cruzou os braços.

— Se você for gritar, lance um Abaf-

O que vocês estavam fazendo?

Frank engoliu as palavras que iria dizer. Draco não iria gritar, e sua voz baixa era bem mais assustadora daquela forma.

— Iero — ele continuou, os olhos faiscando. — Eu vou perguntar de novo. O que você e aquele projeto de leão estavam fazendo?

Frank levou um segundo para entender o insulto à Gerard, ao se lembrar de que ele estava na Casa cujo símbolo era um leão.

— Estávamos ouvindo vocês, projeto de cobra — tentou soar natural, mas algo o disse que dava para perceber sua irritação com o que o Draco falara.

— Por quê?!

Frank deu de ombros.

— Você apareceu, depois alguém invisível abriu a porta... ficamos curiosos.

— E decidiram ficar lá espionando, é isso?

— Óbvio. Você é meio lerdo, né?

Frank já havia posicionado a mão próxima da varinha para quando Draco fizesse menção de puxar a dele, o que aconteceu bem claramente agora. O loiro, porém, suspirou e não apresentou ameaça por enquanto.

— O que vocês estavam fazendo lá, aliás?

— Conversando.

Draco o encarou sem expressão por alguns instantes. Então relaxou o corpo, cruzou os braços e deu um sorrisinho presunçoso.

— Do mesmo jeito que eu e o Harry estávamos conversando?

— Se isso fosse da sua conta, eu responderia com o maior prazer.

Frank se virou, pronto para sair, mas um estampido e uma luz veio por trás dele e um feitiço bateu na maçaneta da porta, por pouco não pegando sua mão.

— Nem pense nisso. Você ouviu bem mais do que devia naquele armário. Eu preciso ter certeza de que você não vai contar pra ninguém, e isso quer dizer que...

— Quer dizer que você vai querer me chantagear, já sei — Frank suspirou enquanto se virava novamente. — Acontece que você não tem com o que me chantagear. Não aconteceu nada comigo e com o Gerard.

Draco exibiu aquele mesmo sorriso outra vez.

Gerard?

Frank rolou os olhos.

— É o nome dele. Às vezes as pessoas chamam as outras pelo nome, sabia?

— Pode tentar enganar, não adianta. Eu sei que posso usar isso ao meu favor.

— Ah, por Merlin, Draco. Eu não vou contar pra ninguém. Por que iria, se fomos nós que fizemos vocês dois se aproximarem, pra começar?

Draco não respondeu imediatamente, pesando as palavras.

— Mesmo assim. Não confio em você.

— Bom, isso já não é problema meu. Terminou?

— Não! Ou você me conta mais sobre você e o Gerard — Draco zombou. — Ou eu descubro sozinho.

Frank arqueou uma sobrancelha.

— E pretende fazer isso como?

Aquele sorriso novamente.

— Achei que todos soubessem que eu sou bom em Legilimência.

A expressão de Frank deixou bem óbvio seu pensamento: “Merda”.

— Você não sabe se eu sou bom em Oclumência – retrucou.

— Posso descobrir. Ou você pode me contar e me poupar de achar mais coisas do que acharia se você simplesmente falasse.

Frank apertou os lábios, resignado, mas suspirou derrotado. Sentou-se em uma cama qualquer e fitou o outro.

— Estávamos mesmo conversando. Mais do que já conversamos antes. Nada demais aconteceu, só você nos interrompendo quando chegou naquele armário.

Draco o analisou cuidadosamente.

— Você está escondendo alguma coisa. Eu sei.

— Quer que eu conte cada vírgula que falamos? Não teve nada de importante. Como eu disse, você nos interrompeu.

— Ah. Então iria ter algo importante.

Frank manteve o olhar firme.

— Talvez.

Draco parou para pensar em algo para perguntar, e Frank aproveitou para mudar logo o rumo da conversa.

— Mas nada tão grande quanto você com o Harry.

A pele do Malfoy era tão branca que a menor quantidade de sangue nas bochechas já o fazia parecer estar morrendo de vergonha, e foi o que aconteceu agora.

— Vocês não podiam ter ficado ouvindo – ele sibilou, encarando o chão.

— Não mesmo, mas estava interessante. Eu tive que mandar o Gee calar a boca, ele achou que você ia estup-

— Gee?

“Droga”. Isso também ficou claro na cara de Frank. Draco riu.

— Tá ficando bom! Na próxima você vai chamá-lo de amor.

Frank quase o xingou, mas achou mais seguro ficar quieto e disfarçar melhor seu incômodo.

