The Prince And The Witch

23 Fuga do castelo,culpa e a promessa do cavaleiro


Notas iniciais
Bem aqui via mais ep depois de tanto tempo com essa fic parada

— Rápido, a bruxa está com a guarda baixa, matem-na logo! – Mandou Big al, que comandava a situação.

Ele percebeu o estado da bruxa e decidiu que não perderia essa chance.

— Ela vai morrer se eu não fizer algo- Pensou Thirre depois de acertar mais alguns guardas com seu bastão.

Sem nem pensar, o jovem guerreiro vai em direção à Rin bem no momento que um dos guardas pretendia acertá-la com uma lança. Nos últimos instantes Thirre aperta um botão em seu bastão, o transformando em um Nunchaku de três barras, e o usa para puxar a lança do guarda conta o chão antes de poder acerta loira. Com muita agilidade Thirre acerta um golpe certeiro em um dos guardas e o gira, colidindo com os outros que tentavam cercar eles.

— Rin! — Chamou ele chacoalhando a bruxa que parecia fora de seu mundo – Precisamos que ir embora, Rin.

— Vai você... – Sua voz soou tão fraca que se não fosse a proximidade ele não teria escutado. Percebeu que os olhos de Rin estavam sem vida, deixando-a com uma expressão digna de pena.

— Rin, vamos logo! – Pediu novamente, desviando do ataque de um dos guardas e o acertando na cabeça. O guarda cai com tudo ao lado de Rin, mas ela nem se quer pisca.

— Já mandei você ir! – Gritou com força, fazendo alguns dos guardas darem um passo para trás. E nesse momento lágrimas começaram a escorrer dos olhos da bruxa, mas ela continuava sem uma reação.

— Está louca? — Disse Thirre, pegando-a pela gola da camisa e erguendo-a no ar, como ele é 15 centímetros mais alto do que ela foi uma tarefa fácil. — Vai desistir agora, depois de tudo que aconteceu?

— Não importa mais. – Suspirou, desistindo de qualquer vontade de permanecer viva.

— Rin, não diga isso...

— Ele não ama... Não existe lugar para mim aqui...

— Rin, me escuta, o Len está...

— Thirre! Agora você vai pagar por tudo, seu maldito! — Exclamou Big Al, que tenta atacar os dois.

Antes que consiga falar algo ele desvia com Rin para a direita, fazendo-a cair no chão, mas mesmo assim a espada passa de raspão em seu braço e causa um corte superficial. Mesmo com o braço dolorido, Thirre pega seu bastão de volta para enfrentar o moreno. Big Al tenta golpear o alquimista, mas o ele bloqueia com sua arma, aproveitando para um contra-ataque.

— Está lento al, será que ainda não? — Perguntou ele em tom de deboche contra seu oponente.

— Lento? Farei você engolir essas palavras da forma mais horrível miserável. -Exclamou AL com os olhos cheio de raiva

Com rapidez o tenente consegue parar o ataque com sua espada, os dois ficam em uma troca de golpes intensa e, para o alquimista, não estava nada fácil lutar com o braço ferido, mesmo que de leve. Seu braço queimava sempre que tentava bloquear ou atacar, e ainda tinha que defender Rin que parecia esperar a morte ajoelhada em meio ao sangue que sujava completamente o jardim. Os dois, então num choque de suas armas, se viam empatados e usavam de sua força para saber quem venceria a disputa.

— Depois de tantos anos, finalmente vou poder vingar a morte da rainha — Bradou o soldado com o sorriso confiante – Seu maldito assassino.

— Al, depois de tantos anos você ainda luta como um covarde. –Thirre desafiou seu oponente sem demonstrar qualquer emoção.

— Não se finja de idiota! – Big Al berrou tentando acerta o alquimista, mas dessa vez Thirre o bloqueia com sua arma. — Nunca vou te perdoar pelo o que você fez. E me vingarei de você, banhando minha espada em seu sangue!

— Vamos ver se consegue – Ele provocou o outro, afastando-o.

— Eu esperei por anos, não vou deixar você fugir como antes! – Big Al gritava cada vez mais alto, tentando intimidar o inimigo, mas sem sucesso.

