Notas iniciais
"Ela me ouve, ela sente meu toque... Mas ela não pode reagir... Isso me trás agonia, é tão... Estranho... A quero perto de mim, quero poder beijá-la, amá-la, rir com ela... Sentir sua respiração, observar o jeito que ela não consegue ficar parada... E agora percebo que essas mínimas coisas fazem uma falta tremenda" - Bruno

Os médicos me disseram que foi uma parada cardíaca, mas tudo estava sob controle.

É óbvio que eu estava totalmente fora de controle, estressado e irritado. Queria acordar daquele pesadelo que só me fazia mal.

Respirei fundo tentando me controlar e entrei na minúscula sala com o bip contínuo e ritmado.

– B-Bellinha? — era estranho não chamá-la de Malu. — Eu te amo.

Controlei as lágrimas e a enfermeira loira entrou.

Ela tinha um decote muito grande e usava um vestido muito curto, o que a deixava muito vulgar.

Malu apertou minha mão e dei pulos de alegria e tudo o mais.

Ela estava com um chiclete e o estourava de minuto em minuto.

Quando ela fazia aquilo era irritante... Quando Malu fazia era sexy e engraçado.

Ela se insinuou para mim:

– Difícil aguentar esse tempo todo longe da ficante? — perguntou mascando o chiclete.

Fiquei rapidamente nervoso e quase incontrolável, estava realmente difícil de conseguir me acalmar nos últimos tempos.

– Ela é minha namorada e futura esposa... Vai ser a mãe dos meus filhos... — eu disse tentando não ser rude. — Espero que ela fique bem logo. — suspirei.

A enfermeira engoliu em seco.

– Desculpe incomodar. — ela disse se retirando.

– Desculpe se fui mal educado, não tô com cabeça nem para discutir agora... — eu disse com um sorriso que transmitia dor.

Ela afagou meu ombro e se retirou.

Toquei a face de Malu e senti sua pele quente. Ela já estava livre das faixas no rosto e nas pernas.

Beijei sua boca levemente.

Uma lágrima escorreu pelo rosto de Malu.

– Eu vou te tirar dessa meu amor... Eu vou. — sorri e beijei sua bochecha.

A mãe de Malu entrou na salinha pequena.

– Malu! — ela disse aos prantos.

– Tudo bem Sra. Marília? — disse limpando o rosto com as costas das mãos.

– Não Bruno... — ela suspirou. — Jean me traiu e... — ela deixou se levar pelas lágrmas.

Dei-lhe um abraço bem forte tentando reconfortá-la.

– Vou deixar vocês a sós... — na verdade eu precisava respirar.

Malu passaria por outra cirurgia daqui à alguns minutos.

Me sentei em uma daquelas cadeiras duras e desconfortáveis e levei minhas mãos à cabeça.

Contei os ladrinhos do piso, já que não tinha nada para fazer.

Andava de um lado para o outro, contava meus passos, até os segundos.

E então trombei com Mary sendo levada pelos policiais.

– Bruno, você pode nos acompanhar? — disse o policial. Li seu nome no crachá. Steve Donadel. Então é irmão do Doutor Conrad? Acompanhei-o sem hesitar.

Notas finais
xoxo
Comentários no twitter: @looh_reis
Pf pf comentem tb por aqui *u*
Looh