The Queen

4 Capitulo 4 - Entre Orgulho, Provocação e Desejo


Notas iniciais
Não tenho muito que dizer, apenas me desculpem pela demora, espero que não abandonem essa autora relapsa. E claro, muito obrigada a Arco Íres, que recomendou esta história, um beijo grande, suas palavras me inspiraram, dedico este capitulo a você!!!!!!!..... Enfim, Boa Leitura!

POV: Jacob

Entrei no meu quarto, batendo a porta com força atrás de mim. Renesmee conseguia me tirar do sério. Como podia ser tão impertinente? Ela era uma mulher completamente diferente de todas que eu já conheci: imponente, autoconfiante, sem medo de expor sua opinião — mesmo que fosse para mim e, ouso dizer, até para o meu tio, se tivesse oportunidade.

Mesmo que me irritasse com seu jeito de jogar na minha cara todos os erros que eu cometia, eu ainda conseguia admirá-la, e isso me deixava ainda mais louco.

Sentei-me na cama e logo a porta foi aberta, revelando Claire. Respirei fundo.

— Era só o que me faltava mesmo — grunhi, passando as mãos no rosto.

— Eu vi a sua discussão com Renesmee no corredor… — ela sorriu abertamente. — E você deve estar muito contente com isso, aposto.

— E você deve estar também — respondi sarcasticamente.

Ela suspirou, fazendo uma cara cínica.

— É, devo admitir… triste é que não estou.

— Renesmee é sem educação, não respeita os homens como deveria, se expõe demais. E acredite: quando se casarem, irá expor você também. Não me parece que conseguirá mantê-la nas rédeas. Ela não é uma mulher que se deixa controlar. Uma hora ou outra vai fazê-lo passar vergonha. Imagine só: o futuro rei sendo envergonhado por uma rainha que não sabe o seu lugar. Seria um escândalo.

Claire caminhou até mim de forma sensual.

— Tome cuidado, priminha, para não se afogar com o seu próprio veneno — soltei um risinho.

— Você deixa ela fazer o que quiser com você — Claire fez um bico.

— Não. Em alguns pontos ela tem razão. Eu é que não tenho de deixar você fazer o que quer comigo.

Ela revirou os olhos.

— Não vou gastar meu latim com você, Jacob. Você não enxerga nela nada além de um rostinho bonito.

— Você está enganada, Claire — resmunguei.

— Eu vi como você ficou bravo com a falta de respeito dela.

— Viu mesmo a discussão inteira? — arqueei uma sobrancelha.

— Fiquei satisfeita com a parte em que você esbofeteou ela e saiu.

Bufei.

— Não vou lhe dar explicações sobre o que você não viu. Eu não posso simplesmente amarrar Renesmee e obrigá-la a agir como eu quero. Ela tem personalidade própria.

Sorri, e ela franziu o cenho.

— Perdoe-me, não ficarei aqui ouvindo você se derramar por ela.

— Eu não te chamei no meu quarto.

Ela me encarou.

— Só não consigo acreditar que você vai se casar.

Sentou-se ao meu lado na cama.

— É, mas vou. E você precisa se conformar e parar de nos importunar.

Ela suspirou, sorrindo de canto.

— Sinto muito por ter me apaixonado por você.

— Nunca lhe dei esperanças, ainda mais sendo minha prima. Você sabe que isso é proibido.

— Sim, eu sei… Muito bem, vou deixar você em paz.

Ela sorriu.

— Ótimo.

— Mas você merece um presente de casamento, meu futuro rei.

Virei-me curioso. Claire umedeceu os lábios, colou-os aos meus em um breve selinho e se afastou. Fiquei atordoado enquanto ela saía do quarto sorrindo.

Claire realmente não tinha limites. Deus!

O horário do almoço se aproximava, então me arrumei e fui até o escritório do meu tio.

— Com licença.

Adrien se levantou levemente ao me ver.

— Entre, meu sobrinho… O que há de errado?

