The Petrova Fire
9 Capítulo 9
— Que diabo aconteceu no portão?
Alaric tirou os olhos do mapa que analisava e olhou pra cima encontrando Stefan com uma expressão irritada no rosto. Ele não gostava nem um pouco do Salvatore mais novo, sua maior alegria era ver as coisas dando errado pra ele, mas nesse momento dar errado pra ele significava dar errado pra Damon.
— Humanos. – ele respondeu simplesmente fazendo Stefan fulminá-lo com o olhar.
— O que você quer dizer com humanos.
Alaric se levantou da cadeira enrolando o mapa e o colocando de volta na estante. Ele não devia explicação a Stefan, mas infelizmente Damon tinha o presenteado com um cargo de babá honorária quando partiu. Ele se virou encontrando um Stefan muito zangado passando pela porta da biblioteca.
— Agora que Damon partiu, eles querem tomar o castelo – um sorriso tomou conta do seu rosto antes de continuar – A única coisa capaz de detê-los é Damon, já que você sabe, ele é o único que realmente controla esses humanos.
Stefan fechou as mãos em punho e chutou a mesa de centro fazendo a mesma se estilhaçar na parede. Quando acordou essa noite a primeira coisa que sentiu foi o cheiro de sangue, pele e tecidos queimados. Ele soube que não era carne humana.
Assim que se dirigiu até o portão principal encontrou os guardas terminando de controlar o fogo enquanto pilhas de vampiros em chamas eram encontradas junto com metade do portão que se encontrava no chão.
— Me desculpa senhor, nos tentamos pará-los.
Stefan olhou ao redor e se virou novamente para o soldado na sua frente.
— Tentar não é o suficiente. – e então ele quebrou o pescoço, passando por cima do corpo e entrando no casarão novamente, ele queria respostas e queria agora. Não sabia quem era estúpido o suficiente para desafiá-lo, mas seu sangue ferveu a menção de ação. Finalmente algo de emocionante naquele poço imundo de tédio. Desde que fora apagado pela bruxa, Stefan passou a observá-la, não sabia como Damon tinha conseguido arrumar uma bruxa mas era melhor não provocá-la.
Humanos estúpidos. Se eles pensavam que Stefan não era poderoso o suficiente, ele lhes mostraria o contrario. Alaric observou ele sair da biblioteca chutando a porta aberta e gritando Bonnie no processo.
— Sela-me um cavalo. Vamos ver se esses humanos ainda se acham fortes o suficiente depois que eu terminar com eles.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Damon observava a finíssima fresta no teto que lançava uma linha quase imperceptível de luz perto da lareira. Ele tinha acordado a algum tempo por motivos desconhecidos, e se levantou descabido de roupas. O fogo da lareira já se encontrava quase apagado e pelos seus cálculos o sol estava nascendo naquele momento. A luz que entrava pela fresta não era o suficiente para queimá-lo ou machucar os olhos, mas os seus sentidos de perigo o estavam deixando louco.
Damon nunca gostou de Mystic Falls, o sacrifício de bruxas era comum por aqui, e quando as malditas sofriam uma morte brutal, sua áurea de poder permanecia no local, pronta pra ser usada em prol dos seus descendentes. Não era segredo pra ninguém que as bruxas odiavam vampiros, elas os achavam aberrações da natureza, alterados do equilíbrio, uma grande merda espiritualista de bruxa! Damon as odiava, a única exceção era seu passarinho, sua pequena ave de fogo.
A garota na cama observava Damon com os olhos quase fechados. Ela e a irmã estavam enroladas em torno dele, manchando-o de sangue e enrolando as pernas em torno do seu quadril, de modo que assim que ele abriu os olhos ela acordou. Seu sangue no sistema dele os deixara ligados, e ela tinha certeza de que a irmã também estava consciente de que seu mestre acordará.
Todo o seu corpo se encontrava em estado de alerta, ela se sentia tentada a vigiá-lo em seu sono, e a prestar o dobro de atenção nele enquanto estava acordado.
“Não seja descuidada agora”, “É ele”, as vozes sussurrava, “Eu sei”, ela sussurrava de volta. Depois que abriu os olhos ele ainda permaneceu pouco mais de um minuto deitado antes de empurrar as pernas dela, tirar os braços da irmã do seu abdômen e se levantar, se dirigindo a algum lugar. Ela percebeu o movimento de olhos da irmã que também o observava quase fechados se virarem para ela.
— Ele não precisa de nós – ela disse mexendo os lábios – Volta a dormir.
E então ela se virou para o lado oposto ao qual ele tinha ido, fazendo com que o lençol escorregasse e se pendurasse em seu quadril, deixando à mostra as costas nuas evidentes pelo pouco brilho da lareira. A garota controlou a respiração para não evidenciar que ainda estava acordada e se virou, aparentando dormir, só para ver aonde ele ia.
O quarto já estava quase que completamente escuro, e ele simplesmente ficou lá parado, olhando para a lareira, ou para algo que ela não conseguia ver. Ela o observou por um período de tempo que não saberia contar, suas pálpebras quase fechadas observando os contornos másculos do homem com cabelos de corvo.
