The Partner
32 Mais presentes
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS
N 3ª Pessoa
— Você tem certeza disso? — Perguntou Clark Higgins, presidente de uma das sedes do FBI.
— Claro — disse Maya. — Andei pesquisando e eles são perfeitos.
— Mas não são muito novos para se envolverem com um caso tão...
— Tão difícil? — Maya completou a pergunta. — EU digo que não, eles vão apenas investigar.
— E se o infrator decidir atacar novamente? — Clark perguntou ainda com um pé atrás na sugestão de Maya.
— Bom, isso talvez torne mais fácil a missão.
— Você tem certeza disso?
— Claro — afirmou Maya confiante. — Você sabe que eu sei a capacidade de um McCann. Jeremy foi o melhor parceiro que eu tive.
— E os McPherson são os melhores de todo o país — concluiu Clark. — Certo, vou ajeitar os últimos detalhes e em breve ele s ficarão sabendo sobre a nova missão.
Maya sorriu triunfante e saiu da sala de Clark Higgins com um sorrido enorme de orelha a orelha. Ela havia tido sucesso no primeiro passo do plano.
–
Jason’s POV
Ben estava dirigindo o carro da Madeline. Ao seu lado estava o Lucas, enquanto eu estava no banco de trás junto com a Madeline que parecia apreensiva.
— Não vão me contar o que está acontecendo? — Perguntou ela novamente.
— Você vai gostar — garantiu Ben —, nem o Jason nem o Lucas sabe, mas eles vão participar.
— O quê? — Lucas perguntou surpreso. — Eu pensei que íamos para o Dom’s Bar.
— Mudei de planos — Ben disse girando o volante e levando o carro para um desvio.
— Vai ter bebida pelo menos? — Perguntei.
— Sim — afirmou Ben.
Fiquei observando as ruas e não acreditei quando o vi parar o carro em frente a uma boate de striptease.
— Hoje é a noite das mulheres — garantiu Ben.
— Seu tonto, ai nós não vamos entrar — Lucas disse dando um soco no braço dele.
— Hoje é para a Madeline curtir — Ben saiu do carro e abriu a porta para a Madeline. — Vá em frente, vá se divertir, nos vemos depois.
— Sozinha? — Ela perguntou chocada. — Como vou me divertir sozinha?
— Ah, qual é? — Lucas também saiu do carro e como eu estava sozinho, decidi também sair.
— Mad, você tem que aprender a ser independente. E quando você quiser ficar de porre sozinha? Você com certeza não quer nós três do seu lado falando besteiras né?
— Não, mas...
— Vai logo, você vai perder o show — Ben disse a empurrando em direção a entrada.
Fiquei ao lado do Lucas, observando Madeline pagar a entrada e olhar para nós como se pedisse socorro, mas Ben estava ali, para garantir que ela entrasse. E quando o segurança pegou sua identidade, sorriu para ela dizendo algo que a fez corar, finalmente Madeline entrou. Ben voltou em nossa direção e puxou eu e o Lucas em direção à rua de trás do local.
— Olha, é o seguinte — Ben disse olhando para nós como se fosse contar algo muito sigiloso. — Vamos entrar de penetras.
— Mas não é a noite das mulheres? — Perguntei. — Não quero ver homem nu.
— Se liga — Ben disse balançando a cabeça. — Acha que eu também quero?
— Então por que vamos entrar de penetras? — Lucas perguntou já perdendo a paciência com o Ben.
— Porque hoje faremos um show especial — respondeu ele sorrindo maliciosamente.
E foi então que eu e o Lucas captamos a mensagem.
— Não, não, não — Lucas disse andando de um lado para o outro na calçada. — Eu não vou fazer isso.
— Deixa essa pose de certinho para lá. Pela primeira vez na vida seja audacioso, ou melhor... Seja sexy.
— Isso soou muito gay — disse rindo.
