The Past
4 Eu não tenho respostas.
Notas iniciais
Algo vibrava e tocava de baixo do meu travesseiro macio e fofinho onde minha cabeça estava deitada. Peguei o celular e vi que Kevin me ligava, cara as vezes ele me sufoca com esse GRANDE amor dele.
– Oi Kekis.-atendi sonolenta
– Oi princesa! O jantar tá de pé?
– A o jantar, claro.- que raio de jantar é esse meu pai amado? Não vou dar outro fora nele seria o terceiro só essa semana, daqui a pouco perco o noivo.
– Passo ai em 30minutos.
– 30 minutos?Quê horas têm?
– São exatamente oito e trinta-cinco da noite.
– Porra dormi feito uma porca velha.- ele gargalhou do outro lado.
– É nisso que dá viver para aquele hospital.
– Fazer o que né!? Tchau amore vou me arrumar bem linda pra você, vê se não demora to varada de fome.
– Que vocabulário é esse?- ele perguntou rindo.-Tchau amore mío até daqui a pouco.
Levantei rápido, fui para o banheiro olhei bem para minha cara por pouco não morri com a feiura que vi, liguei o chuveiro e me joguei naquela água fria que me acordou de volta pra vida.
Voltei para o quarto enrolada na toalha,acendi a luz do closet e entre.Fiquei feito um coqueiro ali plantada olhando pro nada por uns cinco minuto quando me dei conta que tava atrasada. O que se usar em um jantar onde a única coisa que interessa é comer até morrer?Fui jogando tudo pelos ares afinal pra que eu tenho empregada? Peguei um vestido básico preto por cima uma jaqueta de couro e um saltinho, tudo bem que eu sou médica e tals mais não sou uma velha de 73 anos em cada perna.
No closet têm um grande espelho, peguei o estojo de maquiagem em uma gaveta e começei a passar a massa corrida na cara porque só isso pra tirar essas olheiras da minha bela face jovem que no momento parece de uma vó de 198 anos. Ali estava eu passando meu delineador nos meus lindos olhos angelicais quando um infeliz resolve falar comigo:
– Tá pronta amore mío?
– Cacete. Nossa Senhora que susto Kevin assim quem vira paciente sou eu seu demente.- falei com a mão no coração, mas antes dei um pulo e dei uma cabeçada no espelho.-Ai minha testa!-reclamei.
– Jolie!-ele ria encostado na porta e apontando pra mim.
– Qual a piada?-perguntei olhando com cara de peixe morto pra ele.
– Olho no espelho e me diz se teve graça.
– Nossa senhora dos delineadores.- berrei após ver minha cara toda borrada por causa do susto.- Viu o que aconteceu mister piadinha sem graça.-bufei pegando o removedor de maquiagem.
– Vou esperar lá em baixo.- ele avisou gargalhando.
– Acho bom mesmo antes que eu enfie esse delineador na tua garganta.
Depois de demorar 4 anos 6 mesês 2 dias e 15 horas conseguir tirar a sujeira do rosto, terminei de me arrumar e deci. Kekis estava na sala de estar sentado aflito por causa do tédio que sentia-não mandei assustar essa linda pessoa aqui.
– Até que enfim.-Kevin se queixou levantando e andando em minha direção.-Esperar valeu a pena.-ele disse me olhando dos pés a cabeça com aquele sorriso malicioso e fofinho que só ele sabe fazer.
– Anda que a meia noite a Cinderella aqui vira médica.-falei empurrando ele pra fora.
– Dona Jolie posso ir já?-Matilde apareceu do nada feito fantasma, aquela criatura de 1,40metros de altura vai me matar qualquer dia do coração.
– Achei que você já tinha ido, pode ir sim até amanhã.
– Então licença.- ela falou se virando e prestes a entrar na cozinha.
– Espera ai.- ela se virou para mim.- Pega aqui esse dinheiro pra você sair com seus filhos pra jantar ou sei lá.-disse entregando US$200
– Posso aceitar não.- ela recusou devolvendo o dinheiro.
– Não vai ser descontado do teu salário nem preucupa. — disse sorrindo.
– Se é assim eu aceito,- ela disse rindo pegando o dinheiro.-Deus te abençoe Dona Jolie.- e saiu toda feliz só faltava ela sair pulando com o dinheiro na mão.