— Ok, você já tem material pra chantagem. Posso ir?

— Tenho? Ainda não parece o bastante pra mim. Talvez eu deva dar uma olhada na sua mente mesmo assim...

Frank bufou e se levantou.

— Não quero que o Gerard saiba de nada do que eu falei aqui pela sua boca. Você vai fazer parecer muito pior do que é, e aí ele faria parecer pior ainda. Então sim, você tem material.

Draco o encarou por curtos momentos, e então pareceu convencido.

— Certo. Estamos quase quites.

— Quase?

— Ainda falta eu invadir sua privacidade!

Frank não quis pensar em como ele faria isso.

Caminhou para a porta e esticou o braço devagar, para o caso de Draco querer impedi-lo de novo. Mas ele estava livre para ir dessa vez.

Antes de sair, ele não pôde se conter de olhar para Draco e fazer um último comentário:

— Se quiser algo pra te ajudar na próxima vez que você e o Potter ficarem sozinhos, fala comigo.

Ele riu baixinho ao se afastar, com a imagem do rosto confuso de Draco na mente.

— Virgens... — sussurrou consigo mesmo antes de voltar para a sala comunal.

———

Gerard mal percebeu em quem estava trombando até ouvir a voz conhecida.

— Descul- Gerard? — Mika exclamou surpreso. — O que você tá fazendo aqui?

— Fugindo — ele murmurou, olhando para trás um tanto freneticamente.

— De quem? — Ray, só sendo notado agora, perguntou.

— Harry. Vocês estão ocupados?

— Não...

— Ótimos, então vamos pra cozinha?

Sem esperar por resposta, Gerard segurou os braços dos dois lufos e os puxou na direção contrária à que eles estavam vindo, e só parou para descansar quando já estavam começando a ser assediados pelos elfos saltitantes.

Ray mandou que trouxessem três cervejas amanteigadas e se sentou nos bancos que ficavam um pouco afastados da porta.

— Certo, tá mais calmo? Quer contar porque você tá fugindo do Harry agora?

— Ah, longa história — Gerard fez um gesto exasperado com a mão e se acomodou, a apreensão anterior sumindo completamente de seu rosto. — Estou fazendo a Hayley e o Mikey distraírem ele por algum tempo, porque eu sei que ele está tentando me encontrar sozinho...

— Ele quer lutar? — Mika questionou, assombrado.

— Não, não, ele quer matar. E eu não posso culpá-lo. Talvez eu consiga evitá-lo até o próximo treino de quadribol... ou até o jogo...

Ray e Mika se entreolharam, curiosos, mas entenderam que Gerard não falaria mais nada além disso.

— Bom, de qualquer jeito... — Gerard parou para receber a cerveja que um elfo lhe entregava. — Como vocês estão? Estão andando juntos agora?

Mika deu um sorrisinho tímido e Ray assentiu.

— O que é incrível, já que não começamos muito bem...

— Eu já te perdoei por aquilo, Ray, sossega.

— O quê? — Gerard quis saber.

— Eu o tinha pego mexendo nas minhas coisas — Mika explicou. — Ele e Steve, vendo algo que eu tinha escrito, e era pessoal.

— Oh. Por que você fez isso, cara? — Gerard o repreendeu.

Ray levantou os braços em um gesto de rendição.

— Eu só queria saber mais sobre ele!

— Não te ocorreu que perguntar era uma opção válida?

— Tudo bem, gente, calma — Mika os cortou. — Já passou. E eu não posso negar que dá pra conhecer alguém muito melhor através de uma música do que... de... droga.

Ele percebeu que falara demais assim que Gerard direcionou um sorriso animado demais em sua direção.

— Você escreve músicas?

Mika assentiu, bebericando sua cerveja rapidamente.

— E ele canta também — Ray comentou, parecendo orgulhoso.

— Sério? Que legal! Canta um pouco aí!

Mika deu a nítida impressão de que queria entrar dentro do copo que segurava. Ele balançou a cabeça negativamente.

— Ah, vai, mostra para ele! — Ray incentivou, para logo sussurrar para Gerard: — Ele precisa de um bom empurrão. Eu só sei sobre isso porque o ouvi cantando baixinho sem saber que eu estava lá...

— Outro dia eu mostro — Mika tentou negociar.

— Não, agora! Tenho certeza de que os elfos também iriam adorar, não iam? — Ray disse animadamente, e é claro que recebeu quase uma ovação em resposta.

Mika suspirou.

— Ok, ok. Mas vocês não contem pra ninguém, tá? Não quero que os sonserinos tenham mais um motivo pra me irritar.

