The Reason
9 All of me
Notas iniciais
Pov. Carlisle
Como alguém podia mudar tanto em poucas horas? Sabia que no fundo aquilo era apenas uma armadura, via em seus olhos e gestos o quanto ela amava os Denali e protegia não só a eles como a nós também.
Porém, no momento o que mais me confundia era a vontade absurda que crescia em mim de ir a sua procura e faze-la mudar de ideia. Respirei fundo olhando para o Edward e ele assentiu com um olhar suplicante.
Andei até a porta puxando o ar com força sentindo seu cheiro. Corri em sua direção entre as árvores tomando o máximo de cuidado para ser rápido e atento a todo e qualquer movimento seu. Parei ao vê-la em posição de ataque agachada atrás de um tronco caído.
Me preparei para impedi-la ao ver que sua presa era um humano, mas não precisou já que ela se sentou no chão lutando contra si mesma.
–Vem.- Pedi segurando sua cintura a levando para longe dele.- Ficar perto não ajuda muito.
–Não pedi ajuda.- Falou grossamente me empurrando para se soltar.
–O que há com você?- Perguntei assustado.- Seus olhos denunciam seus sentimentos, suas ações demonstram o quanto você se importa. Do que foge? Por que conquista e depois fere?
–Quando eu precisar de criticas eu ligo.- Falou seria se aproximando.- Enquanto isso não acontece.. me esquece!- Murmurou entre dentes bem perto do meu rosto.
Não posso negar que senti meu corpo responder a esse gesto com um leve arrepio na espinha e um certo frio na barriga. Puxei-a pra mim colando nossos corpos.
–Se tem algo que eu não gosto mesmo sendo médico é ver alguém quebrar a cara.- Sussurrei sentindo seu corpo estremecer.
–Você vai quebrar isso e outra coisa se não me largar agora.- Falou no mesmo tom dividindo o olhar entre minha boca e meus olhos assim como eu fazia com ela.
–Se tem algo que eu aprendi com você nos últimos dias é que você só quebra a cara de quem não gosta e apenas se esse alguém machuca alguém que você gosta.- Sorri de canto andando com ela até uma arvore qualquer a encostando nela.
(Música: All Of Me- John Legend)
–Então entenda: primeiro lugar não gosto de você e segundo você esta me machucando e se tem alguém que eu gosto esse alguém sou eu mesma.- Sua respiração estava acelerada e seu rosto tão próximo que se fosse humano seu rosto agora seria apenas um borrão. Um marrento e lindo borrão.
–Se realmente não gosta de mim por que ainda estou vivo? Ou melhor por que ainda não usou alguns dos seus golpes e afastou seu corpo do meu?- Pedi espremendo ainda mais nossos corpos. A essas alturas meu membro já tinha ganhado vida e ela pareceu sentir pois amoleceu ainda mais em meus braços.
Olhei em seus olhos e estranhei em vê-los inundados, pensei em solta-la mas antes que o fizesse ela subiu uma das mãos, que estavam ‘presas’ entre nós dois, e a levou até minha nuca colando nossos lábios em um selinho demorado. Podia jurar que ela me mataria se eu tomasse uma atitude assim mas além de brava ela era confusa e, por mais louco que pareça, eu amava isso nela.
Logo ela nos afastou abrindo os olhos lentamente, senti meu corpo tomar partido da situação antes mesmo que eu pensasse. A puxei colando nossas bocas dessa vez em um beijo avassalador. Seus lábios se moviam de forma encantadora e apaixonante.
Desci minha mão pelo seu corpo até chegar em sua perna esquerda e a levantar na altura de minha cintura. Senti que o ar era necessário e separei nossas bocas deixando uma trilha de beijos molhados em seu rosto e pescoço. Sua mão em minha nuca segurou firme meus cabelos me deixando claro para não nos afastar e a outra entrou em minha camisa acariciando minhas costas me pondo louco.
Senti ela por as duas mãos em meu peitoral e respirar como se recobrasse a sanidade e me empurrou levando as mãos ao cabelo andando para longe de mim.
–Esme.- Chamei atordoado.
–Não Carlisle.- Respirou fundo ainda de costas para mim.
–Não digo eu, Esme.- Falei firme a virando para mim.- Depois do que aconteceu aqui, não vou nunca mais deixar você fugir.- Suspirei tocando seu rosto.- Tudo bem se não quiser falar sobre nós, mas pelo menos por um momento me diga como ajudar.
–Como pode achar que..
–Eu senti.- Murmurei levando minha mão a sua nuca, não com alguma maldade apenas para faze-la me olhar descansando a outra em sua cintura mantendo uma distancia entre nós.- Eu vi em seus olhos o quanto teme por nós, vi você defender a Nessie, vi seus olhos inundados quando descobriu que já havia matado humanos. Eu posso não te conhecer a anos, mas algo em mim sempre me leva a você.- Suspirei acariciando seu rosto com o polegar.- Primeiro quando você chegou e eu não pude pensar em outra coisa, depois no nosso quase beijo e o medo que senti ao ver a onça em cima de você e hoje quando você saiu pela porta e meu coração me trouxe até você.
–Você não entende o quão perigoso isso é.- Suspirou tocando minha mão em seu rosto.
–Sou vampiro Esme, corro perigo de ser descoberto e morto a todo tempo desde 1663.
–Isso é diferente.- Murmurou tocando meu rosto com as duas mãos.- Eu sou um monstro Carlisle, mas a Julia quando quer é mil vezes pior. Não quero que se arrisquem por mim, não quero que a Nessie viva o mesmo que eu e veja a Julia os matar.
–Eu lutei pela Nessie e sei que eles me ajudaram a lutar por você.- Falei firme a olhando nos olhos.
–Isso é loucura, mal nos conhecemos.- Nos afastou andando com as mãos nos cabelos.
–Você não pensou nisso quando salvou a Renesme ou quando voltou ao saber que aqueles imbecis estavam na casa.
–É errado envolver vocês nisso Carlisle, você não sabe a gravidade.- Suspirou se virando para me olhar.
–Então me conte, o que de tão grave me espera.- Pedi segurando sua cintura com uma mão de cada lado.
–Os volturi, a Júlia é comparsa do Aro.- Falou depois de suspirar varias vezes.- Eles querem matar vocês Carlisle, o Aro quer a Kate, Alice, Bella e Edward no clã dele.
Soltei o ar que nem percebi ter prendido e a abracei apertado. Era fato, eu tinha me apaixonado por ela e de forma alguma permitiria que ela e minha família corressem perigo.
Se depender de mim o Aro nunca teria o gosto de matar meus familiares. Eu mesmo me encarregaria de impedi-lo nem que isso custasse minha própria existência.
Beijei a cabeça da Esme ao sentir ela me apertar no abraço e chorar silenciosamente.
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