The Righteous And The Wicked
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Então, como eu disse, Drarry. E o asterisco que vai estar nas notas finais é uma citação de Sex and The City... vi num gif esses tempos, era aquela personagem meio vadia que falava, como era mesmo o nome dela? Samantha? Enfim.
Enjoy ;)
Qualquer um poderia ter achado estranho ver Harry Potter e Draco Malfoy caminhando juntos, mas considerando os olhares irritados em seus rostos, aquilo acabou por parecer uma situação natural. Só tiveram que se afastar porque alguns alunos começaram a segui-los, esperando ver uma briga; e ela era mesmo possível, mas com certeza não da forma que qualquer um esperava. Eles foram para corredores diferentes e se encontraram novamente no mesmo banheiro em que Taylor e Hayley haviam estado. A diferença é que eles nunca ficavam à vista; lançavam um abaffiato enquanto estavam dentro de um box e assim, mesmo que alguém entrasse no banheiro, não criariam suspeita. E para resolver o problema do espaço, era só usar um feitiço indetectável de extensão. A coisa era tão simples que até agora Draco não entendia porque Taylor e Hayley trancaram a porta. Que ideia de trouxa.
Assim que terminaram os preparativos, Harry e Draco ficaram um de cada lado do agora grande box e cruzaram os braços.
— Então? — Harry falou.
— Então o quê? Você que não apareceu.
— O Gerard não me avisou que você estava me esperando.
— E você não fez nenhum esforço pra descobrir, né? Achei que ficaria curioso pra saber porque eu não fui ao jogo.
— E fiquei! Mas você também não fez nenhum esforço para falar comigo, mesmo que eu estivesse preocupado.
Em outra situação, eles teriam percebido que haviam caído em uma discussão besta e simplória de casal, mas estavam estressados demais no momento para reconhecer a própria teimosia; Harry por causa dos problemas com os amigos e Gina, e Draco porque ele era assim mesmo o tempo todo.
— Eu mandei o Gerard falar com você – Draco afirmou.
— Ah, sim, há quantas horas?
— Sei lá, mas não é culpa minha se ele não apareceu.
— Você... — Harry parou e suspirou. — Esquece. Esquece, só me diz o que aconteceu, porque você não foi ao jogo.
Draco falou sobre o desmaio súbito de Billie Joe e disse que ele poderia ir até a enfermaria para checar se era verdade. Claro que Harry negou a sugestão, pois seria estranho demais chegar lá perguntando sobre Draco.
— Então? — Draco falou por fim. — Tem algum motivo ainda pra ficar bravo?
Harry não tinha, mas parecia que queria ter. Balançou a cabeça e olhou para baixo, decidindo em alguns segundos sentar-se no chão, de pernas cruzadas.
— Não... — ele suspirou. — Olha pra gente, Draco, brigando por nada. Por que não podemos só ficar juntos?
Draco andou para perto dele e se sentou também.
— Nunca conseguimos antes, por que conseguiríamos agora?
— Porque estamos namorando!
— Estamos?
— Você acha que não?
— Eu me sinto muito mais seu amante do que seu namorado, Harry.
Harry voltou a fitar o chão.
— Eu sei. Desculpa. Mas é engraçado... tenho quase certeza de que a Gina se sente do mesmo jeito.
— Então ela é uma idiota.
— Hey!
— Ah, é mesmo. Vocês não precisam esconder de ninguém. Todos já esperavam que fossem terminar juntos. O irmão dela é seu melhor amigo, que provavelmente vai casar com a sangue-ruim, e todos serão uma grande família feliz. Sua vida depois da queda do Lorde das Trevas é completamente previsível, Potter, não sei do que aquela Weasley pode reclamar.
— Talvez do fato de eu ter me apaixonado por outra pessoa?
Harry se encolheu, mas não retirou o que disse. Draco ficou quieto por algum tempo.
— Você devia ter pensado mais antes de ficar praticamente noivo dela.
— Como eu ia saber que isso aqui ia acontecer? — Harry gesticulou para eles mesmos. — Tudo estava indo de acordo com o plano antes de você...
— Eu o quê?! Eu não fiz nada!
— Você começou a agir estranho, você me confundiu!
— Ah, ok, entendi, a culpa é minha.
— Draco... estamos brigando de novo.
— Tem razão – Draco se virou para ele. — Então que tal calar a boca?
Ele avançou para um beijo, e Harry permitiu. Sentiu a mão do loiro sobre seu joelho e colocou sua própria no cabelo dele; mas Draco se afastou em alguns segundos.
— Não tem problema se a culpa for minha – ele sussurrou, com o rosto ainda próximo do de Harry. — Nenhum problema. Mas isso quer dizer que você não teria se apaixonado por mim? Teríamos passado por esse ano sem olhar um na cara do outro?