— Ok, vejam por esse lado — começou Ben —, ali dentro tem um monte de mulheres solteiras, casadas, gostosas, feias... Resumindo: tem mulheres de todos os tipos. Madeline está no meio, e tudo que temos que fazer é fazê-la se sentir desejável.
— Desejável? — Franzi o cenho, afinal, Madeline já é desejável. — Que papo é esse?
— Ela é insegura, eu sinto isso.
— Novamente soou gay — afirmei.
— Tudo bem, pode até soar gay — admitiu Ben e Lucas riu disfarçadamente. — Mas se fossem vocês os inseguros, não gostariam de mostrar para os outros homens o quanto vocês são atraentes para as mulheres?
— Eu não preciso disso — disse Lucas.
— Naturalmente os outros homens veem que eu sou atraente para as mulheres — falei.
Agora Ben que estava começando a perder a paciência.
— Façam pela Madeline!
Olhei para o Lucas e ele olhou para mim. Ficamos calados por algum tempo pensando na ideia do Ben. Fui o primeiro a responder:
— Ok, eu estou dentro.
Olhamos para o Lucas que ainda pensava.
— Certo, eu faço esse sacrifício pela Madeline.
Ben sorriu para nós e então deu três batidas numa porta estreita de aço nos fundos da boate. Uma mulher gordinha sorridente abriu a porta.
— Finalmente, pensei que não viriam — disse ela.
— É que eles são cabeças duras — Ben sorriu para ela e nos empurrou para dentro fechando a porta atrás de nós.
— Me sigam, vou levá-los até o vestiário sem que sejam pegos — disse a mulher.
— Obrigado Soraya, serei eternamente grato.
— Que isso querido — a mulher dei um tapinha carinhoso nas costas do Ben. — Eu que agradeço. Os homens daqui já não agradam mais como antes — então ela abaixou o tom de voz para um sussurro —, acho que estão ficando velhos demais para isso.
Ben riu.
— Bom, essa noite as mulheres terão uma sorte danada em ter três jovens como parte da apresentação.
— Peguei a melhor fantasia para vocês três — garantiu Soraya.
— Fantasia? — Lucas perguntou com um pouco de medo.
— Fique tranquilo, vocês não vão se fantasiar de algo ridículo — Soraya sorriu para o Lucas. — Ficará muito bem em você.
Lucas deu um sorrisinho de lado e olhou para mim assustado. Aquilo também era novo para mim, mas eu estava mais calmo.
Soraya parou em frente a uma porta depois de andarmos por um corredor enorme e então abriu para que entrarmos.
— A fantasia de vocês estão ali — apontou ela para o sofá onde se via três roupas de policial. — Podem se trocar no banheiro, naquela porta — apontou para o lado do sofá. — Quando vocês forem entrar, darei um aviso e terão trinta segundos para aparecerem atrás das cortinas antes que a apresentação comece. — Entramos no pequeno quarto e ela saiu desejando boa sorte antes de fechar a porta.
— Não acredito que eu topei fazer isso — Lucas disse olhando para as fantasias.
–
Madeline’s POV
Entrei na boate e a música alta penetrou meus ouvidos me fazendo acordar e ver que eu estava sozinha num lugar onde tudo era permitido para a minha idade, sem identidade falsa e sem sair da lei.
Segui até o barman e pedi uma dose de vodka. Não preciso mais do Jason para pedir bebida para mim, eu mesma já posso pedir e isso é tão bom, ser independente.
— Ouvi dizer que essa noite terá uma nova atração — uma mulher ao meu lado comentou para a amiga.
— Perfeito. Espero que os caras sejam bons, porque eu não quero sair da minha despedida de solteira sem ter visto homens super gostosos.
O barman entregou minha bebida e de relance olhei para a garota que parecia ter a minha idade e já ia se casar. Ela olhou para mim e sorriu levantando sua bebida.
— Vai se casar também? — Perguntou.
— E-eu? — Quase engasguei com a bebida. — Não, hoje é meu aniversário de dezoito anos.
