The Righteous And The Wicked
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Primeiro: OBRIGAAAADO ZanderLudwig pela recomendação! :D :D :D Ficou linda >.<' Valeu mesmo, espero que você continue gostando ♥
Segundo, esse capítulo é songfic dessa música: http://letras.mus.br/green-day/69582/traducao.html
Sim, Billie e o Mike vão aparecer (Tré ainda não, depois). Eu disse que ia dar uma rodada nos outros personagens u_u
E.... é. Ah, lembram que o Draco e o Harry estão putos com o Gee e o Frank, né? Bom -q
Frank e Taylor já haviam comunicado as experiências do dia quando chegaram à sala comunal da Sonserina no fim do dia. Taylor foi primeiro, para checar se Draco não estava por perto... mas estava. Ele a viu no mesmo momento, com expectativa, mas ela fez uma expressão de quem esqueceu de algo e deu meia-volta.
— Ele tá lá, e tá te esperando — ela avisou à Frank, que gemeu e começou a andar. Draco teria que ir dormir uma hora. Taylor o seguiu. — Você não vai poder evitar ele pra sempre.
— Eu sei. Só até amanhã já tá bom. Minha cabeça já está doendo sem ter que ouvir um idiotinha mimado reclamar...
— Pensando muito no quase beijo, é?
Frank a lançou um olhar exasperado e ela riu.
— E você, pensando muito na quase transa?
— Não, na verdade não — a loira respondeu casualmente, dando de ombros. — Duvido que dê pra gente continuar mesmo.
— Por quê?
Taylor bufou.
— Acha mesmo que ela vai chegar perto de mim depois daquilo? Deve estar chorando de vergonha no dormitório agora.
— Ou imaginando um jeito de fazer de novo.
— Você que é muito imaginativo — Taylor revirou os olhos. — Se ela quiser mais e vier até mim pra isso, ótimo. Se não, ótimo também.
— Nem tanto. Sair da seca nessa escola é difícil — Frank comentou.
— Ah, é o inferno! Qualquer merda vira fofoca aqui. Mas tenho uma vantagem quando é com meninas, elas não abrem a boca... bom, você sabe disso.
Frank deu um pequeno sorriso.
— Meninas? Não, não faço ideia.
— Idiota — Taylor o empurrou de leve. — Você entendeu. Seus brinquedinhos também nunca contaram pra ninguém.
— Eu sei. E ainda dá pra usar como chantagem.
— Verdade, verdade. Mas... — Taylor o olhou analiticamente. — Você não tem motivo nenhum para querer chantagear o Way.
Frank suspirou.
— Esquece isso, Tay, foi impulso. Ou você vai negar que ele é bonito?
— Ah, tá, e você é mesmo do tipo que sai beijando todo cara bonito que aparecer.
— A gente não...
— Porque o Harry e o Draco chegaram. Mas iam. Não iam?
Frank olhou para a frente, o maxilar ligeiramente duro.
— Sim.
Taylor sorriu, satisfeita, e o deixou com o silêncio por algum tempo. Sabia que ele falaria de novo. Seu rosto deixava claro que os pensamentos estavam pedindo para sair. E ela estava certa.
— Ele não é chato, sabe — Frank disse, em um tom um tanto resignado. — Pelo menos não quando não quer ser.
— … eu sabia. Eu sabia, eu sabia...
— Não sabia nada, Taylor, cala a boca. Eu só estou dizendo que ele é legal. Só isso.
Taylor parou de andar e o segurou pelo braço para pará-lo também.
— A gente não vai entrar nessa. Eu tô sendo sincera a respeito da Hayley, não tô?
— Não sei.
— Ah, vai se foder. Eu estou. Sua vez.
Frank a encarou quieto por alguns instantes.
— Eu não queria que o Harry e o Draco tivessem aparecido.
Isso foi o bastante para Taylor.
Depois de mais alguns minutos rondando pelos corredores, eles voltaram à sala comunal. Frank entrou cautelosamente, mas suspirou aliviado ao ver que Draco sumira. Ele e Taylor escolheram um lugar qualquer para sentar e mal notaram quem estaria ao lado deles.
– Hey, gata.
Taylor virou o rosto e sorriu quase imperceptivelmente.
– Hey, Billie. Mike.
Sua expressão se transformou ao observar o colega melhor. Foi de dúvida à uma leve preocupação.
– Você tá bem?
Tanto Taylor quanto Frank notaram bem claramente o olhar de “eu te disse” de Mike. Billie rolou os olhos.
– Peguei uma gripe.
– Só você, na escola inteira?
– Tenho quase certeza de que eu vi a Di-Lua espirrando hoje... ou talvez ela estivesse expulsando bichinhos invisíveis do nariz – Billie se perdeu em pensamentos por um momento. — Se bem que é exatamente isso o que o espirro faz...
– Billie.
– Que foi? Eu tô bem, já disse. Só um pouco cansado.
– E pálido – Frank apontou.
– Que seja. Vão querer me internar toda vez que eu tossir?
Taylor abriu a boca, mas desistiu e deu de ombros. Frank, porém, estava curioso.
– Você não está ligando pra você mesmo. Por quê?
Por um instante, foi óbvio que todos acharam que a resposta seria “e por que você se importa?”, o que fez com que Billie hesitasse e pensasse em algo menos previsível.
– Quando eu era mais novo – ele começou. — eu pensava que o mundo girava ao meu redor. Mas com o tempo eu percebi que estava errado.
Frank o encarou, pedindo silenciosamente que ele continuasse. Billie suspirou teatralmente.