— Seria o mais provável, não acha? Mas eu não sei, Draco, como eu posso saber? Você não acredita em destino?
Draco riu baixinho.
— Não, eu acredito em força. E você também. Se você realmente achasse que tudo já está “escrito”, não teria perdido tempo tentando repetidamente salvar todo mundo que pudesse a sua vida toda.
— Mas algumas coisas eu não pude mudar. Pessoas que eu perdi...
Draco apertou a mão no joelho dele.
— Mas se tivesse a chance, você teria tentado. É isso que eu quero dizer, você sempre tenta. Só que não acho que tentaria comigo. Nem sei se isso o que estamos fazendo conta como uma tentativa.
Harry não soube responder. Tentou se aproximar para beijá-lo novamente, mas ele se afastou.
— Você a ama?
Ele sabia que essa pergunta estava sendo evitada há tempos. E não poderia respondê-la. Não porque não soubesse a resposta – sim, ele a amava, ele nunca deixou de amá-la, será que não era óbvio? — mas porque não conseguiria olhar nos olhos de Draco depois de dizer isso. Não conseguiria fazer o que seria o mais certo, terminar com ele e seguir com sua vida, não, ele nem queria pensar nessa possibilidade. Então não poderia responder.
— Eu amo você – ele disse por fim, e não era mentira.
— Não foi isso que perguntei.
Harry precisava apelar. Jogou-se para frente de novo e dessa vez forçou seus lábios a cobrirem os de Draco, que novamente resistiu.
— Eu tô falando sério, Harry, respon-
Mais um beijo forçado. Dessa vez Draco abriu a boca, meio contra sua vontade, mas o empurrou com as mãos. Harry recuou só um pouco antes de empurrá-lo para o chão e voltar a atacá-lo.
Draco ainda resistiu mais um pouquinho, mas de repente decidiu virar o jogo. Segurou os cabelos de Harry e afastou seus rostos só por tempo o suficiente para falar:
— Quer mesmo me distrair? Então eu te mostro como faz, Potter.
Harry arregalou os olhos ao receber o beijo com a mesma força com a qual o havia dado segundos antes. Draco sentou-se de novo e imediatamente trouxe a mão para o meio das pernas de Harry.
— Aqui?! — o grifinório perguntou, alarmado, olhando ao redor do box magicamente ampliado.
— Onde mais, Harry? Na sua cama, na minha? — ele afastou a capa e começou a abaixar a calça do outro enquanto falava. — Numa banheira cheia de rosas?
Ele deitou Harry e tirou a parte de baixo de suas vestes por completo. Harry se arrepiou quando sentiu o chão gelado tocar sua pele e continuou só observando, assustado e admirado ao mesmo tempo.
— Acha que alguém ficaria de vigia por nós? — Draco prosseguiu, sua voz mostrando sua raiva habitual, e Harry chegou a se perguntar quantas vezes na vida Draco falava sem raiva ou ironia, ou os dois. — Seu amiguinho Rony cuidaria da porta?
Draco passou a mão por baixo da camiseta de Harry, sentindo sua barriga e seu peito, mas não a tirou. Deixou-o ainda com a camisa e a capa, que fazia quase um círculo no chão ao seu redor.
— Estamos sozinhos nisso, Harry, entenda. É só nós dois, temos que nos virar do nosso jeito. Ninguém mais, nenhum deles te ama o bastante pra te ajudar nisso.
— Isso não é verdade – Harry finalmente falou.
Draco passou a se despir rapidamente.
— É sim! Por que você não aceita? Por que eu não posso ser o bastante?
Harry se apoiou nos cotovelos e segurou o queixo de Draco, obrigando-o a diminuir um pouco o ritmo.
— Seja racional. Uma pessoa só não é o bastante pra ninguém.
— É sim. Na verdade, nem isso. Dá pra ficar muito bem sozinho, mas você devia ver que eu te amo o bastante por todos eles!
— Draco, você me odiava até o ano passado! Como eu posso entender essa mudança? Como eu posso te considerar mais do que quem foi meu amigo desde o começo?
Draco o empurrou novamente e ficou por cima dele.
— Sim, odiava. Não vou negar isso. Eu te odiava porque você era o melhor, você era o famoso, você era o bom, o justo, o que todos queriam ser e todas queriam ter. Eu te odiava porque você foi pra Grifinória e não pra Sonserina comigo, eu te odiava porque você tinha amigos verdadeiros, eu te odiava porque mesmo sofrendo você ainda ajudava os outros. Só que agora eu te amo, e eu te amo exatamente pelos mesmos motivos.
