The Partner

31 Dezoito anos, finalmente!


Notas iniciais
Anonimasha OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO *----* Amei, muito obrigada mesmo pelo elogio :)
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E pessoár LEIAM AS NOTAS FINAIS, PLEASE... Agora é urgente u.u
Ignorem os erros, pois escrevi rapidamente quando consegui tempo.

Madeline’s POV

Eu não sabia mais o que fazer. Nunca pensei que não teria nada de interessante para fazer durante tanto tempo. Terminei de ler quatro livros em dois dias! E eles não eram pequenos.

Para piorar tudo, Lucas foi para a praia com os seus pais. Já que eles têm o final de semana de folga, o que acontece raramente, já que o Lucas agora também é um agente e se ocupa com missões assim como o seu pai. E às vezes as “agendas” deles não batem, então é difícil eles aproveitarem uns dias juntos como o que surgiu agora. Então, nada de ir para a casa do amigo.

E Pattie não autorizou mais minhas visitas ao hospital para ver o Jason. Talvez porque eu tenha sido a culpada por ele estar no hospital agora. É claro que ela sempre foi gentil comigo, que ela aguentou meus pais em sua casa, que fingiu confiar em mim, porque pensava que seria melhor para o Jason já que ele foi designado a ser meu parceiro. Só que agora, que eu coloquei a vida dele em risco, ela não aguentou fingir mais. No dia que fui visitar o Jason, ela talvez tenha aberto uma exceção. Bom, isso tudo é apenas a minha conclusão já que quando eu liguei para ela, não disse o porquê de não autorizar minhas visitas.

Meus pais estão em uma missão Avançada e eu tenho certeza de que não voltarão tão cedo. Não liguei para eles em nenhum momento, porque eles também não ligaram para mim. Não que eles não se preocupem, mas eu acho que meu pai levou mesmo a sério aquela nossa última briga e está me dando um certo “espaço”.

Só não pensei que esse “espaço” seria tão tedioso.

Estou prestes a terminar o capítulo 13 de Cidade das Cinzas, quando a campainha toca.

Não estou esperando ninguém, e não tenho amizade com os vizinhos, com exceção da família Besson, que no momento estão na praia. Peguei o taco de beisebol do meu pai que estava ao lado da lareira e segui até a porta. Olhei pelo olho mágico e vi um garoto alto, forte, e por incrível que pareça, sem aquela aura de “sou gostosão”. Abri a porta e sorri.

— Pensei que fosse alguém perigoso — falei jogando o taco de beisebol no sofá, onde segundos atrás estava sentada lendo.

— Eu posso ser perigoso — Ben disse entrando e me dando um beijo na bochecha.

— Claro — disse irônica e então fechei a porta.

— Acredita que o Lucas me deixou sozinho para ir para a praia? — Perguntou ele fingindo indignação.

— É, ele também me abandonou.

— O bom é que ele finalmente vai receber um bronze. Cai entre nós, ele é branco demais.

— Você já se olhou no espelho — disse rindo e pegando o livro do sofá — você não é uma pessoa negra.

— Mas eu pelo menos tenho bronzeado — ele olhou para seus braços.

— Então — falei receosa —, o que lhe trás aqui?

Ben rapidamente pegou o livro da minha mão olhando para capa e sorriu voltando a olhar para mim.

— Topa parar de ler para assistir um jogo de vôlei da minha prima?

— Sim, claro, eu aceito. Preciso sair de casa, não aguento mais ficar aqui sem fazer nada.

— E ah — disse ele como se tivesse se lembrando de algo. — O jogo vai ser na sua antiga escola. Então, você poderá torcer para a sua antiga escola ou para a escola da minha prima. Agora eu, sou obrigado a torcer para minha prima.

— Nossa, me sinto velha quando você fala antiga escola.

— É, você tem idade de ser a minha tia. Não é surpresa você está lendo Cidade das Cinzas, já que está perto de se transformar em cinzas.

— Muito obrigada pelo elogio — disse tomando o livro das mãos dele e subindo as escadas. — Vou trocar de roupa e já volto.