— Vamos, tente acabar comigo então! — Chamou ele se expondo completamente e larga sua arma no chão — Eu nem vou usar meu bastão.

Enfurecido com isso, o guarda avança em sua direção, o jovem se desvia com muita facilidade dos golpes da lâmina, como se não fossem nada, parecia que lia os movimentos de seu inimigo como um livro. Esse fato enfurece mais ainda o de cabelos castanhos, que num momento de distração deixa sua guarda aberta. Thirre se aproveita do momento e desarma facilmente com seu braço bom. Big Al tenta acertar um soco em seu oponente por estar perto, mas é bloqueado.

— Seu maldito eu vou te...

Ainda ignorando o que ele falava, Thirre percebe que Rin está completamente cercada e para terminar com a luta inútil que Big Al começou, ele quebra o pulso do outro. O guarda grita de dor e caí de joelhos, Thirre acerta um chute no rosto de Al, o arremessando para o chão e depois colocar um pé no peito dele, fazendo pressão para baixo. Muitos dos guardas pararam para encarar a cena, com medo de quem conseguiu derrotar seu superior. Tentariam defender a vida de Big Al, mas o medo falava mais alto.

— Mal... Dito... Como... Vo... Cê — Ele nem podia falar por causa da dor dos golpes do Parvel.

— Você ficou tão concentrado nessa sua vingança infantil que esqueceu que eu sempre fui melhor que você. — Falou Thirre colocando sua mão no ferimento. – Mas você conseguiu me acertar, então é meio passo andado. Se eu fosse você treinaria mais antes de puxar briga. – O tom de voz do jovem era ao mesmo tempo sério e debochado, apenas para irritar o outro.

— Seu desgraçado, eu vou... – Big Al segura seu pulso com firmeza, sentindo ele doer mais a cada segundo.

— Homens, ataquem esse maldito custe o que custar. Agora! – Mandou um soldado.

— Maldição mais guardas. A Rin não pode lutar nesse estado, eu preciso pensar em algo e rápido!

Antes que possa pensar em uma estratégia algumas flechas acertam o chão e, nesse instante, uma enorme cortina de fumaça se forma no local, deixando todos no jardim cegos. Os guardas ficam desnorteados e confusos sem conseguir ver onde estavam enquanto Thirre e Rin escutam os inimigos serem nocauteados um por um. Thirre então percebeu quem estava fazendo isso pela sua silhueta em meio a fumaça, mas só ao sentir uma mão tocar no seu ombro que ele tem certeza quem era o responsável pelo ataque surpresa. Thirre pega Rin no colo ainda em meio a fumaça, ela parecia ainda tentar raciocinar o que aconteceu.

— Roma. – O alquimista sorri para o outro.

— Rápido leve a Rin... E aliás que raios ela veio fazer aqui? E o que aconteceu com ela? – Roma fitou o amigo com raiva, mas tentou se acalmar quando lembrou na situação em que estavam.

— Roma, ela viu o Len e a Neru se beijando. Ele até a ameaçou de morte!

— Então ela veio ver se era verdade... — Concluiu o soldado. — Eu não devia ter contado isso para ela. — Ele abaixou seu olhar, parecia sentir uma culpa enorme pelo o que disse a bruxa. – Eu não devia ter falado nada sobre isso.

— Não se culpe, eu sinto que algo se esconde atrás disso, meu amigo. — Thirre toca no ombro do amigo. — Vou indo levar Rin, mas fique de olho na Neru e no Len, tente descobrir o que esta acontecendo. – Thirre se virou para fugir com Rin, mas a voz de seu amigo o fez parar.

—Thirre, se não fosse minha boca, nada disso aconteceria. – Roma fecha o punho com raiva.

— Eu só te perdoo se você guardar toda essa raiva para quando formos enfrentar a Neru. — Brincou Thirre com um sorrisinho no canto dos lábios. Ele arruma Rin em seu ombro bom e se vira para Roma.- Vai, tenho que levar a Rin para longe daqui.

— Certo — Disse Roma — Mas como? O castelo está com todas as saídas fechadas! Não sei se vocês conseguem sair sem serem vistos.

