The Quest From The Chalice
9 Bônus Escritora: Cilada
Notas iniciais
Pov's Escritora
"Então ele se levantou do sofá e foi até a frente da casa. Ficou parado algum tempo. O que ele estava fazendo? Eu não faço idéia."
O garoto apenas ficou parado. Ou pelo menos era isso que seus amigos pensavam.
–O que ele está fazendo?- Perguntou Lawrence
–Eu não faço a mínima ideia- Disse Thalia
–Só espero que ele não faça nada de prejudicial a mente novata de semideusa de Emily- Disse Jessica
Percy não ouvia nada, apenas se concentrava em pedir ajuda ao seu amigo. Depois de um tempo, conseguiu fazer contato. Em poucos minutos. Um lindo cavalo alado negro pousou em frente a Percy, que sorriu ao ver o amigo.
" Chamou, chefinho? " O pégasus perguntou mentalmente
" Já disse pra você não me chamar de chefinho. Ou chefe. Ou mestre, Blackjack! "
" Você está bem ( Mal ) humorado hoje, em chefe? "
" Tenho que te pedir uma coisa. Preciso que leve uma pessoa para o Acampamento. O nome dela é Emily. Nós a descobrimos hoje, na nossa busca por Equidna. Ela nos deu informações, o que é difícil para um mero mortal, portanto, nós levamos em conta a opção de ela ser uma semideusa. Descobrimos, também, que sua mãe é Atena " O pégasus o olhou confuso, com uma expressão de como você sabe? " Longa história. Mas voltando ao assunto, ela não pode vir com a gente na missão, é perigoso e ela não tem treinamento. Então, pode me fazer esse favor? "
" Claro que posso, mestre. Quando quer que eu leve? "
" Agora seria incômodo? "
" Claro que não. Mas você sabe que tem que me dar... "
" Torrões de Açúcar, eu estou ligado. Pode ? "
" Tudo bem! Tendo torrões de açúcar no meio dessa parada, eu estou dentro " Respondeu o cavalo exasperado
O rapaz riu da empolgação do seu pégasus. Atrás dele, Emily o olhou com um semblante de confusão, fazendo os outros rirem ainda mais.
–Alguém pode me explicar o por quê de o Percy estar rindo sozinho com um cavalo voador a sua frente?- Perguntou a garota
Thalia riu um pouco mais antes de responder:
–Perseu é filho de Poseidon, deus dos mares, mas também é o criador dos cavalos, o que dá vantagens sobre seus filhos. Eles tem o poder de falar com cavalos. Ele, provavelmente, está tentando fazer com que Blackjack leve você até o nosso Acampamento. Você tem que ser treinada
–Mas, minha vó?
–Ela vai ficar bem. Sairão da cola dela quando você sair também
–Eu falei pra vocês que conseguiria uma carona pra Emily. Eu sou demais!- Falou Percy se aproximando. Annabeth riu e todos ali presente bufaram em reprovação e Blackjack relinchou, como se dissesse Hey! EU sou a carona, EU sou demais...
–Emily, o certo seria você subir e deixar que Blackjack lhe guie. Pode manter a ordem natural das coisas?- Perguntou o filho de Poseidon
–Acho que posso fazer um esforço- Ela riu
–Sobe ai, então
A garota ruiva subiu e tentou ficar equilibrada em cima do cavalo. Depois que subiu, mandou um olhar relativamente tímido a Lawrence, que entendeu como um Até Mais e retribuiu com um sorriso. Depois da troca de olhares nada discreta, Blackjack rumou para o Acampamento por entre as nuvens.
–Acho que já podemos ficar tranquilos- Disse Annabeth
–É. Acho que sim
Mas o que eles não sabiam é que ninguém poderia ficar tranquilo. Não agora. Eles incomodaram a fera. Terão que assumir as consequências....
Enquanto isso, nas nuvens...
Blackjack voava o mais rápido que conseguia. Afinal, estava em Nova Jersey, não tão longe assim de sua casa. Após as despedidas, rumou para o Acampamento. Ele poderia ser um cavalo, mas sabia que alguma coisa estava errada. Essas não são as ordens naturais das coisas. Um semideus não consegue achar outro assim, com tanta rapidez. E pelo fato de sempre estar com meios-sangues ao seu redor, sabia que ela não cheirava como tal. Mas ignorou essa sensação rapidamente. Apenas abriu as asas e voou o mais depressa possível.
Emily estava com o pensamento em outro lugar. Lawrence. Por mais impossível que fosse de acreditar, ela apaixonou-se a primeira vista. Logo ela, que ia contra as leis do amor; Que não acreditava que um pessoa poderia ser feliz dependendo de outra pessoa, por mais clichê que isso fosse; Que não poderia sonhar em tornar isso realidade. Afinal, quando se é um ser totalmente desprezível, um ser que as pessoas estão atrás para que ela seja novamente jogada no Tártaro.
Tenho certeza que na sua cabeça, nada escrito naquele parágrafo está fazendo sentido. Pois bem! Eu explico. Emily na verdade, é um monstro. Um horrendo e temível monstro. E agora, a pergunta que não quer calar: Qual? Eu falo isso pra vocês logo em seguida. Apenas preste atenção nos fatos.
Flashback On
" Ela era apenas mais uma garota na escola. Quieta e imperceptível. Linda, mas calada; Inteligente, mas tímida. Tinha 15 anos, mas o seu rostinho de 12 escondia todas as evidencias.