— Me desentendi com Renesmee — murmurei, jogando-me em uma das poltronas.

— Ora, mas por quê? Parecia tudo em ordem.

— Renesmee é impossível! — joguei as mãos para o ar. — Se pensa que será fácil tirar algo dela, está muito enganado.

Adrien riu longamente.

— E quem disse que seria fácil? Ela tem personalidade forte. Vem de uma família onde as mulheres têm voz ativa. Se quer conquistá-la, terá de usar outros métodos.

— Ela me deu um tapa! No futuro rei!

— Acha mesmo que pode domar essa fera? — ele riu novamente. — Se quer descobrir seus segredos, precisa fazer a futura rainha se apaixonar por você.

O tom soou como uma ordem.

— Queremos? — franzi o cenho. — Logo serei rei e não sei se quero isso. Tudo isso foi ideia sua.

— Você tem de continuar o legado da família!

— Serei um rei lembrado pelas minhas decisões, não porque o senhor mandava em mim.

Ele sorriu em deboche, falando sobre poder, alianças e dominação. Quando tentei me afastar disso, ele foi claro:

— É um jogo perigoso, Jacob. E para ser rei, precisa aprender a jogar.

— Renesmee não fará parte disso — afirmei firme.

Adrien sorriu de forma venenosa.

— Essa mulher está mexendo com você… cuidado para não se tornar um rei fraco.

Ele saiu, me deixando ainda mais confuso.

POV: Renesmee

Sentei-me à mesa em frente a Jacob. Adrien estava na ponta, comendo em silêncio. Claire, ao lado de Jacob, me lançava olhares debochados o tempo inteiro.

— Ficou sabendo da discussão dos futuros soberanos, pai? — Claire perguntou.

— Fiquei. E não é de nossa conta.

— Não acho apropriado a futura rainha dar uma bofetada no futuro rei.

— Fique em silêncio antes que eu também lhe dê uma bofetada, princesa — respondi fria.

Jacob me repreendeu, mas devolvi o olhar.

— Quer falar de classe, Claire? Por onde quer que eu comece?

A discussão escalou rapidamente. Claire provocou, insultou meu pai, me chamou de princesa devolvida. Perdi a paciência.

Avancei sobre ela por cima da mesa. Jacob e Eliot nos separaram.

— JÁ BASTA! — Adrien gritou.

Fui levada para os jardins por Eliot, ainda tremendo de raiva.

— Todos sabem da relação entre Jacob e Claire — ele explicou.

— Isso é um pecado.

— Neste castelo, tudo fica por baixo dos panos.

Conversamos sobre poder, corrupção e o futuro do reino. Ele me disse que eu poderia mudar tudo.

— Um homem pode governar um reino, mas uma mulher governa o coração dele.

Corei.

Jacob apareceu logo depois. Tivemos uma troca dura de palavras até que ele me empurrou contra uma árvore.

— Talvez você mereça umas boas palmadas.

— Me bate — provoquei.

Ele não bateu.

Me beijou.

O beijo foi intenso, quente, proibido. Meu corpo reagiu contra minha vontade. Quando recuperei a razão, o afastei.

— Eu gostei… — confessei.

— Então gosta de mim?

— Gosto do seu beijo.

Voltamos ao castelo.

No corredor, Claire me provocou novamente. Não havia mais ninguém para nos separar.

Agarrei seu pescoço, ameacei sem hesitar.

— Fique longe de mim e do futuro rei.

Ela tentou manter o orgulho, mas obedeceu.

Quando saiu, respirei fundo. Sobreviver naquele castelo exigiria força.

Arabella se aproximou.

— Não quero que tenha medo de mim — disse, segurando suas mãos. — Respeito é o suficiente.

Ela sorriu.

— Agora venha. Preciso de um banho.

— Sim, senhora.

Notas finais
COMENTEM OK, PROMETO POSTAR COM MAIS FREQUENCIA, UM BEIJO GRANDE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!