— Ok, eu espero. Mas caso você não aguentar se vestir por estar com ossos fracos para fazer tanto esforço, é só me chamar — ele piscou para mim e eu mostrei a língua para ele.

Corri para o meu quarto e comecei a procurar alguma roupa.

Em momento algum ele tocou no assunto do nosso quase-beijo. E eu acho, que ele, assim como eu, esteja tentando deixar esse assunto de lado. No momento, minha vida amorosa não anda nada boa, e acho que o melhor é evitar por enquanto algum envolvimento com garotos que não seja amizade.

Troquei de roupa, assim que achei uma peça no meu guarda-roupa que me agradou e desci as escadas, vendo Ben sentado no sofá me esperando.

— Vamos? — Perguntei.

— Vamos.

–

Jason’s POV

Finalmente, recebi alta.

Na minha opinião, eu já estava bom há muito tempo, mas como não sou eu que mando nessa joça, tenho que esperar a autorização do cara de jaleco branco, que estava nesse momento com a luz de uma lanterninha direcionada ao meu olho.

— Bom, ele está bem — disse ele a minha mãe que estava do meu lado.

— Já posso trocar de roupa? — Perguntei depois que ele tirou aquele troço do meu rosto.

— Sim, ali — ele apontou para um canto do quarto com cortina e eu segui até lá querendo tirar o mais rápido possível o pijama de gatinho que minha mãe comprou para mim.

Só aceitei esse pijama porque era bem melhor que aquela roupa de hospital que mostra toda a bunda. Minha bunda não é pra qualquer um ver não, só mulheres e de preferência bonitas e boas de cama.

Terminei de me vestir e segui minha mãe até o balcão para resolver os últimos detalhes, ou seja, persuadir o hospital a um contrato de sigilo e blá blá blá. Como não estava com paciência, segui direto para a garagem e fiquei no carro esperando.

Minha mãe não demorou muito para entrar no carro e dá partida. Não via a hora de chegar em casa.

— Sabe, a Maggie agora é nossa vizinha — comentou minha mãe.

— O quê? — Perguntei surpreso, afinal tia Frankman vinha acompanhada de uma imensa bagagem.

— O FBI mexeu uns pauzinhos graças a mim.

— Não acredito que vou ter que atura o David enquanto estiver em casa.

— Bom, se eu fosse você o agradeceria — olhei para a minha mãe e ela estava com um sorriso divertido nos lábios.

Revirei os olhos só de pensar nessa dívida.

Se não fosse pelo David ter entrado no meu quarto, pegado o iPad que o Nicholas me deu e rastreado meu celular a tempo, eu teria morrido, pois eu não estava com cianureto no organismo, mas fui dopado de calmantes. Só ele e a Jenny sabiam que eu tinha saído de casa para beber. E Jenny nem desconfiava que eu estava em perigo, ela com certeza iria esperar e então quando amanhecesse, ai sim ela ficaria preocupada. David por outro lado, na minha opinião, teve sorte. Aposto que ele entrou no meu quarto só para mexer nas minhas coisas e quando me rastreou pelo GPS do iPad, estranhou que o meu pontinho estava parado há muito tempo num mesmo lugar.

— Nossa, estou tão acabado que nem sei em que dia nós estamos — reclamei me encostando no banco do carona.

— Você não sabe? — Minha mãe perguntou surpresa.

— Por quê? Eu perdi alguma coisa?

— Jason, hoje é...

— Ai meu Deus! — Bati a mão na testa por ter me esquecido desse pequeno detalhe.

— E eu ainda a proibi de vir te visitar pensando que você contaria a ela tudo e então...

— Espera, você está planejando algo? — Perguntei surpreso.

— Na verdade, seus amigos estão e eu pensei que você soubesse já que um deles foi te visitar ontem.

Sim, o Lucas tinha ido me visitar ontem, mas não me disse nada.

— Bom, acho que você já sabe então que não estamos indo para casa agora — minha mãe sorriu —, então se ainda estiver acabado, vai ter que aguardar mais um pouco para descansar.