“Sua irmã dorme novamente”, “Estamos tão orgulhosas de vocês”, “Tão perto”, “Tão perto”, as outras vozes repetiam, um movimento suave puxou seus cabelos de cima da orelha enquanto uma voz suave sussurrava ao pé do seu ouvido, “Ele está pensando de mais”, “Está planejando”, “Mal”, “Evil”, “Não o deixe fazer planos ma petit”, “Não o deixe suceder”, “Não o deixe” ...
A garota abriu os olhos completamente e empurrando as cobertas se sentou na beira da cama, tentando enxergar na claridade quase inexistente do quarto, e visualizando a camisa jogada aos pés da cama.
Seus pés tocaram silenciosamente o chão frio, enviando arrepios por todo o seu corpo enquanto ela se abaixava, pegava a camisa, e a vestia, abotoando os três únicos botões restantes, enquanto as vozes entravam em conflito.
“Boa garota.”, “Garota má!”, “Você precisa dele querida”, “Você não precisa dele”, “Não deixe nada arruinar ele”, “Seja a ruína dele” “Seja a morte dele”,”Seja a vida dele”, “Seja dele”, ambas disseram juntas. Ela precisava agradá-lo. Precisava distraí-lo. Precisava amá-lo. Precisava matá-lo. “Você pode corrigi-lo querida”, “Você não pode, ele está perdido”. “Ele é o escolhido querida, você pode sentir”, “Ele não é o escolhido e você sabe, você pode sentir”
Na ponta dos pés ela começou a andar até ele, percorrendo os metros de distância entre eles silenciosa e controladamente. Quando estava a apenas alguns passos de distância dele ela estendeu a mão pronta para tocá-lo,e então, rápido como um trovão em uma tempestade ele agarrou a sua mão e a tacou na parede fazendo o ar de seus pulmões irem embora.
Ela engasgou em busca de ar, mas antes que conseguisse respirar uma mão se fechou com um aperto de ferro em torno de sua garganta e a empurrou novamente contra a parede a erguendo do chão pelo pescoço.
Damon ficou surpreso ao perceber que alguém estava a menos de três passos dele. Ninguém nunca se aproximava tanto dele sem o seu consentimento, sem a sua permissão. Seu instinto primitivo foi mais rápido que ele, jogando o ser na parede e o erguendo pelo pescoço, o quer que fosse não viveria o bastante pra fazê-lo de novo.
Só então ele percebeu o coração pulando rápido na tentativa falha de bombear sangue para o cérebro enquanto as mãos agarravam as suas tentando se soltar. Os traços inconfundíveis das garotas na cama se fizeram presente enquanto os pés da escrava se balançavam no ar. Ficando sem ar, prestes a desmaiar.
Ele entortou a cabeça para o lado em expressão interrogatória, ainda confuso por uma simples humana de merda ter conseguido se aproximar tanto. Ele deveria ter sido capaz de ouvir o seu coração assim que ela acordou. A garota esperneava tentando se soltar. Suas bochechas estavam coradas e os olhos arregalados quando Damon a soltou.
A garota caiu em um baque surdo no chão e tossiu passando a mão na garganta, tentando desesperadamente fazer com que o ar entrasse mais rápido. Damon agarrou o braço dela e a colocou em seus pés sem se incomodar se machucava ou não.
— Nunca faça isso de novo.
— Desculpa-me. – ela sussurrou sufocada.
Damon observou seus cabelos bagunçados e o peito arfando embaixo da sua camisa em busca de oxigênio. A camisa não era muito longa, terminando pouco abaixo da bunda e deixando grande parte de suas pernas arrepiadas pelo frio a mostra, fazendo seus sangue ser bombeado para o sul do corpo.
— O que quer?
— Nada. E-eu...só pensei... pensei que poderia precisar de mim e... Desculpa-me senhor.
Damon olhou para trás encontrando a outra garota, com a costa nua virada pra ele, ainda na cama, seus ouvidos captando os batimentos instáveis “Ainda dorme”. Ele já não sabia quem era quem a essa altura, os cabelos bagunçados a deixavam exatamente iguais. Para ele não tinha diferença, eram ambas deliciosas e habilidosas na cama, ele podia fodê-las e se alimentar ao mesmo tempo. Um banquete para os olhos e para o paladar.
A respiração irregular atrás de si o fez voltar a cabeça para frente, seu olhar focado na artéria pulsante do pescoço esquio da garota assustada, tentando compensar a falta de sangue na cabeça de segundo atrás. A garota se focava no susto de quase morte tentado não se acalmar, precisava estar ligada a ele de novo.
Ele conseguia ouvir as batidas do próprio coração quando ele levou uma das mãos ao pescoço dela, afastando os cabelos para um só lado e percorrendo a área com as pontas dos dedos. Um gemido sôfrego escapou de seus lábios disfarçando a sua satisfação quando ele perfurou com as unhas o seu pescoço descendo até o primeiro botão da camisa.
Damon sentia a excitação inexplicável crescer dentro de si enquanto as pontas dos dedos manchados de sangue fresco desabotoavam o primeiro dos três botões restantes na camisa, a manchando no processo.
