The Poison
2 The Consequences
Entrando na mansão, Thomas estacionou a Ferrari. Todos os sintomas que Shima lhe disse antes de deixar ele o assustavam. Mesmo assim, ele tentou fingir que estava bem com a dança da morte que estava enfrentando.
— Thomas! – Juliet saiu da casa correndo em sua direção. – Eu ouvi o carro chegar. O que aconteceu?
— Estou com as horas contadas. – Ele tentou dar uma descontraída, mas Juliet ficou ainda mais com uma expressão vazia. – Desculpa, eu sou ruim com piadas.
— Por favor, não fale isso de novo. – Ela o fez se sentar na poltrona do lado de fora. – O que você sabe sobre isso?
— Muito pouco. – Ele sentiu um leve desconforto. – Mas infelizmente eu não sou Michel Knight e a Ferrari não é o KITT.
— Pare de citar a nova supermáquina para mim, Magnum. – Juliet mediu o pulso dele. – Me diga, o que aconteceu?
— Ele marcou um encontro com um chefe de cozinha e colocou algo na minha comida. – Thomas respirou fundo. – Disse que vou começar a sentir náuseas, vou falar a verdade, ter dores de estomago e é claro, tontura, visão turva, meu corpo vai desligar e então...
— Ok, está bom assim. – Juliet o fez se deitar. – Eu tenho algo para você. Isso pode retardar o veneno no seu sistema.
— Você é tão linda, Juliet. – Thomas sentiu seu corpo começar a falar as verdades que guardava apenas para si. – Eu não sei como nunca disse que sou totalmente apaixonado por você.
— Tudo bem, eu preciso que você fique deitado. – Ela tinha um sorriso no rosto. – Vamos, Thomas.
— Não posso passar meu tempo aqui. – Ele se levantou, sentindo que poderia cair a qualquer momento. – Eu tenho que achar o filho de Shima e conseguir o antidoto.
TC saiu pela porta e pegou Thomas antes que ele descesse as escadas.
— Não vai sair daqui. – Gordon apareceu, percebendo que seu amigo estava diferente. – Magnum?
— Eu não sei o que dizer para agradecer, Gordie. – Thomas olhou para o detetive, seus olhos com algumas lágrimas. – Você é como um irmão para mim.
Katsumoto quase não podia piscar naquele momento. Thomas Magnum havia dito algo que ele mesmo pensava sobre o homem.
— Precisa ficar deitado. – Katsumoto olhou para Magnum e deixou a casa. Pegando o telefone, ele se sentou em seu carro, com o celular começando uma ligação para alguém importante na vida de Thomas.
— Alô? – A voz feminina do outro lado atendeu. – Detetive Katsumoto?
— Ei, como vai? – Ele sabia que ela era o que Thomas tinha mais próxima de uma irmã.
— Estou bem, mas está não é uma ligação social pelo tom que você está usando. – A garota deu um beijo na cabeça da bebê e o entregou para o marido.
— Não, não é. – Ele suspirou. – É Thomas. Ele está com sérios problemas.
A mulher olhou para o marido enquanto ouvia tudo o que Katsumoto dizia, deixando o celular cair no chão, de tanto choque.
O marido pegou o celular, respondeu que ambos estavam indo para o Havaí e logo que desligou segurou a esposa junto a sua filha, enquanto a mulher chorava com medo de uma perda.
Olhando para o pôr do sol a sua frente, Thomas imaginou o que estaria reservado. Ele sabia que tudo estava sob controle, que seus amigos estavam quase na pista do verdadeiro sequestrador.
— Você está bem? – Kumu colocou um prato na frente de Juliet na mesa do escritório. – Precisa se alimentar, querida.
— Eu preciso ajudar Thomas, Kumu. – Juliet ignorou a comida. – Eu não posso perder ele. Não assim.
— Mas não vai conseguir ajudar se não comer, Juliet. – Kumu olhou para a amiga e suspirou.
Caminhando pela propriedade, Thomas decidiu pegar um dos carros para uma pequena viagem final. Seu estomago se revirava e ele estava perdendo a capacidade de enxergar.
Caindo no gramado, ele soltou um grito agudo de dor. Apollo e Zeus correram para o homem no chão e depois para Juliet.