Ele se abaixou e os dois membros se tocaram. Harry fechou os olhos automaticamente e soltou um suspiro.
— Eu queria que você entendesse... — Draco murmurou.
— Se eu não entendesse, acha que eu estaria deixando isso aqui acontecer?
Draco ficou imóvel e olhou para Harry até que ele abrisse os olhos, mas não disse nada.
— Eu quero você, Draco. É só isso que eu sei. Por que isso não pode ser o bastante?
Draco suavizou a expressão drasticamente. Tirou os óculos de Harry e os colocou no chão, acima e ao lado da cabeça dele.
— É o bastante por enquanto.
Draco finalmente decidiu tirar a capa de Harry fora, só para não atrapalhar, e colocou ambas as pernas dele sobre seus ombros. Harry estava fazendo força para simplesmente aceitar e fazer o que Draco queria, mas não conseguiria se abster por muito tempo. Ele queria alguma ação, queria fazer algo, e quebrou a posição para poder também tirar a capa de Draco. Depois a própria camisa, e então só sobrou a camisa de Draco para ser retirada, mas nesse momento Harry parou.
- Como a gente decide isso? — ele disse gentilmente.
- Isso o que?
— Nós dois... err... – ele gesticulou para eles, tentando explicar o que queria dizer. — Quem vai... sabe?
Draco piscou duas vezes, imóvel.
— Temos que decidir?
— Claro que temos!
— Harry, por favor, por favor, não vamos brigar agora.
— Eu não quero brigar, é só que eu acho...
— Deixa rolar, cara! Vamos simplesmente fazer o que der vontade. O que você quer? Sinceramente, o que você quer?
Harry começou a corar e Draco sorriu. Abaixou-se e voltou a beijá-lo, sem dizer mais nada. E, em uma comunhão silenciosa, os dois decidiram que não interromperiam mais nada também.
Draco suspirou e começou a se deslizar para baixo, subitamente inspirado. Beijou Harry durante o caminho, mas bem pouco, seu desejo falando com mais urgência do que a vontade de preliminares. Se bem que o que ele iria fazer poderia ser considerado uma preliminar... ou não? Ele não entendia disso, mas imaginava que poderia fazer direito. Pansy nunca fora muito boa com ele, e saber o que não fazer era um começo, não era? Além do mais, ele precisava acalmar Harry. Precisava fazer com que Harry aceitasse o que viria depois; Draco colocou firmemente em sua mente que era só por isso que estava prestes a chupá-lo.
Não era.
Draco quase pôde sentir o fogo subir de entre suas pernas para sua boca no momento em que ficou na altura certa. Nunca imaginara que ficaria com vontade daquilo – de que realmente iria querer. Mesmo surpreso, ele não perdeu tempo; segurou o membro rígido de Harry em sua direção e o lambeu uma, duas vezes. Assim que sentiu a mão de Harry em seus cabelos, o engoliu. Tomava cuidado com o dente, e tentava achar uma forma de ir o mais fundo que podia sem ter uma ânsia de vômito muito grande, e tinha que manter a cabeça onde Harry queria que ela ficasse, e não podia mudar nada quando Harry arqueava as costas e consequentemente enfiava mais em sua boca, e então voltava a se preocupar com os dentes. Como pode dar tanto trabalho?! *
Mas Draco sentia seu próprio pau latejando lá embaixo, e sabia que aquilo valia a pena toda vez que abria os olhos e via Harry se contorcendo de prazer.
Em alguns minutos, ele parou e se afastou. Limpou a boca e se pegou sorrindo um pouco. Então foi à joelhadas para mais perto do rosto de Harry e apontou seu membro para ele. Harry fechou os olhos por um segundo, mas a técnica funcionara; se Draco fez, ele também podia. Era como se, apesar de tudo, eles nunca tenham deixado de ser inimigos, sempre tentando se superar.
Harry começou o oral, meio sentado, com Draco ajoelhado à sua frente. Repetiu o mesmo processo, com a diferença de ter tido a ideia de apertar os testículos de Draco enquanto chupava. A reação foi boa.
Draco foi para trás logo. Ele só queria que ficasse molhado o bastante – Frank havia conversado com ele, mas ele não achou necessário usar daqueles “géis de trouxa”. Frank disse para pelo menos lubrificar com algo, e no momento aquela pareceu uma ótima forma de fazer isso.
Draco levantou as pernas de Harry novamente, e dessa vez Harry não recuou. Deixou que ele se ajeitasse no lugar certo, se abaixasse e colocasse um dedo em sua entrada, e porra, aquilo era bom. Harry se movimentou um pouco e Draco entendeu a mensagem, enfiando um pouco mais.
