The Other Side
32 Dor
Notas iniciais
Os médicos me disseram que foi uma parada cardíaca, mas tudo estava sob controle.
É óbvio que eu estava totalmente fora de controle, estressado e irritado. Queria acordar daquele pesadelo que só me fazia mal.
Respirei fundo tentando me controlar e entrei na minúscula sala com o bip contínuo e ritmado.
– B-Bellinha? — era estranho não chamá-la de Malu. — Eu te amo.
Controlei as lágrimas e a enfermeira loira entrou.
Ela tinha um decote muito grande e usava um vestido muito curto, o que a deixava muito vulgar.
Malu apertou minha mão e dei pulos de alegria e tudo o mais.
Ela estava com um chiclete e o estourava de minuto em minuto.
Quando ela fazia aquilo era irritante... Quando Malu fazia era sexy e engraçado.
Ela se insinuou para mim:
– Difícil aguentar esse tempo todo longe da ficante? — perguntou mascando o chiclete.
Fiquei rapidamente nervoso e quase incontrolável, estava realmente difícil de conseguir me acalmar nos últimos tempos.
– Ela é minha namorada e futura esposa... Vai ser a mãe dos meus filhos... — eu disse tentando não ser rude. — Espero que ela fique bem logo. — suspirei.
A enfermeira engoliu em seco.
– Desculpe incomodar. — ela disse se retirando.
– Desculpe se fui mal educado, não tô com cabeça nem para discutir agora... — eu disse com um sorriso que transmitia dor.
Ela afagou meu ombro e se retirou.
Toquei a face de Malu e senti sua pele quente. Ela já estava livre das faixas no rosto e nas pernas.
Beijei sua boca levemente.
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Malu.
– Eu vou te tirar dessa meu amor... Eu vou. — sorri e beijei sua bochecha.
A mãe de Malu entrou na salinha pequena.
– Malu! — ela disse aos prantos.
– Tudo bem Sra. Marília? — disse limpando o rosto com as costas das mãos.
– Não Bruno... — ela suspirou. — Jean me traiu e... — ela deixou se levar pelas lágrmas.
Dei-lhe um abraço bem forte tentando reconfortá-la.
– Vou deixar vocês a sós... — na verdade eu precisava respirar.
Malu passaria por outra cirurgia daqui à alguns minutos.
Me sentei em uma daquelas cadeiras duras e desconfortáveis e levei minhas mãos à cabeça.
Contei os ladrinhos do piso, já que não tinha nada para fazer.
Andava de um lado para o outro, contava meus passos, até os segundos.
E então trombei com Mary sendo levada pelos policiais.
– Bruno, você pode nos acompanhar? — disse o policial. Li seu nome no crachá. Steve Donadel. Então é irmão do Doutor Conrad? Acompanhei-o sem hesitar.
Notas finais
Comentários no twitter: @looh_reis
Pf pf comentem tb por aqui *u*
Looh
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