The Queen

8 Capitulo 8 - Promessas e pecados no altar


Notas iniciais
Desculpem a demora, Boa leitura!

POV: Renesmee

Fechei meus punhos para disfarçar o tremor em minhas mãos. Meu coração não poderia estar mais acelerado; eu sentia cada parte do meu corpo suar. O nervosismo estava à flor da pele — e não apenas o nervosismo, mas a raiva também.

Fixei meus olhos em Claire, que ostentava um sorriso de vitória pairando sobre os lábios. Jacob permanecia calado.

— Não tocará em um fio de cabelo meu. Estou esperando um filho, estou esperando o herdeiro do futuro rei — gabou-se, sorridente, como se tivesse vencido alguma disputa.

Diante daquela situação, comecei a rir em escárnio. Jacob, por fim, olhou para mim sem entender, por cima dos ombros. Claire franziu o cenho, os olhos fulminando de raiva. Eu não conseguia parar de rir; seria cômico, se não fosse trágico.

— Ora, Claire, o que esperas agora? Que eu tire meu vestido e lhe dê para que se case em meu lugar? Ou melhor, talvez façamos um acordo: eu não me caso com Jacob e, em troca, você fica com ele em segredo? — sorri cinicamente. — Você é tão tola que me causa náuseas.

Ela me fitou enraivecida.

— Eu…

— Vamos analisar a situação, senhorita. — interrompi. — Você é prima do futuro rei, mantinham um caso escondido, algo que a Igreja Católica abomina. O seu filho, aquele que você acha que lhe garante alguma coisa, é fruto do pecado, fruto de um incesto… isso se não nascer uma aberração.

Ela me encarou, amedrontada.

— Aberração?!

— O preço do pecado é caro — avisei, e ela engoliu em seco. — Coloque nessa sua cabecinha que o que carregas em seu ventre nada mais é do que um bastardo, que nunca terá favorecimentos e nunca lhe proporcionará favorecimentos.

— Jacob! — ela o chamou.

Ele a encarou friamente.

— Não tens como provar que essa criança é minha. Deitavas com metade do palácio — respondeu, ríspido.

— Desgraçada! — ela gritou para mim.

Sorri calmamente.

— E você é apenas uma meretriz. Posso ser desgraçada, como xingas, mas em poucos minutos serei sua rainha, e você se arrependerá de ter cruzado o meu caminho.

Ela engoliu em seco, abraçando a barriga. Empinei o nariz, cobrindo meu rosto com o véu.

— Jacob, por Deus! Eu carrego um filho seu! Eu juro que esta criança é sua! — Claire se ajoelhou, implorando, o rosto já inundado de lágrimas.

Jacob a fitou sério, inexpressivo. Engoli em seco. Eu não podia sentir pena dela. Não podia!

— Venha, meu senhor — estendi a mão para ele.

Jacob tirou os olhos de Claire e me olhou.

— Com licença. Após o casamento decidiremos seu destino, prima. Até lá, sugiro que se contenha — ordenou, firme.

Ele segurou minha mão, e saí do quarto com ele logo atrás. Assim que atravessamos o corredor, vi meu pai e minha mãe aguardando alguns metros à frente.

— Oh… minha filha! Está maravilhosa, por Deus — meu pai disse, embasbacado.

Sorri e caminhei até ele, abraçando-o com força. Suspirei fundo. Meu porto seguro. A sensação de conforto e segurança me envolveu por completo, como se o chão tivesse sido reconstruído sob meus pés. Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Pai… estava com tantas saudades — murmurei.

— Minha princesa, eu também estava — respondeu, segurando meu rosto entre as mãos.

Virei-me para minha mãe, com o rosto inundado em lágrimas.

— Mãe, não precisa prantear dessa maneira — resmunguei, abraçando-a e sentindo aquele cheiro reconfortante de mãe.

— Querida filha, está deslumbrante — disse ela, afastando-se um pouco para me observar.

— Obrigada.

— Por Deus, é o seu noivo, o futuro rei? — comentou, apontando para Jacob.

— Sim… sou o noivo — ele respondeu.

— Príncipe Jacob, é uma honra conhecê-lo — meu pai disse, dando um passo à frente.

Jacob fez uma breve reverência.

— Rei Edward, a honra é minha.

— O noivo ver a noiva antes do casamento dá azar — Bela comentou, assustada.

— Tudo bem, mãe. Já estamos praticamente no pé do altar — tentei tranquilizá-la.

— Ora, sem discussões. Vá para o seu lugar no altar, sr. Jacob — ordenou ela, rindo. — E é um prazer conhecê-lo, milorde.

— Perdoe minha esposa — meu pai brincou. — Bela sempre foi mandona.

Jacob riu.

— Já devo estar lá. Até logo, minha princesa — disse, beijando minha mão.

Respirei fundo diante das enormes portas fechadas. Minhas mãos estavam geladas, e meu coração acelerado. Meu pai se colocou ao meu lado e ofereceu o braço.

— Está pronta?

— É claro que estou. Eu sou uma Cullen — brinquei.

— Tudo bem se estiver com medo — sussurrou.

— Não estou com medo… estou curiosa. O desconhecido não me causa medo, mas curiosidade.

Ele assentiu orgulhoso.

A música dos violinos ecoou, e as portas se abriram. O salão estava magnífico. No altar, Jacob me aguardava. Caminhei lentamente pelo corredor, contando as pétalas de rosas no chão. Ao chegar até ele, meu pai entregou minha mão à sua.

— Sentem-se, por favor — pediu o padre.

A cerimônia seguiu solene. Promessas foram feitas, juramentos ditos diante de Deus e dos homens.

— Amém — respondemos juntos.

Quando o padre declarou nossa união, Jacob levantou meu véu. Ele beijou meus lábios suavemente, apenas tocando-os, e se afastou. O salão explodiu em aplausos.

— O que Deus uniu, o homem não separará — finalizou o padre.

Notas finais
Comentem, pessoas, beijos!