— Bom, então se junte a nós e vamos brindar — disse a amiga da noiva.
Levantei meu copo junto com elas e juntas brindamos pela felicidade da noiva, pelo começo de namoro da amiga e pela minha independência.
— Ouvi vocês dizerem sobre uma nova atração. Como assim? — Perguntei depois de esvaziar meu copo.
— Parece que você é nova aqui — comentou a amiga. — Primeira vez? — Perguntou e eu assenti.
— É que tem alguns homens da noite das mulheres que não são lá essas coisas, sabe? — Disse a noiva. — Acho que ele priorizam os homens e contratam mulheres melhores, pois a maior parte da clientela daqui são homens. É que nós mulheres não somos tão caras de pau para correr atrás de outros homens, somos melhores do que isso. A maioria que vem aqui é pra comemorar algo, na maioria das vezes, despedida de solteira.
— E os homens tiram tudo mesmo? — Perguntei curiosa.
— Só tem um que faz isso, ele é a última atração — respondeu a amiga. — O resto tira a roupa, mas não mostram o mais importante. Acho que é para nos excitarem e nos preparar para a última atração.
— E eles não descem do palco, não é?
— Olha só, você não sabe mesmo nada — a noiva sorriu para a amiga e continuou: — A maioria desce e às vezes até chama uma de nós para subir no palco enquanto eles abusam da gente. Só espero que eu tenha a sorte de ser escolhida... Acha que eu devo avisar para alguém do show que é a minha despedida de solteira?
— Se eles chamarem todas as mulheres que vão se casar, acho que o palco ficaria lotado e não teria show. Fique aqui e reze para ser a escolhida — disse a amiga.
— Bom, só espero que não seja eu, porque sou nova nisso tudo e não quero pagar mico lá em cima — disse já pedindo outra dose de vodka.
Então a música mudou e todas olharam para o palco, onde as cortinas se abriram e dois bombeiros entraram no palco. Os homens pareciam ter mais de trinta anos, acho que beirando os quarenta, mas mesmo assim estavam em forma. Só que eu não queria ser chamada para o palco por aqueles dois bombeiros de sunga. Eles dançavam sexualmente enquanto iam se despindo, cada peça de roupa era jogada para a plateia, e eu consegui pegar o capacete antes que machucasse a noiva ao meu lado. Esses caras com certeza não têm uma mira boa. Então, depois de estarem apenas de sunga branca, eles começaram a dançar com uma mangueira de bombeiro, e acho que só eu não achou aquilo lá muito sexy, pois as mulheres batiam palma de acordo com o ritmo da música e estava babando pela ereção dos caras no palco.
— Essa é a nova atração? — Perguntei a noiva.
— Não — ela teve que gritar por causa da música.
Um dos homens desceu do palco e percebi que olhava na minha direção. Desviei o olhar para o lado, tentando inutilmente o fazer olhar para outra mulher. Então em toquei que o outro homem estava indo atrás das suas coisas e quando pegava algo de alguma mulher, dançava para ela esfregando a ereção. Num gesto rápido passei o capacete para a noiva ao meu lado e ela sorriu agradecendo. O homem então olhou para mim com um sorrisinho e para meu alívio foi esfregar sua ereção na noiva e não em mim.
Quando eles foram embora, todas as mulheres aplaudiram, menos eu que fiquei agradecendo mentalmente por ter me livrado daquele cara. Não acredito que o Ben está me fazendo passar por isso no meu aniversário, ele me paga. Só porque ele e outros garotos gostam dessas boates de strip, não significa que eu aprove também. Além do mais, como a noiva e a amiga disse, na noite das mulheres os homens não são lá essas coisas como as mulheres são na noite dos homens.
— Acho que agora vem a nova apresentação — disse a noiva no meu ouvido.
Revirei os olhos e pedi mais uma dose de vodka para o barman. A música foi trocada e eu nem me interessei em ver as cortinas se abrirem novamente. Só fiquei curiosa quando as mulheres gritaram loucamente, coisa que elas não fizeram para os dois bombeiros.
