The Prophecy
17 Os garotos morte aparecem
Notas iniciais
Acordei assustada, passei a noite tendo pesadelos que se alternavam entre Nico no mundo inferior e Gaia falando enquanto eu sufocava na terra.
Tentei afastar essa lembrança da minha cabeça. Fui ao guarda-roupa só tinham roupas brancas de linho egípcio, minhas roupas estavam esfarrapadas, então não tive opções. Fui até o quarto de Sadie peguei um jeans e vesti a blusa branca de linho e desci. Estavam todos na varanda comendo, até Sadie.
- Sadie que bom que você está bem. – falei me sentando ao lado dela. – espero que não se importe, peguei seu jeans.
- Não, tudo bem, relaxa. – ela disse pegando uma torrada e passando manteiga.
- Alguma noticia de Nico? – perguntei.
- Não, estou começando a ficar preocupado, Nico nunca demora tanto assim. – Percy disse.
- Vamos para Manhattan daqui a pouco. – Thalia falou.
- Vamos pensar no lado bom da situação. – Annabeth disse. – conseguimos concluir a missão, Gaia e Apófis estão contidos, Zeus não declarou guerra, e estamos vivos.
Pensando por esse lado, Annabeth estava certa.
- Amós e Bes? O que aconteceu com ele? – Sadie perguntou.
- Ele deve estar bem, em algum lugar do mundo com sua limusine, o poder de Gaia não fora suficiente para matar-lo.
- Limusine? – perguntei confusa, Bes não citara que tinha uma limusine.
- Pois é. – Carter disse.
- Bem pessoal vamos juntar nossas coisas e voltar para casa. – Percy falou se levantando.
O jeito como ele chamou o Acampamento Meio-Sangue de casa, pareceu incomodar Sadie.
Pegamos nossas mochilas e nos reunimos na sala da grande Casa da Vida, dei uma ultima olhada na mansão, a grande estátua de Tot, os desenhos e escrituras egípcias nas paredes, os detalhes no chão, e claro Khufu com sua camisa de jogador de basquete, quicando a bola no chão.
- Então... vocês fizeram um trabalho legal, gregos e egípcios formam um bom time afinal, ah cara me dêem um abraço. – Percy disse se despedindo de Carter e Sadie.
O resto de nós ia se despedir deles também quando uma névoa branca envolveu a sala, tudo ficou nebuloso, então não estávamos mais na Casa da Vida, dei de cara com vários deuses sentado em tronos que formava um semicírculo, estávamos no Monte Olimpo, aquele adorável palácio gigante de mármore branco e ouro, ninguém entendeu o que acontecera.
- Oi? – Thalia disse confusa.
Zeus se levantou. Por um momento entrei em pânico, os deuses estavam bravos com nós, e de repente estávamos em uma sala diante de todos eles nos olhando.
- Semideuses. – Zeus disse, sua voz forte e severa ecoou na sala. – Vocês fizeram algo muito perigoso, os deuses do Egito estão furiosos, há uma razão pela qual não colocamos vocês juntos.
- Mas salvamos vocês e todos que Gaia e Apófis iriam destruir. – falei, Zeus me olhou com uma mistura e admiração e reprovação.
- Questionável. – Ares falou nos encarando. – Vocês são imprudentes.
- Foi uma boa estratégia, no final tudo deu certo. – Atena falou. – Estou orgulhosa de você Annabeth. – a garota ficou vermelha diante da aprovação de sua mãe em frente a tantos olimpianos.
- Fiquem longe de problemas, pelo menos tentem, o que fizeram foi bravo tenho que admitir, mas também foi estúpido, em um século vocês são o grupo de semideuses que mais se metem em confusões. – Zeus disse.
- Você foi ótimo Percy. – Poseidon disse, Percy não se importou em conter um sorriso, sua relação com o deus dos mares nunca foi problemática. – Venha a meu reino qualquer dia.
Zeus encarou Poseidon com um ar de reprovação, já que ele criara uma lei que impedia que os deuses tivessem contato com seus filhos, o clima ficou tenso, então Afrodite interferiu.
- Que cabelo brilhoso Annabeth, ah e seus olhos Sarah, marcantes como os de seu pai, Thalia, você é uma menina de atitude, mas deveria passar batom seus lábios estão ressecados. – Afrodite disse, Thalia passou a mão nos lábios confusa, pelo menos os ânimos na sala se acalmaram.
- Tudo bem, vou mandá-los de volta. – Zeus falou.
De repente estávamos de novo na sala da mansão.
- O que foi isso? – Carter perguntou confuso.
- Nada demais, apenas uma visita aos nossos pais no Olimpo. – falei.
- Vocês estavam no Olimpo? Tipo o Olimpo Olimpo? – Carter parecia incrédulo.
- É Carter, o Olimpo, você está surto? – Sadie perguntou, o garoto fez uma careta.
- Bem temos que ir. – Annabeth disse. – Foi ótimo ter vocês em nossa missão.
Todos se despediram, quando abrimos a porta para irmos embora, uma fumaça negra girou como um portal, nós recuamos. Anúbis e Nico saíram do portal.
Nico estava com a aparência de quem acabara de ser jogado em um buraco, depois atearam fogo nele e depois jogaram um balde de água para apagar o fogo. Anúbis estava impecável, claro.
- O que aconteceu com você? Onde você estava? – perguntei, meu coração saltou em polichinelos.
Antes que Nico pudesse responder, fui até ele e o abracei, dei-lhe um beijo, e inevitavelmente dei uma tapa na cara dele, todos olharam confusos.
- Onde você estava? – perguntei de novo.
- Bem, essa não era a recepção que eu imaginava. – ele disse passando a mão no rosto. – eu fiquei encrencado no mundo inferior, sabe os espíritos não me receberam tão bem.
- Estranho. – Percy falou. – Mas porque suas roupas estão assim? – Percy perguntou se referindo a camisa queimada e esturricada de Nico, e seus cabelos estavam mais desgrenhados que o normal, cheios de poeira.
- Ah... isso foi aquele dragão estúpido. – Nico disse como se soubéssemos do que ele estava falando.
Thalia franziu a testa.
- Dragão? – ela repetiu.
- Deixa pra lá.
- Porque você e Anúbis vieram juntos? – Sadie perguntou.
- Como eu disse, as coisas ficaram complicadas no mundo inferior, então Anúbis apareceu por lá, e acalmou a situação. – Nico explicou, o jeito como ele falara, fazia parecer que os espíritos fizeram uma rebelião no mundo inferior, e a situação fugira do controle de Nico.
- A propósito Sarah, sua mãe está bem agora. – Anúbis disse, sua voz transmitiu um tom de calma, o que me fez não querer questioná-lo.
- Obrigada. – falei.
- Então, vamos para o acampamento? – Percy perguntou.
- Vamos. – Annabeth afirmou.
Saímos da Casa da Vida, Amós nos dera um pouco de dinheiro, pegamos um metrô para Manhattan e depois um taxi até o estreito de Long Island.
Quando cruzamos a fronteira do acampamento, senti uma sensação boa, de estar de volta em casa.
Os campistas que estavam no centro do acampamento gritaram e nos abraçaram, Percy foi jogado para cima pela multidão.
Quíron veio até nós e nos deu boas vindas. Fomos até a Casa Grande com ele, contamos tudo que acontecera, Quíron também nos contou como interagira entre os deuses para controlar a situação.
Ficamos lá conversando e bebendo refrigerante, sem notar o tempo passar.
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