— É por um bom motivo — falei sorrindo de volta.

Madeline’s POV

O time da casa estava ganhando por seis pontos na frente, ou seja, mesmo sem mim o meu ex-time estava se dando bem nos jogos. E me substituindo como capitã, estava Lorena, uma garota do segundo ano que assim que começasse as aulas iria para o terceiro. Acho que as garotas a escolheram como capitã porque está no time desde o primeiro ano, só que diferente de mim, ela não ficará três anos comandando o time, apenas um. Durante o jogo, as garotas me viram depois de marcarem um ponto ao se virarem para a plateia. Lorena fez um sinal para que depois do jogo eu a esperasse.

— O seu time é bom — disse Ben quando faltava apenas cinco pontos para acabar.

— Eu fiz um bom trabalho — joguei o cabelo para o lado sorrindo.

— E depois fala de mim – ele me deu um empurrão pelo ombro rindo.

Então o meu time marcou mais um ponto e todos da plateia levantou comemorando. Até eu levantei gritando com euforia, menos Ben que continuou sentado.

— Não vai comemorar? — Perguntei provocando.

— Minha prima vai me matar por eu estar desse lado da arquibancada, e é capaz de me esquartejar depois se me ver gritando de alegria pelo time adversário.

Ri voltando a me sentar ao seu lado.

— Uau, ela é uma criminosa — disse.

— Não, ela é uma mulher — concluiu ele fazendo uma cara de inteligente.

Agora, foi a minha vez de dar um empurrão nele pelo ombro.

O jogo acabou e Lorena veio até a arquibancada me buscar, para comemorar a vitória com as garotas. Então ela me puxou até o vestiário, e quando procurei o Ben pela multidão, o vi levar um bronca de uma garota baixinha, com certeza a prima dele, se for julgar pelas semelhanças facial.

— Então, o que achou do jogo capitã? — Perguntou Lorena tirando seu colete suado e jogando no seu armário.

— Você quis dizer ex-capitã, pois você está me substituindo muito bem — disse.

— Você fez esse time ir para frente, estou apenas repassando o que aprendi com você.

— Então vocês foram ótimas — sorri.

Uma das meninas que acabou de sair do chuveiro veio até seu armário com um sorriso bobo e acenou para nós.

— Emma, qual o motivo desse sorrisinho? — Lorena perguntou tirando seu shorts e jogando na cara da garota (que eu percebi ser nova no time).

— Tem um garoto maravilhoso aqui no vestiário, acho que está perdido, mas disse que eu tenho um corpão.

— Ai droga! — Exclamei me lembrando do Ben.

— Você o conhece? — Emma perguntou franzido o cenho.

— Acho que é o gostoso que estava do seu lado da arquibancada, não? — Lorena perguntou sorrindo com malicia para mim.

— Ele é um amigo — esclareci —, e eu vou procurá-lo, antes que ele cante mais alguma garota de toalha.

— Sei... Ciúmes — ouvi Lorena comentar quando eu já estava distante.

Passei pela fileira de armários e encontrei Ben olhando para as garotas que saiam do chuveiro e ela pareciam não se incomodar com isso. Uma até parou para falar oi e já estava com as mãos na borda da toalha, pronta para tirá-la. Corri rapidamente e tampei os olhos do Ben.

— Você deveria se valorizar mais — disse à garota.

Ela olhou feio para mim e então se afastou em direção aos armários. Nunca fui com a cara dela desde que entrou para o time ano passado.

— Só não te mato, porque não quero ser presa — falei empurrando o Ben para fora do vestiário feminino.

— Por que você está me tirando do paraíso? — Ele perguntou chateado.

— Porque se pegarem você, eu estou ferrada — disse me lembrando da inspetora de bigode.

Quando estávamos a uma distância razoável do vestiário, tirei a mão dos olhos do Ben.

— Desculpa — disse ele rindo da minha cara de brava. — Minha prima disse que viu você indo para o vestiário e então fui te procurar.

