Notas iniciais
Sinceramente, nem vale a pena pedir desculpas pela demora agora. '-'
Vou dar minha desabafada sobre o que aconteceu no Nyah lá embaixo. Vamos ser felizes por enquanto.
E que melhor jeito de fazer isso do que agradecer a FICTION PELA RECOMENDAÇÃO ♥ Garota, você não tem noção de como isso foi bom de ver, especialmente agora... ficou linda, obrigado, mesmo. ♥ ♥ ♥
Um monte de coisas pra falar, mas não lembro de tudo, então leiam aí e pronto.
Espero que gostem!

— Finalmente! — Mikey exclamou. — Faz quanto tempo que estamos nessas detenções, um ano?

— Uma semana, mas dá na mesma — Hayley respondeu. — Só espero que essa última passe logo. E aí, queridos, vamos por favor parar de arrumar problemas?

— Não reclamem — Gerard comentou. — Pelo menos não estamos tão ferrados quando o Tré depois daquilo da televisão.

— Verdade... — Mikey disse. — Se eu não soubesse que ele foi colocado pra cumprir aquelas detenções infinitas com o Slughorn, eu teria sérias suspeitas de que a McGonagall estaria usando técnicas à lá Umbridge nele.

Hayley e Gerard riram por um segundo, antes de perceberem estar já na porta da sala de Transfiguração; Frank e Taylor do lado de dentro, apoiados no batente.

— Qual é a piada? — Taylor perguntou.

— Não sei mais — Hayley falou. — É que sua presença tem efeito dementador, sabe. Suga toda a alegria.

Gerard e Mikey riram e Taylor franziu o nariz.

— Essa foi péssima, ruivinha. Mas continue tentando.

Deu um tapinha no ombro de Hayley, o que a fez revirar os olhos. Então todos entraram, acomodaram-se e esperaram McGonagall aparecer, o que não demorou muito. Ela só reforçou o que eles tinham de fazer, mencionou que arrancaria as orelhas de quem fosse mal nas provas e saiu. Era a vantagem de cumprir detenções com uma professora-diretora; ela estaria quase sempre ocupada.

Eles logo se empenharam em terminar o dever que os vinha consumindo em todas as noites na última semana. Frank, porém, já havia terminado antes de ir para lá, e se afastou para um canto com uma vela e um livro na mão.

Depois de vários minutos, Gerard acabou, e percebeu que fora o primeiro. Alternou olhares entre os amigos, Taylor e Frank por tanto tempo quanto foi possível sem que eles notassem, até que pareceu tomar uma decisão de súbito e se levantou, indo até onde Frank sentara. Sentiu os olhares dos outros o seguindo quando fez isso, mas os ignorou.

— O que você tá lendo? — perguntou, baixinho, odiando como sua voz ecoava naquele silêncio.

— Sherlock Holmes — o menor respondeu automaticamente, sem levantar os olhos. — Literatura trouxa.

— Você lê livros de trouxas? — Gerard retrucou, surpreso, sentando-se na carteira em frente ao outro. Frank olhou para ele.

— Não são ruins. Ficção por ficção, qual a diferença entre os nossos e os deles?

— Eu sei, só achei que... esquece. Está bom?

— Bastante, e provavelmente ficará melhor quando eu conseguir continuar a ler.

Ouviram a risada discreta de Taylor.

— Você não consegue aceitar nenhum tipo de sociabilidade, consegue? — Gerard questionou, irritado e ligeiramente corado.

— Consigo, quando a pessoa com quem estou sendo sociável conhece a diferença entre ser educado e forçar a própria entrada. Ninguém nunca te disse que não se deve conversar com alguém que está lendo?

— Devem ter dito, e eu não prestei atenção. Então — Gerard sorriu, tentando parecer o mais zombeteiro possível. —, conte-me mais sobre esse Sherlock Holmes. Ouvi falar bastante nele.

Frank reprimiu um sorrisinho que ameaçou revelar-se e suspirou. Voltou a ler, e por algum tempo pareceu que iria ignorar Gerard.

— “Escândalo na Boêmia” — ele falou de repente. — Uma pessoa importante, uma amante, uma foto comprometedora. O que você pode supor disso?

— … Chantagem?

— Não pergunte, Way, afirme. Sim, obviamente chantagem. A questão nesse caso é como recuperar a foto das mãos da amante.

— Ué, é só vasculhar a casa dela.

— Já fizeram isso, não deu em nada. Está muito bem escondida, ou não está lá.

Gerard parou para pensar por um momento.

— Poupe seus neurônios — Frank disse. — Holmes armou um teatro para conseguir descobrir onde a foto estava. Toda a teoria dele foi baseada em um simples fato.

— Qual?

— Se o lugar onde você mora estivesse em perigo... pegando fogo, por exemplo. O que você faria?

— Correria.

— Sim, sim, mas antes pegaria o mais importante pra você, certo?

— Ah, claro... e nesse caso, a foto era a coisa mais importante para a mulher. Então ele botou fogo na casa dela?

— Não, só fingiu, por tempo o bastante para saber o que precisava saber. Só que não deu certo.

— Por que não?

— Ela percebeu e fugiu antes que ele voltasse com o chantageado. Até onde eu sei, foi um dos poucos casos que Sherlock Holmes não conseguiu fechar como queria.

Gerard o observou atentamente antes de falar.

— Eu te peço para falar do cara e você me conta justamente a vez em que ele falhou?

— Se você aceitar a imperfeição primeiro, amar algo fica mais fácil depois.

