The Petrova Fire
10 Capítulo 10
Damon descia as escadas observando pela janela a grossa chuva que caia sobra a cidade. Ele tinha saído do subterrâneo e sido transferido para um quarto no andar de cima, no começo da semana, quando as chuvas começaram.
Isobel disse que elas eram frequêntes nessa época do ano, e que queria que ele ficasse aqui até que as chuvas acabassem para mostrar a ele o lado bom de Mystic Falls. A luz do sol quase não chegava até eles, devido a chuva e a floresta densa ao redor da propriedade, permitindo que os vampiros andassem livremente na casa durante a luz do dia.
A casa ficava relativamente clara até para humanos, mas nada de sol a vista. O sol prejudicava seus sentidos apurados e Damon tinha que admitir, era uma coisa boa não precisar durante o dia. O problema era que nem toda a falta de sol no mundo faria Damon simpatizar com essa cidade maldita, de modo que ele decidiu que logo partiria, quer chova, quer não.
— Senhor.
Damon acenou para Tyler que o esperava no fim da escada, passando a andar ao seu lado.
— Você tem sangue no queixo.
— Merda. — ele murmurou, fazendo Damon sorrir enquanto ele limpava o resto do que parecia ser uma refeição.
— Se divertindo?
— O lobo estava com fome.
— Tenho certeza de que sofreu muito experimentando uma das escravas de Isobel.
— Na verdade, senhor.... Elas são horríveis!
Damon parou de andar franzindo o cenho em confusão.
— Esso? (É mesmo?) – Tyler afirmou com a cabeça antes de continuar.
— Elas tinham gosto de lixo, me fizeram me sentir doente.
— Tem certeza de que eram escravas de sangue?
— Sim senhor. – Damon voltou a andar e Tyler continuou – Aposto que Isobel fez alguma coisa com elas. Aquela vadia.
— Tyler.
— Desculpa-me lorde Damon, mas aquela mulher é o demônio! Deverias partir logo senhor.
— Partiremos amanhã.
— Bom – ele completou baixinho – Porque eu estou morrendo de fome.
Damon não o respondeu perdido demais em pensamentos para prestar atenção. Suas novas escravas eram deliciosas, e Kol também parecia ter achado nas escravas sua nova fonte favorita de alimento. As escravas que ele provara na festa não chegavam aos pés das gêmeas, mais ainda assim eram de um sabor agradável. “Algo está errado”, ele pensou enquanto observava Isobel, sorridente, se aproximar deles, o fazendo se lembrar das palavras de Bonnie antes de partir.
— Algo está a espreita meu lorde. Não gosto disso. – ela mordeu o lábio e deu-lhe um beijo sangrento – Meu sangue está em você agora – ela sussurrou com os lábios bem próximos aos seus – Posso proteger-te por duas voltas de lua. Tenha cuidado.
Ele estava aqui a quase quatro voltas de lua agora, era tempo de voltar.
Isobel estava feliz, Damon tinha gostado das gêmeas a ponto de chamá-las regularmente. Ele odiava dormir a não ser que fosse extremamente necessário, passava seu tempo planejando, e arquitetando coisa que ela não tinha permissão de saber, mas isso pouco importava. Em seu tempo livre ele sempre chamava Katherine, Elena, ou as duas. Ela ainda não sabia quem ele iria levar, mas tinha certeza que ele tinha aprovado o treinamento delas.
Ela ficou tão feliz pelas meninas terem conseguido suceder que deixou Jhon escolher treze escravas de sangue e fez um banquete. Treze era um numero bom, Emily tinha dito, era sempre bom usar treze. Umas das escravas tinha lhes avisado que lorde Damon já estava de pé, e que queria fazer um comunicado, isso só podia significar que ele já havia escolhido quem queria, e ela foi feliz ao seu encontro.
Mas a sua felicidade morreu assim que se aproximou e ouviu a frase que saiu de sua boca.
— Encontre Elena, ela está limpa, diga que eu o mandei.
Maldito lobisomem de merda! Tyler fez uma reverencia e voltou pelo caminho que tinham percorrido, enquanto Isobel parada na frente de Damon tentava disfarçar sua confusão com um sorriso esquisito.
— Bom dia meu lorde. Meus ouvidos são falhos pela manhã ou senhor acabou de mandar o menino atrás de Elena?
— Seus ouvidos estão funcionando bem.
Isobel soltou um risinho sem graça e passou as mãos pela barra do vestido, alisando rugas invisíveis no tecido.
— Lorde Damon isso não é apropriado.
— Você está realmente me dizendo o que fazer?
— Não senhor, eu só –
— Pensei que ambas fossem minhas.
— Até o senhor se decidir sim, mas-
— Então não me diga como usá-las. Estamos entendidos?
— Sim senhor.
— Bom, não tome tanto meu tempo, pretendo partir logo. Só me resta saber o que queres.
Isobel sorriu discretamente e levantou a cabeça com a pergunta feita. “Finalmente.”
— Sabes o que quero meu lorde. Só me siga e vamos tornar tudo oficial – ela agarrou a barra do vestido se virou andando em direção ao lado sul da propriedade – Humanos adoram um discurso.
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— Estão todos aqui.
Isobel estava ao lado de Damon enquanto ambos encaravam os humanos maltrapilhos e sujos de sangue. Isobel tinha o cabelo solto e um tecido azul fluía em seu vestido, suas mãos estavam cruzas para trás enquanto ela tentava controlar o sorriso que ameaçava rasgar seu rosto a qualquer momento.
Damon olhou para a multidão e encontrou uma das suas novas escravas lá. Seu cabelo encaracolado estava preso emoldurando seu rosto. Seus olhos castanhos transbordavam malicia enquanto ela mordia o lábio e sorria para ele. “Aquela ela Katherine ou Elena?”.