– Meus pensamentos imortais se transformaram em sonhos de um futuro morto! Foi o caso trágico da minha realidade. Sentem o drama?
– Sinto – Frank falou. — Mesmo sem entender porquê. Você não acha que tem futuro?
Billie olhou para Mike rapidamente, que permanecia quieto, parecendo se controlar para não dizer nada.
– E você? — o moreno respondeu. — Você acha que você é indestrutível, que ninguém pode te tocar? Bem, eu acho que você é descartável, assim como eu. E já é hora de vocês saberem a verdade, vocês todos...
Ele se virou para Mike mais uma vez. Riu baixinho ao ver o choque do amigo.
– O que não adiantaria nada – continuou. — porque essa é só uma das minhas mentiras.
– Então você não vai contar a verdade – Frank afirmou, recostando-se na poltrona.
– Bingo.
Taylor analisou os dois por um segundo, querendo fazer o mesmo que Frank e compreender tão facilmente o que Billie queria dizer. Não era tão simples ser melhor amiga de alguém com síndrome de Sherlock Holmes, mas ela nunca deixava de tentar.
– Você sabe o que ele está escondendo – ela disse, apontando com os olhos para Mike.
– Claro – o loiro respondeu. — E também não vou contar.
– Claro.
Eles se observaram em silêncio, até que Taylor suspirou exasperadamente.
– Olha, eu já estou ficando de saco cheio de segredos. Se vocês dois estão namorando, ou só se pegando mesmo, não seria nenhuma novi-
– Quê?
Eles não pareceram ofendidos, mas puramente chocados. Olharam um para o outro e, depois de três curtos segundos, caíram na gargalhada.
– Acho... que eu errei...? – Taylor falou, incerta, mas sorrindo com a reação dos dois.
Eles teriam continuado por mais tempo, se a risada de Billie não tivesse se tornado um acesso de tosse.
O clima alegre se dissipou imediatamente. Até mesmo Frank não conseguiu conter um pequeno franzir de sobrancelhas. Taylor já estava ficando visivelmente irritada.
– Você admitiu que está escondendo algo, Billie. Desembucha.
– Por que eu te contaria? — ele tossiu mais uma vez e limpou a garganta, parecendo bravo com a própria voz.
– Eu conseguiria pensar num bom motivo.
Billie bufou com um sorriso.
– O tempo que você passou no meu quarto não conta, Tay.
– Você não parecia achar isso quando começava a reclamar da vida até as quatro da manhã e eu ficava uma zumbi no dia seguinte.
– Ah, então era isso... — Frank comentou baixinho, internamente satisfeito com o rumo que a conversa tomara. Taylor quase nunca falava da época em que havia namorado Billie e ele não insistia, mas não iria por nada negar um confronto entre os dois de camarote.
Billie fechou a cara. É, Frank conseguia entender porque eles terminaram.
– Quer me ouvir reclamar? Ótimo. Então me diz, por que minha vida tem que ser tão pequena? — ele aumentou um pouco o tom, ignorando o fato de alguns outros alunos estarem escutando. — Se a morte é para sempre? E o “para sempre” tem uma vida para chamar de própria?
Frank abriu a boca automaticamente, mas Billie o calou com um olhar.
– Não me dê uma resposta, porque você só sabe o mesmo que eu sei. A não ser que você já tenha estado lá – ele sorriu, desdenhoso. — Bem, acho que dificilmente.
– Mas alguém já esteve – Frank falou antes que Billie pudesse continuar. — Você pode muito bem ir falar com ele.
Billie se imobilizou, pensando.
– … Potter?
Frank assentiu. Taylor só entendeu agora que estavam falando de morte.
Mike olhou para o amigo e murmurou, mas não baixo o bastante para que os outros não ouvissem:
– Não é uma ideia ruim...
– Depois — Billie foi categórico. — Depois.
Mike suspirou e concordou.
– Hey, hey, hey – Taylor voltou a se pronunciar. — Por que estão falando de morte? Billie, dá pra ser direto, pelo amor de... mim?
– Eu só estou duvidando de umas coisas, Tay. Eu costumava rezar todas as noites antes de dormir. Minha mãe dizia que era certo, e a mãe dela também...
Ele olhou cada um antes de completar.
– Por quê?
Taylor ainda o encarou desconfiada, mas achou melhor não continuar com aquilo. Como ela mesma lembrava, ele podia ir bem longe em seus monólogos, e ela já não sentia o mesmo por ele para ter algum interesse em ouvir... ok, talvez algum interesse, mas até Frank sentia isso.
Por esse motivo, ela soube que Frank prosseguiria com a conversa, se não tivesse sido distraído.
– Ah, aí está o filho da mãe.
Frank nem levantou o rosto. Crispou os lábios e deixou o nome “Draco” escapar de seus lábios como um xingamento.
Notas finais
....
Imagina os filhos deles? @____@
Bom, tenho uma novidade pra contar aqui, yaaaay. Lembram que eu disse que iria pra algum lugar pra postar minhas fics? ENTÃO, esse lugar está pronto! Até que um novo site por acaso apareça para postarmos nossas fics de banda, o fórum Disenchanted Fics pode servir para os fãs de MCR, Paramore, A7X e Tokio Hotel. Quem quiser se cadastrar, seja bem-vindo: http://disenchantedfics.forumeiros.com/
Só tem uma fic lá por enquanto, uma oneshot minha. Mas podem postar a vontade :D
Até o próximo, xoxo. E VALEU DE NOVO PELA RECOMENDAÇÃO! ♥ ♥ ♥
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