The Orphan: Endless Love
4 Capítulo 4 - Then I Kissed Her
Notas iniciais
“Então eu a beijei”
– Janeiro de 2001 -
Desde o evento Violet não voltou a pressionar Alessa sobre seus sentimentos, mas nem mesmo quatro meses fizeram com que Robert tirasse a conversa que ouviu da mente, e muito menos da ousadia da ruiva no hospital e o beijo ardente que trocaram. Não tinha como evitar, sabia que tinha se apaixonado e sentia uma necessidade cada vez maior de estar perto da mulher que agitara seu mundo particular e se instalara em seu coração sem pedir licença.
Todas as barreiras morais que o impediam de se entregar àquele amor caíram no momento em que ouviu Alessa confirmar que estava amando seu médico e não era correspondida. No momento ele não percebeu, mas enquanto sua mente dizia que era errado, seu coração gritava que a amava também.
Agora ele entendia... Não tinha como fugir! Alessa já era parte de sua vida e de forma alguma abriria mão dessa parte importante. Robert queria, mais que tudo, pegá-la nos braços e beijá-la até o mundo acabar, ficar ao seu lado para sempre e não se afastar nunca mais quando alguém se aproximasse... Mas antes precisava criar uma situação perfeita...
– Como você a pediu em casamento? – perguntou a Vitor assim que teve a oportunidade, quatro meses depois do nascimento do primogênito Krum.
– Na Batalha de Hogwarts. – respondeu sorrindo abobado enquanto Dimitri dormia no colo da mãe.
– Não preciso dizer que foi inoportuno e inesperado. – concordou Violet em tom baixo para não acordar o garoto. – Uma loucura, mas que acabou ficando marcada para sempre... Tem como se esquecer de meu atual marido me pedindo em casamento entre maldições?
Robert queria algo assim... Uma situação realmente inusitada e especial, um momento que ficasse marcado para sempre! Mas a verdadeira ideia só lhe veio à mente quando recebeu o convite anual para um Congresso de Medicina Bruxa. Ele, como médico, era obrigado a comparecer, mas aquele ano não levaria a irmã para o evento... E sim a ruiva que balançava seu mundo.
Com tudo planejado e contando com a ajuda de alguns amigos, Robert convidou Alessa para o evento com a desculpa de não ter mais a irmã solteira... A ruiva ainda estava cabisbaixa pela confusão de seus sentimentos e por não saber se era correspondida, mas acabou aceitando quando descobriu que Draco e Sophie também estariam presentes. Eram médicos afinal.
– Tudo bem, vamos formalizar isso... – começou Klaus Smith, um dos médicos mais velhos do St. Mungus, após uma piscadela de Robert. – Nós nos conhecemos há tanto tempo e, mesmo assim, não sei nada da vida pessoal de vocês...
– E o que quer saber?
– Bem, todos aqui são casados... – respondeu, o que surpreendeu Alessa, que encarou Robert instantaneamente. — Qual a história de vocês?
– Ah Smith, você não vai pedir para um homem velho responder isso vai? – rebateu Jhoanes bem humorado — Pergunte para alguém jovem e com boa memória... Terá histórias mais emocionantes.
– Clarice é um anjo por ter se casado com você meu caro... – disse Smith para a mulher de meia idade ao lado de Johanes, que apenas sorriu. – Dr. Malfoy! Como conheceu a Sra. Malfoy?
– Hogwarts. – respondeu Draco rapidamente segurando uma das mãos de Sophie sobre a mesa enquanto a loira sorria. – Éramos da mesma casa, mas muito diferentes... Ela era tão delicada, gentil, bonita! Sophie Seyfried, filha da Ministra da Magia. E eu um idiota arrogante.
– Draco era muito preconceituoso, orgulhoso e ciumento, e embora tenha melhorado muito, a última parte permanece até hoje... – debochou acariciando o rosto do loiro, que sorriu abertamente. – Só falta lançar maldições nos homens que se aproximam demais...
– Tenho que cuidar do que é meu afinal.
– Seu?
– Você é minha Sra. Malfoy, e eu sou seu. Fim de história. – concluiu sorrindo e recebendo um beijo na bochecha.
– Vocês são um lindo casal, realmente. – concordou Smith. – E você Dr. Tupper? Como conheceu sua esposa?
Alessa engasgou nesse exato momento e não escondeu a expressão surpresa em seu rosto ao olhar para o Sr. Smith e para Robert, que apenas sorria.
– Ela era minha paciente. – respondeu ele segurando a mão da ruiva, tentada pelo “bichinho da curiosidade”.
– Ah essa eu quero ouvir... Como conheceu sua esposa Robert? – repetiu Alessa em desafio, o que pareceu incentivá-lo ainda mais.
