The Righteous And The Wicked
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Ele foi assassinado por seus leitores raivosos, que o culpavam pela demora de um novo capítulo (algumas meninas em particular usaram machados e outros instrumentos cortantes).
Parecia a vingança perfeita, SÓ QUE todos se esqueceram de que, com ele morto, a fic não teria continuação. E então, ao matar o garoto, eles também mataram cada um dos personagens, fazendo com que nenhum deles terminasse feliz.
MAS VOCÊS PODEM MUDAR ESSA HISTÓRIA! :D
Deem um crédito pra minha tentativa de piada-desculpa. Eu estava muito mal pra escrever, por mais que tenha tentado (e a Nathalia sabe disso; "Nossa, preciso escrever o capítulo", "Ainda não escrevi", "Socorro", praticamente todo dia). Vocês não tem noção da raiva que dá ter a ideia na cabeça, querer escrever e o negócio simplesmente não sair.
Mas ENFIM, cheguei, e comparando com outros autores que demoram meses pra atualizar fics, não estou tão mal, certo? Então. Hoje tem música.
http://www.vagalume.com.br/green-day/desensitized.html
Não gostei dessa tradução, então a letra aqui tá meio diferente...
Ah, tem uma outra música também, cortesia do nosso querido Tré Cool. Tá em inglês mesmo porque realmente, ninguém necessita da tradução -q
Até lá embaixo :)
— Você tá bem?
— Eu já disse que sim, Mike. Controle-se.
— Eu estou controlado, só não acredito em você.
— Então passe a acreditar.
Mike balançou a cabeça, exasperado. Billie o ignorou.
— Eu me preocupo, seu idiota, só isso.
— Pode parar. Não tem porquê e você sabe.
— Não é assim também!
— É sim. Deixa de ser falso com si mesmo, você nunca foi.
— Não é ser falso...
— Mike.
Os dois ficaram quietos. Mike obviamente queria falar mais, mas o olhar de Billie o calou de vez. O moreno voltou a fechar os olhos e Mike o observou preocupado. Ele estava muito pálido. Deveria ir para a enfermaria, mas se recusou. Disse que aquilo iria passar logo, e provavelmente iria, mas isso não resolvia a preocupação de Mike. Quem não se alarmaria ao ver seu melhor amigo deitado, com aquele aspecto doentio tão comum à febre, mesmo que soubesse o motivo? Às vezes Mike realmente detesta o modo como Billie trata aquilo; como se não tivesse nenhuma importância. Podia não ter para ele, mas ele tinha que engolir o fato de que tinha um amigo!
Mike se ajeitou na ponta da cama de Billie e o analisou novamente. Realmente não estava tão ruim; ele só parecia cansado, um pouco branco demais e com uma respiração ocasionalmente entrecortada. Já havia estado pior.
Os outros no dormitório descansavam em um sono calmo, sem ouvir Billie e Mike com a ajuda de um feitiço de privacidade. Mas Mike não estava exatamente ligando para o que os outros ouviam ou o que pensariam se percebessem que ele estava na cama de Billie com as cortinas fechadas.
— Não vai voltar pra sua cama? — Billie perguntou.
— Tá me expulsando?
— Não.
— Mesma resposta.
Billie bufou, ainda sem abrir os olhos. Mike supôs que ele estava tonto ou com alguma dor de cabeça. Era melhor nem perguntar para não desencadear outra discussão.
Ainda faltava algum tempo para que as pessoas começassem a acordar e o dia se iniciasse para valer, mas Mike já não estava com sono. Decidiu ficar ali, mesmo entediado, brincando com o pijama e esperando Billie dormir, o que aconteceu logo. Ele continuou lá, pronto para socorrer o amigo caso precisasse. Mas como Billie previu, o mal-estar passou, e ele acordou como se nada tivesse acontecido. Xingou Mike por ter ficado acordado, mas não insistiu. Disse para esquecerem e irem para as aulas normalmente.
Encontraram Frank e Taylor ao saírem da sala comunal.
— Vocês ainda estão tendo detenção com aqueles três? — Mike questionou.
— Aham. Tem mais uma amanhã — Taylor respondeu.
— Já se vingaram pelo o que aconteceu?
— Com a McGonagall em cima da gente? Claro que não.
— E vocês vão deixar assim? — Billie entrou na conversa. — Os grifinórios encurralaram vocês, e foi só porque aqueles três começaram...
— Você não sabe da história toda — Frank disse de repente, categórico, e Billie arqueou as sobrancelhas.
