The Poison Smoother

24 Capítulo 24 - Lifeline


Notas iniciais
Oi pessoal!
Já nem sei mais o que dizer por aqui...
Falta só mais um capítulo, que ruim! =/
O título do capítulo de hoje, é o nome de uma música do Jamiroquai. Se adequou aqui.
Espero que gostem!
Mais um pouquinho de drama pra vocês!
Boa leitura!

Mayla – Marjorie, você está grávida.

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Marjorie – Mayla que tipo de brincadeira é essa?

Mayla permaneceu em silêncio.

Marjorie – Mas... Como? Eu uso diafragma, não é possível.

Mayla – Não funcionou.

Marjorie – Mas eu ainda menstruo.

Mayla não disse nada.

Marjorie – Quanto tempo?

Mayla – 19 semanas.

Marjorie – Não... Você está me dizendo que estou grávida de 5 meses?

Mayla assentiu.

Marjorie se assentou. Olhou para sua barriga por um instante.

Marjorie – Como?

Mayla – Não tem como eu te dar 100% de certeza, mas o que eu suponho é que você continuou menstruando pelo fato de ter esse problema genético, não engordou devido a isso e esse sono que você vem sentindo, é o bebê que está tentando conseguir espaço aí dentro quando você dorme. Assim ele consegue relaxar e descansar. As dores é ele te chutando. Como ele está sem espaço, imagino que só de encostar de leve sua mão em sua barriga, você esteja morrendo de dor.

Marjorie assentiu.

Mayla – Como sua barriga está sensível, ele chuta e você sente uma dor profunda. Você não está engordando e ele está comprimindo seus órgãos.

Marjorie não conseguia pensar direito, nem queria. Ela se levantou e ficou ao lado de Slash.

Marjorie – E quanto a ele?

Mayla – Se você transferir seu sangue pra ele, corre o risco de perder o bebê.

Marjorie – Então você está dizendo que eu tenho que escolher um dos dois?

Mayla não respondeu.

Marjorie fechou os olhos. Abriu quando sentiu algo tocar em sua barriga. Com uma das mãos Slash tirou a máscara de oxigênio de seu rosto e a outra levou até a barriga dela. Tentou pronunciar algo e Marjorie não entendeu. Ela chegou o ouvido perto de sua boca e ele sussurrou...

- Eu te amo.

Marjorie levantou o rosto novamente. No momento que ele tirou a mão de sua barriga o aparelho começou a apitar, ele começou a ter outra convulsão.

Mayla – Marjorie, sai daqui.

Marjorie continuou parada ali.

Mayla – MARJORIE!

Ela saiu de seu transe e saiu do quarto. Passou direto por todos e foi embora. Foi para casa, não queria ver o que aconteceria com Slash.

Chegando em casa tomou um longo banho. Se trocou e foi para a sacada com uma garrafa de Jack Daniel’s. Se assentou no chão, cruzou as pernas e tomou um gole. Colocou uma das mãos na barriga.

- Provavelmente é loucura isso que vou fazer – pensou.

- Então... Oi bebê... É, deixa eu me apresentar. Provavelmente sou sua mãe... Não, com certeza sou sua mãe. Pelo fato de eu tomar Jack Daniel’s em um dia e no outro você me chutar, já está mais que comprovado.

Ela riu e tomou mais um gole da garrafa.

- O que eu quero dizer é que não tem como eu não amar você. Você me conhece há uns 5 meses e eu acabei de te conhecer, mas isso é muito maior do que nós e eu te amo. Slash, ou melhor, seu pai está em uma péssima condição no hospital agora e precisa da minha ajuda pra poder sair dessa. Mas se eu fizer isso, posso prejudicar você e eu não quero isso.

Tomou mais um gole.

- A única coisa que eu quero que você saiba é que eu jamais faria algo do qual pudesse me arrepender. Eu preciso cuidar de você e preciso ajudar seu pai e isso nesse momento é muito difícil. Eu só quero que me entenda e me apoie em qualquer decisão que eu tomar. Eu sou uma pessoa estranha, sempre fui. Provavelmente você vai ser também, já que é meu filho. Mas eu dou muito valor aquilo que sinto, e isso é uma coisa que quero ensinar pra você desde já. Quero te ensinar a amar. Eu amo seu pai e eu amo você. Essa é sua primeira lição de vida.

Ela bebeu mais um pouco.

- Quer mais alguma prova de que sou estranha? Estou conversando com um bebê — ela riu.

O bebê a chutou.

- E quer uma prova que você é meu filho? Está aproveitando o Jack Daniel’ s aí não é seu danadinho?

Ela riu.

- Agora tenho que voltar para o hospital. Hoje várias pessoas vão se apresentar pra você. Mas com certeza já as conhece.

Ela disse isso e se levantou.

- E eu nem sei se você é um menino ou uma menina. Mas eu acho que é um menino.

O bebê a chutou.

- E você confirmou – sorri.

Ela trocou de roupa e foi até o hospital.