Saimos, o carro dele estava estacionado em frente a minha casa, mas algo começou a tocar na minha bolsa meu celular como sempre.
– Ai cadê você celular.- falei revirando a bolsa, podia sair uma panela de lá menos meu celular.- Achei você safadinho.-Kevin me olhou assustado após essa frase e riu em seguida.
–Alô, quem fala?-perguntou uma voz do outro lado da linha quando eu atendi.
–Jolie quem gostaria?
–Oi doutora Baker.-ixi lá vem bomba quando dissem doutora fedeu.-Aqui é a Anne do hospital, precisamos da senhora aqui foi a única que nos resta para cubrir o plantão no doutor Jones.
– Não sobrou mais ninguém?
– A única que têm o plantão mais perto é a senhora.
– O quê aconteceu com ele?
–O pai dele faleceu.- a garota respondeu com alterando a voz para um tom triste.
– Pode deixar to a caminho então.-desliguei o telefone a já fui me preparando para fazer meus olhos fofinhos do gato de botas pro Kevin
– O que aconteceu?- ele perguntou já desconfiado.
– Kekis sabe o quê é...
– Deixa eu adivinhar, você vai ter que cobrir alguém hoje mais cedo lá no hospital acertei?
– Você virou vidente agora? -perguntei arqueando a sombrancelha.
– Não, é porque isso sempre acontece. — ele respondeu com um ar de decepção.
– Fazer o quê você namora uma médica.-falei com os braços em seus ombros.
– Que parece mais um hospital, do que uma médica.
– Eu já vou.-falei beijando seus lábios.
– Tudo bem eu não posso te segurar aqui. Vai logo antes que eu chore aqui.-ele disse me soltando e fazendo biquinho, como ele fofo dá uma pena deixar ele aqui.
Subi feito um rinoceronte para me trocar, fui tirei a roupa em questão de segundos. Peguei a primeira calça jeans que vi, não é poque sou médica que tenho que ir trabalhar feito um pai de santo, uma blusa básica branca e uma casaco. Desci agora feito uma cabra tendo um bizerro atrás das chaves do carro que estava na mesa de centro da sala.
–--X---
Ali estava eu já em minha sala tomando meu café com leite entediada com a vida porque me chamaram caramba se não há pacientes aqui e têm mais cinco médicos em suas salar babando sobre a mesa? Acho que vou dar uma voltinha por ai.
Agora aqui estou eu passeando pelo hospital sem nada pra fazer, que droga porque minhas mãos estão fazendo isso? Elas estão prestes a abrir a porta do quarto do Christofer, a cacilda vocês mãos me pagam suas trairas.
– Posso entrar?-falei com a cabeça pra dentro e o corpo pra fora.
– Jolie?- Chris falou com uma cara de culpado. Ele pensou bem antes de responder.- Pode sim.
No quarto estava ele e mais o outro cara de hoje cedo.
– A oi... eu não sei o seu nome.-falei com cara de taxo.
– Caleb.- ele estendeu a mão e cumprimentei.-Caleb Denison.
– Prazer.-sorri, mas o sorriso logo desapareceu do meu rosto quando eu senti um cheiro muito suspeito no ar.- Cacete Chris deixa eu ver o que se têm nessa mão.- falei virando rápido pra ele que engoliu a saliva seca.
– Eu não tenho nad-da aqui! — ele gaguejava ao responder.
– Agora Christofer!-falei alterada, eu me altero fácil.
Ele dei uma risadinha de quem tem culpa no cartório mostrando um cigarro escondido.
– Você quer morrer garoto? Eu posso te dar veneno de rato se quiser.
– Sabe eu vou lá tomar um café e comer alguma coisa.- Caleb saía de fininho.
– Caleb volta aqui seu traira.- Chris berrou, mas Caleb já tinha vazado.-Não fiz por mal Jolie.- ele tentava fazer uma carinha fofinha que não tava funcionando.
– Você têm merda nessa sua cabeça só pode e me dá esse cigarro aqui.-falei pegando a força da sua mão.
– Jolie você é a mesma chata de sempre.- ele bufou fazendo manha.
– Eu só quero o seu bem.- falei olhando nos fundos dos seus olhos.
–Isso é sinal de que você... A CARAMBA VOCÊ GOSTA DE MIM?- ele falou todo animado. Porra me fudii e agora o que eu digo? Nem eu sei a resposta
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