The Prince And The Witch
22 Lágrimas,luta,tristezas e suspeitas
Notas iniciais

— Len! – Rin gritou, saindo de seu esconderijo para chegar perto de Len, sem se importar se seria pega ou não, queria ver seu amado.
— Se afaste de mim. – O príncipe sacou sua espada contra Rin.
— Len, não esta me reconhecendo? – A loira tentou se controlar, sentia que logo começaria a chorar.
— Eu nunca te vi sua, criatura horrenda!- Len bradou. Seus olhos com de uma cor um pouco diferente passaram despercebido por todos.
— Guardas! – Neru gritou e em instantes os guardas cercaram o local. — Matem essa bruxa maldita.
— Sim Hime! – Os guardas falaram em uníssono.
— Len, sou eu... Rin. Você e eu...
— Saia do castelo, sua bruxa nojenta. – Len segurou sua espada.
Perto do local Roma andava com sua namorada. Os dois aproveitavam a companhia um do outro e fitavam distraidamente as belas estrelas, a noite se encontra calma e tranquila, mas mal sabia ele que sua tranquilidade iria durar pouco. Instante depois sua cabeça começa a doer com algo, o fazendo cair no chão de joelhos. A dor parecia estar forte como antes, porém parou depois de dois minutos. SeeU se ajoelhou ao lado do namorado muito assustada, mas logo a dor alivia e Roma parece se acalmar aos poucos enquanto a dor se esvai, se levantando com ajuda de SeeU.
—Roma, rápido, venha conosco! – Dois guardas apareceram gritando por ajuda.
— O que aconteceu? Algum bandido no castelo? Os rebeldes estão...
— Venha logo, não temos tempo para explicar! – Outro guarda falou apressado enquanto tenta pegar fôlego. — É urgente!
— Está bem. – O jovem se vira para a namorada. — SeeU, vá para o quarto de criados , eu voltarei logo. — Ordenou o Jovem e em seguida beijou a testa de sua namorada.
— Roma... – O nome do namorado foi a única palavra que conseguiu pronunciar.
— Não se preocupe, eu irei voltar. Apenas vá! — Disse o jovem soltando sua mão e Apontou para os dois guardas– Vocês dois! Escoltem minha namorada, eu irei na frente. – E então correu para seu destino.
— Sim senhor!- Os guardas responderam em uníssono.
— Volte logo, Roma – SeeU sentiu seu peito apertar com a cena de seu namorado indo embora.
O cavaleiro então foi se juntar aos demais guardas. No caminho ele se encontra com seu capitão e com mais alguns de seus colegas. Todos pareciam tensos e preocupados com algo que acontecia no castelo.
— Capitão o que está acontecendo? Um dragão está invadindo o castelo?- Perguntou Roma.
— Não. Uma bruxa! – Respondeu Gakupo, que parecia exausto pela batalha.
— Uma bruxa? –Roma tentou esconder sua preocupação. — Não pode ser a Miku! Ela não teria coragem para vir aqui – Pensou.
— Vamos parar de falar um pouco? –Perguntou com sacarmos um soldado de cabelos marrons lisos e mais alto que Gakupo, ele é, pelo que parece, um tenente
— Temos uma emergência agora, homens.
— Sim senhor! – Todos os soldados falaram ao mesmo tempo.
— Se concentre agora, isso não e um treino! – O tenente avisou Roma.
— Sei disso, senhor. – O soldado respondeu sério. — Mais precisa de tantos soldados para uma só bruxa?
— Não subestime os seres mágicos garoto, eles são muito mais do que se imagina.– Alertou o tenente com seriedade.
— Você já viu uma bruxa na vida, senhor? — Perguntou Roma.
— Eu estive na tragédia combatendo os Ferrier e os bruxos na época. — Falou o guarda sem olhar para Roma. — Desculpe nem falei meu nome, prazer meu nome é Big Al. Qual é seu nome, meu jovem?
— Sou Roma. – Respondeu. — Sou um dos soldados de elite da guarda real.
— Prazer, meu jovem. Mas tenho um aviso – A voz do moreno ficou mais fria e severa. – Fique atento contra bruxos e magos, eles não são nada fáceis de derrotar, principalmente se encontrar um Ferrier, esses são ainda piores.
— Por que ele disse isso? Será que pensa que não sou capaz?- Pensou o cavaleiro.
— Bem, meu jovem, vamos parar de falar por enquanto. Temos uma emergência agora! — Disse Big Al sacando sua espada.