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Chegando ao hospital, Marjorie foi falar com Mayla.

Marjorie – Como ele está?

Mayla – Ele precisa dessa transfusão urgente.

Marjorie bufou, pelo menos estava vido.

Mayla – E o que decidiu?

Marjorie ficou pensando antes de responder...

Marjorie – Mittchel... O Mittchel pode ser minha salvação!

Mayla olhou assustada. Marjorie saiu correndo.

Ela foi até a porta do hospital, pegou seu celular e ligou para ele. Explicou toda a situação. Mittchel ficou muito preocupado, disse que iria ajudar, que voltaria para Los Angeles. Ele já estava um pouco distante, talvez um pouco depois de Seattle, mas disse que largaria tudo e iria para lá. Sua família estava em primeiro lugar, e assim faria.

Marjorie desligou e Mayla chegou correndo até ela.

Marjorie – O que houve?

Mayla – Dessa vez ele teve uma parada cardíaca e não tinha tido isso ainda. Marjorie, temos pouco tempo, se ele não receber esse sangue em até 2 horas, ele pode...

Marjorie – Se o Mittchel não chegar, você tira do meu.

Marjorie colocou a mão na barriga e suspirou.

As duas entraram no hospital novamente. Marjorie se juntou ao pessoal e Mayla foi transferir Slash de quarto. Ele ficaria no quarto de transfusão.

Steven – Você vai botar um ovo Marjorie?

Marjorie – Fica quieto Steven.

Steven – Tem sangue de cobra e cobra bota ovo.

Marjorie – Steven, eu não sou uma cobra.

Steven – Então vai ter um mutante.

Marjorie – Steven, cala a boca. Eu não quero falar dessa criança agora, nem com você nem com ninguém.

Duff – Marjorie, vem comigo.

Duff foi andando e Marjorie o seguiu. Foram até uma sacada que tinha ali perto. Duff se encostou à grade e Marjorie fez o mesmo.

Duff – Pode chorar.

Marjorie – Hã? Como assim?

Duff – É muita coisa pra você aguentar e você não chorou até agora. Pode chorar.

Marjorie – Eu não quero chorar. Aliás, eu não choro.

Duff – É sério, não vou contar pra ninguém.

Marjorie – Tá surdo ou o quê?

Duff – Imaginei que falaria isso.

Duff chegou perto dela e a abraçou.

Marjorie – Duff. Me solta.

Duff – Não.

Marjorie – Duff.

Duff – Se não quer chorar, vai ficar no mínimo 15 minutos aqui abraçada comigo.

Marjorie não disse mais nada.

Duff – Melhor assim.

Marjorie – Duff?

Duff – Sim?

Marjorie – Você está com a mão no meu peito.

Duff – Ah, desculpa.

Ele tirou a mão de lá. Marjorie ficou com ele assim nos minutos seguintes. Não queria dizer, mas era realmente reconfortante ter alguém ali com ela, já que nunca demonstrava seus sentimentos.

Algum tempo depois...

Mayla – Não temos mais tempo.

Marjorie – Então vamos logo com isso.

Maressa – Não faz isso... O Slash não ia querer que...

Marjorie – Fora disso Maressa.

Duff – Marjorie, você...

Marjorie – Vocês não sabem nada sobre mim não é?

Marjorie foi andando e Mayla a seguiu. Marjorie trocou de roupa, se deitou em uma cama que estava ao lado de Slash. Mayla começou a preparar ela e quando ia colocar o cabo que ligaria ela ao Slash...

Mayla – Tem certeza que vai fazer isso?

Marjorie – Eu já conversei com ele – coloca a mão na barriga.

Mayla colocou o equipamento neles, Marjorie deu um pequeno pulo quando 2 ganchinhos furaram seu braço. O sangue começou a passar através do cabo.

Quando se passaram cinco minutos...

Mayla – Merda Mittch, cadê você? – diz.

Mais cinco minutos...

Marjorie começou a ficar pálida por conta da quantidade de sangue perdido.

Marjorie – Está tudo bem Mayla... – ela disse isso fechando os olhos como que em um cochilo.

Mayla – Eu vou tirar isso de você.

Quando Mayla ia tirar o cabo do braço de Marjorie...

Marjorie – Não faça isso!

Mayla hesitou.

Quando se passaram mais três minutos...

Mittchel entrou pela porta do quarto correndo.

Marjorie – Mittchel você está... tão... bonito.

Falando essas palavras Marjorie desmaiou. Do seu olho esquerdo caiu uma lágrima.

Notas finais
Eu falei com a maioria que o Slash não vai morrer. Mas não significa que ele não pode ficar doente pra sempre ou algo do tipo, aoioiaoie'
Pessoas, amanhã é o capítulo final.
Estou realmente mal. (Como é de se esperar né).
Espero que estejam gostando. É muito trabalho que tenho, e ao que parece consigo divertir vocês! Isso que importa!
Até!
(Será que a The Poison vai passar da Dreams e a The Windows? A Dreams está com muitos leitores *-*).