Notas iniciais
Oi :D
GENTE, eu ganhei a promoção do MCRBR! :D :D :D
Só queria falar isso. De novo. -q
Aliás, muito obrigado Ana, por ter me falado dela, se não eu nem saberia!
Ok, agora vamos ao capítulo? Vamos.
;)

O resto da viagem para Hogwarts se deu normalmente. Tré ficara um tempo com o “trio de ouro”, mas passou a maior parte da viagem andando de um lado para o outro no trem, cumprimentando grifinórios, lufos e corvinais e testando produtos das Gemialidades Weasley em sonserinos desavisados. Ele só passou longe dos mais problemáticos — Billie Joe, Mike, Frank e Taylor —, e poupou Draco Malfoy por piedade, ou talvez por desinteresse. O loiro passou a viagem estranhamente quieto, ao lado de alguns colegas mas agindo como se estivesse sozinho. Gregory Goyle ficou em outro compartimento.

Brian e Stefan, como acontecia em todos os anos, foram simpáticos com todos, mas mantinham a conversa entre si. Não era de propósito; é só algo que acontece entre melhores amigos. Por isso ter a companhia de Luna Lovegood era bom para eles; ela não se importava com isso, e era alguém da Corvinal com quem gostavam de conviver. Ela, porém decidira ficar com Neville e Gina na cabine de Harry, o que era de se esperar.

Depois de todos trocarem de vestes e do castelo se aproximar cada vez mais, os monitores das Casas tomaram seus postos e foram ajudar os novatos. Draco, por sua vez, ficou muito atrás em seu trabalho, deixando Pansy cuidar de tudo e a aborrecendo consideravelmente. Ele parecia estar muito apreensivo em sequer se aproximar de um grifinório, e isso estava transparecendo bastante.

Gerard, Mikey e Hayley notaram esse comportamento, mas não comentaram nada. Era de se esperar que um ex-Comensal fosse se portar com cuidado de agora em diante.

Os três sorriram ao passar por Harry, Hermione e Rony quando estes foram atrás de Hagrid para ajudar com os primeiranistas. Encaminharam-se para as carruagens, conversando sobre como aquele seria o último ano em épocas mais normais.

— Pra vocês, né — Mikey disse, acomodando-se com os amigos na poltrona e esperando que os testrálios invisíveis começassem a trabalhar. — Eu estaria no sexto agora.

— Ainda assim, é um ano inteiro de diferença — Hayley falou. — Mas não sei se posso reclamar. Quer dizer, é claro que é ruim se matar de estudar, mas eu gosto de Hogwarts. De certa forma, é um presente poder ficar aqui por mais um tempo.

— Dependendo de como você vê, claro — Gerard afirmou. — Poder ficar com os amigos, o quadribol, tudo isso, mas também tem as partes chatas...

— É verdade! — Mikey exclamou de repente, assustando os outros dois. — Vai abrir uma vaga de artilheiro esse ano, não vai? A Robins não voltou. Por que você não entra, Gee?

Gerard desviou o olhar.

— Ah... não sei...

— Por que não? Você vive jogando lá em casa, você é ótimo!

— Eu não poderia dizer, já que quase nunca te vi voando — Hayley disse. — Mas se Mikey está falando, deve ser verdade. Por que você não tenta?

— Não sou tão bom assim.

— É sim, isso é só uma insegurança besta — Mikey parecia firme. — Além do mais, você só vai fazer um teste. Harry é um ótimo capitão, tenho certeza que vai te avaliar perfeitamente.

Gerard deu de ombros e arrumou rapidamente algum outro assunto para manterem até chegarem ao castelo.

Os três, assim como praticamente todos os alunos, só ficaram quietos ao se sentarem nas mesas do Salão Principal e perceberem que a Prof. McGonagall os encarava calmamente.

Ela, primeiramente, pediu para Hagrid entrar com os novos alunos. Todos aguardaram a fila de pequenos bruxos e bruxas se formar, e então o processo de Seleção começou. Foi o estardalhaço ocasional de sempre, a cada aluno novo que se dirigia à uma das mesas. A Grifinória e a Lufa-Lufa foram as que mais ganharam membros dessa vez.

Depois que todos já estavam acomodados em suas novas Casas, a diretora se colocou à frente de novo. Já esperavam um discurso enorme sobre a magnitude do que ocorrera, sobre o que estava por vir e todos os avisos básicos de começo de ano, e foi o que tiveram. A diferença era que, ao contrário de Dumbledore, McGonagall falava muito mais objetivamente e sem distrações. A semelhança era que ninguém se atrevia a abrir a boca enquanto ela não terminava.

— E, por fim, eu gostaria de desejar a todos um ótimo ano escolar. Espero atingir as expectativas a meu respeito, e... — ela fez uma pausa pela primeira vez e percorreu o olhar pelo salão, detendo-se em Harry por alguns segundos. — E espero poder dizer, ao final do ano, que Dumbledore estaria orgulhoso. Bons estudos!

