Notas iniciais
Super importante: Nossos vampiros ~ainda~ não tem o anel da luz do sol. NENHUM deles, então a sua participação que acontece é noturna, e eles não brilham continuam queimando que nem o inferno. Obsessão e compaixão são duas coisas totalmente diferentes.

Mystic Falls — 10 anos atrás

Stefan se agachou na grama coberta pelo orvalho da noite e examinou a boneca caída aos seus pés com atenção. Fazia 40 anos desde a última vez em que ele pisara em Mystic Falls, cidade pequena os moradores o descobriram rápido. Ele nem tinha tido a intenção de parar ali, mas a fome foi mais forte que ele, agora ele estava ali, parado a alguns metros de uma casa afastada da cidade observando a boneca que caiu depois de sair voando da janela da casa.

Ele franziu o cenho observando que todas as luzes da casa estavam apagadas, alguém deveria estar acordado. “Comida fácil” ele pensou. Ele esticou a mão para pegar a boneca, mas antes que os seus dedos tocassem nela ele ouviu o som de pequenos passos vindo na sua direção. “Fácil, fácil”.

Ele se afastou da boneca e se escondeu nas sombras percebendo que uma criança com não mais que 7 anos. Ele ficou um pouco desanimado por não ter presente o medo da caçada, crianças eram geralmente mais fáceis de enganar, não corriam com medo da morte como os humanos adultos, mesmo assim elas eram deliciosas, sangue jovem e inocente.

Das sombras onde estava escondido ele viu quando a pequena humana de cabelos chocolate e pés descalços surgiu no seu campo de visão. Ela era uma das humanas mais lindas que ele já tinha visto, ele respirou fundo sentindo o cheiro delicioso dela encher suas narinas enquanto suas presas doíam com a expectativa de mordê-la.

A garotinha andava apertando os olhos tentando enxergar na escuridão. Ela tinha sido tentada em pegar uma vela, mas ficou com medo do pai acordar e não deixá-la sair para procurar a boneca que a irmã jogou pela janela.

— Kath estúpida! – ela tropeçou em mais alguns galhos e então avistou o que queria – Achei você! – ela começou a correr para alcançar a boneca se esquecendo de olhar para o chão irregular e tropeçou em uma pedra maior caindo no chão.

O cheiro delicioso de sangue quente encheu as narinas de Stefan enquanto a garotinha levantava as mãozinhas decoradas com o vermelho brilhantes de sangue.

Elena continuou ajoelhada no chão e choramingou quando viu o corte e arranhões na mão. Nesse momento ela odiava a irmã mais do que tudo por ter jogado a boneca pela janela, ela sabia que Elena só conseguia dormir com aquela boneca. Ela tentou se levantar sem apoiar as mãos, mas se desequilibrou e cai de bunda no chão, e então um par de sapatos surgiu na frente dela.

Ela segurou a respiração com medo percebendo que o homem segurava a boneca dela, ela tentou ver o rosto dele, mas estava muito escuro para que ela conseguisse, então ele se abaixou e estendeu a boneca na direção dela, ela tentou enxergar o rosto dele de novo mas só a boca de dentes branquinhos era visível para ela.

Stefan analisou a pequena humana com curiosidade. No momento em que ele viu o sangue brilhante escorrendo entre os dedos da menina ele sentiu a sua sede aumentar ainda mais, como se ele nunca tivesse sentido tanta sede na vida. Ele assistiu quase que em transe quando ela levou a mão deliciosa em direção a ele para pegar a boneca, ele a puxou de volta antes que ela conseguisse.

— Há, há, há. Nada de boneca pra você por enquanto – ela soltou o ar rapidamente e depois respirou fundo prendendo a respiração de novo, ela queria tocá-lo – O que quê eu vou fazer com você... – ele divagou em voz alta sem perceber que a ansiedade dela não era pela boneca. – Qual o seu nome?

— Elena – ela tentou se apoiar para chegar mais perto, mas chiou quando os cortes doeram de novo.

Stefan assistiu aos esforços da garotinha hipnotizado pelo sangue, foi o suficiente pra ele. As suas pupilas dilataram enquanto ele sentia o poder fluindo dele.