— Vai defender eles? Que acontece, tá a fim da ruiva?
Taylor riu baixinho e apertou os lábios ao perceber, lançando um olhar de desculpas que Frank nem notou. Ele se mantinha focado em Billie.
— Não. Eu só disse que você não sabe da história toda. Então não julgue.
— Ei, quem sou eu pra isso? Não estou julgando a situação, só o fato de vocês a terem aceitado.
— Ah, e se o julgamento for sobre eu e a Taylor, tudo bem?
— Talvez não, mas o julgamento é sempre mais forte nos que nós conhecemos.
Frank não respondeu, o que Billie tomou como uma concordância.
— De qualquer jeito — Mike voltou a falar. — acho que vocês deviam pensar em uma vingança. Representem a Sonserina!
Eles só pararam de falar ao chegarem na mesa da Casa para comer, quando cada grupo foi para um canto. Taylor e Frank pareciam querer conversar em particular.
Mike se controlou para não mencionar o que acontecera durante o fim da madrugada, já que Billie havia voltado completamente ao normal. De qualquer jeito, Mike também esqueceria logo disso. Não havia mesmo porquê ficar se preocupando.
O único problema foi que aconteceu de novo, em menor intensidade. Billie tentou disfarçar, mas Mike o conhecia bem. Estavam em uma aula de Herbologia com a Grifinória, e a expressão do moreno deixava claro que havia algo de errado.
— Quer ir embora? — Mike perguntou diretamente.
— Não. Como você sabe que eu estou mal?
— Você dá sinais — Mike respondeu, sorrindo de lado.
— Quais...? Não, não fala. Aperto meus dentes com força, o que é de se esperar, já que minha cabeça parece uma esponja, absorve tudo até quase explodir.
— É, também. Não quer ver se podem te ajudar com a dor na enfermaria?
— Me dê isso de graça... — Billie murmurou, olhando para baixo. — Eu quero ser rasgado.
— O quê?
— Nada.
Foram interrompidos pela professora e permaneceram quietos até praticamente o fim do período. Era raro, porém, que uma aula com aquelas duas Casas terminasse sem nenhum desentendimento; e agora não foi diferente. Billie e Mike notaram que uma leve agitação começara mais à frente enquanto saíam das estufas de volta para o castelo, e apesar da dor de cabeça, Billie fez questão de apressar o passo para saber o que acontecia.
Aparentemente, Tré provocara Draco de alguma forma, e para a surpresa de todos, o garoto revidou. Harry se enfiou no meio dos dois antes que a coisa virasse uma briga de verdade, o que todos pareciam estar loucos para que acontecesse. Enquanto Draco não respondia às ofensas e intimidações, não tinha graça, mas agora seria divertido. Por isso a discussão acabou se alternando para o porquê de Harry querer proteger Draco, mesmo que ele afirmasse estar pensando em Tré também. Hermione concordava com a interrupção, e Rony apertava os lábios para não dizer nada.
— Ah, qual é... — Billie lamentou, antes de falar mais alto. — Me dê sangue e dor do destino de um estranho! Coloquem tudo pra fora, me deem isso agora. Eu sei que vocês querem.
Todos olharam para ele, Tré se esquecendo totalmente de Draco.
— Estou dessensibilizado — Billie continuou, num tom meio zombeteiro. — Eu quero ver a bomba explodir as massas. Vai, Harry, deixa eles se soltarem, faz bem para a alma... espera, você deve detestar essa palavra depois da história das Horcruxes. Foi mal.
Mike o cutucou, e nem precisou falar para expressar o que queria. Billie não estava em perfeitas condições, ele não devia provocar.
Mas Harry só deu um suspiro exasperado e se voltou para Draco. Eles se olharam como se falassem em silêncio, os dois nervosos e firmes. Tanto Billie quanto Mike acharam interessante que os dois tivessem o “dom” desse tipo de entendimento mútuo, considerando que se odiavam, mas não pensaram nisso por mais que três segundos. Tré havia dado alguns passos em direção a eles, despreocupado, e os chamou a atenção.
— Eu entendo essa sua vontade de ver briga — ele falou casualmente para Billie. — Então, não quer lutar? Prometo que não vou te estuporar.
— Não, ele não quer — Mike respondeu antes que Billie pudesse abrir a boca. — Arrume outra pessoa.
— Ah, cala a boca, Mike. Eu acho uma ótima ideia, Tré. Coloque tudo pra fora! Eu quero ser rasgado, e me afogar nas transmissões de TV e rádio. Outra ruína fatal na estrada de informações, quem se importa?