— E aproveitou para dar em cima das garotas semi-nuas? Vocês garotos não tem jeito.

— Ciúmes? — Ben disse contendo o riso.

— É, eu estou com ciúmes — dei um tapa de leve em seu ombro —, as garotas eram piores que você, te comiam com os olhos sem a menor vergonha.

— Sei que seduzo geral — ele passou seu braço pelos meus ombros e começamos a andar até a saída —, mas ninguém substitui a minha querida Mad.

Sorri para ele e fomos o caminho inteiro um empurrando o outro até chegarmos a minha casa. Assim que chegamos, percebi que a porta estava entreaberta, na hora parei o Ben com o braço e fiz sinal de silêncio com o dedo. Segui até um arbusto no jardim e tirei dois revólveres escondidos para caso de emergência.

— Invasão? — Perguntou Ben apenas movendo os lábios.

Assenti para ele e lhe entreguei uma das armas. Em passos lentos e silenciosos, fui me aproximando da porta e o Ben me seguiu, abri a mesma bem devagar e todas as luzes estavam apagadas. Ergui o revólver na frente do rosto e Ben fez o mesmo. Olhei ao redor da sala e até nas escadas e não avistei nenhum vulto na escuridão. Fiz sinal para que ele me seguisse até a cozinha, e juntos fomos com a arma estendida e no meio do caminho ouvi um barulho de movimento, então girei a válvula e me preparei para atirar com o dedo já pressionado no gatilho. Ben estava logo atrás. Fiz 3,2 e 1 com os dedos e acendi a luz.

Estupefata, percebi que tinha vário invasores na minha casa e todos gritaram:

— Surpresa!

E foi nessa hora que eu me lembrei do meu aniversário de dezoito anos. Fiquei mais preocupada com os outros do que comigo, acabei esquecendo um dos dias mais importantes para mim. Dezoito anos!

Todos começaram a cantar parabéns. Estava o Lucas e os pais dele, a Pattie e o Jason, até o David e a mãe dele estavam, menos os meus pais. Eu já deveria esperar por isso, eles estão em missão, com certeza não conseguiram vir a tempo.

— A Madeline faz anos e o azar é só dela... — Começou Ben.

— Ah não, cala a boca! — disse tampando a boca dele.

— Cada ano que passa ela fica mais velha — completou Lucas e todos começaram a rir.

— Com quem será, com quem será, com quem será que...

— Ben eu vou te dar um soco — disse ameaçando e ele parou.

— Ok, você vai casar comigo mesmo — ele disse brincando e me abraçando.

Percebi que o Jason e o Lucas foram os únicos que não acharam graça da brincadeira do Ben.

— Madeline, corte o bolo e não esqueça de dar o primeiro pedaço para mim — disse o pai do Lucas.

— Ah, sei não... Eu vou ganhar um presentão seu?

— Não duvide disso.

— Então vou pensar no assunto — pisquei pegando a espátula de cortar bolo da mão da mãe do Lucas e me direcionando ao bolo com o formato do número dezoito.

Fiquei em dúvida por onde começava cortar e decidi começar pela cabeça do número 1. Coloquei o pedaço em um prato e olhei para todos do outro lado da mesa.

Certo, para quem dá o primeiro pedaço de bolo?

Posso dar ao Lucas, porque o conheço desde criança e ele sempre me ajudou na escola. Ou posso dar para o Jason que é o meu parceiro e que já salvou a minha vida. Posso também dar ao Ben por ser uma pessoa maravilhosa comigo e por nunca me decepcionar. Argh, porque meus pais não vieram? Agora a coisa toda complicou.

— O primeiro pedaço vai para... — disse fazendo mistério — David!

Todos olharam para mim sem entender e o David veio todo sorridente na minha direção.

— O conheci a pouco tempo e nesse pouco tempo eu passei poucas e boas nas suas mãos, mas você provou ser mais esperto do que eu. E como reconhecimento disso, eu te dou o primeiro pedaço para quem sabe você pare de fazer suas brincadeirinhas sem graça comigo — inventei uma explicação e acho que eu consegui convencer todo mundo.

