The Prophecy
15 Agora ou nunca
Notas iniciais
A deusa ficou nos encarando por alguns minutos, nenhum de nós sabia o que dizer ou o que fazer, era agora? Iríamos apenas morrer?
Então Gaia deu um passo á frente, devagar como se ela tivesse todo o tempo do mundo, o que eu não duvidaria que ela tivesse.
- Eu vou destruir cada deus do Olimpo, eles tiveram uma chance e não a usaram bem, agora, é a hora de consertar alguns erros... começando por vocês, um grupinho insolente de gregos e egípcios que acham que podem fazer tudo. – Gaia disse, seu olhar brilhou com tamanha voracidade.
- Nós não somos erros! Somos nós quem consertam, erros como você! – falei sem pensar, só depois que as palavras já haviam saído da minha boca percebi o que havia feito.
Gaia riu com desdém.
- Sabe, eu gosto do seu atrevimento garota, eu posso matar-los agora, ou... posso lhes oferecer um acordo. – ela disse.
- E o que você teria de tão interessante para nos oferecer? – Percy perguntou.
- Suas vidas, vocês permanecem vivos, e em troca se juntam a mim e Apófis na queda dos deuses.
- Sabe que jamais faríamos isso. – Nico disse.
- Vocês não me deixam muitas alternativas. – ela disse.
Gaia moveu a mão e a terra aos meus pés mudou, eu comecei a afundar, igual acontecera em meus sonhos, tentei me mover, mas não consegui.
- Pare! Você não vai fazer bagunça com minha equipe agora, você não tem idéia de como foi difícil manter eles unidos e chegar até aqui, hoje não é o seu dia dona terra! – Bes disse tirando a calça e... já era. – “BÚ!”
Nunca consigo me acostumar com a imagem de Bes de sunga azul gritando “BÚ!”, Gaia não se abalou muito, ela recuou, e por um segundo pensei ter visto uma expressão de medo em seu rosto, mas se realmente acontecera essa expressão não estava mais lá.
- Como se atreve deus anão! – ela gritou. – pagará por isso!
Gaia estalou os dedos e Bes desapareceu em uma fumaça verde.
- Não! – Carter gritou. – O que você fez?!
- Quer saber, cansei. – Percy disse sacando sua espada e indo em direção a deusa.
Olhei para Annabeth e ela pegou sua adaga e foi na mesma direção que Percy.
Carter tomou sua forma de avatar dourado gigante de novo, mas dessa vez estava um pouco mais fraco. Nico pegou sua espada preta e seguiu Carter.
Thalia veio em minha direção e começou a me puxar pelo braço, tentando me tirar da terra, mas não adiantava, quanto mais tentávamos mais eu afundava a terra estava em meus joelhos.
- Pare Thalia, isso não vai adiantar. – falei parando de me mover, olhei pra Sadie e ela estava concentrada no papiro, quase como se estivesse hipnotizada por ele, a pedra ômega estava no chão e a varinha soltava alguns hieróglifos dourados. – Vá ajudar Sadie a terminar o feitiço, tentem mandar Gaia de volta, ao pôr do sol, ela vai tentar trazer Apófis, vocês precisam impedir, eu vou ficar bem, vá.
Eu não tinha certeza se conseguiria sair dali a tempo, mas o mais importante agora era parar Gaia, e talvez conseguir a alma da minha mãe de volta, se é que isso é possível. A luta contra Gaia não ia muito bem, todos tentavam atacar-la ao mesmo tempo, mas ela os contra atacava os atirando contra paredes e enrolando plantas sobre eles, afundando-os na terra. Mas tudo isso parecia apenas diverti-la como se ela pudesse parar a briga a qualquer momento e ganhar.
Eu comecei a ficar realmente desesperada, meus amigos estavam machucados e atordoados, e eu não podia fazer nada para ajudar-los, eu já havia afundado até o tórax, não demoraria muito até eu afundar completamente. Gaia se abaixou e pegou um pouco de terra no chão, ela se levantou e começou a falar um feitiço e deixou a areia escorrer aos poucos de volta a terra. “Apófis, senhor do Caos, eu te invoco, na junção dos mundos a semear a discórdia, espalhar a desgraça...” ela continuou falando e deixando a terra escorregar entre seus dedos, esse era o momento que eu temia, a terra ao redor de Gaia começou a tremer, uma forte luz dourada começou a emergir da terra e o barulho de vários escaravelhos se chocando começou a invadir a caverna.
Olhei para Sadie apavorada, ela me olhou e lançou um sorriso travesso, o que estranhamente me fez sentir mais tranquila. Cada vez mais a terra brilhava, pude ver que na terra tentando subir, havia uma enorme serpente dourada, um arrepio percorreu meu corpo, eu estava afundando mais depressa, a terra me engolira até os ombros. Olhei para Percy, Annabeth, Nico e Carter eles estavam todos juntos perto da cela, pareciam fracos, olhei mais uma vez para Sadie e ela se levantou segurando o papiro e a varinha apontada para a pedra ômega, eu pensei que Gaia a impediria, mas ela só continuava falando como se estivesse em um transe.
— Eu Sadie Kane, descendente de faraós, sangue puro do Egito, hospedeira de Ísis, ordeno que sua magia seja suspensa, que você enfraqueça, pela ordem do Maat, que seja sempre o Olimpo, pelo poder de Zeus, pela força de Poseidon, pelo reino de Hades, pela sabedoria de Atena, pela sabedoria de Rá, por Osíris, pela força de Hórus, que Apófis retorne as mais profundas penumbras do Duat, que a ordem do Maat seja sempre plena, que toda magia nascida do Caos que proclame o Caos seja contida... – á medida que Sadie lia o papiro a varinha liberava uma luz forte dourada que caia sobre a pedra.
Quando Sadie terminou de falar, vi meus amigos tentando correr para o lado de cá, o símbolo ômega se iluminou, uma forte luz branca encandeou a caverna, por um momento achei que tinha ficado cega, ouvi a voz áspera de Gaia em um grito praguejando e um forte vento passou por mim, quando a luz cessou, vi Gaia ser engolida pela terra. E eu também.
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