The Righteous And The Wicked
1 Capítulo 1
Notas iniciais
É isso aí, estou postando essa coisa.
Ainda não sei se terá lemon, provavelmente sim, mas não faço ideia quando. Então, é.
Boa leitura :)
Paz.
Era isso o que todos os alunos respiravam na estação; além, claro, do cheiro de dezenas de corujas e gatos, de pergaminho novo e do Expresso de Hogwarts esperando seus embarques.
Mas não havia como negar que o clima estava agradavelmente calmo. Ninguém falava mais alto do que era necessário, ninguém brigava por passagem, e poucas pessoas não tinham um sorriso no rosto. O fato de estarem indo para Hogwarts depois de tudo que aconteceu, depois de terem eles mesmos ajudado a combater o exército do Lorde das Trevas e terem visto metade do castelo ser destruído no processo, deixava impossível não estar alegre ao poder finalmente voltar.
A ansiedade era grande, mas todos no fundo já imaginavam como seria o ano, e não se incomodavam com isso. Minerva McGonagall com certeza seria uma diretora quase tão boa quanto Dumbledore havia sido, e ninguém precisaria se preocupar com Comensais da Morte “dando aulas”. Tudo seria muito bom.
Pelo menos no âmbito geral, nada tinha chances de dar errado. E nada daria. Não haveria uma nova guerra nem nada disso.
Tudo o que aconteceria seria algo que acontece todos os anos, com diversas pessoas, e que ninguém nunca percebe. Às vezes até quando deveriam perceber.
Afinal, cada aluno tem sua vida. Não é só sobre conseguir notas boas e atacar Comensais da Morte. Existem algumas outras coisas tão importantes quanto isso que podem ocorrer dentro das paredes do castelo; coisas sobre as quais o Ministério da Magia talvez não se interesse, mas que são de imensa importância para os que as vivenciam. Todos têm seus dramas pessoais, certo?
E o grande drama da vida da maioria das pessoas — pelo menos se você não for um garoto destinado a salvar o mundo ou algo do tipo — é o amor. Mas ele nunca vem sozinho. Não dá para simplesmente se apaixonar e viver feliz para sempre, porque, querendo ou não, o amor não é a única coisa na vida de ninguém. Existe também a família, a amizade... apesar de essas serem formas de amor... De qualquer jeito, existem mais coisas. Sonhos, decepções, mágoas; a nota final em Feitiços, a viagem de férias para casa, o presente para aquela irmã chatinha. É incrível como tudo isso pode ser afetado pelo simples drama de amar.
E, o que é pior, sua própria consciência pode ser afetada. E se, de repente, você já não soubesse o bastante sobre si mesmo? E se todas as suposições começassem a balancear, e você já não tivesse certeza sobre o significado de seus próprios pensamentos e desejos? Uma definição pessoal não é, como muitos gostariam de acreditar, uma simples questão de colocar um chapéu na cabeça e deixá-lo dizer qual é o seu lugar. Nós somos bem mais complexos do que isso — nós todos, bruxos, trouxas, elfos, duendes, e tudo mais que pensa e sente. Nós não somos completos, talvez em nenhum momento na vida, que dirá com menos de dezoito anos!
Mas não é o que pensamos, claro. Achamos que nos conhecemos, e quando alguém nos diz que nossa maior qualidade é a determinação, ou a bondade, ou a inteligência, ou a coragem, nós fatalmente balançamos a cabeça e dizemos “é, isso aí, eu já sabia”.
Era o caso de um grupo de estudantes de Hogwarts. Quer dizer, é o caso de quase todos, mas iremos nos focar em um específico. Enquanto Harry Potter, Hermione Granger e Rony Weasley são cercados de admiradores assim que entram na Plataforma Nove e Meia, para começar seu sétimo ano e dessa vez realmente frequentar a escola, nós nos aproximamos de alguns outros sujeitos interessantes, ainda que estejam bem afastados uns dos outros — por enquanto.
Segurando a gaiola de sua coruja e puxando suas malas distraidamente, Gerard Way caminhava, com seu irmão Mikey, procurando algum amigo para poderem entrar e achar uma cabine juntos. Encontraram dois ao mesmo tempo.
— Hayley, Ray! — Gerard exclamou, dirigindo-se à bruxa ruiva e ao jovem sorridente de cabelos armados.
— Ah, droga, os irmãos Way chegaram — Ray Toro falou, fingindo desapontamento. — Achei que ia dar pra despistar vocês antes de entrarmos no trem.
— Por favor, Ray, até parece que você não nos ama — disse Mikey, sorrindo timidamente.
Ray revirou os olhos e não respondeu.
Os quatro começaram a conversar sobre como foram as férias, passando logo ao assunto que chegaria inevitavelmente: a batalha do ano anterior.
— É uma droga que eu ainda não fosse maior de idade — Gerard reclamou. — Eu queria mesmo ter ajudado, mas fomos expulsos de lá.
— Eu sei, nem nos deram chances! — Ray concordou.
— Nós nem teríamos chances, de qualquer jeito — Hayley disse, arqueando as sobrancelhas. — Alguns menores que voltaram escondidos acabaram morrendo. Vocês sabem disso, não sabem?
Nenhum deles achou prudente contestar.