— Por que eles iriam...? — Gerard tentou começar.

— Iriam. Simplesmente iriam.

Ray sussurrou os nomes “Billie” e “Mike” para Gerard entender.

Mika se virou para um dos elfos e lhe lançou o seu melhor sorriso, o que pareceu derreter a pequena criatura.

— Eu vou bater um pouco aqui no banco, tá? Só pra marcar o ritmo. E se qualquer um de vocês quiser me acompanhar, seria ótimo, mas eu acho que seria bom lançar um feitiço de privacidade antes, para o caso de alguém tentar entrar...

Os elfos já haviam feito o pedido antes de ele terminar. Ele manteve o grande sorriso por um segundo antes de se virar para os dois amigos e começar a corar.

— Tá, então... essa música se chama Lola, e...

— Ah, eu gosto dessa — Ray comentou, logo apertando os lábios pra indicar que ficaria quieto.

— … e eu escrevi pensando em uma amiga que eu tive no ano passado... ela era do sétimo ano, já terminou Hogwarts. Ela me ajudou a passar por algumas coisas.

Mika limpou a garganta e começou a dar batidinhas periódicas no banco onde sentava.

Pessoas sempre me deixam louco; me ame muito, não me ame talvez; qual o objetivo de cantar músicas bobas de amor? — sua voz vinha baixa, mas firme, a nota alta. — Quem eles acham que são para nos contar? Me faça triste, não me faça ciumento; não acredite em uma palavra, porque elas são tão erradas. Lola... Lola...

Gerard se pegou sorrindo de leve, e percebeu que Ray o lançava um olhar de “é assim mesmo” diante essa reação.

Sexo e mentiras e mistério, eles não trazem o melhor de mim; continuo pulando de um amante para o outro... Obrigado pelo tempo que você levou, limpando a sujeira que eu fiz, eu cometi o mesmo erro de novo e de novo...

Lola, eu me decidi, eu não me apaixonar dessa vez.”

O sorriso de Gerard sumiu aos poucos, conforme as palavras entravam pelos seus ouvidos. Não iria se apaixonar?

Não iria se apaixonar...

Lola...

Mika notou que Gerard agora olhava para baixo, mas não quis deixar que ele percebesse e continuou cantando.

Por que fingir estar tão cansado? É tão mais fácil só odiar, qualquer um pode te amar por um dólar. Mas quando você encontrar seu luxo pra valer, você vai implorar, pegar emprestado, trapacear e roubar, tentando ter o dinheiro só para ligar para ela. Lola, eu me decidi...

Odiar é mais fácil? Gerard não tinha certeza se aquela música estava ao seu favor ou contra ele. Ele podia sentir o tom sarcástico nessa frase em particular, mas é claro que era coisa da sua cabeça, já que Mika não fazia ideia do que vinha acontecendo entre ele e Frank.

Mas por que ele se lembrou disso agora? Ódio era uma palavra que não passava pela sua mente há um bom tempo. Já não fazia mais muito sentido associá-la à Frank...

Como um peixe fora d'água, te levanta e te cospe para fora. Por que nós sequer nos importamos, quando só há uma saída? E nós dois sabemos, amor.

Gerard sentiu um arrepio. Que saída?

Ele riu subitamente, logo se calando para não atrapalhar Mika. Seus pensamentos estavam quase paranóicos. Aquela música não tinha nada a ver com sua situação! Claro que era um tipo de obrigação, como música, que alguém fosse se identificar com ela, mas ele não precisava ficar pensando nisso com tanto afinco.

— … eu não vou me apaixonar dessa vez. Você pode pará-lo se você tentar, amor te faz sorrir, te faz chorar; o jogo mais velho na história se repetindo.

Posso parar se eu tentar, Gerard repete silenciosamente. Claro que posso, qualquer um pode, nós controlamos o que está dentro de nós...

“Meu Deus, só ouça a porcaria da música e pare de pensar!”

Lola... Lola, baby, é só mais uma canção de amor.

Dessa vez Gerard não teve como controlar a reação; um ofego rápido, os olhos assustados. A última frase pareceu o fazer perceber, de repente, tudo que ele estava considerando esse tempo todo.

Ele estava pensando no Frank. E aquilo era uma canção de amor.

Não era uma análise de situação nenhuma, não era algo que estava falando com ele internamente — pelo menos não como ele achou que poderia estar —, era só mais uma canção de amor. E ele pensou em Frank o tempo todo.

Gerard se levantou e caminhou para a porta.

— Hey, onde você vai?

