The Righteous And The Wicked
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Acho que eu não tenho o que falar aqui.
Exceto que O MCR PRECISA LANÇAR ESSE BENDITO ÁLBUM LOGO E PARAR DE FICAR NOS PROVOCANDO ATRAVÉS DO SITE E DO SR. IERO.
Boa leitura.
Já estavam todos na sala de Transfiguração, em silêncio. McGonagall passara um dever gigantesco que provavelmente levaria umas cinco noites em detenção para ser concluído, e os deixara, resmungando algo sobre não ter mais tempo nem mesmo para acompanhar o castigo de seus alunos.
Por alguns minutos só se ouviu o som das penas nos pergaminhos e os suspiros de tédio ocasionais. Todos pensavam vez ou outra em como teria sido a conversa de Harry com Draco, que ocorrera naquela mesma sala. Era um lugar bem marcante, quando se parava para pensar.
Gerard, Hayley e Taylor trocavam olhares de vez em quando. Mikey notava, e Frank agia como se estivesse sozinho, o que era natural. Finalmente, o Way mais novo decidiu quebrar o silêncio.
— Ainda tá doendo?
Taylor e Frank se viraram e a loira sorriu de lado.
— Olha, e não é que um deles é educado? — comentou, continuando sem dar tempo para resposta: — Sim, meu peito ainda dói, e o do Frank também, né?
Frank assentiu e se voltou para a lição. Taylor o ignorou e prosseguiu.
— Eu nem vou mais falar da injustiça disso tudo, porque estou interessada em outra coisa. Vocês devem ter se encontrado com o Harry. Sabem o que aconteceu?
Gerard narrou o encontro que tiveram com o garoto mais cedo, com isso captando a atenção de Frank novamente. Enrolou um pouco para parecer que tinha mais coisa para contar, sem saber bem o motivo. Hayley e Mikey o observaram com as sobrancelhas erguidas, mas ficaram quietos.
— Certo, certo — Taylor disse, recostando-se na cadeira. — Eles vão ter muito o que pensar. Então agora já posso voltar a falar da injustiça que foi...
— Ah, por Merlin! — Hayley gemeu, enfiando a cabeça entre os braços, sobre a mesa.
— Merlin não vai te livrar de mim, ruivinha. Aquilo era um plano e você me atacou de verdade.
— Você teria feito a mesma coisa se eu não fosse mais rápida!
— Não é isso que estamos discutindo aqui — Taylor respondeu, sorrindo mais uma vez e afastando os pergaminhos da mesa para poder colocar os pés sobre ela. — A culpa é de quem começa. Não foi sempre assim?
— Até fazermos oito anos, é, pode ser.
— Tsc, tsc. Você devia aprender mais sobre o mundo antes de querer formar uma parceria com um sonserino. Ou melhor, antes de sequer sair de casa.
— Eu sei o bastante, obrigada.
Taylor riu, desdenhosa.
— Por favor, Williams. Está praticamente escrito “ingênua” na sua testa. Só de te ver já dá vontade de brincar com você.
— Jura? Brincar como?
Taylor abriu a boca, mas a fechou imediatamente, reprimindo seja lá o que for que passara em sua mente. Hayley aguardou, as feições irritadas, mas curiosas. Taylor riu baixinho e balançou a cabeça.
— Você não iria querer saber.
— Quero.
— Esquece.
— Não. Sou chata.
— Nota-se.
— Fala.
Hayley só continuou com aquilo por ter achado um certo ponto fraco na outra. O que servisse de artifício para irritá-la era válido.
A paciência de Taylor foi se esgotando, e Mikey percebeu bem a tempo.
— Ok, vamos deixar isso pra lá?
— Cala a boca, Mikey — Hayley ordenou, claramente satisfeita com os resultados que estava obtendo. — Eu quero saber o que ela ia dizer.
O bate-boca estúpido entre as duas continuou, Mikey sendo como uma parede frágil que as impedia de partir para a briga física, falando qualquer coisa que as acalmasse quando percebia um movimento suspeito. Ele mal olhava para Taylor, parecendo genuinamente preocupado com o que poderia acontecer à Hayley se ela continuasse.
Gerard resistiu ao impulso de dar um soco em cada uma delas e se levantou, caminhando rapidamente para o fundo da sala. Ninguém pareceu notar, entretidos que estavam. Ele sentou sobre uma das mesas, recostou-se na parede e fechou os olhos, aproveitando que a iluminação estava só sobre na frente do cômodo.
As vozes de Taylor, Hayley e Mikey foram ficando distantes enquanto sua mente viajava. Seus pensamentos começaram racionais, algo sobre a detenção e o tempo que ainda faltava para o Natal, e então partiram para coisas aleatórias, como a visão de Frank na enfermaria e as cores dos feitiços que explodiram sobre ele e Taylor naquela tarde...
Ele só percebeu que estava cochilando quando ouviu um barulho sutil à sua esquerda e acordou. Frank estava se sentando, junto com seus pergaminhos e uma vela, alguns lugares mais ao lado. Ele olhou para Gerard rapidamente.
— Estava dormindo?
— Sei lá.
Frank não respondeu de imediato. Olhou para os três que ainda discutiam lá na frente — Gerard só perdera, no máximo, um ou dois minutos — e bufou.
— Não dá pra fazer nada com eles zunindo no meu ouvido.
— É. Não sei porque a Hayley tá sendo tão teimosa.
— Bem, estava na hora de alguém competir com a teimosia da Taylor.
— Suponho que sim. Mas sério, o que ela ia dizer?