O apito anunciando a partida iminente do trem soou forte nos ouvidos de todos e a movimentação aumentou. Gerard e Mikey esticaram os pescoços e viram seus pais se aproximarem, terminando rapidamente uma conversa com algum outro casal.
— Estão prontos? — Donald perguntou, e abraçou o filho mais novo sem esperar resposta. — Comportem-se lá, ok?
— Qualquer coisa mandem uma coruja, ou se for mais urgente, tenho certeza que McGonagall não se importará em ceder uma lareira por alguns minutos...
Gerard e Mikey aceitaram quietos todas as recomendações e despedidas que se repetiam todos os anos, sabendo que não adiantava resistir. Eles só se veriam livres dos abraços e do falatório quando o trem já estivesse praticamente andando.
— Até o Natal! — foi a última coisa que Donna disse antes que eles subissem no trem, acenassem e fossem procurar uma cabine.
Passaram por Ray, sorriram e prosseguiram com a procura; Ray iria se sentar com seus amigos da Lufa-Lufa, provavelmente Steve Forrest e um garoto tímido que era conhecido como Mika.
Os irmãos levaram alguns minutos até encontrarem Hayley, que já havia embarcado há tempos. Acomodaram-se e suspiraram. Agora era só esperar.
— Eu sei que digo isso toda hora — Hayley comentou. — Mas eu realmente queria que o Ray fosse da Grifinória também.
— Eu sei — Mikey suspirou. — Ele é do meu ano, seria legal.
— Provavelmente mais legal do que andar com aqueles dois com quem ele anda — Gerard falou.
— Você mal fala com eles, como pode saber que não são legais? — Hayley disse, ligeiramente acusatória.
— Sei lá, são estranhos — Gerard respondeu, dando de ombros. — Aquele magrelo parece que é mudo, e o outro é cheio daquelas tatuagens de trouxas.
— Eu gosto delas — Hayley sorriu. — Acho que deixam ele bonito.
— É, mas não é só ele que tem dessas, né — Gerard falou, abaixando o tom de voz. — O Iero também tem algumas, eu vi no ano passado.
— Bem, ele pode ter muitos defeitos, dignos de um sonserino — Hayley disse, virando o rosto para a janela. — Mas ele também é bonito.
— Você acha? — Mikey questionou.
— Acho, não sou cega. Ele, o Armstrong e o Dirnt são os melhores da Sonserina. Pena que são tão idiotas.
— Mesma coisa pra Momsen — Gerard fez uma careta misturada com sorriso. — Ela é linda, mas...
— Sonserina — Hayley e Mikey disseram juntos.
— Ei, porque estão xingando? — ouviram uma voz vinda do corredor e viraram os rostos para descobrir mais um grifinório.
— Tré! — sorriram para ele e o convidaram para entrar.
— Não, valeu, eu vou ajudar o Potter.
Os três franziram as testas.
— Ajudar a quê?
— A respirar! Ninguém deixa ele e os outros dois em paz, fiquei com dó.
— Dó, claro — Hayley falou, irônica. — Não tem nada a ver com tentar se aproximar dele.
— Você acha que eu preciso ficar perto de alguém famoso para brilhar, Williams?
— Não, você faz isso muito bem sozinho.
— É bom que você saiba.
— Mas como você vai dispersar a multidão ao redor deles? — Mikey quis saber.
Tré Cool sorriu, de uma forma interessante e assustadora que era só dele.
— Eu fiz algumas compras antes de vir para cá.
— As Gemialidades Weasley?
Tré piscou e se afastou.
— Não se assustem se ouvirem uns barulhos meio altos — ele gritou antes de sumir.
Os três riram.
— Pelo menos temos ele na Grifinória — Gerard comentou. — Não é a mesma coisa que foi ter os gêmeos, mas ele dá um show particular.
Enquanto confirmavam com as cabeças, Hayley e Mikey viram passar pelo corredor mais dois conhecidos de outra Casa.
— Oi, vocês — Brian Molko e Stefan Olsdal falaram rapidamente, antes de sorrir e se encaminharem para uma cabine com outros alunos da Corvinal.
Em mais alguns segundos, ouviram as vozes de Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt no corredor e viraram juntos as cabeças para a janela. Só voltaram a se encarar quando perceberam que os sonserinos estavam longe, e repetiram a cena de ignorância solene quando Frank Iero passou com Taylor Momsen.
Continuaram a conversar sobre qualquer coisa conforme a viagem se alongava, imaginando que aquele ano seria como todos os outros; ou, se tivessem sorte, melhor que os outros. Era um pouco chato estar repetindo um ano inteiro, mas eles sabiam que não tinham aprendido nada direito sob o que era o domínio de Voldemort.
Ou seja: como em todos os dramas, nenhum deles esperava que qualquer coisa diferente fosse acontecer às suas mentes e corações. Nenhum imaginava que, em pouco tempo, muitas certezas cairiam, e eles se veriam perguntando quem era quem na história toda.
Porque, afinal, quando se trata de amor, como saber quem são os mocinhos e quem são os bandidos?
Notas finais
Eu acho que eu tinha alguma coisa pra falar... ah, se eu lembrar eu edito.
Ok, é isso, comentem, por favor ;-;
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