The Puppet
7 O encantador de insetos
Notas iniciais
A primeira vez em que aquilo aconteceu, pediu desculpas de joelhos implorando por seu perdão.
Simplesmente não sabia como havia acontecido. Perdera o controle de seus sentimentos, e sequer conseguia lembrar-se.
Ele lhe perdoou, murmurando que tudo estava bem. Que ficaria bem.
Da segunda vez em que aconteceu, sentia-se como um telespectador de suas próprias ações. Era como se alguém movimentasse as cordas de seu corpo e ele fosse um fantoche.
O fantoche de um ventríloquo que o manipulava à distância. Quando disse isso, ele lhe perdoou novamente, dizendo que talvez ele precisasse de ajuda.
Mas não aceitou isso, e suas mãos se fecharam sobre o pescoço de Sasori.
Agora por vontade própria.
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Sasuke conseguiu o número de Kankuro graças às habilidades de Shikamaru. Poderia ter pedido o número à Hana, mas não gostaria de levantar suspeitas infundadas sobre o garoto para ela. Pois sabia como ele precisava daquele trabalho.
Não era segredo para ele ou para nenhum de seus conhecidos o quanto ele precisava do emprego por conta do irmão mais novo. Kankuro costumava ser problemático até Hana lhe dar uma chance. Ele e Gaara eram os únicos sobreviventes da família Sabaku. Tinham um tio distante, que odiava os dois, principalmente Gaara. Pois a gravidez de sua irmã havia sido muito difícil e quase culminou em sua morte. Então se viravam como podiam.
Naruto havia perdido os pais para um assaltante nervoso que os assassinou sem motivo algum. E era por essa razão que Sasuke havia seguido o caminho da polícia. As injustiças do mundo o enojavam. Claro que não poderia limpá-lo como realmente desejava, então seguia acreditando que ao menos poderia fazer a diferença em algumas vidas.
Ele mesmo só possuía o irmão mais velho. Então tinha certa empatia pela situação de Kankuro, mas diferente dele e de Gaara, ele e Itachi vinham de um lar abençoado por riquezas. E conseguiram sobreviver com a herança dos pais.
Suspirou, sentado no conforto de sua própria sala, as persianas abaixadas, enquanto olhava para uma foto sua com o namorado. Naruto erguia os dedos indicador e médio em um sinal de paz, abraçando-o por cima dos ombros enquanto Sasuke permanecia inexpressivo. Em um frame de fotos, na seguinte, ele lhe beijava no rosto, arrancando uma expressão de surpresa de Sasuke. Na seguinte, beijavam-se na cabine. A sucessão tinha uma montagem da qual ele e Naruto possuíam uma cópia.
Durante muito tempo, o loiro havia migrado em pequenos empregos até que Sasuke o incentivou a seguir seu sonho de se tornar um grande chef. Mas para isso, Naruto precisava começar debaixo, e Sasuke havia se prontificado a ajudar ele com a faculdade de gastronomia, pois ele jamais conseguiria realizar seus sonhos se não pensasse grande.
E agora, ele havia concluído o curso e se preparava para sua grande primeira entrevista. Não começaria como o chef principal, é claro, mas qualquer começo era válido.
Discou o número de Kankuro, até que este atendeu.
− Kankuro? É o Sasuke. Uchiha Sasuke. Namorado do Naruto. – esclareceu. Era mais fácil que as pessoas se lembrassem da presença marcante de Naruto. – Preciso que você venha até a delegacia para esclarecer algumas dúvidas sobre alguns medicamentos que desapareceram do consultório de Inuzuka Hana. Queremos apenas o seu testemunho. Pode vir amanhã?
− Claro.— A voz veio do outro lado após uma longa pausa. – Pela manhã está bom? Por volta das 8? Preciso estar no trabalho às 9:30.
− Perfeito. – Sasuke passou o endereço da delegacia para Kankuro, ouvindo o barulho do lápis riscando o papel enquanto ele o anotava. – Nos vemos amanhã.
Desligou o telefone, pensativo, e viu uma ligação perdida de Shikamaru. Retornou.
− O que é?— Shikamaru perguntou de maneira preguiçosa. Provavelmente estava dormindo em cima do teclado de novo.
− Foi você quem me ligou.
Ouviu Shikamaru ajeitando a postura e estralando os dedos das mãos.
− Ah... é. Consegui o resultado da tal placa. Talvez isso seja... um tanto problemático.
Sasuke escutou. E concluiu que Shikamaru tinha toda razão.
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Coisas que ainda não conseguimos enxergar.
Foi essa frase de Sasuke que despertou Aburame para a realidade. Estavam presos aos corpos, aos ferimentos, ao processo de embalsamar. Mas não se prestaram a prestar atenção em outras coisas.