Ela estava vagueando pela escola. Sua aula de Educação Física acabara fazia um tempinho. Então estava em tempo livre. Queria pensar. Apenas deixava que suas pernas lhe guiasse pra onde quer que fosse. Só queria sair daquele mundo. Mundo onde as pessoas só se importavam com si mesmas, popularidade e álcool. Pessoas hipócritas e bipolares.
Emily já andava a um bom tempo. Estava tão imersa em seus pensamentos que não notou quando alguém tocou seu ombro.
–Petter!- Gritou a garota assustada. Ele riu
–Desculpe Emy. Não queria te assustar
Petter Seycliff. A única pessoa idiota o bastante ( Na sua mente ) pra querer, ao menos, chegar perto dela. Ele era seu melhor amigo desde quando entro na Granville CS. Era um típico menino bonito. Cabelos loiros, olhos de um azul extremamente intensos, lábios levemente avermelhados e tinha a pele mais pálida que Emily já vira. Ele tinha 16 anos e metade das garotas da escola se jogariam de um abismo por ele. Mas ele escolheu ficar com ela. Escolheu a amizade dela. E isso, pra ela era o bastante.
–Tudo bem, Petter. Então, a que devo a honra de sua ilustre presença, Vossa Majestade?- Ela brincou fazendo um reverencia
–O Príncipe Petter aqui- Ele apontou seus polegares pra si- gostaria de convidar a eterna Rainha do Gelo para um passeio
–Já falei pra não me chamar assim, idiota. Mas tudo bem, hoje estou de bom humor, aceito seu pedido. Mas eu vou ter que trocar de roupa- Disse ela indicando sua roupa
–Ta legal, mas não demora
Ela murmurou um 'okay' e saiu como um furacão pelo corredor. Deu tempo, somente, de chegar ao seu armário pegar suas roupas e partir para o vestiário feminino. Despiu-se e entro no chuveiro. Depois de 5 minutos embaixo d'agua, saiu e vestiu-se. Usou um blusa preta de mangas até o cotovelo; Uma saia xadrez preta, vermelha e branca que ia até metade das coxas; Um gorro vermelho e seu velho all star de cano longo preto com branco com os dizeres ' I LOVE SKATE '. Olhou- se no espelho e saiu. Quando chegou ao armário, encontro uma carta com as seguintes palavras em uma caligrafia desconhecida:
Olá Emy! Sou uma pessoa que conhece a muito tempo. Infelizmente não posso me identificar agora, mas se quiser saber quem sou eu, vá ao jardim que fica parte externa da biblioteca. Te espero lá!
Com muito amor,
Anônimo.
No começo ela estranhou, mas sua maldita curiosidade falou mais alto. Como dito no bilhete, Emily seguiu para o jardim. Chegando lá, encontrou apenas o garoto que mais odeia no mundo: Ryan Spencers.
–Hey!
–O que você quer, Spencers?- Perguntou com sua melhor cara de tédio
–Quero apenas conversar- De repente sua voz engrossou- Você é importante para essa missão, Emily Howell
–Missão? Que missão? O que aconteceu com você, Ryan Spencers? Não me venha com essas brincadeirinhas idiotas!
–Meu nome é Equidna. Mãe de muitos dos seres mais aterrorizantes que extistem na terra e no Tártaro. Eres a única semideusa dessa escola. Tem de ser você
E antes que Emily pudesse aparentar qualquer reação, a fera segurou seu rosto com suas mãos e transferiu sua essência do corpo de Ryan, este que estava com o corpo quase completamente queimado por ser apenas um mortal. Após isso, deixou-se ser tomada pela inconciência. "
Flashback Off
E para aquela sua pergunta: Sim, Equidna estava habitando o corpo de Emily Howell. E estava quase pronta para tomar o liquido do Cálice.
A garota lutava com todas as suas forças dentro de si. Presenciava tudo o que acontecia, mas não havia como lutar. Não havia formas de se libertar. Aquilo lhe corroia. Era como se sua alma fosse se esvaindo a cada minuto que aquele ser se apossava de seu corpo.
E de fato era.
Blackjack estava muito perto de pousar na Acampamento. 100... 75... 50... 25 metros e já podia ver Peleus na Colina Meio-Sangue. Aterrissou. E foi nessa hora que Equidna resolveu colocar seu plano em prática.
Desceu do cavalo, ficando ao seu lado. Deu-lhe um chute na barriga, fazendo lhe ir ao chão e enquanto Blackjack tentava ficar de pé, pegou um galho grosso de uma árvore próima dali e enterrou a faca em seu coração. Ele cambaleou e caiu novamente relinchando de dor. E assim adentrou o Acampamento.
" Chefe, cuidado com a Emily. Ela é perigosa. Ela me machucou, não vou sobreviver por muito tempo. Ela entrou no Acampamento. Jogue-a no Tártaro "
E lá em Trenton, o coração do jovem semideus se apertou
" Blackjack! Blackjack! "
Percy, que estava sentado no sofá, levantou-se em um pulo, assunstando a todos.
–Blackjack! Ele está correndo perigo- Gritou
" Estou muito machucado, não posso continu... "
Os olhos verdes do garoto começaram a lacrimejar. Pois na sua cabeça, aquelas foram as últimas palavras de seu pégasus.
Fale com o autor