The Queen
4 Capitulo 4 - Entre Orgulho, Provocação e Desejo
Notas iniciais

POV: Jacob
Entrei no meu quarto, batendo a porta com força atrás de mim. Renesmee conseguia me tirar do sério. Como podia ser tão impertinente? Ela era uma mulher completamente diferente de todas que eu já conheci: imponente, autoconfiante, sem medo de expor sua opinião — mesmo que fosse para mim e, ouso dizer, até para o meu tio, se tivesse oportunidade.
Mesmo que me irritasse com seu jeito de jogar na minha cara todos os erros que eu cometia, eu ainda conseguia admirá-la, e isso me deixava ainda mais louco.
Sentei-me na cama e logo a porta foi aberta, revelando Claire. Respirei fundo.
— Era só o que me faltava mesmo — grunhi, passando as mãos no rosto.
— Eu vi a sua discussão com Renesmee no corredor… — ela sorriu abertamente. — E você deve estar muito contente com isso, aposto.
— E você deve estar também — respondi sarcasticamente.
Ela suspirou, fazendo uma cara cínica.
— É, devo admitir… triste é que não estou.
— Renesmee é sem educação, não respeita os homens como deveria, se expõe demais. E acredite: quando se casarem, irá expor você também. Não me parece que conseguirá mantê-la nas rédeas. Ela não é uma mulher que se deixa controlar. Uma hora ou outra vai fazê-lo passar vergonha. Imagine só: o futuro rei sendo envergonhado por uma rainha que não sabe o seu lugar. Seria um escândalo.
Claire caminhou até mim de forma sensual.
— Tome cuidado, priminha, para não se afogar com o seu próprio veneno — soltei um risinho.
— Você deixa ela fazer o que quiser com você — Claire fez um bico.
— Não. Em alguns pontos ela tem razão. Eu é que não tenho de deixar você fazer o que quer comigo.
Ela revirou os olhos.
— Não vou gastar meu latim com você, Jacob. Você não enxerga nela nada além de um rostinho bonito.
— Você está enganada, Claire — resmunguei.
— Eu vi como você ficou bravo com a falta de respeito dela.
— Viu mesmo a discussão inteira? — arqueei uma sobrancelha.
— Fiquei satisfeita com a parte em que você esbofeteou ela e saiu.
Bufei.
— Não vou lhe dar explicações sobre o que você não viu. Eu não posso simplesmente amarrar Renesmee e obrigá-la a agir como eu quero. Ela tem personalidade própria.
Sorri, e ela franziu o cenho.
— Perdoe-me, não ficarei aqui ouvindo você se derramar por ela.
— Eu não te chamei no meu quarto.
Ela me encarou.
— Só não consigo acreditar que você vai se casar.
Sentou-se ao meu lado na cama.
— É, mas vou. E você precisa se conformar e parar de nos importunar.
Ela suspirou, sorrindo de canto.
— Sinto muito por ter me apaixonado por você.
— Nunca lhe dei esperanças, ainda mais sendo minha prima. Você sabe que isso é proibido.
— Sim, eu sei… Muito bem, vou deixar você em paz.
Ela sorriu.
— Ótimo.
— Mas você merece um presente de casamento, meu futuro rei.
Virei-me curioso. Claire umedeceu os lábios, colou-os aos meus em um breve selinho e se afastou. Fiquei atordoado enquanto ela saía do quarto sorrindo.
Claire realmente não tinha limites. Deus!
O horário do almoço se aproximava, então me arrumei e fui até o escritório do meu tio.
— Com licença.
Adrien se levantou levemente ao me ver.
— Entre, meu sobrinho… O que há de errado?
— Me desentendi com Renesmee — murmurei, jogando-me em uma das poltronas.
— Ora, mas por quê? Parecia tudo em ordem.
— Renesmee é impossível! — joguei as mãos para o ar. — Se pensa que será fácil tirar algo dela, está muito enganado.
Adrien riu longamente.
— E quem disse que seria fácil? Ela tem personalidade forte. Vem de uma família onde as mulheres têm voz ativa. Se quer conquistá-la, terá de usar outros métodos.
— Ela me deu um tapa! No futuro rei!
— Acha mesmo que pode domar essa fera? — ele riu novamente. — Se quer descobrir seus segredos, precisa fazer a futura rainha se apaixonar por você.
O tom soou como uma ordem.
— Queremos? — franzi o cenho. — Logo serei rei e não sei se quero isso. Tudo isso foi ideia sua.
— Você tem de continuar o legado da família!
— Serei um rei lembrado pelas minhas decisões, não porque o senhor mandava em mim.
Ele sorriu em deboche, falando sobre poder, alianças e dominação. Quando tentei me afastar disso, ele foi claro:
— É um jogo perigoso, Jacob. E para ser rei, precisa aprender a jogar.
— Renesmee não fará parte disso — afirmei firme.
Adrien sorriu de forma venenosa.
— Essa mulher está mexendo com você… cuidado para não se tornar um rei fraco.
Ele saiu, me deixando ainda mais confuso.
POV: Renesmee
Sentei-me à mesa em frente a Jacob. Adrien estava na ponta, comendo em silêncio. Claire, ao lado de Jacob, me lançava olhares debochados o tempo inteiro.
— Ficou sabendo da discussão dos futuros soberanos, pai? — Claire perguntou.
— Fiquei. E não é de nossa conta.
— Não acho apropriado a futura rainha dar uma bofetada no futuro rei.
— Fique em silêncio antes que eu também lhe dê uma bofetada, princesa — respondi fria.
Jacob me repreendeu, mas devolvi o olhar.
— Quer falar de classe, Claire? Por onde quer que eu comece?
A discussão escalou rapidamente. Claire provocou, insultou meu pai, me chamou de princesa devolvida. Perdi a paciência.
Avancei sobre ela por cima da mesa. Jacob e Eliot nos separaram.
— JÁ BASTA! — Adrien gritou.
Fui levada para os jardins por Eliot, ainda tremendo de raiva.
— Todos sabem da relação entre Jacob e Claire — ele explicou.
— Isso é um pecado.
— Neste castelo, tudo fica por baixo dos panos.
Conversamos sobre poder, corrupção e o futuro do reino. Ele me disse que eu poderia mudar tudo.
— Um homem pode governar um reino, mas uma mulher governa o coração dele.
Corei.
Jacob apareceu logo depois. Tivemos uma troca dura de palavras até que ele me empurrou contra uma árvore.
— Talvez você mereça umas boas palmadas.
— Me bate — provoquei.
Ele não bateu.
Me beijou.
O beijo foi intenso, quente, proibido. Meu corpo reagiu contra minha vontade. Quando recuperei a razão, o afastei.
— Eu gostei… — confessei.
— Então gosta de mim?
— Gosto do seu beijo.
Voltamos ao castelo.
No corredor, Claire me provocou novamente. Não havia mais ninguém para nos separar.
Agarrei seu pescoço, ameacei sem hesitar.
— Fique longe de mim e do futuro rei.
Ela tentou manter o orgulho, mas obedeceu.
Quando saiu, respirei fundo. Sobreviver naquele castelo exigiria força.
Arabella se aproximou.
— Não quero que tenha medo de mim — disse, segurando suas mãos. — Respeito é o suficiente.
Ela sorriu.
— Agora venha. Preciso de um banho.
— Sim, senhora.
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