Assim que me virei para o palco, quase deixei meu copo cair no chão. Eu não estava acreditando naquilo, minha visão deve estar me enganando, não podia ser. Aqueles três policiais de cueca box preta não me eram estranhos.
— Ai meu Deus! — Disse a amiga da noiva com a boca aberta.
— QUE GOSTOSOS — gritou a noiva eufórica.
Eu não sabia se matava as mulheres daquele local ou se matava os três patetas em cima do palco. A música estava tocando e eles começaram a dançar em cima do palco. Claro que a minha primeira reação foi rir, mas parei quando Ben olhou para mim e desceu do palco vindo na minha direção. As mulheres estava aproveitando a situação e passaram a mão nele em todas as partes do corpo, ele se desviava algumas vezes sorrindo e dizendo um “Ops” e então quando estava bem próximo de mim, me puxou pela mão em direção ao palco, enquanto algumas mulheres me praguejavam por ter tanta sorte em ser escolhida.
— O que vocês estão fazendo? — Perguntei ao Ben quando subimos ao palco.
— É a sua noite, achou que não íamos participar? — Disse ele sorrindo, tirando sua farda e jogando para um grupo de mulheres que se mataram para conseguir pegar.
Ele agora estava apenas com a cueca box e começou a dançar na minha frente sorrindo.
— Vamos, se solte. É pra se divertir.
Aquilo era loucura, mas eu não pude resistir e acabei caindo no ridículo junto com os três. Jason e Lucas também tiraram suas fardas jogando para as mulheres desesperadas que agora beiravam o palco. Os três começaram a dançar bem próximo de mim, então Ben de afastou e eu o vi voltar com uma cadeira, o colocando no meio do palco. Jason foi me empurrando e então me fez sentar. Lucas chegou com uma algema e eu arregalei os olhos. Fiz menção de levantar da cadeira, mas Ben me segurou e Lucas conseguiu prender minhas mãos para trás.
— Sortuda! — Ouvi a noiva que tinha conversado comigo gritar sorrindo.
Dei um sorriso nervoso em direção a plateia e vi Jason começar a dançar para mim. Então, senti uma mão no meu cabelo fazendo massagem, sabia que era o Ben porque o Lucas estava na minha frente. As mulheres estavam indo a loucura enquanto eu ria daquela situação e me deixei levar pelo momento. Os meninos usaram e abusaram de mim e até que aquilo era divertido. No final, Lucas ergueu a cadeira comigo ainda presa e me levou para trás das cortinas, enquanto os meninos davam tchau para as mulheres desesperadas.
Lucas soltou as algemas e eu comecei a rir.
— Sério, não acredito que você fizeram isso — disse entre as risadas depois que os meninos já estavam atrás das cortinas.
— Um presente de aniversário — Ben falou piscando para mim.
Então vi uma mulher morena bem gordinha se aproximar.
— Vocês foram perfeitos! — Disse ela batendo palmas. — Então, essa é a sortuda?
— Madeline, essa é a Soraya, dona da boate e minha madrinha — disse Ben apontando para a mulher.
— É um prazer conhecê-la — disse ela a mim.
— Igualmente.
— Bom, vocês poderiam trabalhar aqui, nunca vi as mulheres tão animadas como estavam hoje — falou Soraya.
— Não, depois dessa noite eu não quero participar de uma apresentação de striptease por um longo tempo — Lucas falou.
— Até que eu gostei — disse Jason —, mas eu já tenho um emprego.
— E eu prefiro guardar toda a minha gostosura para a minha futura namorada — Ben disse convencido e eu ri.
— Nada modesto você, hein?
— Meninos, você já podem se trocar, mesmo que eu prefira ver vocês de cueca — disse Soraya.
Os meninos seguiram pelo corredor rindo e entraram numa porta.
— Você tem sorte de ter amigos como eles — falou Soraya e eu a fitei
— Sim, muita sorte — concordei.