Ele iria ignorar Ray, mas achou que Mika merecia algo melhor do que aquilo. Voltou-se e encarou o garoto, que o observava atônito.

— Desculpa. Você me fez pensar... isso é bom — Gerard tentou sorrir naturalmente, o que não deu realmente muito certo. — Muito bom. Continue com isso.

Ele correu para fora, quase esquecendo de deixar o copo com metade de sua cerveja amanteigada com um dos elfos.

— Mas você não estava fugindo do... — Ray suspirou ao perceber que Gerard já havia sumido. — Ele tem problemas, esse cara, vou te contar... não fique chateado, tá? Ele só é louco, mas você foi ótimo! Não acham?

Ele dirigiu as últimas palavras aos elfos, que se agitaram em concordância novamente, esperando que isso fosse fazer Mika se sentir melhor. Mas o menino não parecia abalado. Na verdade, ele até sorria de lado.

— Ray. Eu acho que vou escrever mais algumas coisas.

— Wow, sério? Isso aqui te inspirou?

— Mais ou menos. Preciso de uma noção melhor da melodia primeiro... pode pedir pro Steve falar comigo?

— Se ele largar aqueles dois da Corvinal, posso, claro. Vai me deixar ouvir quando ficar pronto?

— Claro — Mika respondeu, perdido em pensamentos. — Não só você... Acho que o que eu tenho a dizer tem que ser ouvido por pelo menos duas pessoas.

Ray estreitou os olhos, imaginando se entendera o que Mika quis dizer ou não. Acabou dando de ombros e mudando de assunto.

———

Gerard queria ficar sozinho. Esqueceu-se de que querer isso é quase o mesmo que pedir para que uma força do universo traga todas as pessoas do mundo para perto de você.

Encontrou Hayley ao chegar no corredor da Grifinória.

— Eu não entraria lá se fosse você, o Harry...

— Ah, que seja — Gerard exclamou, passando por ela, mas parou e virou. — Cadê o Mikey?

— Não sei, não o vejo há um tempo.

Gerard suspirou, como se cuidar do irmão fosse uma tarefa obrigatória, mas ele realmente estava ficando preocupado com o tanto de esforço com que o mais novo estava evitando tanto a ele quanto Hayley.

Passou pelo retrato e seu olhar encontrou o de Harry quase imediatamente, como se estivessem procurando um pelo outro o dia todo... bom, uma parte era verdade.

Ele foi direto para os dormitórios, mas sabia que Harry havia se livrado dos amigos e estava em seu encalce. Viu que o menino se adiantara para bloquear sua passagem, então ele foi obrigado a se dirigir ao dormitório do ano de Harry.

Estava com a mão no bolso, tocando a varinha, quando se virou para encarar Harry. Mas ele não imaginou que o garoto fosse tão rápido.

Uma luz cegante e, mal percebendo, Gerard havia sido atingido com um feitiço de pernas presas. Ele segurou-se na base da cama ao lado e olhou com raiva para o outro.

— Eu iria fugir pra onde, imbecil?!

— Não sei, mas é o que você está fazendo o dia todo, não é?

Harry o fitava com ameaça clara, chegando mais perto para manter a voz baixa, a varinha preparada.

— Me dê um motivo para não lançar um Crucio em você agora mesmo.

Gerard engoliu em seco, mas pensou rápido.

— Se não fosse por mim, você e o Draco nunca teriam conversado.

Harry hesitou. Abaixou a varinha.

— O quanto você e o Iero ouviram?

— … bastante.

— E por quê? — a raiva contida estava pingando de sua voz.

— Porque sim! Nós juntamos vocês, queríamos saber como estavam indo!

— Não podiam ter, sei lá, perguntado?!

Gerard sentiu um peso na consciência ao lembrar de que acabara de falar quase o mesmo para Ray, a respeito do Mika. Sentiu a hipocrisia descer cortando-lhe a mente.

— Desculpa. Eu sei que foi errado. Desculpa.

Harry olhou para ele como se quisesse dizer muito mais, mas acabou por bufar e se virar. Gerard aproveitou para desfazer o feitiço em si mesmo. Harry se voltou para ele novamente.

— Olha, valeu pelo o que vocês fizeram e tudo, eu e Draco racionamos e entendemos que aquela briga foi armada pra que ficássemos sozinhos no mesmo lugar, e sei que vocês pegaram detenção só por isso, mas... precisamos... precisamos de privacidade, ok? Não consigo pensar direito lembrando que mais alguém sabe sobre nossas... conversas.

Gerard assentiu, calado.