A comida chegou e o barulho tomou conta do local mais uma vez.

Enquanto se alimentavam, Mikey e Hayley voltaram a tentar convencer Gerard de uma participação no time de quadribol, mas ele continuava incerto. Por mais que fosse determinado e bem ativo entre os amigos, ser visto pela escola toda e ter a reputação da Grifinória em suas costas era algo que ele não se considerava preparado para suportar.

Ficou satisfeito quando o jantar terminou e todos começaram a ir para seus dormitórios. Avistou Ray com Steve e o cumprimentou mais uma vez, como se fosse um “boa noite”.

— Você viu nos dedos dele, do Steve? — falou com os amigos ao se afastarem. — Sério, eu não sei porque eles fazem tatuagens.

— O Iero também tem nos dedos, né? — Hayley disse, e só viu o olhar alarmado de Mikey tarde demais.

— Sim, eu tenho — Frank passava ao lado dos três, acompanhado de alguns sonserinos, mas não parecendo dar muita atenção a eles. — Querem ver?

Hayley, Mikey e seu irmão diminuíram o passo e olharam para o garoto à sua frente, que aguardava uma resposta com um ar de tédio.

— Não, valeu, ver você de perto já é o bastante pra estragar a noite — Gerard sorriu.

Frank arqueou as sobrancelhas e parou de andar de vez, fazendo com que os grifinórios fossem obrigados a parar também.

— Eu só fiz uma pergunta, idiota.

— Você provavelmente iria emendar a pergunta com um soco se disséssemos “sim” — Hayley afirmou, cruzando os braços.

— Eu não tinha pensado nisso, mas é uma ótima ideia — Frank lançou-lhe um sorriso cínico e voltou a atenção para Gerard. — Você devia segurar um pouco sua língua, sabe. Esse não é um bom jeito de começar o ano.

— Existe um bom jeito pra você?

— Claro, existe para todos nós. Agora somos todos amiguinhos felizes, em um mundo sem bruxos das trevas e sem problemas, certo?

Frank bufou discretamente, mais para si mesmo do que para qualquer um deles, e se virou. Gerard abriu a boca para responder, mas Frank simplesmente desapareceu na multidão que se dirigia às masmorras.

— Argh, odeio como ele faz isso! — ele esbravejou, dando passos firmes para a escada. — Do nada, ele ignora, nem tem coragem pra brigar!

— Acho que ele sabe que é horrível ser ignorado. Faz de propósito para ser pior do que uma briga... — Hayley comentou, displicente. — É uma estratégia interessante.

— Virou admiradora dele agora?

— Haha, muito engraçado.

— Primeiro ele é bonito, agora isso — Gerard estreitou os olhos. — Se eu souber que você está gostando dele...

— Ou de qualquer um deles — Mikey interrompeu.

— … eu nunca mais te deixo entrar na nossa sala comunal de novo!

Hayley fechou a cara para eles e quase parou, mas as pessoas a obrigavam a continuar andando.

— É isso o que vocês fariam? Cara, que maravilha de amigos eu tenho.

— Quer dizer que...

— Não quer dizer nada, seus imbecis. Eu não gosto dele, eu só não fico cega pelo fato de ele usar as cores verde e prata.

— Ei, nós não ficamos... — Mikey começou a protestar, mas Hayley o cortou:

— Nem vem, vocês ficam sim. Assim como quase toda a escola. A Sonserina pode ter produzido muitos bruxos das trevas e muitos idiotas como o Frank, mas julgar as pessoas pela Casa em que elas estão é preconceito e ponto final. Vocês sabiam que Merlin foi da Sonserina?

Gerard e Mikey estacaram. Só voltaram a andar aos empurrões.

O quê?

— Merlin... Merlin, o bruxo?

— Sim, Gerard, de que outro Merlin eu estaria falando? — ela suspirou e abaixou o tom de voz. — Mas não espalhem, muitos sonserinos nem sabem e não queremos eles usando isso pra se exibir.

— Claro, claro... — Gerard e Mikey ainda pareciam abobados. — Mas como você descobriu? Leu em algum livro?

— Não, a Hermione me disse. Ela leu em algum livro.

Os irmãos Way sorriram de leve e finalmente chegaram no salão comunal. Estava lotado, mas a viagem fora cansativa e o banquete inaugural deixara todos sonolentos. Os três amigos se despediram e foram para seus dormitórios, deixando a preocupação sobre o começo dos estudos para o dia seguinte.

Notas finais
Tá meio devagar, é começo, vocês sabem, né?
Eu sinceramente não lembro de terem falado nos livros que o Merlin era da Sonserina, por isso coloquei isso aí como algo desconhecido.
E aliás, se eu não me engano, o Goyle morreu no filme, né? Mas no livro que morreu foi o Crabbe, então deixei do jeito que é no livro. Eu imaginei que depois daquilo o Draco e ele não conseguiram voltar a se falar direito...
Tá, espero que tenham gostado :)
Até o próximo, xoxo!