— Está me deixando com fome.
A garota olhou para baixo e levou as mãos ao pescoço dele, observando os dedos trabalharem na camisa enquanto filetes de um líquido morno escorriam por seu pescoço. Ele estava tão perto que ela conseguia sentir a sua excitação em sua barriga, deixando um rastro molhado onde a tocava.
— Então come.
Um rosnado baixo ecoou da garganta de Damon enquanto ele a erguia do chão, com suas pernas em torno da sua cintura, e ela o beijando. Ele podia sentir o sangue que escorria pelo peito dela melar o seu próprio enquanto a segurava pelas coxas e a carregava até a cama. Unhas rasparam seu pescoço com forças enquanto ele a jogava na cama, caindo em cima dela no processo.
Sua boca desceu pelo queixo, parando nos arranhões que ele tinha feito na base do pescoço. Damon sentiu suas presas coçarem e suas veias descerem quando o sangue entrou em contato com sua língua e suas mãos espalharam as pernas dela abertas. Sentindo sua vagina molhada ele empurrou a ponta do pênis pra dentro dela, fazendo a garota em baixo de si gemer enquanto bebia seu sangue. Ele massageou os seus lábios com o pênis, colocando e tirando a cabeça suavemente a fazendo grunhir e puxar seus cabelos impaciente. Damon enfiou as presas na carne, criando um novo fluxo de sangue segurando a cintura da garota que tentava mover os quadris em baixo dele. Uma coisa que ele tinha aprendido ontem era que as suas novas escravas odiavam esperar. Então ele as fazia esperar.
Ele desejou que a outra garota também estivesse acordada. Foi quando ele sentiu uma mordida na sua orelha e uma mão descendo pelo seu abdômen e indo de encontro a base do seu pau. Damon não saberia dizer se o gemido que soltou foi pelo sangue, por ter se enterrado na garota, ou pela mão no seu pau.
Ele também não sabia dizer de onde vinham os gemidos que soltou depois.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A escrava andava cautelosamente pelos corredores subterrâneos dos quartos de hospede de Isobel. Enquanto andava ela era capaz de escutar os gemidos provenientes dos hospedes sendo agradados pelas outras escravas. Escravas de sangue.
Ela sentia pena das humanas desiguinadas para essa função, mas então ela se lembrava de todas as suas famílias já queimadas e torturadas por humanos e sentia sua pena ir embora tão rápido quanto a culpa por fazer as coisas que fazia por Isobel.
Faltava pouco mais de uma hora pra o sol se por novamente, o que significava ter vampiros andando pela casa e pelo resto da propriedade, ela tinha que ser rápida, antes que a noite caísse e os sentidos vampíricos melhorassem. A escrava respirou fundo e bateu discretamente na ultima porta do ultimo corredor, entrando em seguida.
— Está atrasada.
— Desculpa-me senhora Isabel, o sol está se pondo e – Isobel a cortou antes que terminasse.
— Isso não é meu problema. E então, você viu? – a escrava acenou levemente mantendo os olhos voltados para o chão.
— As garotas estavam com Lorde Damon.
Um sorriso genuíno tomou conta dos lábios de Isobel.
— Ele dormiu com elas? – a escrava acenou novamente enquanto Isobel comemorava – Execelente! Mande as garotas virem até mim.
— Eu não posso senhora.
— Por que não? – Isobel perguntou elevando a voz.
— Porque elas ainda estão com ele minha senhora. Eu chequei novamente antes de vim aqui.
— Diga-me o que viu.
— Eu vi as gêmeas, com lorde Damon. Ele estava deitado no meio da cama e tinha seus braços em volta delas.
Perfeito, isso era mais que perfeito, era excelente. Elena e Katherine tinham saído melhor do que Isobel planejara, muito melhor.
— Você pode ir agora Emily.
A escrava fez uma reverencia e se retirou do quarto sentindo a felicidade que exalava da áurea de Isobel enquanto a sua própria áurea emanava desgosto. Ela nunca conseguiria retirar aquela cena de sua mente. A visão horrível do pecado da carne entrelaçados em uma cama.
Ela nunca esqueceria o momento em que abriu a porta e seu corpo foi tomado pelo horror ao identificar a cama, cujo os lençóis antes perfeitamente brancos agora ostentavam grandes manchas escarlates de sangue enquanto as três figuras encontravam se entrelaçadas no meio da cama. As garotas ainda nuas com seus seios pressionadas contra as costelas de Damon, seus braços agarrados no seu abdômen, enquanto o contorno de sua pernas jogadas em cima das dele se faziam evidentes em baixo do lençol que os cobria da cintura pra baixo.
O quarto carregado de atmosfera sombria a fez ter vontade de chorar, tamanha a concentração de maldade que se encontrava em um lugar só. Ela sempre soube que Isobel iria acabar estragando aquelas meninas de uma forma cruel, mas aquilo, aquilo era demais. O puro mal se escondia atrás daquelas portas, e ela esperava que aquelas meninas fossem embora logo, e que os deuses tivessem piedade de suas almas corrompidas.
Fale com o autor