— Fala isso pro Iero também. Apesar de ele provavelmente já ter falado com o Draco... — um sorriso fraco esboçou-se nos lábios de Harry. — Diz pra ele também nos deixar em paz.

— Tudo bem... mas não posso controlar ninguém, tá, muito menos o Frank.

Harry arqueou as sobrancelhas. Gerard se perguntou internamente se ele falara o nome com muito carinho. Isso era possível?

— Vocês estavam juntos. No mínimo, vocês se suportam.

— É. No mínimo.

Gerard desviou o olhar. Harry pareceu pensativo por mais um momento, e então saiu.

Gerard não pôde se impedir de voltar a pensar na música que Mika cantara. Eu me decidi; não vou me apaixonar.

É tão mais fácil só odiar. Você pode parar se tentar.

Por que ainda me importo, se só há uma saída?

Ele balançou a cabeça. Uma música sobre amor. Por que ele estava pensando nisso?

Notando subitamente que estava no dormitório errado, Gerard caminhou para a porta; mas um som o fez retroceder.

— Gaaaaaay. Vocês são todos tão gays.

- Tré?!

O coração de Gerard pulou uma batida ao ver Tré Cool saindo debaixo das cobertas de uma cama afastada. Aquilo era culpa do Harry! Ele estava tão ansioso em discutir que nem sequer checou para ver se estavam sozinhos...

- Que foi? — Tré perguntou, levantando-se e claramente se divertindo. — Eu não sou tão assustador assim.

Gerard simplesmente não conseguia pensar em nada para dizer, então só permaneceu o encarando.

- Não sou, né? — Tré fingiu repentinamente estar ofendido. Caminhou rápido para perto de Gerard com um olhar arregalado. — Eu te assusto?

- Nã-

- BU!

Gerard deu um pulo e Tré riu.

- Agora eu assusto. Mas então, quer dizer que o Harry e o Draco passaram de ódio eterno para “estamos sendo espionados por um casal excitado do sexto ano”?

- Eu e o Frank não somos um casal!

- Hmmm, que interessante. Você não negou que estavam excitados.

Gerard abriu a boca, mas não conseguiu responder, e Tré exibiu um sorriso triunfante.

- Antes que você comece a implorar, eu não vou contar pra ninguém sobre nenhum de vocês. Só vou assistir mesmo, de camarote. E não só eu, se vocês não começarem a olhar os lugares antes de contarem metade das suas vidas em voz alta.

Gerard assentiu, envergonhado.

- Mas é sério, eu e o Frank não...

- Não são um casal, eu sei, porque não tem nada a ver um com o outro, blábláblá – Tré o interrompeu e caminhou de volta para a própria cama. — São de Casas diferentes, bláblá, são dois garotos, blá...

Ele se enfiou nos cobertores de novo.

- Se você realmente acreditasse que qualquer uma dessas coisas impedisse o amor de acontecer, não teria ajudado o Harry com aquele loiro aguado.

Gerard estacou. Era verdade.

Muitas verdades para um dia só.

- Agora, se não tem mais nenhuma fofoca, você devia sair daqui antes que um monitor te pegue.

- É, é...

Gerard foi para a porta e se virou, querendo dizer algo à Tré, mas não sabendo exatamente o que.

- Tchau – decidiu por falar simplesmente.

- Tchau, tenha bons sonhos. Mas vê se não faz barulho no meio da noite.

Gerard revirou os olhos e saiu, sabendo que aquela na verdade era uma alta possibilidade. Certas coisas ainda não saiam de sua cabeça, e isso provavelmente iria interferir nos seus sonhos.

Frank, baby, é só mais uma canção de amor.

Notas finais
... olha, já passou da meia-noite. Há duas horas e vinte minutos -q
Então FELIZ IEROWEEN, PESSOAL! Eu não vou conseguir postar uma one de aniversário do Frank hoje, mas quem sabe até semana que vem eu consiga... isso se eu atrasar mais um pouco o pedido de um novo lemon Gert que me fizeram xD Isso tudo no fórum, lembram, né? Ok.
Ahhh, e olha, a fic tem 199 reviews! Quer dizer que o primeiro a comentar esse capítulo será o autor do review de número 200.....
......... grande coisa.
Tá bom, não tenho mais nada a dizer, acho. Exceto que eu troquei meu avatar.
L ♥ ESTOU ME APAIXONANDO ♥ L ♥
Sim, eu só comecei a assistir Death Note agora, me julgue. Pode me julgar, MAS NÃO ME DÊ SPOILERS.
Obrigado pela atenção. Eu falo demais.
xoxo