The Queen
11 Capitulo 11 - Pesadelos de um Rei
Notas iniciais

POV: Jacob
Entre mim e Renesmee não houve nada durante aquela noite infindável. Tudo o que se passava em minha cabeça era o fato de que minha esposa não podia me dar filhos, enquanto minha antiga amante afirmava estar grávida de um filho meu.
Eu não poderia rebaixar Renesmee à condição de segunda esposa e me casar com Claire, pois ela era minha prima. Isso seria um sacrilégio, um pecado mortal. Mas eu precisava garantir a continuidade da minha linhagem. Ter outra esposa era algo comum, aceitável, desde que não fosse Claire, ainda que o herdeiro estivesse garantido em seu ventre.
Deus, como sou tolo. Quem poderia me garantir que aquela cria era realmente minha? Eu estava enlouquecendo. Ela poderia estar mentindo para obter algo de mim… ou para me ter.
Precisava conversar com Adrien, buscar aconselhamento, decidir o que fazer com uma esposa seca.
Massageei as têmporas, sentindo-as doloridas pelo cansaço. Não dormi nada naquela noite. Minha cabeça estava pesada, repleta de pensamentos contraditórios.
Olhei para o lado e vi Renesmee ressonando tranquila. Seus cachos espessos, cor de cobre, espalhavam-se pelo travesseiro. Sua pele branca era tocada pela luz suave da lareira. Seus lábios vermelhos exibiam um leve sorriso, como se tivesse um sonho bom. A camisola escorregara pelos ombros, deixando-os à mostra.
Suspirei, involuntariamente.
Como ela podia ser tão perfeita?
Estendi o braço e toquei levemente a pele do seu ombro com a ponta dos dedos. Engoli em seco. Era macia… porém gelada. Apoiei-me no cotovelo e a cobri melhor, beijando sua testa. Ela se mexeu, mas logo se aconchegou novamente na cama.
Sorri de leve e me levantei.
O dia já amanhecia.
Saí do quarto usando apenas as roupas de baixo e desci as escadas em direção aos aposentos de meu tio. Ele, como sempre, já deveria estar acordado para o passeio matinal com seus cães.
Entrei sem cerimônias. Adrien estava sentado perto da janela, lendo um livro e tomando chá. Ao me ver, levantou-se imediatamente.
— Mas o que é isso?! — perguntou, perplexo com minha falta de educação.
— Desculpe, preciso falar com o senhor — disse, andando de um lado para o outro, tomado pela agonia.
— Ora, o que se passa para estar nesse estado?
— Descobri o segredo de Renesmee Cullen. O motivo de ela ter sido devolvida tantas vezes.
Adrien interrompeu tudo o que fazia.
— Por Deus, fale logo!
Respirei fundo.
— Ela é seca, meu tio. Não pode gerar filhos. Foi amaldiçoada por uma bruxa quando era criança. Para se curar, precisa encontrar uma flor e fazer um chá com ela.
Ele soltou uma risada irônica.
— E você acreditou nessa patifaria? Seu tolo! Era isso que o Cullen queria: destruir você e nosso reino. Devolva-a imediatamente!
Algo dentro de mim se rompeu.
— O senhor não é mais o rei para me dar ordens! — elevei a voz. — Este não é mais o seu reino, é o meu. Eu sou o rei agora.
Adrien me encarou, carrancudo.
— Não vou devolvê-la. Providenciarei uma viagem. Vamos procurar essa planta, e eu lhe garanto que terei muitos filhos. Meu reino jamais ficará novamente em mãos de terceiros.
As palavras saíam firmes, ainda que eu mesmo mal acreditasse nelas.
— Então por que veio me importunar, se já decidiu? — ele rebateu, ferido no orgulho. — Essa moça o enfeitiçou. Sendo uma Cullen, ela o devorará inteiro.
