The Prophecy

16 Voltamos a casa dos magos


Notas iniciais
Oi!! Boa leitura, a todos.

Tudo estava escuro, o ar em meus pulmões se esvaia, minha respiração começara a falhar, o terrível pânico de estar em baixo da terra sufocando, como se estivesse se afogando tomava conta de mim, estava frio, a voz de Gaia novamente sonolenta ecoou em minha mente. “você se safou dessa vez, mas não pense que sou a única a querer sua cabeça em uma bandeja, filha dos raios, você não nasceu para a sorte.” Eu queria gritar ou chorar talvez, mas uma mão tocou a minha me puxando de volta a superfície, quando sai de dentro da terra, mal conseguia respirar, arfei por ar até sentir meus pulmões se encherem novamente e uma sensação de alivio percorreu meu corpo, mas a voz da deusa ainda ecoava em minha mente “não pense que sou a única a querer sua cabeça em uma bandeja.” “você não nasceu para a sorte.” Fui puxada de meus pensamentos por Carter.

– Pelo olho de Hórus! Pensei que não conseguiria tirar-la da terra! – ele disse me abraçando.

Os outros correram em minha direção e me abraçaram também.

– Você está bem? Está respirando? – Thalia perguntou segurando meu rosto e examinando-o.

– Sim Thalia, claro que estou respirando. – eu disse. – o que aconteceu?

– Sadie realizou o feitiço e conseguimos mandar Gaia de volta a seu sono e Apófis ao Duat, infelizmente o feitiço foi muito pesado para Sadie, ela está desacordada. – Annabeth falou me oferecendo um pouco de água, que eu aceitei, sem hesitar.

– Mas ela está bem? Ela vai ficar bem? – perguntei olhando para Sadie que estava deitada no chão com a cabeça apoiada em uma mochila.

– Sim, ela apenas está muito cansada e sem energias. – Carter disse olhando a irmã.

Olhei em volta e a caverna estava bem destruída, me surpreende que ainda não tenha desabado sobre nós. Analisei meus amigos e estavam todos razoavelmente bem, cansados, Percy e Carter pálidos, suas roupas estavam sujas de terra e chamuscadas, Annabeth tinha cortes e arranhões nos braços, Thalia tinha uma marca de garra no rosto, provavelmente o gigante a arranhara, mas então percebi que Nico não estava ali.

– Onde está Nico? – perguntei, todos se entreolharam, Percy se moveu nervoso.

– Sarah, quando Gaia foi colocada em sua maldição de sono novamente, e abandonou o corpo de sua mãe, ela voltou ao normal, em sua forma reluzente azul, Nico disse que poderia guiar-la até o mundo dos mortos, onde ela estaria em paz, nós dissemos que ele devia esperar, mas ele disse que seria rápido. – Percy disse com uma expressão de preocupação.

– Vocês o deixaram ir? Com minha mãe? – perguntei.

– O que poderíamos ter feito? Amarrado ele e dado uma pancada na cabeça dele pra ele desmaiar? – Thalia disse.

– Eu... entendo, eu acho... – eu estava confusa em relação á atitude de Nico, mesmo ele sendo um filho de Hades, eu não achava seguro que ele vagasse pelo mundo inferior conduzindo um espírito recém hospedeiro de Gaia, ainda que fosse minha mãe, em sua ultima tentativa de mexer com os espíritos quando Nico tentou trazer Bianca di Angelo de volta, ele dissera que não dera muito certo.

– Vamos temos que sair daqui, antes que essa caverna desabe sobre nós. – Carter disse colocando Sadie nos braços.

– Não, temos que esperar que Nico volte. – eu disse me levantando do chão.

– Nico vai nos encontrar, não podemos ficar aqui. – Annabeth falou.

Eu queria protestar, não queria ir até que Nico estivesse de volta, mas eu estaria colocando a vida de mais seis pessoas em risco, e eu não queria isso, então cedi.

Quando saímos da caverna, a Whisper Street estava mais vazia que antes, estava escuro agora, e estávamos sem Bes.

– Para onde vamos? – Thalia perguntou.

– Devíamos pegar um vôo para Nova York. – Annabeth disse, Percy fez uma cara de assustado, ele odiava voar, como um filho de Poseidon ele não se sentia bem no ar.

– Não... é perigoso demais, Annabeth você sabe que a ultima vez que estive em um avião Zeus tentou derrubá-lo e agora que ele está furioso com a gente, ele com certeza vai derrubar o avião. – Percy disse nervoso, não pude deixar de sentir uma pontada de ressentimento, afinal, gostando ou não Zeus era meu pai, e Percy o acusara.