Sem nem responder ele, junto aos demais guardas, começaram a se mover com velocidade pelos corredores do castelo, se direcionando para o jardim real. Roma precisava pensar no que fazer agora, pois se fosse a amiga da Rin, algo de ruim poderia acontecer. Ele precisava fazer algo antes que uma tragédia acontecesse. Durante o caminho os guardas continuavam indo pelo caminho e se misturando com os outros no meio do caminho. No momento em que todos os guardas estavam mais preocupados em matar a bruxa, Roma vê uma oportunidade e consegue sair do meio deles, se dirigindo para o seu quarto pegar algumas bombas de fumaça e sua besta.
— Ele já desapareceu? – Gakupo murmurou assim que deu pela falta do jovem. – Ótimo! Essa é a hora de agir, Roma. — Pensou Gakupo, logo voltando sua atenção para o ataque.
Thirre povs
Estava andando calmamente próximo ao castelo de Lucyfaria, mais exatamente nos telhados das casas próximas. Com minha agilidade e velocidade eu passo facilmente pelos guardas do rei sem que percebam. Hoje resolvi fazer uma visitinha ao Príncipe Hatsune e especialmente a alguém que não vejo há muitos anos. Será que ela está bem? E será que sente minha falta? Bem já faz 18 anos desde a última vez que a vi pessoalmente, depois disso só pude observa-la de longe enquanto ela brincava com seu irmão. Só que hoje vai ser diferente, pois desde aquele dia não parei de pensar nela.
Afastei esses pensamentos e prossegui meu caminho pelo reino com cuidado para não ser notado, e foi quando comecei a ver uma confusão se formando na parte leste do castelo que vi um brilho muito forte, parecia ser a luz do sol. Sem pensar duas vezes fui em direção ao local dessa confusão, porém sou impedido pela aparição de uma figura que surge das sombras de um beco. Não consigo ver o rosto por causa das sombras e da fraca iluminação dos lampiões da rua. Então paro de andar e me viro para o vulto, precisava falar com ele faz algum tempo, por sorte as ruas estavam desertas.
— Espere, não vá ao castelo! – Gritou.
— Você? Eu pensei que estava no Reino do Ouro investigando? — Não consegui esconder minha surpresa diante da pessoa.
— Então agora eu sou um fantasma? – Seu tom de voz pareceu carregado de sarcasmo.
— O que você faz aqui? Soube que o rei desse reino não gosta de você e nem de seu pessoal – Lancei um olhar sério e acusatório para ele. — Qual seu objetivo?
— Estou investigando as Princesas Kaye e Saeko. Nesses últimos anos eu descobri algo que pode chocar todo esse reino! — Falou a figura alta.
— Do que está falando? Não está querendo...
— Sim! Ele está retornando! – O ser a minha frente me cortou com uma voz que demonstrava toda sua seriedade. — Sinto que vamos precisar de tudo para vencê-lo.
— Impossível, ele está preso. Eu sei disso! – Tentei rebater, com medo de que isso fosse verdade. — Eu fui um dos responsáveis.
— Pois eu lamento dizer, mas os tempos mudaram meu amigo. – Respondeu de volta, fazendo um calafrio subir pela minha espinha.
—Com mil raios, precisamos fazer algo! – Exalto-me um pouco.
— Sinto que precisaremos usar aquilo.
— Aquilo? Mas está perdido há anos, nunca mais viram elas depois daquela batalha... – Falei enquanto tentava pensar em um modo de encontra-las, mas sem sucesso. — Como acha que vamos encontra-las? Isso não será fácil.
— Uma você já tem! – O ser sorriu meio debochado, ignorei tal ato.
— Sim, mas ainda faltam cinco delas. – Suspirei, cansado só de imaginar o trabalho que será encontra-las. — E bem aquela que eu já tenho... Bem... Mandei entregar ao Roma.
— O que? Você entregou a ele? Ficou louco? – A figura esbravejou com fúria. — Sabe o que ele pode fazer se ficar com ela?
— Ele vai precisar disso! — Justifiquei-me e logo eu o provoquei — E também ele não é uma criança, ele precisa saber de seu passado. Algo que você deveria ter sido contado alguns anos atrás.
— Ele talvez não esteja pronto para saber. – Respondeu com certa raiva.
— Mas ele vai saber disso uma hora ou outra. – Decidi mudar de assunto antes de uma tragédia acontecer. – Aliás, queria saber o que aconteceu com aquele neném que você estava protegendo.
—Nem me fale disso! – Avisou a figura, abaixando sua cabeça. — Nunca devia tê-la deixado naquele lugar, eu temo que ela possa ter...
— Ela esta viva. – Disse calmamente.
— Como você sabe disso? – Perguntou a figura estanhando isso.