O boneco que acompanhava as vítimas, que dera luz ao nome do assassino em série.
Quando perguntou à Tsunade de algum teste fora performado nele, ela disse que os peritos buscaram por digitais. Nada além disso.
Shino pediu permissão para mexer neles a Tsunade, visto que seriam apenas arquivados como provas. Com luvas especiais, ele analisou cada um, sentindo um aperto no peito ao ver o de Neji, o último a ser feito.
Ele era um amigo afinal. Mas estava morto. E precisava se preocupar com Kiba antes que ele se juntasse à lista. Entendia que Sasuke precisava considerar outros possíveis suspeitos, mas algo apontava naquela direção para Shino. Talvez porque quisesse cegamente acreditar que o namorado ainda não estava morto em alguma vala por aí.
Mordeu o lábio inferior, analisando com cuidado a pequena boneca de porcelana, cujos cabelos eram feitos de fios que, segundo a análise de Tsunade, eram humanos.
− Chegaram a comparar com os cabelos das vítimas? – Shino perguntou.
− Fiz um teste rápido, constatando que pertencem a eles. – Tsunade respondeu. – Além disso, o material com o qual as bonecas são feitas é gesso. Fácil de encontrar. Mas os moldes... eles são perfeitos demais. Acho que o próprio assassino os faz. Talvez seja profissional na área.
Shino suspirou. Não era entendido de bonecos de porcelana ou mesmo de pessoas. Sempre fora muito recluso até Kiba aparecer em sua vida. E agora tinha a possibilidade de que ele nunca mais voltasse.
Estava tão absorto em seus pensamentos que o boneco de Neji escorregou entre seus dedos. Shino tentou agarrá-lo, mas não conseguiu e este se partiu em milhões de pedacinhos no chão.
− Gomene, Tsunade-san. – Shino abaixou-se para juntar os cacos. Tsunade abanou as mãos, ajudando-o com o processo de limpeza.
Repararam naquele momento, em um fio mais curto, que havia ficado preso entre os cacos. Os dois se entreolharam, cúmplices naquele entendimento. Tsunade pegou uma lâmina e Shino depositou o fio de cabelo sobre ele.
− Possui bulbo. – disse ela, após encarar o fio no microscópio. – Pode ser improvável, mas posso tentar extrair o DNA. Este fio... – prosseguiu – Ele é diferente da estrutura do fio de Neji.
Shino engoliu em seco.
Talvez aquela fosse a pista que eles precisavam. Mas havia algo mais, Shino notou. Sobre as roupinhas feitas, Shino enxergou um pequeno inseto.
− Tsunade-san. Se importa se eu abrir todos os outros bonecos para verificar algo? – perguntou.
− Se for te ajudar a resolver esse caso, moleque, finjo que o pessoal da limpeza derrubou todos. – Ela abriu um sorriso cúmplice. Shino anotou isso mentalmente para trazer a ela um presente depois que tudo aquilo acabasse e Kiba estivesse no conforto de seu abraço novamente.
Então, começou a quebrar as bonecas, uma a uma. E suas suspeitas se confirmaram, aquecendo seu coração com novas esperanças. Que Kiba aguentasse mais um pouco. Chegaria até ele.
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A primeira coisa que sentiu quando acordou, foi sede. E aquela sensação de não conseguir lembrar-se de nada.
− Aqui. Beba um pouco. Vai te ajudar a se sentir melhor. – Sentiu a cabeça gentilmente apoiada por alguém e sorveu do líquido do copo devagar. O estômago protestava, dolorido, mas apesar disso, sentia-se leve. Seu corpo estava leve.
Tudo ao redor girava.
− Fome... – murmurou baixinho. A sensação era estranha, como se precisasse de uma lente para o mundo se encaixar melhor. Será que era assim com as pessoas que usavam óculos o tempo todo quando estavam sem eles?
− Desculpe, mas você colocou tudo pra fora. Vou ter que preparar o jantar novamente.
Para fora? Kiba não se lembrava de ter vomitado.
Tentou se mover, mas sentiu uma pressão nos braços e nas pernas. E algo como uma fina sensação de dor que se estendia por seu joelho.
− O remédio deve estar fazendo efeito. – disse ele. – Eu precisei te prender, porque estava se machucando. E não queremos que nada de ruim aconteça a você.
Uma mão passou por seu rosto. Kiba não conseguia enxergar direito. Tudo eram borrões em sua visão, mas também havia aquela sensação agradável de que toda a dor que sentia havia ido embora.
− Machuquei? – Sua pergunta não fazia sentido. Ele não fazia sentido. Sentia-se como um quebra-cabeça cujas peças não se encaixam. Como havia parado ali? – Shino...
− Ele está bem.
Kiba sorriu.
Shino estava bem.
Flutuou, sentindo-se estranho de repente.
