The Pirate And The Prince
9 Capítulo 9 - Aos Cuidados de um Velho Amigo
Notas iniciais
“Não é o mesmo quando olho nos olhos dela, a magia não está lá.” (Always Gonna Love You — Gary Moore)
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Aos Cuidados de um Velho Amigo
Quando Lucy acordou na manhã seguinte, sentia que sua cabeça estava deitada em algo que subia e descia. Ela ouviu um coração batendo, sentia um braço ao redor de sua cintura e ouvia uma respiração acima de sua cabeça. Quando ela pensou em continuar a dormir, ou fingir que o fazia, uma conhecida voz disse:
–Oh, já acordou, Lucy?
–N-Natsu?! O que aconteceu ontem? — perguntou Lucy, corada.
–Relaxa, estamos a salvo no navio, todo mundo voltou vivo do ataque a Hargeon de ontem. — disse Natsu. — Eu te trouxe pro seu quarto e como eu não sabia onde devia dormir, eu fiquei aqui. Tudo bem com isso?
–Ah, sim. Claro, está tudo bem. De qualquer maneira, você ía dormir aqui mesmo. Eu vou passar a dormir no chão, não se preocupe. — disse Lucy.
–Não vai não. Você viu que você e eu cabemos perfeitamente na sua cama. Acho que não tem problema algum em dividirmos a cama. — disse Natsu. Lucy sabia como o rapaz conseguia ser ingênuo ou mesmo apenas idiota, então levando em conta o fato de que ele estava tentando ser amigável com a loira (provavelmente depois de perceber que Gray e Erza, pessoas que ele confiava, não a viam como ameaça), dividirem a cama era apenas algo normal que amigos ou até meros conhecidos fariam sem nenhum motivo oculto por trás daquilo. Lucy não sabia se aquela inocência infantil do jovem era boa ou ruim.
–Ah, se está tudo bem para você... — disse Lucy, se sentando. Ela gemeu de dor ao mexer o tornozelo. Depois do golpe do salto de Lisanna, ela ainda havia batido o tornozelo em diversos lugares enquanto fugia de Lisanna.
–O que foi, Lucy? — perguntou Natsu.
–Meu tornozelo. Eu acho que o torci, machuquei, sei lá. Só sei que não está bem. — disse Lucy. — Eu acho que devia reportar isso a Wendy, a médica do navio, mas acho que não é necessário.
–O quê? Vai deixar isso pra lá? — disse Natsu — Nem pensar! Se segure.
–Me segurar? O que você vai... — dizia Lucy, até ser interrompida por um Natsu que a colocou nas costas. — Natsu! O que você está fazendo?
–Vou te levar até a Wendy. Você não está em condições pra andar, então vou te levar no colo. — ele explicou. Quando ele abriu a porta do quarto e saiu, Lucy enterrou a face corada nas costas dele, tentando esconder sua cara completamente vermelha.
–Ei, Wendy! Essa bobalhona torceu o tornozelo. Pode dar uma olhada? — perguntou Natsu. Wendy olhou pra ele e assentiu, dizendo:
–Claro! Me siga, vamos ver isso no meu quarto.
Wendy guiou Natsu até seu quarto. Era pequeno e bem organizado, considerando o movimento do navio e a falta de tempo para se gastar arrumando o navio. Ao chegar lá, ele colocou Lucy na cama de Wendy, e a loira estava bem menos corada. Wendy se sentou na cama e deu uma olhada no tornozelo dela, depois de alguns minutos chegando a uma conclusão:
–Está mesmo bem machucado. Mas tudo bem, se deixar enfaixado e em repouso por alguns dias vai melhorar. Natsu, certifique-se que ela vai deixar o pé quieto. — disse Wendy, enfaixando o tornozelo de Lucy.
–Wendy, eu não posso ficar nem algumas horas sem fazer nada, imagine dias! — disse Lucy.
–Então Natsu vai ter que te carregar pelo navio. Se você colocar peso no seu tornozelo não vai melhorar, talvez fique pior. — disse Wendy, decidida.
–Ah... Natsu, você se importa? — perguntou Lucy, preocupada.
–Nem um pouco. Você é levinha. — disse Natsu.
–Engraçadinho. Vamos, me ajuda aqui. — disse Lucy. Natsu a colocou nas costas e a levou ao convés.
–Levy! Pode ajustar a rota do navio para... Você sabe. Aquele lugar. — disse Lucy. As expressões de ambas adquiriram feições sérias, o que implicava que era um assunto delicado e provavelmente pessoal.
–Oh sim. Está quase no dia, certo? — perguntou Levy.
–Está. Então, podemos partir?
–Claro. Chegaremos logo, afinal estamos perto de Hargeon. — disse Levy.
–Pois é. Obrigada, Levy.
–Não é nada, Lu. — Natsu se afastou com Lucy e perguntou:
–Aonde vamos?
–Vamos visitar... — dizia Lucy, um tom sério. — O túmulo do meu pai.
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