—Bem digamos que eu vi...
Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, o chão começa a tremer e a luz de antes parece ficar mais forte e brilhante. Eu me assusto com o brilho repentino, nunca vi uma magia desse nível e algo dentro de mim tentava e avisar de um grande perigo.
Precisa ir ao castelo.
— Desculpe, mas eu preciso ir!- Falei saltando para outro telhado — Eu te falarei mais sobre esse assunto depois, agora não é uma boa hora.
— Isso ainda não terminou Thirre! — Gritou a figura que logo desapareceu na escuridão da noite. Depois daquele aviso que mais parecia uma ameaça, fui tratar de ir ao castelo. Sinto que vão precisar da minha ajuda.
Narrador on
No castelo a confusão já esta armada. Por todos os lados os guardas estavam caídos ou feridos, de modo que não podiam lutar. Rin se defendia com certa facilidade deles, mas tudo se complica com a chegada de mais guardas. Eles pareciam sair de todos os lugares do jardim. A loira estava começando a ficar cercada, o perigo estava aumentando muito quando, do nada, uma figura vestida com roupas diferentes apareceu entre os guardas. Num instante ele golpeia vários dos indivíduos que estavam cercando Rin. Ele demonstrava sua habilidade pelo modo com que utilizava da escuridão no combate, já que atacava pelas sombras com seu bastão de madeira.
Rin não conseguia reconhecer a figura que lhe ajudava por causa dessa mesma escuridão, mas sabia que estava segura. A figura, numa questão de minutos, derrota os guardas que antes cercavam Rin, só depois disso que o individuo sai das sombras e se revela para a bruxinha.
— Thirre! – Rin o fitou surpresa.
— Olá Rin. — Falou Thirre depois de nocautear um guarda que tentou ataca-lo pelas costas com um soco na cara. — Vejo que está com problemas?
—O que você está fazendo aqui? – Rin pergunta e depois nocauteia um guarda que havia partido para cima dela.
Na hora vê que um dos guardas tentar golpear Rin por trás, mas antes disso acontecer, ele acerta no braço com uma das shuriken, ao perceber isso a bruxa o acerta um dos guardas atrás dele com algum feitiço que eu não sei identificar, mas vê que outros guardas surgem no local querendo a matar, tinha que fazer algo. No instante que eles tentam partir para cima de Rin, ele bloqueia o caminho deles, foi uma decisão que talvez se arrependesse mais à tarde, mas dessa vez ele escolheu isso.
— Melhor se render seu maldito – Exclamou um dos guardas tentando me intimidar – Estamos em maior número.
— E mesmo assim, perderam para min – Respondeu obviamente debochando deles – Será que eu deveria amarar minhas mãos e pés para me derrotarem mais fácil?
Aquela provocação enfureceu mais os guardas ainda vendo a oportunidade perfeita para atacá-los diretamente, distraídos pela raiva, não conseguiam acerta nenhum golpe, sendo que os parava muito facilmente com o bastão e os jogava com força um contra o outro, os inimigos mal conseguiam acompanhar seus movimentos, sendo então desarmados e nocauteados pelo alquimista.
— Eu que deveria fazer isso! — Respondeu Thirre, acertando um golpe rápido em um dos guardas. — Estão querendo acabar com você, deveria ter ficado escondida.
— Então está envolvida nisso! — Gritou um dos guardas, mas por culpa da confusão nenhum dos dois conseguiu identificar qual.
— Vamos matar esses dois — Disse outro.
— Hoje você vai morrer seu Desgraçado — Gritou outro guarda que não consegui identificar.
— Ai! Agora a coisa vai ficar pior. Rin, fuja! – Thirre tentou alertá-la, mas foi tarde demais.
— Len! — Gritou Rin, tentando chegar perto do príncipe, mas os guardas formaram uma barreira entre a bruxa e seu amado para bloquear o caminho, sendo que Thirre segura a loira pelo braço para tentar protegê-la, porém ela consegue se soltar.
— Nem chegue perto da minha amada, sua criatura horrenda! – Len grita para a bruxa, se afastando do tumulto. — Eu vou te matar se ousar fazer algo.
— Len...- Então Rin para de tentar se aproximar.
A bruxa sente suas pernas bambas e desaba com tudo no chão. Parecia que seu coração havia sido atravessado por uma lâmina e que havia sido deixado para morrer lenta e dolorosamente. Não conseguiu evitar as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, mas não se importou. No momento parecia que apenas os três estavam ali... E como se fosse a pior das torturas, ela sendo obrigada a ver a imagem de seu amado nos braços de outra.
Continua
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