− Sinto muito por não poder te ajudar.
Queria perguntar o motivo, mas mergulhou na escuridão antes que pudesse fazê-lo.
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Kankuro chegou no horário combinado e Sasuke o encaminhou até a sala de interrogatório.
Apenas mera formalidade, dissera, oferecendo ao rapaz um copo de café. Kankuro aceitou prontamente, bebendo um gole e sentindo que aquecia por dentro.
− O que posso fazer para ajudar? – perguntou, os dedos tamborilando pela mesa de metal. Não era a primeira vez que se via em um local como aquele. Fora, afinal, um delinquente infantil.
− São perguntas básicas. Já que a clínica não possui câmeras. Notou algum movimento estranho nos últimos dias? – perguntou. – Hana disse que você costuma ser o primeiro a abrir a clínica e às vezes a ajuda a fechá-la.
Kankuro anuiu, tomando mais um gole do café. Ele não parecia nervoso, Sasuke constatou.
− Estamos em um bairro simples. Estranho é não ter movimentos estranhos. – Ele encolheu os ombros. – Mas mesmo os malas fazem vista grossa. Todo mundo gosta da Hana-chan.
Aquilo era verdade, Sasuke se lembrava. Era difícil não gostar da Inuzuka mais velha, motivo pelo qual Kiba sempre ralhava quando os amigos fingiam dar em cima de sua irmã. Bem, fingir não era bem a palavra certa. Ele e Naruto haviam sim disputado a atenção de Hana por um tempo até se descobrirem apaixonados um pelo outro. Dica dada por Shino, por sinal.
− Mas teve um dia. – Kankuro ressaltou, como se a lembrança o acometesse apenas naquele momento. – Em que encontramos uma janela aberta. Foi nesse dia em que notamos o sumiço de alguns medicamentos. Hana-chan falou comigo apenas depois, quando tornou-se significativo. Apenas recentemente ela colocou cadeados.
Sasuke anuiu, observando o braço enfaixado de Kankuro.
− Como se feriu?
− Ah, isso... – Ele deu uma risada sem graça. – O Akamaru me atacou. Estávamos na clínica e fui colocar ração pra ele, mas aparentemente... – Kankuro encolheu os ombros. – Isso tudo é por causa do Kiba, não é?
O olhar afiado de Sasuke permaneceu repousado sobre ele.
− Não necessariamente, mas achamos que poderia ter algo conectado ao incidente. Por isso, cada informação sobre o caso é importante. – Sasuke fez uma pausa, entrelaçando os dedos sobre a mesa. – Então me diga, Kankuro, o que você fazia naquele dia, observando Tsume e Kiba enquanto faziam compras?
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Pareceu uma esperança tola a princípio, mas quando Shino teve certeza, soube que aquela pista poderia ser mais sólida que todas as outras.
Tsunade havia lhe informado que o DNA estava sendo processado e logo obteriam uma resposta. Mas Shino não podia esperar. E ele descobriu que aquele pequeno inseto que encontrou, era um cupim subterrâneo da espécie Coptodermes gestroi. Essa informação em si não seria grande coisa, além do fato de ele ser comum principalmente em construções antigas, pois havia milhares dessas estruturas na cidade onde viviam.
No entanto, ao abrir os pequenos insetos e analisar o seu conteúdo, notou que, além de traços de gesso, também havia maquiagem muito similar à do rosto de Neji. E traços de cobre, provenientes de fiações antigas.
Estava doido para compartilhar a informação com Sasuke para que ele pudesse falar com seu hacker, mas quando chegou no andar de cima, viu que ele interrogava alguém. Então permaneceu silencioso onde estava ao perceber que essa pessoa era Kankuro.
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Sasuke suspirou pesadamente e apanhou o tablet, mostrando o momento em que os Inuzuka atravessaram a rua para ir ao mercado. A gravação cortava para um tempo depois, quando eles saíam. Um carro permaneceu à sombra durante todo tempo. Depois que eles foram embora, saiu.
A placa com os número 1776 podia ser vista. Kankuro permaneceu em silêncio, taciturno.
− Por que estava lá, Kankuro?
− Achei que pudessem precisar de ajuda. – A mão permanecia repousada sobre o copo de café.
− Mas não saiu do carro. – A voz de Sasuke permanecia afável.
− Concluí que não seria necessário. – Kankuro fez menção de erguer-se. – Precisa de mais algo?
− Não. – Sasuke respondeu. – Você está livre para ir.
Kankuro se ergueu, mas parou com a mão na maçaneta.
− Espero que vocês encontrem ele, Sasuke. – Abaixou o rosto por um momento. – Espero mesmo que o encontrem.
Passou ao lado de Shino ao sair, seu olhar se encontrando com os óculos escuros do outro. Kankuro apenas acenou com a cabeça, sem dizer mais nada, e Shino encarou Sasuke.