Os minutos se passavam e Draco progredia, até ter chegado nos três dedos e já os retirado, impaciente. Já tinha dado, né? Ele já podia meter, não podia? Com o membro implorando por atenção, Draco foi para frente, as pernas de Harry sobre seus ombros. Ele conseguiu ir devagar, lutando contra a resistência do corpo de Harry e sussurrando para ele relaxar o tempo todo.
Ele parou. Esperou Harry normalizar a respiração e entrou mais, dando o primeiro tranco e sentindo Harry se contrair de novo e sufocar um grito. Melhor, melhor, era muito melhor do que jamais havia sido com Pansy. Apertado. Draco se controlou e esperou Harry novamente por mais alguns minutos, até que Harry assentisse para ele continuar. Mais um tranco e um gemido alto de ambos, e depois de vários minutos o terceiro e último obstáculo foi vencido.
Draco já estava suando sob a camisa branca. Harry achou que a visão dela grudada em alguns pontos do peito e dos braços estava ótima, mas ele estava com muito calor e teve que arrancá-la. Não se retirou de dentro de Harry em nenhum momento; não queria perder o progresso. Mas começou a se movimentar, e os gemidos de dor e prazer de Harry foram aumentando conforme ele ia mais rápido. Não rápido demais.
O pau de Harry começou a ficar melado sobre sua barriga e ele decidiu estimulá-lo. Draco não sabia se olhava para o movimento da mão ou para seu próprio membro, entrando e saindo do grifinório. Contrariando as opções, ele sentiu a necessidade de fechar os olhos e jogar a cabeça para trás, e foi o que fez. Segurou as pernas de Harry, descontando nelas a força que ele queria estar aplicando no coito, mas que não faria para não machucar Harry. Ouviu Harry gemer mais alto e sabia que ele já estava perto do fim; e quando o moreno gozou, se contorceu e se apertou sem se importar com a dor, a pressão que Draco sentiu em seu membro foi demais para ele conseguir segurar mais.
Draco o beijou uma vez antes de se deitar ao seu lado, abençoando mentalmente o gelado do ladrilho para acalmar o calor... e só então se lembrando de que era muito duro.
— Hey, foi no chão... você tá bem? Não tá doendo as costas? — perguntou, virando-se para Harry.
Harry estava meio ofegante, mas deu risada.
— Draco, olha bem o que você acabou de fazer comigo... e você tá me perguntando se tá doendo as costas?
Draco riu também. Ele colocou um braço ao redor de Harry, distraído.
— Ok, vou reformular. Tá doendo qualquer coisa?
Harry fez uma careta.
— Tá. E...
— Hmm?
— … Nada.
Ele estava ficando vermelho, o que só deu mais vontade para Draco descobrir o que ele falaria.
— Faaaala! Fala. Fala. Fa...
— Ah, eu só ia comentar uma coisa, que saco.
— Comentar o quê?
— Que tá escorrendo.
Draco levou só um segundo para entender, e então gargalhou. Antes que Harry reclamasse, ele o apertou mais no abraço.
— Eu adorei.
— … eu também.
— De repente não faz mais sentido nenhum termos discutido... nem lembro porque era.
— Porque somos idiotas, só por isso.
Draco sorriu, alegre. Harry não se lembrava de tê-lo visto daquele jeito alguma vez antes. Não, nunca... sem a raiva ou a ironia, como ele mesmo havia pensado, Draco era raro de se ver. Mas agora ele realmente só estava feliz.
Harry fechou os olhos, cansado, mas consciente de que não poderiam dormir ali; ele só queria ter um tempo para si mesmo. Era muito bom sentir Draco ali, com ele, mas as duas mentes não estavam em sincronia e ele sabia.
Draco estava feliz. Draco estava radiante. Mas Harry não apagara a conversa anterior de sua mente, e mais do que em todos os encontros que eles tiveram antes, o nome “Gina” gritava em seus ouvidos. O conflito que o assolava há tempos finalmente tinha seu ápice: ele não poderia estar mais satisfeito com Draco, e não poderia se sentir mais culpado em relação à Gina e Rony.
Harry abriu os olhos de novo e viu que Draco já estava a um passo de pegar no sono. Droga, pensou. Era tão mais fácil te odiar.
Notas finais
Bom, então. Oooooi lemon sentimental, quanto tempo!
E a parte deles decidindo quem seria ativo foi por culpa de uma tirinha L/Light (Death Note) que eu vi em que acontecia o mesmo.
L: Eu sou o seme!
Light: Não, eu sou o seme, você é o uke!
L: ... Portanto você é o Kira.
AUHSAUSHAUSHASUAHSSUHA "portanto você é o Kira" xD
Vocês que não conhecem Death Note precisam assistir pra entender minhas notas aqui ultimamente -q
Beijo.
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