— Obrigado — ele me abraçou e então apontou para o Ben —, isso prova que ela me quer, então pode tirar da cabeça que ela vai casar com você.

— Nossa Madeline, doa um pouco dessa sorte com homens, porque eu estou precisando — disse a mãe do David e todos riram me deixando corada.

— Não é sorte, é só que não tem outra garota para competir — disse.

E era meio que verdade, já que a Jenny é amiga só do Jason e ela quase não vai acompanhá-lo por causa do nosso segredo, então eu sou a única garota entre eles que sabe de tudo e que ainda faz parte disso.

— Ela está sendo otimista — Pattie disse sorrindo e então pegou a espátula da minha mão. — Pode deixar que eu assumo o comando por aqui.

— Obrigada — disse.

— Os presentes! — Gritou Lucas que eu nem tinha percebido que havia saído na cozinha e agora voltava com uma caixa enorme cheia de embrulhos. — Olha, chegou alguns pelo correio e eu roubei a antes que você visse. Não me processe por pegar suas correspondências.

— Tudo bem, eu já roubei o seu cachorrinho de pelúcia que late que você tinha pedido pela internet há oito anos atrás — sorri.

— Ah, então era por isso que ele não tinha chegado. E eu que pensava que fosse erro de entrega.

— Ok, vamos esquecer o passado. Quero ver os presentes — disse sorrindo e quase que pulando pra cima da caixa que o Lucas segurava.

— Pega o da caixa vermelha com laço branco — pediu o pai do Lucas com a boca cheia de bolo.

Peguei o presente e desfiz o laço abrindo a caixa logo em seguida. Vi um vestido preto lindo de seda tomara que caia com alguns detalhes de renda.

— Adorei! — Disse maravilhada.

— Dana escolheu — ele abraçou sua mulher sorrindo.

— Adorei — disse dando um abraço neles.

— Certo, agora é a vez do meu presente — Ben disse tirando uma grande caixa azul com bolinhas brancas de dentro da caixa. — Espero que goste.

Abri a caixa e vi um monte de papel. Franzi o cenho e ele fez um gesto para que eu colocasse a mão dentro. Passei minha mão pelo papel até pegar em algo macio. Me arrependi profundamente de ter levantado o objeto para todos verem.

— Gostou?

— Sim, só não espere que eu vá usar isso tão cedo — falei segurando o corpete vermelho, acompanhado de uma calcinha fio dental e de uma cinta liga preta.

— Qual é, dezoito anos... Você vai poder fazer tudo legalmente, até beber na maioria dos estados — Ben disse.

— Certo, agora é o meu presente — David falou tirando uma caixinha amarela.

Abri a caixinha e me deparei com um colar de ouro escrito Madeline.

— Adorei! — Disse sorrindo para a mãe dele e abraçando o David.

— Agora falta o...

— Meu presente! — Lucas falou tirando uma caixa rosa, mesmo ele sabendo que eu não gosto de rosa ele insiste em fazer isso.

Peguei a caixa rosa e a abri.

— Hum, aqui só tem cartões. — disse e então os virei. — Não acredito.

— Isso, cartão de beijos e abraços para quando você precisar.

Todos caíram na risada e o Ben se engasgou com o bolo.

— Ai cara, e eu pensei que você não era cafona.

— Ok, isso foi uma brincadeira — Lucas pegou uma caixa que estava escondida em baixo da mesa e me entregou. — Aqui está o presente verdadeiro.

Peguei a caixa meio desconfiada e a abri. Não havia percebido os furinhos nela, mas agora eu notei e descobri por que.

— Ai meu Deus! — Disse sorrindo enquanto tirava o pequeno gato scottish fold [n/a: procuram na internet, minha tia tem um desses *-*] com um laço vermelho gigante no pescoço de dentro da caixa.

— Então? — Perguntou Lucas.

— Eu adorei — disse fazendo carinho do gatinho.

— Bom, agora só falta o meu presente — Pattie falou me entregando uma caixa vermelha. — Jason esqueceu do seu aniversário, então esse presente vale por nós dois.