− O que sua intuição diz? – Sasuke perguntou, sem delongas.
− Que tem algo errado. – rebateu. – Mas preciso te mostrar algo primeiro.
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Shino contou primeiro sobre sua teoria, e falou do fio de cabelo que ele e Tsunade encontraram na boneca de porcelana de Neji. Depois falou a respeito dos insetos.
− Acredito que não seja uma casa. – disse ele. – Entre outras razões, pela violência dos atos, como você mesmo disse. Seria necessário um local mais isolado.
Sasuke permaneceu em silêncio, esperando que Aburame prosseguisse.
− Encontrei Coptodermes gestroi dentro das bonecas. – prosseguiu Shino. – E havia em seu sistema digestório a presença de alguns elementos interessantes, como cobre e resquícios de maquiagem, além do gesso presente nas bonecas.
“Você sabe que o cobre era mais utilizado em fiações antigas, mas com os roubos e a escassez, a maioria dos fios foi substituído por alumínio folheado a cobre. Por ser uma alternativa mais barata também. Claro que existem muitas regiões que ainda lidam com cobre, mas eu fiz um apanhado geográfico geral, também me atentando para os pontos onde esse tipo de cupim seria mais comum, com o tipo de reboco, rejunte e outras coisas que encontrei dentro dos insetos. E tem também o fator da maquiagem. Acha que seu hacker poderia obter mais respostas, Sasuke?”
Ele analisou o mapa geográfico de Shino. Como era possível que insetos tão pequenos lhe dessem tantas respostas? Era como se fosse um encantador deles, e obedecessem às suas mínimas vontades. O Encantador de Insetos. Isso seria o título de um bom romance policial.
− Vou passar as informações para ele. – Sasuke respondeu, estendendo para Shino um saco plástico de evidências com o copo de Kankuro. – Analise esse DNA em congruência com o que vocês já possuem. Quero saber se Kankuro está realmente por trás disso ou se é tão inocente quanto diz ser.
− Acredita que ele possa ser o culpado? – Shino questionou, querendo desacreditar naquilo. Afinal, Kankuro era um deles. Hana o havia acolhido, por Deus! Se ele fosse o responsável por matar Neji...
− Acho que é nosso principal suspeito no momento. O que você acha?
Shino pareceu pensativo por um momento. Sasuke tinha razão, pois todas as provas apontavam na direção dele.
− Acho que temos que nos ater a tudo o que temos. – Foi sua resposta.
Sasuke anuiu a cabeça, enquanto o número de Shikamaru chamava.
− Diga, seu problemático.— Shikamaru falou, a voz preguiçosa de sempre.
− Preciso que você me faça outro favor. Se conseguir, te levo naquele campeonato de Shogi que queria tanto ir.
Shikamaru pareceu animado do outro lado da linha.
− Não há nada que eu não possa encontrar.
− Shino encontrou três possíveis regiões onde nosso assassino pode estar infiltrado. Preciso que encontre prédios antigos, de preferência abandonados. – Sasuke disse, passando informações que achou relevantes a respeito do que fora encontrado. – De preferência que tenham sido fechados por serem considerados de risco por desabamento. Além disso, quero que pesquise onde seria possível encontrar maquiagens feitas com os seguintes materiais. – Sasuke repassou novamente a lista de Shino. – Pode fazer isso para ontem?
− Heh. Eu sou Nara Shikamaru. Posso ser preguiçoso para muitas coisas, mas achar bandidos é a minha especialidade.
Sasuke abriu um sorriso de canto ao ouvi-lo desligar. Olhou para Shino, o olhar preso no quadro onde o nome de Kiba permanecia.
− Estamos mais perto, Shino. – disse, apertando seu ombro. – Kiba é forte. Chegaremos logo até ele.
Shino sabia disso. Mas também conhecia o namorado bem o suficiente para saber que ele não ficaria parado ou calado. E era isso que o preocupava.
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Ele aproximou-se da cama, acariciando seu rosto enquanto terminava de retocar a maquiagem vermelha sobre ele.
− Está tudo bem. – murmurou baixinho. – Eu vou cuidar de você. Ninguém vai me impedir. Logo logo, você estará completo. Nada me impedirá de salvá-lo.
Kiba entreabriu os olhos, encarando a cuba ao lado e sentiu terror.
Aquele havia sido o local onde havia escutado Neji berrar pedindo pela morte, mas não conseguiu gritar. Como se algo naquele momento tivesse roubado sua voz.
− Apenas descanse... tudo vai ficar bem quando você acordar.
Tudo o que viu foi o sorriso antes de sentir aquela famigerada picada em seu pescoço. Queria lutar. Queria escapar. Queria viver.
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