The Past
3 Primeiro olhar
Notas iniciais
Já se passavam da nove da manhã e eu estava ali esperando ele acordar, meu plantão já havia acabado eu nem liguei apenas quis ficar ali e observá-lo, ele mexia com meus sentimentos.
Ele se mexia na cama, e abria calmamente os olhos e ficou me encarando. Será que ele não me reconhecia?
-Onde eu estou? Que horas são?Por que esse monte de aparelhos em mim?
-Bom você está em um quarto de hospital. São nove e quarenta e oito da manhã. E esse monte de aparelhos é para você não morrer.
-Eu conheço esse tom irônico, esse olhar marcante e esse doce perfume. Nossa Jolie você mudou bem pouco.
-Nossa Christofer Drew já você mudou, olhe só essas tatuagens, e você realizou seus sonhos e é famoso uau que mudança. Só esqueci um pequeno detalhe você não mudou no assunto drogas o que era o mais importante.
-Você ta mais chata do que nunca doutora.
-Olha só seu pulmão. -falei mostrando um raio-X.
-Não vejo nada ai. Quando eu vou poder ir embora?
-Quando eu disser que você está bem.
-Não gostei disso. Mas vejamos o lado bom, vou poder ficar perto de você Jo.
-Não eu tenho muito trabalho, não tenho fãs que gritam meu nome do lado de fora do hospital e que pagam meu salário.
-Só um pouquinho, não quero ficar aqui sozinho.
-Ta bem, só até seus amigos voltarem ao estado normal e serem liberados para visitá-lo.
-Eles tão lá fora?
-Quem você acha que chamou a ambulância? O papai Noel?
-Você é uma comedia, eu sinto falta disso.
-Pensasse antes de me deixar, e sem contar que é só estalar os dedos e mil garotas aparecem para você.E aposto que daqui a pouco sua namorada aparece ai.
-Acho que não, talvez eu não tenha uma. E já a que eu tinha não me quer e já tem outro em meu lugar. -dizia ele olhando para meu anel. -Quando será o casamento?
-Não sei, um dia. Prometo que te convido.
-Irônica.
-Igual aquela carta que você me deixou. ”Prometo de amar eternamente” — falei fazendo aspas com a mão.
-Não acredito, você lembra disso.
-Não me lembrava, só agora que me veio a mente.
-Como mente mal. Isso é um bom sinal, você de mim.
-Como não lembrar, eu fiquei traumatizada.
-Me desculpa, não fiz por mal.
-Não te culpei de nada.
Alguém batia na porta “toc,toc”
-Pode entrar.
-Dra. Visita para o paciente e o seu noivo está lá em baixo te esperando.
-Obrigado, avise o Kevin que já vou e mande as visitas entrar.
-Esse é o nome do seu noivinho? Kevin
-Deixa de ser chato garoto.
-Ai avisa para o Kevin que eu já vou bláh bláh.
-Para de me imitar.
Alguém abriu a porta do quarto interrompendo nossa conversa.
-Ei cara achei que você ia morrer. -dizia um rapaz de olhos azuis e cabelos castanhos claros, abraçando Chris.
-Deu um baita susto na gente. — dizia outro de barba. -Doutora ele vai ficar bem?
-Talvez se ele se cuidar e vocês também devem se cuidar, pelo o estado que estavam ontem. Já vou, qualquer coisa apertem aquele botão, outro médico estará aqui, amanhã eu vou senhor Drew.
-Me fez me sentir um velho Jolie.
-Tchau, até. -e fechei aporta.
Fui à minha sala tirei meu jaleco e peguei minha bolsa. Desci e na recepção o Kevin me esperava com aquele belo sorriso.
-Achei que você não ia mais aparecer.
-Que horas tem meu amor?- perguntei dando um beijo em seu rosto.
-Bom já passam das onze horas.
-Tchau Suzi até mais tarde. -me despedi da secretaria abanando. -Já? Perdi a noção do tempo.
Fomos até o carro conversando.
-Percebi, sabe?
-Engraçadinho. Tive um paciente que queria ver como ele estava e fiquei esperando quando me dei conta já era bem tarde.
-Sabe por isso que te amo você é tão dedicada.
-Eu sei. Eu vou indo já. Mas só antes me responde o que você veio fazer aqui.
-Passei na sua casa e não tinha ninguém liguei varias vezes no seu celular e nada ai vim aqui era o último lugar que restava.
-Desculpa Kekis.
-Odeio esse apelido. Mas o que eu estava falando?
-O porquê você veio aqui.
-A é. Para convidar para almoçar, mas olha essa carinha aqui de cansada. — dizia ele pegando em meu queixo.
-Cadê as chaves do meu carro. Achei. É gatinho to muito cansada. Passa mais tarde lá em casa antes do meu turno a meia noite, quem sabe jantamos.
Entrei no carro, abri a janela e dei um beijo em meu amado. Fui para casa e a única coisa que eu queria era cair na cama. Eu estava entrando na casa quando alguém falou comigo.
-O dona Jolie é pra eu fazer o almoço?
-Porra que susto Matilde. -dizia eu com mão no coração.
-Todo dia é a mesma coisa a senhora se assusta.
-É que tem muita coisa na minha cabeça é difícil as vezes lembrar de tudo e hoje foi muito cansativo. Enquanto ao almoço não precisa.
-Ta bom então. – ela se virou e saia.
-Não Matilde faz sim e congela.
-Então ta. — e saiu resmungando, nem dei bola é sempre assim.
Subi tirei minha roupa fiquei de calcinha e sutiã e cai na cama, eu precisava esquecer aquela madrugada. Seria um pouco impossível já que mais tarde eu o viria novamente até ele receber alta. Aquilo não saia da minha cabeça será que eu o amava depois de tudo?
Notas finais
Bjoos
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