— Não — disse Jason. — Eu dou o meu presente atrasado. E vou tentar superar todos que você já ganhou — ele piscou para mim e eu ri.

— Você não vai superar o Mickey — falei erguendo o gatinho e deixando-o na altura do meu rosto para tocar no nariz dele com o meu.

— Já deu nome para o gato? — Lucas perguntou surpreso.

— É claro — falei fazendo carinho na cabeça dele.

Não sei como farei para cuidar do gato, já que eu vou passar a maior parte do tempo viajando e eu sei que em certas missões não vou poder levá-lo, mas eu sempre quis ter um gato, mas minha mãe nunca comprou porque tinha medo que eu me apegasse demais e ai quando chegasse a hora em que eu teria que começar a trabalhar para o FBI, eu fosse desistir. Meus pais sempre evitaram com que eu tivesse algum vinculo com algo que pudesse me fazer desistir de ser agente.

— Vishê, vocês agora foram passados para trás — brincou o pai do Lucas olhando para os meninos.

Todos riram e o gatinho miou no meu colo. Peguei o presente da Pattie e o abri.

— Como você adivinhou? — Disse sorrindo e tirando o livro de dentro da caixa. —É exatamente o que eu estava precisando. Já li estou perto de ler todos daqui de casa.

— Que bom que gostou — ela sorriu.

O título do livro que eu ganhei da Pattie é Destino. Adorei a capa e percebi que seria uma história que me prenderia do começo ao fim.

— Agora, a parte mais importante. O ritual dos dezoito anos — Ben disse chegando com uma garrafa de vodka já destampada. — Agora você vai tomar na garrafa no máximo de tempo que consegui.

Peguei a garrafa e dei o Mickey para o David. Respirei fundo contando até três e então virei a garrafa na boca.

— Estou cronometrando — disse Jason com o celular já em mãos.

Não sei quanto tempo aguentei, só sei que bebi quase metade da garrafa e não foi lá uma sensação muito boa quando engoli tudo de uma vez só.

— Nossa, quase trinta segundos — disse Jason. — Quase me superou.

— Então, está bêbada Madeline? — Perguntou o pai do Lucas se aproximando de mim e colocando a mão na minha cara. — Quantos dedos tenho aqui?

— Cinco, mas você está escondendo o quinto dedo me mostrando apenas quatro — respondi.

— Ok, ainda está sóbria — ele sorriu.

— Bom, mas ainda não acabou — Ben passou o braço pelos meus ombros. — Hoje à noite nós vamos comemorar com tudo que a nossa recente mulher merece.

Balancei a cabeça em um sinal negativo, pois eu sabia muito bem como seria essa comemoração ao qual o Ben se referiu.

Notas finais
Link do bolo : http://4.bp.blogspot.com/-uzGTH_DJSWg/TZigLFVw0kI/AAAAAAAAACQ/-dAU3YueUso/s1600/Bolo+18+anos+Mafalda.jpg
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Gente, desculpem pela demora... Novamente a desgraça do filho do meu padrasto voltou e ai eu fugi de casa antes que eu soltasse os cachorrao pra cima daquele muleke folgado ¬¬
Bom, estou na correria nesse final de ano e então o próximo capítulo será o último da temporada e talvez já no próximo capítulo o nome do Justin seja outro (ME MANDEM SUJESTÕES, pois eu não tenho a mínima ideia de qual nome dá para ele).
Quero agradecer por todos os reviews e novamente pela recomendação maraivlhosa que eu recebi *-*
E ahhhh... LEIAM ISSO:
http://writtenbycupcake.blogspot.com.br/2012/12/sobre-publicacao-de-fanfics.html
- Ai eu estou explicando o que farei com a fic The Partner no começo do ano. Espero todos meus leitores na segunda temporada, que eu começarei a postar no começo de janeiro, quando eu chegar de viagem (sim, eu vou pra fora no natal e só volto um dia depois do ano novo *---*).
Beijos e obrigada por tudo mi amores :D