— Ah, provavelmente algo pervertido. Ela só se segurou pra não fazer a Hayley se sentir orgulhosa.
— Algo perv... quê?
Frank olhou para Gerard de esguelha e sorriu, quase imperceptivelmente. Gerard entendeu aquilo como o fim do tema “Taylor”, e sinceramente achou melhor assim.
Ele prestou um pouco de atenção aos amigos, só para constatar que haviam mudado o motivo da discussão, mas que continuavam sendo infantis. Rolou os olhos, até se lembrar de que agira assim diversas vezes ao longo dos anos, com a Taylor inclusive, apesar de nunca com tanto afinco. Já o Frank nunca dera chance para isso acontecer. De certa forma, era ainda mais irritante. Ele parecia ser tão mais maduro ao aceitar uma suposta derrota, que era como se estivesse ganhando de qualquer jeito. Gerard sempre percebeu isso, mas só agora pensava que podia não ser de propósito.
E por falar em Frank, Gerard ainda queria se desculpar apropriadamente com ele. Sabia que podia deixar o assunto pra lá, mas aquele anjinho no seu ombro estava gritando mais alto que o pequeno demônio, para variar. Ele mordeu o lábio inferior por algum tempo, até que o anjo achasse uma brecha no seu orgulho e tomasse a palavra.
— Frank... desculpa de novo pelo o que aconteceu. Estou falando sério dessa vez.
Frank parou de escrever, largou a pena devagar e olhou para Gerard. Propositalmente ou não, cada movimento dele fazia Gerard pensar que devia ter ficado quieto.
— Então você admite que estava preocupado comigo?
Gerard se forçou a encará-lo, mas não conseguiu responder; aquela brecha em seu orgulho se fechou violentamente. Deixando o anjinho do lado de fora.
— Admitir seria melhor — Frank falou, ao ver que não teria resposta. — Pensa em como seria mais fácil para o Harry e o Draco se eles admitissem de uma vez que se amam.
Gerard arregalou os olhos, sem querer.
— Você tá comparando a gente com...
— Estou comparando nosso orgulho com o deles.
Gerard engoliu o suspiro de alívio que ameaçou vir e fixou os olhos no chão.
— Tá. Eu me preocupei. Feliz?
Frank não disse nada e Gerard receou ver sua expressão.
— Por quê? — o sonserino perguntou depois de alguns segundos.
— Porque... porque seria minha culpa se algo acontecesse com você, e eu tenho consciência. Você sabe o que é isso, não sabe?
Gerard virou o rosto, esperando que a provocação os fizesse voltar ao clima normal de meio-inimigos; mas Frank o encarava pensativo, parecendo nem sequer tê-lo ouvido. Era como se ele estivesse tentando adivinhar o que Gerard realmente quis dizer, e por um momento Gerard temeu que o garoto fosse legilimente.
Por fim, Frank voltou à sua frieza habitual e se virou para sua mesa.
— Pense antes de falar, Gerard — ele disse casualmente. — Às vezes você perde a oportunidade de criar algo importante.
— … Tipo o quê?
Frank ficou quieto. Gerard teve uma noção clara de que estava a um passo de começar a mesmíssima briguinha da Hayley com a Taylor. Mas não teve tempo para isso; Frank decidiu se abrir.
— Seria interessante que alguém além da Taylor se preocupasse comigo de uma forma não egoísta. Gosto de tentar entender esse tipo de coisa nas pessoas. Mas não é o caso.
Gerard não soube o que dizer. Ele mentira, era óbvio; sua preocupação fora verdadeira, ele não pensou nas consequências para si mesmo nem por um momento, diferente de Mikey e Hayley. Não achara que tivesse convencido Frank disso, mas agora também não tinha coragem para retirar o que disse. Então simplesmente se calou e deixou os minutos passarem.
Taylor, Hayley e Mikey tinham voltado a estudar, em algum momento, e Gerard percebeu que era o único que não fazia o mesmo. Mas sua mente não o estava dando espaço para pensar em como transformar um sapo em uma borracha.
— Você não tem família, Frank? — perguntou subitamente.
— Tenho — o menino respondeu, frio.
— E eles não se...
— Não, eles não se preocupam.
— Mas são seus...
— Cala a boca, Way. Não falo sobre isso.
Ele não alterou a voz, mas conseguiu passar a ameaça necessária. Gerard franziu o cenho, tentando adivinhar qual era o problema ali. Os Iero eram razoavelmente conhecidos, abastados, sangue-puros. Se bem que é geralmente esse tipo de família que esconde os piores segredos, não é?
Gerard se perdeu em pensamentos por algum tempo, antes de levantar em um pulo e correr para continuar o trabalho que Minerva passara. Frank permaneceu sozinho no fundo da sala, indiferente, até que Taylor se juntou a ele.
McGonagall voltou eventualmente e pareceu satisfeita ao não encontrar nada fora do lugar. Liberou-os e disse para voltarem em duas noites.
Os dois grupos se separaram no corredor sem trocar uma palavra, mas repetiram aquele rápido e discreto processo de olharem para trás.
Dessa vez, porém, Frank também olhou.
Notas finais
Estou irritado comigo mesmo. E um tanto decepcionado. Vou melhorar isso.
Ah, tenho uma pergunta... vocês querem que eu vá logo com o Frank e o Gerard ou dê mais umas duas pausas pra falar do Mika e de como o Brian e o Stefan estão indo? Irei fazer isso de qualquer jeito, claro, mas vocês escolhem quando.
Beijos ^^
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