Os sintomas de Thomas estavam piores. Ele sentiu um tremor violento começar e sua cabeça estava latejando como se tivessem batido com uma pá na cabeça dele.
Ele estava muito próximo de um final. E não queria que isso acontecesse.
Juliet viu seus cães correrem para ela e depois para fora. Olhando para Kumu, ambas saíram correndo para o gramado, parando abruptamente quando viram Thomas no chão.
— THOMASSSSS! – Juliet correu até ele, tirando o pulso dele. – Chame uma ambulância! Agora!
— Thomas! – As vozes de Rick e TC eram ouvidas.
— Não pode nos deixar agora, Magnum. – Juliet colocou a cabeça dele em suas pernas. – Por favor.
— Eu te amo, Juliet. – Thomas piscou lentamente. – Te amo tanto.
— Eu também te amo, Thomas. – Ela o sentiu ficar mole em seus braços e logo o deitou na grama. – Não, não me deixe agora!
— TC, faça compressões agora! – Rick ordenou, abrindo a camiseta de Thomas, os botões voando para todos os lados. – Vamos, TM. Não nos deixe.
— MAGNUMMM! – Gordon chegou até eles. – A ambulância está vindo?
— Sim, mas sem o antidoto ele vai morrer. – Juliet segurou a mão do amor de sua vida, odiando o fato que não podia beijar Thomas por causa do veneno. – Noelani já conseguiu descobrir o que está nele?
— Não, mas ela precisa de uma hora. – Gordon sabia que era uma situação de vida ou morte.
Kumu voltou, dessa vez trazendo dois paramédicos com ela. Eles logo imobilizaram Thomas e o colocaram sobre uma maca e dentro da ambulância.
Juliet não pediu autorização antes de pular dentro da ambulância. Ela apenas olhou para os paramédicos e segurou a mão de Thomas.
Logo na chegada ao hospital, Juliet foi proibida de seguir o investigador. Tudo o que ela viu foi Thomas sendo arrastado para dentro da emergência e depois mais nada.
Haviam se passado quase duas horas. Os médicos conseguiram estabilizar Thomas, mas ele naquele momento estava em coma induzido. Ele dependia de um ventilador para viver e sua pressão continuava a subir e descer.
Juliet se levantou e saiu do hospital, com Katsumoto ao seu lado. Ele estava preocupado com a jovem e sabia que ela e Thomas sentiam muitas coisas um pelo outro.
— Onde você vai, Juliet? – Gordon correu para o lado do passageiro do carro de Juliet. – Eu não posso simplesmente deixar você ir sozinha.
— Sabe que eu vou matar Shima se eu encontrar. – Era mais uma afirmação. – Mê de apenas um motivo para que eu não estripe aquele porco.
— Porque Thomas vai precisar de você. – Katsumoto sabia que era apelar demais. – Quando descobrimos qualquer coisa que Osi Shima deu a ele, os médicos vão dar o antídoto e Thomas vai sair desse hospital, pedindo favores e pronto para ficar com você.
— Eu preciso me sentir útil, Gordie. – Juliet olhou para o detetive.
TC entrou no quarto de Thomas. Ele se sentou e olhou para Rick, congelado na entrada.
— Acho que Orville está assustado, TM. – TC sorriu. – Entre, ele não morde, Rick.
Entrando no quarto um pouco mais, Rick se sentou ao lado da cama de Thomas, tentando entender que aquele homem com as máquinas era seu melhor amigo.
Ele se aproximou e sentiu que ele ainda estava com eles. Mas poderia ser uma questão de tempo até ele ser arrancado deles assim como Nuzo.
Enquanto isso, Thomas acordou em um lindo lugar. Ele sabia que tudo era apenas um sonho e que ele provavelmente estava no hospital e até mesmo morto.
Havia uma linda praia a sua frente e ele caminhou para lá, notando suas roupas em um tom de branco.
Olhando para longe, ele viu um homem careca e corpulento andar em sua direção com um sorriso estampado.
— Senti sua falta, Thomas. – Nuzo o abraçou, fazendo Thomas se sentir seguro naquele momento.
As perguntas eram muitas e o tempo poderia ser curto ou longo.
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