Gerard ficou pensativo. Na verdade, o clima na sala ficou pensativo, pois os outros obviamente estavam ouvindo tudo.

— Sabe — Frank falou novamente, meio distraído. — Essa conversa pareceu muito com qualquer uma das conversas que o Sherlock tem com o Watson, se acontecessem nessa época e não no século passado.

— E você seria o Sherlock, claro — Gerard adivinhou, um tanto sarcástico. — Ele é tão frio e arrogante quanto você pra isso?

Frank não respondeu imediatamente, o que fez com que Gerard se arrependesse do ataque, mas por pouco tempo.

— Ele com certeza é arrogante — Frank disse. — E só observa as emoções, nunca as sente. Nenhum amor, nenhuma amizade. Exceto...

— … hmm?

— Exceto com o Watson.

Gerard desviou o olhar, não rápido o bastante para deixar de ver o pequeno sorriso que se formou nos lábios do outro. Achou melhor também não olhar para os amigos. Era mais seguro não saber quais expressões deviam estar em seus rostos agora.

— Então acho que essa posição já está tomada, né? — Gerard falou, quase sussurrando; talvez assim os outros não entendessem tudo o que ele dizia. — A Taylor é o seu Watson.

— É, acho que sim.

Gerard sentiu uma pontada meio forte demais no peito. Decepção. Pela resposta, pela rapidez com que Frank respondeu, ou com si mesmo por se importar? Talvez quando não se sabe o que te machuca, é porque tudo dói da mesma forma.

Eles ficaram em silêncio até o fim da detenção, quando Taylor, Hayley e Mikey já haviam terminado seus deveres. Esperavam McGonagall chegar para irem embora quando Frank cutucou Gerard de leve e lhe estendeu o livro.

— Eu já terminei. Pega. São vários contos.

Gerard hesitou por um momento, mas aceitou.

— Por que você tá me emprestando?

Frank deu de ombros e se sentou na mesa ao lado de Gerard.

— Você pareceu interessado.

— Sim, claro, mas por que você se importa?

— Por que eu não posso fazer nada sem que alguém me questione? Que merda, só lê e cala a boca.

— Desculpa, irritadinho. É só que não é comum de acontecer... a não ser que você esteja esperando algo em troca, aí seria mais sua cara.

Frank bufou.

— Mais a cara da Sonserina, você quer dizer. Eu não espero que as pessoas me deem qualquer coisa. Mas já que você quer uma justificativa, eu quero ver se você fica mais esperto lendo isso. Mais perceptivo. Seria um milagre, mas quem sabe.

— Haha — Gerard riu ironicamente. — O que você ganharia se eu ficasse mais perceptivo?

Frank se virou e o fitou atentamente, sem falar nada por alguns segundos, e então sorriu de leve.

— Já está fazendo as perguntas certas, Watson.

— Achei que a Taylor fosse...

Frank balançou a cabeça, o que fez Gerard parar de falar.

— Não, não. Pensando bem, ela está longe disso. Ela é Taylor Momsen, nada mais, nada menos. Não se pode realmente colocar qualquer outro título nela.

— Então a posição de Watson...

— Está vaga.

Eles se encararam pelo o que pareceu horas, e ainda era muito, e muito pouco.

McGonagall chegou, recebeu os trabalhos de todos e eles saíram, parando no corredor. Todos se olharam sem saber bem o que dizer, se deveriam se despedir ou só dar as costas e ir embora. A indecisão de todos era basicamente por culpa de Frank e Gerard, que por sua vez, também não sabiam o que fazer.

— Obrigado pelo livro — Gerard falou, finalmente. — Vou te devolver logo.

— Sem pressa. Estude.

— Estudar o quê?

— Qualquer coisa.

Gerard franziu um pouco o cenho, pensativo. Frank parecia se divertir ligeiramente, e se não fossem pelos outros, eles talvez tivessem ficado ali, presos em seus pensamentos, sem saber que suas mentes estavam trocadas.

Notas finais
So... yeah. Não dá mais pra postar nenhuma nova fic na categoria bandas/cantores. Legal, né? Super legal.
Quando eu comecei essa aqui, não imaginei nem por um segundo que seria minha última fic de MCR (e qualquer outra banda) que eu estaria postando no Nyah. Muito menos que tudo que eu já postei iria desaparecer da internet e perder todos os possíveis leitores que ainda poderiam vir. Por isso sua recomendação foi tão bem-vinda agora, Fiction. É, eu não esperava isso, e sim, estou triste. Encontrei uma família no MCRmy, através dessas benditas fanfics, e agora a ligação está cortada, pronto? Agora quando eu tiver uma súbita inspiração para uma one que só daria certo sendo Frerard, tenho que engolir a vontade? Realmente, tudo que eu um escritor quer.
Ah, parar de falar disso. Não vou sumir, pessoal. Vou terminar essa fic, e vou arrumar um lugar pra postar as próximas. Vão continuar sendo fics das bandas, não "originais". E vocês sabem que quem escreve fic realmente original se ferrou também, né? Agora todos os fandoms estão na mesma categoria, soterrando-a.
De qualquer jeito, vou poder continuar atualizando aqui até o fim do ano, se não mudarem de ideia. E farei isso.
Sim, minha fic usa nome de pessoas reais, é a MINHA fic, são os MEUS ídolos e eu VOU FAZER TODOS ELES SE XINGAREM, SE BATEREM E SE COMEREM SE EU QUISER.
E foda-se.
Até o próximo.