— Eu conheço uma passagem. – E sem esperar pelo amigo, Thirre corre por um caminho escondido. Roma se perguntava se alguém mais no castelo sabia da tal passagem...

Sem responder nada para o amigo, Roma o segue rapidamente pelos caminhos do jardim até chegarem numa estátua de anjo perto de uma fonte. Depois de deixar Rin sentada em um canto murmurando coisas aleatórias, Thirre começa a mexer muito rápido nos tijolos da base da estátua. Ele parecia querer encontrar algo, uma alavanca ou porta secreta.

Depois de dois minutos que pareceram duas longas e agonizantes horas, Thirre aperta um tijolo que parecia se destacar dentre os outros da sua fileira e, nesse instante, a estátua começa a se mexer, revelando uma passagem no chão com uma escada. Thirre pega Rin no colo mais uma vez e começa a descer as escadas subterrâneas, mas antes ele se vira para Roma.

— Roma me encontre amanhã à tarde, preciso falar algo com você. – Avisou o jovem apertando outro tijolo de cor marrom na parede.

— Certo! — Disse o cavaleiro acenando e avisa. – Cuide da Rin.

— Te espero lá! — Foi a última coisa que se pode dizer antes da passagem se fechar.

Roma pov´s

Depois de tudo o que ocorreu, os guardas conseguiram nos achar, mas chegaram tarde demais. Thirre e Rin conseguiram fugir finalmente, mas ainda não acredito em tudo que ocorreu essa noite. No fim a Rin estava no castelo, e o pior, ela viu aquilo! Eu estava com medo de ela descobrir, e com razão. O estado em que ela ficou... Meu Deus, o que eu faço agora?

Pela manhã todos os cavaleiros que estavam no castelo foram convocados para irem ao pátio, menos os soldados que tiveram ferimentos graves por culpa da luta. Esses vão ficar um tempo se recuperando depois de terem lutado contra o Thirre, mas fora isso foi tudo normal.

Por ter soldados de reinos diferentes nós fomos divididos em quatro grupos distintos por nossos uniformes. Os reis Hideo e Katsuo gritavam como dois condenados, juntos deles em pé um pouco atrás, eu podia ver a princesas Gumi, Kaye, Mariko e o príncipe Mikuo que se sentara numa cadeira de madeira ao lado de onde estava seu pai, entanto Len e Neru não estavam entre eles, algo está me cheirando mal nisso, entanto não podia pensar muito por causa do assunto agora.

Durante gritaria de insultos e ira deles, ficou ódio deles é perceptível mesmo da distância em que estou. Eles estavam duas feras por culpa desse acontecimento e queriam saber como seus guardas treinados não conseguiram conter uma bruxa e um simples alquimista. Sinto que vamos ficar ouvindo bons sermões depois disso.

— Senhor eles eram muito fortes. — Justificou um dos guardas.

— Não podíamos contra ela. – Respondeu outro.

— E tem aquele maldito do Thirre, nem sei o que ele está fazendo aqui. — Acrescentou outro Guarda.

— Calados! – Hideo gritou para meu colega. – Vocês são um bando de incompetentes que não conseguem vencer uma simples bruxas! O que o povo vai achar disso? Já forma duas vezes isso agora.

Nisso acabei por me entra por pelos meus colegas.

— Meu senhor, me perdoe pela intromissão — Disse já entrando na conversa — Mas temo que meus colegas estejam certos, bruxas e magos são muito fortes pelo que eu sei, não seria melhor nós termos algum treinamento contra essas criaturas?

— Roma, do que você está falando! Não se meta, moleque! — Rebateu ele com um olhar de raiva.

— Isso mesmo seu soldadinho mal......

Nisso Katsuo deu um olhar de repreensão a Kaye que acabou por se calar.

— Calma, Hideo, eu vejo que seu soldado tem razão nisso. – Katsuo tentou acalmar o outro colocando sua mão no ombro dele. — Seus soldados precisam de algum treinamento contra magos e bruxos.

— Onde estão os caçadores de bruxa então? Eles não são mestres nisso? – Perguntou Hideo.

— Não me fale daqueles traidores! — Avisou o rei cerrando o punho de raiva

— Eu odeio eles, especialmente aquele cavaleiro negro...