– Percy, como vamos chegar á Nova York? Estamos á duas horas e meia de lá. – falei. – além do mais, duas filhas de Zeus estarão no vôo, ele não derrubaria o avião, vamos. – eu disse tentando convencê-lo, ele hesitou, mas finalmente fez uma cara de enjôo e aceitou.

– Eu também não gosto de aviões. – Carter disse provavelmente tentando fazer Percy sentir-se melhor.

– Obrigado, cara. – Percy disse.

Fomos até o aeroporto de New Orleans, e pegamos o primeiro vôo para Nova York, nosso dinheiro estava acabando, daria para um taxi quando chegássemos lá. Foi um pouco complicado pegar o vôo, éramos um grupo de jovens sozinhos, com roupas esfarrapadas, e cabelos bagunçados, Sadie desmaiada não ajudou em nada, fizeram várias perguntas, como “a garota está desacordada porquê?” com um olhar de “vocês a drogaram? vocês são mendigos?” mas Annabeth conseguiu convencer a funcionaria a nos vender as passagens. Durante o vôo todo Percy foi segurando a mão de Annabeth que a cada turbulência tentava convencer-lo de não era Zeus tentando nos matar.

Quando finalmente desembarcamos em Nova York, pegamos um taxi.

– Para onde vão? – perguntava o motorista impaciente.

– Brooklyn. – Carter disse.

– Manhattan. – Percy falou.

– Não, devemos ir para a Casa da Vida, lá Amós cuidará de Sadie e nós podemos descansar.- Carter argumentava.

– Manhattan, no acampamento tem tudo que precisamos, temos que contar a Quíron o que aconteceu. – Percy insistia.

Os dois continuaram discutindo para onde devíamos ir.

– Calem a boca! – eu gritei. — Estamos sentados em um taxi parados á dez minutos discutindo!

– Sarah está certa, desculpe Percy, mas devemos ir primeiro a Casa da Vida, Sadie está mal, ficar aqui parados não ajuda, além de que, eu não tenho certeza se Carter e Sadie podem cruzar a fronteira do acampamento. – Annabeth disse.

– Tudo bem. – Percy concordou. – Vamos para o Brooklyn.

O taxi nos deixou a duas quadras da Casa da Vida, eu acho que foi proposital, o homem não parecia satisfeito com a gente discutindo dentro do carro.

Quando chegamos á mansão dos egípcios, Khufu o babuíno nos recebeu com gritos e pulos de alegria.

Explicamos á Amós tudo que havia acontecido, ele assentia um pouco surpreso. Depois levamos Sadie até a enfermaria onde ela e o resto de nós fomos tratados. Tomamos banho, e comemos, mas eu continuava pensando porque Nico ainda não voltara, se alguma coisa teria acontecido... tentei não pensar nisso.

– Nico já deveria ter voltado, não acham? – Percy perguntou, como se pudesse ler minha mente.

– Sim... talvez se falarmos com Quíron, vou mandar uma mensagem de Íris... – Annabeth falou.

– Não, amanhã de manhã iremos ao acampamento, falar com Quíron agora só vai deixá-lo mais preocupado. Vamos esperar até de manhã. – falei tentando transmitir calma no meu tom de voz.

– Ele deve estar bem, ele é Nico di Angelo o filho de Hades. – Thalia falou pegando uma pequena estátua que estava em cima do centro de vidro no meio da sala.

– Vamos descansar um pouco, amanhã vamos para o Acampamento Meio-Sangue. – Annabeth disse se levantando e ajudando Percy a se levantar.

Só de ouvir o nome Acampamento Meio-Sangue, uma saudade tomava meus pensamentos, eu adorava aquele lugar, era mágico, era um lar de verdade, lá éramos todos uma família só, eu queria voltar pra lá o mais rápido possível.

Fui para o meu quarto e me deitei, eu estava cansada então logo adormeci. Infelizmente, semideuses quase nunca tem o privilégio de ter apenas uma boa noite de sono sem incluir pesadelos. Comecei a ter pesadelos com Nico.

Notas finais
Reviews?? Continuem pensando, e respondam nas reviews se vocês querem que essa fic tenha uma continuação... eu tenho pensado bastante nisso... ;) Se eu fizer a continuação dessa fic, provavelmente será apenas semideuses gregos, mas os Kane estão por toda parte, o que significa que eles ainda podem se ver, mas essa seria a hora de apenas gregos trabalharem em uma nova aventura...