— Me dá a sua mão – ela olhou encantada para frente vendo um leve brilho de verde na escuridão e deu a mão sem exitar. Stefan sentiu as presas se alongarem e as veias descerem ao longo da bochecha – Você não deveria sair sozinha a essa hora.

Elena assistiu com fascínio quando ele começou a mudar, mesmo na escuridão ela podia ver um pouco das veias salientes na bochecha enquanto seus lindos dentes branquinhos se transformavam em presas longas e brilhantes.

— Você é um vampiro – ela sussurrou maravilhada.

— E você é minha presa – ela tentou se afastar por reflexo mas ele agarrou o pulso a mantendo no lugar – Não se preocupa, eu vou fazer melhorar.

Um sorriso perturbado se espalhou pelo rosto dele enquanto ele levava a pequena mão até a boca lambendo todo o sangue presente. Um gemido de puro prazer escapou dos seus lábios quando o gosto do sangue bateu neles, ela era sem dúvida uma belíssima criatura e tinha um gosto igualmente bom. Era como provar a melhor das comidas humanas. Ele lambeu o corte limpo e então afastou a boca da mão dela puxando-a em pé, fazendo com que ela ficasse da altura dele.

Elena estava com medo, mas ao mesmo tempo fascinada. Com os dedos coçando ela estendeu a mão que Stefan não segurava para escuridão e tocou as veias salientes na bochecha dele.

Stefan viu quando a pequena levantou a mão livre tocando seu rosto – Eu poderia te transformar no meu bichinho de estimação – ele disse para si mesmo, e então com velocidade sobre-humana moveu o rosto e mordeu o dedo dela com força sentindo o sangue fluir em grande quantidade e chupando em seguida. Ele se assustou com o movimento repentino e soltou um grito agudo fazendo ele se afastar momentaneamente.

— Não grita – ele disse olhando para ela e então mergulhou os dentes no pulso suculento a fazendoela abrir a boca mais sem nenhum som saindo dela. Ele viu as pequenas luzes com o canto do olho e então escutou as vozes.

— ELENA? É VOCÊ?

Stefan ignorou as vozes e continuou focado no doce sangue na sua boca.

— ELENA?? CADÊ VOCÊ QUERIDA?

Ele viu as tochas precisão e com um grunhido soltou o pulso da garotinha. Ele olhou bem e percebeu que um pequeno grupo de humanos procurava por ela. Ele deu uma ultima chupada no pulso da garota e então rasgou um pedaço da própria camisa limpando os restos de snague no pulso e nas mãos dela.

Stefan olhou para a garotinha que o olhava hipnotizada, ele duvidava que ela conseguisse enxergá-lo direito, e novamente ela ergueu a mão tentando tocá-lo. Ele se irritou e deu um tapa com força na mão dela fazendo um pequeno eco na floresta.

— Não me toca ou eu vou te morder de novo!

— ELENA? ELENA!!

Stefan se concentrou apenas na garota tentando esquecer as vozes persistentes.

— Toma — ele estendeu a mão e entregou a boneca a ela – Segura ela assim – ele arrumou a boneca na não da menina de modo que o vestidinho cobrisse o pulso – Não deixa ninguém ver o seu braço entendeu? – ela balançou a cabeça confirmando e segurou a boneca firme – Ótimo, agora vai.

Stefan soltou o braço da garota devagar e ela se afastou três passos ainda devagar antes de se virar para correr, mas ele tava com tanta fome agora...!

Ele grunhiu e pulou para frente agarrando a cintura da garotinha com uma mão e puxando os cabelos lisos para cima com a outra cheirando a curvatura do pescoço. Ele já podia sentir o cheiro suculento de sangue enchendo suas narinas e suas presas coçando na boca.

— ELEEEEENA!!!!!!

Ele abraçou a cintura da garota segurando os dentes na boca e irritado com os humanos estúpidos. Lutando contra a sede cortante ele subiu os lábios para o ouvido dela:

— Na próxima vez – ele sussurrou colocando ela de volta no chão – Eu vou te morder aqui – ele abaixou os lábios para o pescoço dela e plantou um pequeno beijo na veia pulsando para ser mordida subindo os lábios para o ouvido dela de novo – Esqueça sobre mim Elena. Corre.