The Pirate And The Prince
10 Capítulo 10 - Túmulo de Lembranças
"Quero me desculpar comigo, mas não sei exatamente qual o erro que cometi.". (Gabito Nunes)
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Túmulo de Lembranças
Depois de ter seu tornozelo recuperado, Lucy estava pronta. Seu navio estava atracado no porto de um pequeno vilarejo, onde seu pai estava enterrado.
-Lucy, você vai vê-lo sozinha? — perguntou Natsu.
-Sim. Faço isso há muitos anos. — disse Lucy, naturalmente.
-Você... Me deixaria ir com você?
-Eh? — disse Lucy, surpresa — Porque você quer ir?
-Sim. Quero que me conte mais sobre você. Quero descobrir quem você é. — Lucy sorriu de jeito compreensivo e disse:
-Certo. Vamos, me siga. Vou te contar umas coisas.
Lucy desembarcou. Natsu saiu logo atrás dela. Lucy andou até entrar num vilarejo simples. As ruas eram de terra, as casas bem simples e enormes plantações enchiam os terrenos. Lucy caminhava calmamente e de cabeça baixa. O que Natsu deveria fazer além de segui-la como um idiota?
Logo ela parou em frente a um enorme portão de metal prateado que era a única entrada para um enorme terreno cercado por um muro de tijolos. Lucy suspirou e abriu os enormes portões. Ela entrou no local e depois de escanear o local mentalmente, Natsu reconheceu. Era um cemitério.
Lucy caminhou até mais fundo do cemitério. Natsu seguia a alguns metros de distância dela. Logo a loira parou em frente a uma lápide simples. Nela se lia:
Jude Heartphilia
Bom pai e amigo
-Esse... Era seu pai? — perguntou Natsu.
-É. Para um pirata é importante manter o sobrenome em sigilo, mas... Eu confio em você. — ela disse, se sentando a frente da lápide.
-Como... Como ele morreu?
-Assassinado. Assim como a minha mãe. — disse Lucy. — Bom, você disse que queria saber mais sobre mim. Pois bem. Eu sou Lucy Heartphilia, filha de Jude e Layla Heartphilia, a única pessoa viva da linhagem Heartphilia. Meus pais foram assassinados, e eu só tinha 10 anos quando perdi meu pai e tive de me virar sozinha. Eu roubei um navio e aos poucos recrutei crianças perdidas e sem rumo a participar da minha tripulação. Quando eu roubei o navio, estávamos eu, Juvia e Jellal, só. Eles já estavam sem rumo quando meu pai morreu, então partimos juntos. Somos uma família desde então. Você pode não conhecê-los bem, mas... São boas pessoas. Acredite. — a essa altura, ela já chorava. Natsu a olhava boquiaberto, enquanto as lágrimas rolavam.
-Então... Você perdeu seus pais e teve que se virar só com 10 anos? — disse Natsu, abismado.
-Sim. Enquanto você estava se divertindo no castelo, eu estava fugindo de pessoas que queriam me matar. Muito legal, não é? — disse Lucy. Natsu não sabia o que dizer. O que o Natsu que era amigo da Lucy diria? O que ele diria se soubesse realmente o que sentia por ela? Então ele percebeu que por mais que se lamentasse, aquelas memórias não iriam voltar, então ele deveria ser ele, só ele, e ninguém mais.
-Eu não me lembro. — ele disse, pesaroso. — Eu não em lembro de nada. Nada dessa época. Meu pai disse que eu caí da escada e bati a cabeça, mas eu não consigo acreditar nisso. — Lucy, ainda de costas pra ele, se levantou. — Mas você sabe o que aconteceu. Não sabe? Você era minha amiga naquela época não era?
-Sim, eu era. — ela disse, sorrindo, em meio ás lágrimas. — Realmente, essa história da escada é mentira. Foi por minha culpa que isso aconteceu. E você ter se esquecido foi minha punição. Minha punição foi você ter se esquecido de mim. — ela se virou pra ele e ele viu em seus olhos que aquilo não era mentira, nem nunca seria. — Erza, Gray, seus parentes, todos eles tiveram chance de te ver outra vez e te contar quem eles eram e que relacionamento tinham com você. Mas eu não tive. Eu estava ocupada demais fugindo deles. Eu não tive escolha, se não deixar você pra trás.
-Eu sei. Algo aconteceu. Você sabe, mas ainda não pode me contar. — ele disse, caminhando até ela. — Promete que quando estiver pronta vai me contar?
-Prometo. — disse Lucy.
-Isso é ótimo, Luce. — então ele a abraçou. Deixou que ela chorasse no seu ombro e que fosse confortada por seu abraço. — Era assim que eu te chamava, não é? Luce.
-É. Acertou.
-É bom saber. — ele disse, se separando dela — Vamos. Vamos pro navio, ou melhor, pra casa.
-Hai!
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