— Tenho um favor a pedir — continuei. — Peço que permaneça no castelo enquanto estarei fora. Use sua influência para negociar com um reino confiável uma segunda esposa. Quero cerimônias em meu nome, com provas de menarca por dois meses antes de qualquer acordo.
Adrien assentiu, ciente de que não podia negar.
— É um segundo plano — acrescentei.
— E por quanto tempo manterá Renesmee como primeira esposa se ela não gerar um filho? — provocou. — A segunda esposa poderá superá-la, e Renesmee será rebaixada.
— Não preciso que me explique isso — respondi. — Quase aconteceu com minha mãe.
— Sara foi ousada demais. Envenenou a segunda esposa do seu pai, sabia? — disse ele.
Engoli em seco.
— Não manche a honra de minha mãe. Deixe-a descansar em paz.
Ele levantou as mãos em rendição.
— Já terminou? Saia do meu quarto.
Esperei. Ele respirou fundo e se curvou em reverência. Sorri de canto e saí. Agora ele sabia quem era o rei.
Desci as escadas novamente, perdido em pensamentos, quando esbarrei em alguém. Segurei-a pelos ombros antes que caísse.
Claire.
— Olá, Jake — sorriu.
— Não são modos de cumprimentar seu rei — afastei-me.
— Nunca tivemos cerimônias entre nós — respondeu, maliciosa. — Posso me ajoelhar e mostrar minha reverência?
Ela tocou minha braguilha. Meu corpo reagiu, contra minha vontade.
— Afaste-se de mim — ordenei.
Ela abriu os laços do espartilho, provocante.
— Esse corpo é seu… sempre foi.
Empurrou-me contra a parede, guiando minhas mãos sob suas saias. Toquei sua intimidade inchada e molhada. Meu coração acelerou. Ela gemeu, movimentando-se sobre meus dedos.
— Preencha-me de novo… — implorou.
Quando chegou ao deleite, ajoelhou-se e chupou meus dedos.
— Quer reverência maior que essa, meu rei?
Franzi o cenho.
Segurei-a pelo pescoço e a ergui contra a parede.
— Nunca mais ouse me usar assim. Eu sou o rei deste reino. Se repetir isso, mando separar sua cabeça do corpo.
Soltei-a. Ela riu.
— Você gostava.
— Oferece-se como uma prostituta — rebati. — Isso pode dar prazer, mas jamais lhe dará dignidade.
— Como ousa falar assim da mãe do seu filho?
Ri.
— Esse título não lhe garante nada. Você não passa de uma ex-amante.
— Nunca foi tão rude comigo — murmurou.
— Estou apenas dizendo a verdade. Suma das minhas vistas.
Ela saiu lançando-me um olhar maligno.
Subi até meus aposentos. Encontrei Renesmee sendo ajudada por Arabella. Ela estava linda em um vestido verde-musgo.
— Deixe-nos — ordenei à criada.
Suspirei fundo.
— Prepare as malas. Partiremos em dois dias.
Ela me olhou incrédula.
— Você liderará essa busca por mim?
— Dei minha palavra, não dei?
— A palavra de um rei sempre tem um preço.
— Para você, será baixo.
— E se eu não puder lhe dar o que deseja?
— Não vamos pensar nisso agora.
Ela se aproximou, pousando a mão em meu peito.
— Sei que você é homem… e tem vontades. Quero saber se me desejará mesmo que não seja para gerar um filho.
Toquei seu queixo.
— Eu a desejo desde o momento em que a vi.
— Provou isso deitando-se com sua prima — virou-se, irritada.
Passei as mãos pelos cabelos.
— Cada dez palavras suas, onze são para iniciar uma briga.
— É porque você não entende que…
— ENTÃO DIGA DE UMA VEZ O QUE DEVO ENTENDER, POR DEUS!
Ela me encarou, surpresa e desafiadora.
— Não quero que apenas diga que me quer. Quero que me pegue… que me faça sua.
Engoli em seco, dando um passo à frente.
— Então me guie, minha rainha — sussurrei. — Diga o que quer de mim… e eu farei.
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