The Rager
11 Minha por completo
Notas iniciais
~ DAMON~
O medico continuava avaliando a tela em silencio e Elena parecia cada vez mais nervosa.
– Você teve algum sangramento após a queda, ou mesmo antes, Elena? – perguntou ele. Elena negou com a cabeça.
– Não, nada de sangue, nem antes nem depois. – respondeu. – Isso é bom, não é? – perguntou tentando se prender á algo positivo a pequena princesa.
– Normalmente seria. – disse serio desligando a tela.
– Normalmente, como assim Doutor? – perguntou Elena se sentando. Não era obvio o porque?
– Na sua queda provavelmente, o feto veio a óbito.
– Não... Eu não tive sangramento nenhum. Meu bebe esta aqui! – disse colocando a mão no ventre. – Eles está aqui e esta bem! – garantiu como se sua palavra valesse mais que a do medico.
– Elena, você caiu de lado... Ainda esta no primeiro trimestre. Nesse período o repouso é fundamental, para que o aborto não aconteça. Qualquer tipo de pequeno acidente pode ocasionar isso. É normal...
– Normal? – interrompeu indignada. – Normal é uma criança nascer, não morrer, Doutor!
– Isso acontece mais do que imagina Elena. – disse levantando e indo ate uma pequena mesa, fazendo anotações. – Bom, você ira fazer uma curetagem agora, para retirar o feto morto... – disse.
– O que? Não! – Lena se encolheu na cama e agarrou meu braço. – Dam, — me olhou. – não deixa... Por favor, não deixa tirarem meu bebe de mim! – naquela era, quando olhei seus olhos desesperados e uma das mãos protetoramente sobre o ventre, meu deu um incomodo aperto no peito. Beijei sua testa e afaguei seu belo rosto.
– Lena, você precisa fazer isso... – falei baixo.
– Não, Damon, não, por favor... – disse começando a chorar baixo. A puxei para um abraço e ela passou a chorar como uma criança, comecei a nina-la ate que adormeceu.
O médico veio até mim, me olhando curioso, me entregou a receita.
– Sinto muito pelo filho de vocês. – disse serio.
– Não era meu, apenas dela e de um ex- noivo que ela teve. – falei rude.
– Isso explica sua frieza. – disse o medico me olhando desconfiado.
– Bom, agora que ela dorme porque não faz o que tem que fazer logo? Quero ir para casa. – falei a colocando na maca e saindo do quarto.
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Após um tempo na sala de espera Elena estava bem e esperava no quarto novamente. Quando entrei ela estava pálida e com os olhos inchados de chorar. Fui até seu lado e apertei sua mao, ela nada disse. Logo o medico entrou novamente e começou a dar as recomendações.
– Bom, Elena, você ira tomar antibióticos, já preparei as receitas para você. Deve evitar ao máximo engravidar nos próximos seis meses, sim? Repouso durante três dias, pelo menos, por favor, respeite isso. É muito importante. Por hoje, alimentos leves por causa da anestesia. Sem banho de banheira e piscina, apenas chuveiro. Nos próximos dias você terá um ciclo parecido com o menstrual, mas deve durar mais que o normal. E para fechar com chave de ouro, 45 dias de resguardo mocinha. – eu ouvi bem a ultima parte?
– O que o senhor falou? – perguntei tentando parecer calmo.
– Quarenta e cinco dias rapaz, algum problema? – perguntou.
– Não, claro que não. – Elena falou com a voz baixa e rouca. – Seguiremos tudo direitinho, não é Damon? – perguntou apertando minha mão.
– Claro que sim , querida. – falei e dei um pequeno beijo em sua mão, sorrindo forçado.
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Após chegarmos e Elena estar devidamente posta na cama e alimentada a campainha tocou, Elena fizera questão de chamar o pé rapado, atendi a porta com cara de poucos amigos. Ele logo foi entrando desesperado com lagrimas nos olhos.
– Como aconteceu? – sentou no sofá tentando se acalmar, passando as mãos desesperado pelos cabelos. Pobre louco, fechei a porta revirando os olhos.
– Ela caiu da escada no trabalho. – falei simplesmente e fui me servir de whisky.
– Você não parece se importar nem um pouco. – falou me olhando frio, eu ri, que medo!
– O filho não era meu. – levantei o copo e pisquei, dando um longo gole.
– Não sei porque, mas acho que você tem algo haver com isso. – disse se levantando e vindo ate mim cruzando os braços. – E também com a loura que me embebedou.
– Eu não gosto de você. – falei irônico.
– Você não faz nenhuma questão de negar. – disse indignado.
– Porque faria? Eu queria Elena, ela é minha, agora por completo. – dei de ombros. – Sejamos realistas, você também não queria conviver comigo a vida toda, foi melhor assim. – ele tentou partir pra cima de mim, mas fui mais rápido e o peguei pelo pescoço aperto forte. – Saia daqui antes que eu perca a paciência.
– Eu sei que foi você! — disse tentando soltar minha mão de seu pescoço.
– Não, não fui. O que aconteceu foi pura fatalidade, agora saia antes que eu quebre seu pescoço, e acredite, eu posso. Fiz anos e ano de judô e varias outras modalidades. Esse corpinho não foi adquirido com facilidade. – falei irônico e seu olhar de mim era raiva e ódio puro. – E Elena o aproveita todas as noites. – ele se soltou, e saiu pela porta batendo forte. – Sujeitinho dramático. – revirei os olhos e peguei o suco de melancia, logo subindo a escada e adentrando o quarto onde Elena estava.
– Stefan não veio? – perguntou-me.
– Não, nem deu as caras. Mas não se preocupe meu amor, — afaguei seu rosto perfeito. – eu vou cuidar de você.
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