— Sei dessa história, pena que eles fizeram isso, eram muito bons com o que faziam. — Comentou o loiro coçando um pouco a sua cabeça – Roma, embora tenha razão, peço que não interrompa ,ouvi bem?

— Sim senhor! — Respondi.

— Bem homens, quero que se dividam em turnos para patrulharem o castelo. Qualquer sinal de uma bruxa, eu quero que me avisem imediatamente! – O rei ordena aos guardas.

— Sim senhor!– A resposta foi gritada por todos os soldados.

Logo que fomos dispensados tratei de ir dormir um pouco, depois de tudo que ocorreu no caminho até o quartel fiquei pensando no que eu disse a Rin. Eu não devia ter dito aquilo.

Flash black On

— Roma, agora eu preciso saber, como o Len está? – Rin perguntou muito ansiosa, pois depois de tudo, óbvio que sentia muita falta dele.

— Rin, eu preciso te falar... – Falei sério, tentando criar coragem para contar o que eu precisava contar para a loira.

— O que foi, Roma? O que aconteceu com ele? – Sua voz demonstrou uma grande ansiedade.

— Rin, o Len... O Len... – Travei com medo das possíveis reações da loira. –Então, Rin, o Len...

— O que houve com o Len, Roma? — Perguntou ela, já temendo o pior.

— Ele acabou beijando... A Neru... — Disse desviando o olhar, não querendo encarar Rin.

— Você só... Só pode estar brincando... Não é? – Os olhos dela estavam quase transbordando de lágrimas. Eu queria muito dizer a ela que era brincadeira, mas não tenho coragem para isso.

— Sinto Rin-Chan, mas eu vi quando estamos vindos para Lucyfaria. –Tentei soar o mais calmo possível. — mas...

— O Len... E ele está... Com a Neru...

— Rin, espere!

— Roma, vá embora, eu preciso pensar. Pode me deixar um pouco sozinha? – Percebi que ela se segurava para não desmoronar, eu queria entende-la e deixa-la sozinha, mas algo dentro de mim me falava para não fazer isso. Que ela não aguentaria tudo sozinha.

— Mas Rin eu...

— Sai, por favor! — Exclamou aos berros, o que o cavaleiro não esperava. Por culpa do susto ele recuou um passo.

— Está bem, mas depois que ficar mais calma eu quero falar com você. É importante. — Falou o cavaleiro – Vou indo antes que alguém note minha falta... – Sua voz saiu baixa e um pouco fria- Vamos SeeU.

O cavaleiro e sua namorada vão até a porta, mas antes de sair lança um último olhar para Rin. Ela abraçava o próprio corpo e tinha uma expressão pensativa no rosto. Talvez ela só precise descansar e talvez amanhã ela acorde bem melhor. Pelo menos é nisso que eu quero acreditar...

— Até depois, Rin. E ouça bem, não faça nenhuma besteira que vá se arrepender! Eu suspeito de algo sobre esse assunto e espero que me ouça antes de fazer algo precipitado. – Avisei-a e abri a porta. — Algo de ruim está acontecendo. – Murmurei antes de sair e fechar a porta atrás de mim.

Flashback

Agora tudo já aconteceu, a confusão foi formada, o rei Hideo sabe da Rin e tudo vai se complicar mais. Eu preciso fazer algo contra isso, mas essa confusão até que foi útil... Consegui entrar no quarto da princesa Neru enquanto a luta ocorria e encontrei um frasco estranho. O porquê de ela ter isso no quarto, eu não sei, mas com certeza que não é para coisas boas. Acho que o Thirre pode saber o que é esse troço, mas só depois. Agora eu preciso descansar, já faz dois dias que não durmo.

— Mas eu Juro que você vai pagar por tudo, Neru. – Prometi enquanto andava para o quartel.

Continua

Notas finais
Bem aqui termina o ep minha gente o que acharam dele? teve muita emoção nele? o que acharam de legal nas cenas? bem agora mais duvidas surgem e com o que aconteceu o fogo do confusão aumenta ainda pro cima os guardas do rei foram bem inuteis em pegar Rin e o Thirre. até o proximo ep minha gente