— Agora todos vocês me escutem. Tenho coisas importantes a fazer e ordens a dar. – Damon parou e viu os humanos o observarem com expectativa – Eu sou o lorde dos vampiros. Sou seu criador. Você são meus escravos. Todos vocês. Até que eu diga o contrario todos servem a mim, e a partir desse momento eu vos digo que pertencem a Isobel, são dela agora, assim como as terras de Mystic Falls. – um burburinho de vozes tomou conta do salão fazendo Damon massagear as têmporas. – Calem a boca! Eu não disse que estava aberto a discussão. Minha palavra é lei, e se eu disser para tirarem as próprias vidas vocês tiram as próprias vidas, entenderam?
— Sim lorde Damon – respondeu o coro de vozes humanas incertas.
— Bom. De agora em diante a palavra de Isobel se faz valer, e não me façam voltar aqui por alguma rebelião estúpida de merda, ou juro que vocês vão implorar pela morte.
Isobel sorriu satisfeita escutando o coro de corações acelerados que não passou despercebido pelos outros vampiros na sala. Kol ouviu o discurso meio cabisbaixo. Ele já estava começando a gostar daqui, o sangue era delicioso e sempre tinha alguma escrava de sangue disposta a entretê-lo. Outra coisa maravilhosa era a ausência de sol, permitindo que ele andasse livre durante o dia. Damon definitivamente deveria voltar aqui mais vezes, e trazê-lo junto é claro.
Foi imerso nesses pensamentos que ele viu a garota de cabelos cacheados andando até Damon quando deveria estar voltando aos seus afazeres.
Ele estava pronto para interferir quando ela parou na frente de Damon e sorriu o fazendo parar no lugar. O maldito burburinho dos humanos não o deixava escutar o que diziam, mas não o impedia de ver. Damon balançou a cabeça e levou uma das mãos até o cabelo dela, puxando um cacho solto até que ele estivesse completamente esticado e o soltando em seguida. A garota respirou fundo encolheu os ombros e ele conseguiu distinguir algumas palavras observando os lábios dela se moverem.
“...nomes.....depois...”, e então duas humanas começaram a tagarelar perto dele o fazendo revirar os olhos enquanto se concentrava nas palavras ditas tentando entendê-las. Damon saiu do seu campo de visão e ele procurou em volta tentando encontrá-los. A garota também sumiu da sua vista e Kol começou a empurrar os humanos da sua frente tentando encontrá-lo de novo.
Sem sucesso.
— Mas que, merda!
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Elena empurrou os lençóis e se revirou na sua cama. Ela estava tendo pesadelos.
Matt tinha vindo até ela mais cedo. Ela não pode agradá-lo. Isobel tinha dito a ela para servir a Damon e somente a Damon enquanto ele estivesse aqui. Ela olhou nos olhos dela e da irmã, com aquelas suas grandes pupilas chamativas e Elena não pode dizer não. E também não pode dizer sim a Matt quando ele veio procurá-la mais cedo.
Ele também olhou pra ela com aqueles grandes olhos irresistíveis, mas as palavras de Isobel continuavam ecoando na sua cabeça e ela simplesmente não conseguiu lhe dar prazer ou alimentá-lo, sempre que ele chegava perto de mordê-la ela corria para o outro canto do quarto e tinha que cobrir a boca para evitar gritar o mais alto que conseguisse, deixando Matt muito irritado.
— Porra Elena!
Ele chutou a mesinha ao lado da cama, quebrando a em pedaços e saiu muito zangado pela porta, a batendo com força e quase a arrancando das dobradiças. Depois disso ela foi descansar. Tentar descansar.
Ela continuava tendo sonhos estranhos com Matt.
— O faça escolher Katherine.
— O faça levá-la.
— Você tem que ficar. Ficar aqui pra mim.
— Não se atreva a me deixar!
E então a cena mudou, e Damon estava nela. Ela estava se vendo em um quarto com ele, completamente nua sentada na sua barriga enquanto seus cabelos cobriam seus seios sensíveis e com os picos duros. Ela lambeu os lábios e apreciou a figura dele deitado em baixo dela com as mãos subindo pela sua cintura e parando em seus seios, apertando-os e puxando suas zonas sensíveis com a ponta dos dedos. Ela gemeu e se esticou pegando a pequena faca na cabeceira da cama, cortando o pulso e o colocando sobre a boca fechada dele. Assim que o sangue dela tocou seus lábios, ele abriu os olhos, mordendo-lhe o pulso sangrento e bebendo dela enquanto suas veias escorregavam pela bochechas como lágrimas amaldiçoadas.
Um trovão estrondosamente alto aquiesceu o céu e ela acordou com um sobressalto. Seu corpo e seus lençóis estavam suados e ela respirava com dificuldade. A garota do sonho era igual a ela, mas não era ela. Ela soube que era Kathy. Ela deveria estar com Damon agora, transando com ele.
Elena olhou ao redor do quarto e percebeu uma sombra no canto, sentou-se na cama e apertou os olhos tentando enxergar melhor. Foi quando a sombra começou a se mover e ela viu que era Mason.
Ele estava todo suado e estava...
A boca da Elena se abriu e seu coração bateu mais rápido ao ver que ele estava completamente nu.
— Então esse é o jogo que quer jogar Katherine? – ele lambeu os lábios e continuou – Tudo bem então. Você finge ser a sua querida irmã Eleninha e eu vou ser o garoto lobo necessitado.
Elena olhou para o seu lado da cama rezando para que a irmã brotasse ali, mas sabia onde ela estava agora. Filha da puta! Ela abriu a boca para falar, mas Mason rosnou e pulou em cima dela, esmagando seus lábios ásperos nos lábios macios da menina.
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