— Eu me importo — Mike sibilou, já com vontade de ele mesmo começar uma briga.
— Você está fazendo algum sentido? — Tré questionou de repente. — Ou posso ser aleatório também? Roll roll roll a joint, twist it at the ends.... light it up and take a puff and pass it to your friends...
— Quê? — umas cinco pessoas perguntaram ao mesmo tempo.
— O que me faz lembrar que eu quero assistir TV — Tré falou, como se fizesse total sentido, antes de voltar a atenção para Billie e Mike. — Não quero mais lutar com você, sinto muito.
— Volta pro Draco, então. Vão em frente e se matem, isso tudo me diverte — Billie sorriu. — Pois eu vou ser condenado a passar minha vida no inferno, de qualquer forma. Sou só outro sábio ingrato.
— Blábláblá — Tré falava enquanto saía de cena, fazendo um movimento debochado com a mão.
Harry e Draco haviam quebrado o contato visual há algum tempo e se afastado, Draco olhando para trás algumas várias vezes. Pareciam bravos e preocupados ao mesmo tempo, e Hermione e Rony caíram em cima de Harry imediatamente. Billie e Mike voltaram a se afastar e a ignorar os outros.
Mike mais uma vez engoliu as perguntas e recomendações e decidiu esperar, novamente, que Billie melhorasse sozinho. Ele sabia que, em algum momento, ele teria tempo para se preocupar. Tempo de sobra.
——
Tré voltou diretamente à sala comunal da Grifinória, marchando em direção ao seu novo “brinquedo” enquanto todos iam para o último período estudantil do dia. Não seria a primeira vez que ele matava aula, claro.
Acenou com a varinha, murmurou o feitiço que Hermione lhe ensinara e voilá, a televisão ganhava vida, com todas as emissoras de Londres funcionando o melhor possível.
Tré se jogou sobre um sofá e ficou lá pela hora seguinte, sozinho, usando a varinha para trocar de canais. Apesar de ter sido quem deu a ideia, não conseguira aproveitar o objeto até agora, já que todos os sangue-puros da Grifinória queriam passar horas em frente a essa maravilhosa invenção trouxa. Os nascidos trouxas riam sem parar, o que significa que a televisão estava trazendo alegria a todos. Hermione até mesmo parara de resmungar sobre aquilo ser possivelmente proibido — especificamente quando Rony disse que ela também não havia ido perguntar à McGonagall para ter certeza.
Tré ouviu o som dos alunos voltando e não se preocupou em olhar para a porta. Pelo menos até que a primeira pessoa entrasse correndo, com os olhos arregalados, e olhasse dele para a TV.
— Depois que você falou que queria assistir isso — um menino do segundo ano exclamou, quase gritando. — lá embaixo, o pessoal da Sonserina começou a comentar e agora a McGonagall tá vindo pra cá e... TRÉ, TÁ ME OUVINDO?
— Shhh, espera... — Tré apertou os olhos, vendo a última cena do filme que assistia, e o garoto soltou um meio grito e correu para o dormitório.
Logo mais pessoas chegavam, com a mesma notícia, e Tré continuava mais interessado na tela. Até que o filme acabou e ele soltou um suspiro de frustração. Olhou para as seis ou sete pessoas que o observavam atônitas.
— Filme de bosta. Wingardium Leviosa!
A televisão começou a flutuar, e não levou um segundo para ser jogada contra a janela da torre. Quase todos gritaram com o susto, enquanto Tré guardava a varinha e voltava a se sentar.
— O que... — Minerva não conseguiu falar mais nada ao ver os pedacinhos de vidro pelo chão.
— Hey, professora! — Tré exclamou. — Não se preocupa, você não perdeu nada.
No dia seguinte não se podia entender como Tré Cool não havia sido expulso.
Notas finais
Na verdade, o principal motivo de eu ter colocado Green Day na fic foi pra poder fazer o Tré jogar uma TV pela janela -n (ele fez isso de verdade, pra quem não sabe)
Antes que me xinguem, o Billie não tá tão ruim, é que o Mike é meio dramático mesmo. Mas também não pensem que é algo que eu vou deixar passar, claro. Ah, aguardem -q
Pra quem ficou curioso:
Roll roll roll a joint - http://www.youtube.com/watch?v=fmL0851o2aI
Espero que tenham gostado .-.
xoxo! E obrigado por lerem. Acho que não falo isso vezes o bastante. Valeu mesmo. ♥
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