The Petrova Fire
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Bonnie entrou no quarto de Damon cantarolando uma música qualquer enquanto segurava uma bandeja com a jarra de sangue o copo preferido dele. Ela fez o seu caminho até a mesa, com cuidado para não tropeçar no corpo da escrava de sangue deitada no chão, seu sangue empoçando no chão do quarto... Bonnie mandaria ela limpar assim que acordasse.
Ela fez seu caminho até a mesinha perto da lareira e então engasgou com o que viu derrubando a bandeja no chão, a jarra e o copo se quebrando com o impacto, fazendo ainda mais sangue se espalhar pelo quarto enquanto ela praguejava.
— Merda... Merda! Merda! Merda! Merda! – ela se abaixou catando rapidamente os cacos maiores e colocando na bandeja. Levantou-se e agarrou a foto na mesa.
Na foto ela podia ver claramente a menina de suas visões, mas esse era o menor dos seus problemas. Ela não estava sozinha, estava sentada com outra garota que Bonnie tinha certeza de que era sua irmã. Sua irmã gêmea.
— Não vai funcionar. – ela murmurou em desespero.
Ela caminhou até a escrava jogada no chão e a chutou nas costelas, a garota gemeu em protesto e levou a mão até o pescoço ensanguentado antes de levantar a cabeça. Bonnie não estava com paciência para toda aquela lerdeza, então ela chutou a garota de novo que choramingou.
— Levanta caramba! Pega aquela bandeja com cacos e vai até a cozinha buscar um pano para limpar toda essa bagunça com sangue que você fez!
A garota olhou ao redor vendo a jarra quebrada, ela sabia que não tinha feito aquilo, ela mal se lembrava de ter ido parar no chão.
— Mas eu n – Bonnie interrompeu a garota antes que ela continuasse se abaixando pra ficar da altura dela.
— Escuta aqui sua escrava estupida, quer que eu diga para o Damon que você tentou fugir? – a garota arregalou os olhos com medo – Você lembra o que aconteceu com a última que tentou fugir, não lembra? – a garota balançou a cabeça freneticamente já se levantando – Que bom, agora levanta daí e vai fazer o que eu mandei!
Ela saiu do quarto cambaleando, devido a grande perda recente de sangue, agarrou a bandeja repleta de cacos antes de passar pela porta. Bonnie voltou a olhar para a foto e quase soltou um grito de frustração. Como ela pode ter perdido a irmã? A irmã gêmea?!
— Eu fiz só pra uma, só ia funcionar com uma!
Ela respirou fundo tentando pensar quando mãos fortes a agarraram em um movimento rápido, jogando-a na cama de Damon em seguida, fazendo ela soltar um grito de surpresa.
— Tsc, tsc, tsc, Bonnie. Peguei você bisbilhotando, que feio!
— Kol. O que você quer?
— Quanto amor em? Eu vim aqui pra você se despedir apropriadamente de mim, eu vou partir com o Damon e não sei quanto tempo vou ficar sem foder alguém até chegar em Mystic Falls – ele fez um biquinho que foi se transformando lentamente em um sorriso lento enquanto ele se ajeitava entre as pernas dela segurando a barra do vestido – Por isso eu vim aqui foder você!
Bonnie sentiu quando as mãos frias de Kol tocara parte da pele dela ao começar a levantar o vestido. Ela enfiou as unhas nos ombros dele fazendo ele abaixar o quadril de encontro ao dela, e então a voz grave mas suave de tom sarcástico familiar invadiu o quarto.
— Eu acho que o meu irmão ficaria muito satisfeito em saber que você está fodendo a escravinha na cama dele.
Kol saiu de cima da escrava na velocidade vampírica enquanto Bonnie saia de cima da cama ajeitando o vestindo e alguns fios de cabelo.
— Stefan – Kol cumprimentou – Longo tempo que não nós vimos – então ele sorriu e completou – Não posso disser que senti falta de você, estripador.
— Apelidinhos carinhosos? Estou tocado – ele levou à mão ao coração em uma encenação fingida antes de continuar – Fora.
Kol sorriu com escárnio antes de se virar para Bonnie e sussurar “Não pensa que fugiu”. Ele piscou pra ela e se dirigiu para a porta do quarto fazendo questão de esbarrar em Stefan no caminho.
Bonnie passou as mãos no cabelo tensas, antes de se dirigir a Stefan. Desde que chegara a mansão ela tinha ouvido histórias aterrorizantes sobre o irmão de Damon, e elas não eram nada bonitas. Nada mesmo.
— Obrigada.
— Não me agradeça.
— Me desculpe? – ela perguntou confusa – Você me salvou do Kol.
— Eu não fiz isso por você – ele fechou a porta do quarto e começou a se aproximar tirando o palito e o jogando na poltrona – Estava apenas protegendo minha comida.
E então ele avançou para Bonnie como um leão avança para sua presa, rápido, sagas e sem chance de ser detido. Bonnie gritou alto quando ele rasgou a o pescoço dela com brutalidade, a mordendo não só com as presas, mas também com os outros dentes da boca, ela tentou empurrá-lo mas antes que conseguisse pensar em mais alguma coisa a dor tomou conta de todo o seu ser e ela apagou.
Stefan sentia a vida da escravinha fluindo pra ele a medida que ele bebia desesperadamente. Ele nem mesmo sentia o sabor do sangue dela com a velocidade que bebia, ele só queria irritar o seu irmão, e depois de algumas fofocas descobriu onde estaria sua escrava preferida. Sua mente festejou quando imagens de um Damon muito puto surgiram, e então veio a dor.
Uma dor de cabeça muito forte, como se alguém estivesse esmagando o crânio dele e tacando fogo dentro. Ele soltou a escrava e gritou caindo de joelhos enquanto segurava a cabeça. Levantando a cabeça ele viu Bonnie em pé com os olhos todos negros como se estivesse em transe, olhando pra ele ainda com a cabeça arqueada, o pescoço escorrendo sangue em grande quantidade enquanto ela murmurava palavras desconexas que ele não conseguia entender.
A dor aumentou e sua visão falhou na medida em que ele caiu no chão. Ele sentiu sangue escorrendo da sua camisa onde ficava o coração e levou uma das mãos ao peito sentindo os dedos encharcarem com o sangue. Ele tava sangrando muito. Mas quando ele passava os dedos sobre a camisa não encontrava nada, nenhum buraco, nenhuma estaca, nenhuma faca, nada.
E de repente a dor parou e ele ouviu a familiar risada de Alaric seguido do som da sua voz.
— Atacando a bruxa no primeiro dia Salvatore? – ele riu de novo – Começou mal amigo, começou mal.
O mundo ficou escuro enquanto Stefan Salvatore desmaiava com a dor mergulhando em uma lembrança.
Fale com o autor