The Rager
2 Inocência....
~DAMON~
Levei o copo de whisky á boca e tirei o celular do bolso, discando o numero da garota Elena. No segundo toque fui atendido por uma voz de homem.
– Alo?
– Elena, por favor. – falei.
– Aqui é o namorado dela. Posso ajudar?
– Não, eu gostaria de falar com ela, por favor.
– Certo, um momento. – do outro lado da linha eu ouvia os múrmuros baixos deles.
– É um homem. – disse o namorado.
– Que homem Stefan?
– Isso já é com você.
– Para com isso! – falou Elena.
– Não vai sair hoje, vai? Você sabe que está fazendo oito anos que nos conhecemos e...
– Calma. Me de esse telefone! – suas palavras agora eram direcionadas á mim. – Sim?
– Olá Elena, é Damon.
– Ah, oi. Tudo bem?
– Sim, claro e você?
– Eu estou ótima. – ela parecia realmente animada.
– Fico feliz. Mas, — tinha que ser muito cara de pau para convidar uma mulher comprometida para sair. Mas eu estava nem ai, eu a queria. – eu queria saber se você gostaria de fazer alguma coisa um dia desses...
– Claro que sim! Que dia?
– Amanha á noite eu passo para te pegar, pode ser?
– Claro! Aonde vamos?
– Pensei em um cinema, algo assim. Poderíamos jantar também... Posso te pegar ás 20:00h?
– Sim, pode. Até amanha.
– Até. – desliguei e fiquei olhando o celular. Eu não acreditava que ela realmente havia aceitado. Geralmente mulheres comprometidas não saiam com outros homens... Sei lá. Mas um jantar e depois um cinema... Depois do jantar eu poderia tentar algo.
~ELENA~
Desliguei e Stef me olhava especulativo.
– O que? – perguntei.
– Vai sair com esse cara ai? Quem é ele?
– Eu dividi a mesa com ele ontem no almoço. Todos os lugares que fui estavam cheios e no Starbucks havia apenas uma mesa, então dividimos. Ele me convidou para jantar e ir ver um filme no cinema... Nada demais. – dei de ombros. Aquilo realmente não era nada demais.
– Elena, esse cara quer você.
– Não, não quer. Você sabe que adoro fazer amigos, e é isso que ele é. Um amigo.
– Você é inocente demais ás vezes. – disse afagando meu rosto. – E isso pode fazer você se machucar um dia, anjo. Você espera sempre o melhor dos outros.
– É só um amigo, nem todo mundo tem malicia. E não vai passar de amizade, prometo.
– Confio em você. E quero te propor uma coisa. – disse sorridente.
– Que coisa? – perguntei sorrindo e me aproximando dele. Stefan não disse nada, apenas me puxou pelo braço em direção ao quarto de casal do nosso apartamento. Sorriu de orelha a orelha e abriu a porta do quarto me dando espaço para entrar.
Ao entrar me deparei com um quarto escuro e veio de velas e flores. Sorri para ele.
– O que é isso? – ele me olhava com expectativa.
– Isso? – ele se ajoelhou á minha frente, levei as mãos á boca. Oh meu Deus! – Isso seria... – Stef tirou do bolso uma caixinha preta de veludo. – Seria eu te pedindo em casamento. Elena Gilbert, você me daria à honra de s... – não o deixei terminar e o beijei. Minha língua se encontrando com a dele, me separei e o olhei nos olhos. – E isso foi um sim?
– Claro que foi! Em todas as línguas, de todas as formas... Sim! Eu te amo te amo tanto, meu amor... – começamos a nos beijar novamente dessa vez com mais urgência. Stefan me pegou no colo e me prensou na parede, começou a beijar meu pescoço. De repente parou e me olhou nos olhos.
– Eu quero um filho seu, Elena. – disse olhando nos meus olhos.
– Eu também... – sorri abertamente.
– Que tal começarmos a tentar agora? Sem camisinha, você para com a pílula...
– Certo... Eu estou sem tomar e no período fértil, então...
– Perfeito amor. – Stefan voltou a me beijar, sem pressa. Apenas amor. Andamos em direção á cama, ele acima de mim desceu os beijos para meu pescoço. Nos despimos sem pressa e ele entrou em mim. Sempre era assim, perfeito. Extremamente romântico. Eu tinha a vida que qualquer mulher queria, Stefan era perfeito.
[...]
O interfone tocou e Damon me esperava no saguão. Eu já estava pronta para sair com Damon. Dei um beijo no meu noivo e desci de encontro ao meu novo amigo.
– Oi Damon. – disse quando o vi. Ele estava bonito, era um homem muito bonito.
– Oi linda, vamos? – ele sorriu de lado.
– Claro. – saímos do prédio e fomos até seu Audi R8. – Carro bonito. – falei sorrindo.
– Obrigado. Se importa de vermos o filme antes e jantar depois?
– Não, claro que não.
~DAMON~
Assistimos um filme romântico, mas Elena não deu sinal algum de interesse. Nesse jantar eu teria que dar algum sinal.
Fomos a um restaurante italiano. Elena era encantadora, sorridente, pra cima e acima de tudo extremamente inocente. Eu estava com ela a duas horas e já havia o quão inocente ela era. Seria fácil tê-la.
– Seu namorado não se importa com você sair com outro homem? – perguntei.
– Stefan confia em mim. E ele sabe o quanto gosto de aproveitar a vida e fazer novos amigos, então... – amigo? Ela não acha mesmo que um cara como eu quer ser apenas seu amigo, acha?
– Isso parece... Muito bom.
– E é. Não me sinto presa, ou controlada. Por isso vamos nos casar, nos amamos de verdade, um confia no outro e nos respeitamos... – pera ai, eu ouvi direito?
– Casar? – a interrompi no meio da frase.
– Sim.
– Não eram namorados.
– Ele pediu ontem á noite. – disse como de não fosse nada demais.
Merda!
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