— Percebi o jeito que o meu afilhado te olhou e acho que ele não quer só amizade.
— Ben é um garoto legal — foi a única coisa que eu consegui dizer.
— Sim, espero que você não o magoe, ele não merece isso.
— Isso não vai...
Fui interrompida pelos meninos que já voltavam e me salvaram de continuar aquela conversar que já estava me deixando tensa.
Juntos, saímos pela porta dos fundos da boate e fomos o caminho inteiro dentro do carro rindo ao lembrar das coisas que eles fizeram no palco e da minha cara de assustada misturada com um ataque de risos. Foi legal, eu gostei muito de tudo que eles fizeram para mim. Jason era quem estava dirigindo o meu carro dessa vez, ele deixou Ben em frente à casa dele e o Lucas ficou por lá para pegar um apetrecho que ele havia esquecido na bolsa do Ben.
— Sério, eu não acreditei quando vi vocês três no palco — falei rindo.
— Ainda tem mais um presente — Jason disse parando o carro em frente a minha casa.
— O seu presente — disse sorrindo.
— Isso — ele olhou para mim e tocou no meu pescoço. — Estava pensando em lhe dar um colar, mas você ganhou um do Daniel e hoje ganhou outro do David, acho que não usaria três colares de uma só vez — ele deu uma breve risada e eu fiz o mesmo. — Pensei também em lhe dar uma foto como recordação, mas não tiramos uma durante o tempo que se passou desde a Seleção. — Ele olhou para baixo pensativo e então perguntou rapidamente. — Você tem violão?
— Sim — disse confusa por ele ter mudado de assunto de repente —, só que eu não o uso.
— Vamos entrar, vou esperar você pegar seu violão — ele saiu do carro e eu sai logo em seguida.
Jason travou o carro e jogou as chaves para mim. Entramos em casa e eu fui até o meu quarto pegar o violão enquanto o Jason me esperava na sala. Não estava estranhando o fato de ele pedir o violão para tocar, pois eu o vi com um violão novo na Califórnia durante a missão, só estava confusa sobre o que isso significa. Desci as escadas e me sentei ao lado dele no sofá entregando em seguida o violão.
— Não sei se posso chamar de presente, mas faz tempo que eu compus isso e queria que você ouvisse.
— Uma música para mim? — Perguntei o observando ajeitar o violão em suas pernas e afinar as cordas.
— Sim — ele sorriu.
Juro que eu me segurei para não gritar de alegria. Ninguém nunca compôs uma música para mim. O observei morder o lábio inferior enquanto se preparava para começar a tocar. Ouvi os primeiros acordes sendo tocados no violão com atenção, e eu soube que ele ia começar a cantar quando umedeceu os lábios com a língua.
(tradução)
Across the ocean, across the sea
Startin' to forget the way you look at me now
Over the mountains, across the sky
Need see your face, I need into look your eyes
Through the storm and through the clouds
Ele olhou para mim, bem nos meus olhos e eu sorri prestando atenção em cada palavra cantada que vinha de seus lábios.
Bumps on the road and upside down now
I know it's hard baby, sleep at night
Don't you worry, cause everything is gonna be alright ai-ai-ai-aight
Be alright ai-ai-ai-aight
Through your sorrow and the fights
Don't you worry 'cause everything's gonna be alright ai-ai-ai-aight
Be alright ai-ai-ai-aight
Um acústico de uma música perfeita. Aquilo era demais para mim, e sem perceber eu já estava chorando. Disfarcei no começo limpando os olhos, mas não consegui. Sorri para ele enquanto o ouvia cantar suavemente com sua voz rouca que me deixava entorpecida.
Though the sorrow, and the fights
Don't you worry, 'cause everything's gonna be alright
Ele finalizou a música deixando a nota final ecoar. Limpei meu rosto e funguei sabendo que estava com uma aparência horrível por ter chorado. Jason colocou o violão de lado e então perguntou:
— Gostou?
