The Reason
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Pov. Esme
Me assustei com o que fiz, mas não podia deixar isso transparecer. Com toda certeza esse era um dos muitos dons que eu tinha e a Julia fez com que o Lino me fizesse esquecer. Depois que todos saíram me deixando com os capachos da Julia, contei a eles parte do meu plano para acabar com a raça de vampiros. Claro que era tudo uma farsa, já que os vampiros foram apenas ‘vitimas’ da Julia. Embora tenham matado o meu pai.
Não deu muito trabalho convencê-los daquela história boba. Mas eles mesmo assim se deram por satisfeitos, ainda que a idiota soltasse algo contraditório. Aquela morena teria uma morte especial e eu iria adorar cada detalhe.
–O que você disse a eles?- Lino pediu entrando na sala assustado.
–Isso só diz respeito a mim.- Sorri de canto passando por ele.
–Como fez aquilo?- Nathan perguntou atordoado entrando na sala acompanhado dos outros.
–Sabe que nem eu sei.- Fiz biquinho e sorri de canto.- Acho que já perdi tempo demais.- Falei e andando até o Lino colocando a mão no bolso da sua calça procurando o celular e olhando a hora.- Como previa. Atrasada.- Revirei os olhos andando calmamente em direção a porta.
–Onde vai?- Carmen pediu preocupada. Apenas ri a olhando maldosa.
–Sorry, Ness.- Sussurrei sarcástica tocando o queixo da pequena que me olhava chorosa.
–Você não vai.- Nathan falou segurando meu braço.
–E quem vai me impedir?- Pedi fazendo biquinho. Ele me olhou com raiva apertando ainda mais meu braço. Em apenas um movimento virei-o de costas para mim girei um pouco seu braço o empurrando contra suas costas enquanto ele gemia de dor.- Você é um reles humano, baby.
–Mas nós somos vampiros.- Eleazer falou dando um passo a frente junto com os outros.
–Desistam.- Bufei soltando meu irmãozinho.- Não sou nada de vocês, não os amo. Por que todo esse teatro?
–Porque nós a amamos Esme, não entende?- Carmem falou triste.
–Onw.- Fiz biquinho.- Sinto muito, mas eu não sinto o mesmo. Sabe como é, muito treinamento com a Julia nos deixa assim.- Suspirei dando de ombros.- Vão por mim, não há por que lutar por alguém que sempre vai ser do contra.
–O que te fez mudar tão depressa?- Carlisle perguntou confuso.
–As pessoas mudam.- Falei olhando para o Lino.- Umas para melhor outras para pior. É a vida.- Dei de ombros voltando a encara-lo.
–Essa não é você!- Lino murmurou dando um passo a frente.
–E quem sou eu?- Pedi cruzando os braços.- A menininha indefesa que perdeu os pais? A garota que não tem coragem de destruir e machucar?- Perguntei ironicamente andando em sua direção.- Ou aquele monstro que mata e destrói quando a hipnotizam? Aquele monstro que precisa matar para viver?
–Esta vendo? Essa culpa só prova o bom coração que você tem.- Eleazer falou sorrindo um pouco.
–Bons corações não guardam rancor ou ódio.- Ri o olhando no fundo dos olhos.- Bons corações não desejam matar ou se vingar.
–E quem você deseja matar, Esme?- Edward perguntou andando em minha direção parando de frente pra mim.
–Pra começar? O primeiro que se atrever a se meter em meu caminho.- Murmurei empurrando-o em cima dos outros Culens.
Dei as costas para todos saindo da casa. Minha garganta estava doendo cada vez mais, entretanto, dessa vez o que incomodava era o nó, o choro guardado por tanto tempo. Meu coração doía de uma forma inexplicável. Deixar todos para trás me fez repetir a dor da perda, dessa vez, multiplicada.
Ao essas alturas pelo menos três deles sabiam que eu estava fingindo. Mas esse era o único jeito de salva-los da Julia e os três sabiam disso.
Quando cheguei aqui não podia imaginar que tudo isso aconteceria, foram apenas alguns poucos dias e eu já tinha me apegado aos desconhecidos e me encantado pelo medico. Agora, depois de tudo estava arriscando minha vida em troca da deles, em troca da existência de reles vampiros. Seres que sempre odiei e treinei para derrotar, ser esse que eu me tornei, mas que ao contrario deles eu fui a única vilã. A única que matou, iludiu e feriu. A única que merece morrer para pagar por tudo.
Fale com o autor