— Eu adorei — falei o abraçando.
Ficamos assim durante um bom tempo, até que senti algo peludo no meu pé e quando me afastei do Jason vi o Mickey se aconchegar no meu pé e fechar os olhos.
— Acho que já está na hora de dormir para você também — Jason disse se levantando.
— Não, vai — pedi segurando sua mão. — Fique aqui comigo, não quero ficar sozinha.
— Acho que a bebida já está fazendo efeito.
— Bom, mais um motivo pra você ficar. Caso eu passe mal ou algo do tipo, você estará aqui para me socorrer.
Ele entortou os lábios pensando no assunto.
— Tudo bem.
Tirei o Mickey do meu pé e o carreguei até o meu quarto enquanto Jason me seguia. Coloquei meu gato ao lado da minha cama e fui até o guarda-roupa pegar uma roupa confortável para dormir.
— Sabe, o seu presente foi o melhor que recebi até agora — disse sorrindo antes de entrar no banheiro.
Quando voltei para o quarto, Jason já estava deitado na minha cama, mas estava fuçando no celular.
— Se quiser, você pode dormir só de cueca — falei. — Eu sei que você gosta.
— Você está bêbada, é capaz de me tarar no meio da noite — disse ele.
— Como você sabia que eu ia fazer isso? — Perguntei com um sorriso divertido nos lábios.
Fui em direção ao interruptor e apaguei a luz do quarto, em seguida me deitei na cama ao lado dele. Senti seu braço em minha cintura e sorri aconchegando-me em seu abraço.
— Boa noite — ele sussurrou no meu ouvido.
— Boa noite — disse.
Depois disso, não me lembro de muita coisa, mas eu lembro vagamente que eu tive um sonho, muito bom por sinal. Jason estava comigo, mas ele estava mais velho, nós dois estávamos caminhando descalços numa praia em que só tinha nós dois, então ouvi uma risada e do nada apareceu uma garotinha que correu para os braços do Jason. Aquela não era a Jazmyn, disso eu tenho certeza, mas o Jason a segurou no colo como se a conhecesse e começou a brincar com ela. Ele estava feliz e eu também estava feliz com aquilo. Mas meu sonho foi interrompido pelo toque do meu celular.
Abri os olhos com dificuldade e olhei para o relógio no criado mudo. Não era muito tarde, mas também não era muito cedo. Quando fui me levantar da cama, senti um braço sobre minha barriga, olhei para o lado e lá estava ele, dormindo. Com cuidado tirei seu braço de cima de mim e corri para pegar meu celular antes que acordasse o Jason.
— Alô?
— Madeline, eu liguei para o celular do Jason e só caía na caixa postal — disse Nicholas.
— Ele está...
— Com você — completou ele. — Eu o localizei ai. E eu tenho uma notícia para vocês dois.
— Sim, qual é?
— Vocês têm uma nova missão.
Notas finais
Eu até pensei em criar um capítulo agradecendo à vocês e tal, mas eu estou tentando não sair das regras do Nyah, não quero que os reviews e as recomendações de vocês sejam apagados.
Então, obrigada a TODO MUNDO que acompanhou a fic até aqui, só fico chateada com os fantasmas que não apareceram, mas para os que apareceram e deixaram reviews linjões: um beijo na bunda pra vocês! Para quem mandou recomendação: VOCÊS SABEM COMO ME FAZER FELIZ COISAS LINDAS, mil beijos do Justin pra vocês *3*. Para quem mandou reviews desde os primeiros capítulos e que não enjoaram da minha cara: LOVU DI MONTÃO VOCÊS. E para aqueles que se encaixam em mais de duas categorias na qual eu citei: MANO, VEM NI MIM, VEM NA MINHA CASA, VEM COMER SORVERTE, VAMU FAZÊ FESTAAAAA...
Ok, parei com isso... Enfim... Epero ver todos na próxima temporada :)
XOXO
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