– Como dizia antes me interromper, ela era minha paciente... Estava em coma no hospital e não tinha muitas esperanças de recuperação. – começou apertando a mão pequena delicadamente, nervoso com a lembrança – A curiosidade era enorme e, dia após dia, esperei ansiosamente pelo momento em que veria esses belos olhos brilhantes... Até que ela finalmente acordou. Nos tornamos grandes amigos e, a cada dia que passava, seu sorriso me alimentava dando forças para continuar... Esses olhos chocolates me prendiam de tal forma que eu poderia me perder neles que não iria reclamar...
A essa altura todos os observavam satisfeitos, especialmente Sophie, e Alessa ficava cada vez mais vermelha e envergonhada. Mas Robert não parou e, dessa vez, olhou para os olhos da ruiva fixamente, como se quisesse marca-los como seus.
– Ficamos cada vez mais próximos, passamos a andar juntos e, graças ao tratamento, aproveitamos muito a companhia um do outro... Estava cada vez mais apaixonado. – declarou – Mas fui um idiota em nunca dizer isso a ela e gerar tantas dúvidas em sua cabeça...
– Um completo idiota... – concordou a ruiva quase como um sussurro, ainda estupefata.
– Ela vivia nos meus pensamentos e por um momento eu desejei esquecer toda aquela loucura... Mas é insanamente impossível fazer isso, e por fim desisti de lutar contra e a convidei para um Congresso...
Alessa recusava-se a chorar ali, na frente de todo mundo, mas com Robert a encarando daquele modo deixava a tarefa cada vez mais difícil.
– Então eu me ajoelhei na frente dela... – disse ajoelhando-se e segurando uma das mãos da ruiva surpresa – E ela me encarou surpresa, não esperava aquilo. Eu tirei do meu bolso uma caixinha vermelha...
Em nenhum momento seus olhos desviaram dos dela, que acompanhavam cada movimento com incredulidade e, decididamente, alegria. Robert tirou uma pequena caixa de seu casaco e, abrindo-a, revelou duas lindas e delicadas alianças douradas, depositando-as logo em seguida sobre o colo da ruiva sob os atentos olhares dos demais.
– Então ela começou a lacrimejar e eu sabia que em breve iria chorar, ou me espancar até a morte. – completou rindo, e para o desespero da ruiva, ela havia realmente começado a chorar. – E apesar de nunca termos namorado oficialmente, já fazíamos o que todo casal de namorados faz... Menos expressar nossos sentimentos. Decidi que aquela era a oportunidade perfeita e falei o quanto eu a amo! – disse, a voz carregada de emoção – O quanto preciso dessa mulher maravilhosa na minha vida e em como eu gostaria de poder chama-la de Sra. Tupper muito em breve. Então eu segurei suas mãos e, depois de contemplar esse sorriso maravilhoso se abrir timidamente, e antes que ela me matasse também, eu disse... “Alessa Chambers, eu te amo mais que a mim mesmo e estou disposto a fazê-la a mulher mais feliz da face da Terra... Aceita casar comigo?”. – falou mirando-a em expectativa e deixando claro o tamanho de sua admiração. Alessa o encarou ainda mais surpresa e emocionada, mas já tinha aquela resposta há muito tempo. – Ela me olhou de volta e um pequeno sorriso começou a aparecer, o mesmo que me alimentava todos os dias... E então respondeu...?
– Você é louco! – sussurrou sorrindo, as lágrimas já escorrendo livres por seu rosto.
– Não foi exatamente a resposta que eu queria...
– Sim! – exclamou feliz jogando-se nos braços do médico e rodeando seu pescoço fortemente, a caixinha em suas mãos. – Absolutamente sim!
– Ela me abraçou com o sorriso mais lindo que existe... – continuou ele separando o abraço e pegando a caixinha com as alianças. – Eu coloquei a aliança no seu dedo e ela no meu... E por fim... – comentou após trocarem as alianças e encararem-se profundamente. – A beijei.
– Não precisa mostrar essa parte...
– Cala a boca Draco! – repreendeu-o Sophie.
Robert não esperou um segundo sequer e, logo que disse aquelas palavras, selou os lábios da ruiva com os seus apaixonadamente. Se não fossem as palmas e assobios indiscretos ao redor, poderia ficar horas beijando-a, mas também tinha consciência de que estavam em um evento sério e respeitado e o mesmo era esperado dele. Alessa logo rompeu o beijo e, num sussurro que apenas ele ouviu, disse que conversariam mais tarde.
– É uma linda história... – comentou Smith sorrindo satisfeito enquanto o casal voltava a se sentar, agora mais próximos.
– Poxa Draco, você não fez nada disso quando me pediu em casamento... – comentou Sophie manhosamente.
– Obrigado Tupper. – ironizou ele – Se você quiser eu paro essa conferência agora e grito para todo mundo escutar o quanto eu te amo Sophie... É só pedir.
– Não... Prefiro o que você fez meses atrás. – sorriu beijando-o castamente para voltar a atenção à conversa da mesa, que dividia-se entre tratamentos revolucionários e relacionamentos, mas que para o casal recém formado resumia-se apenas a uma troca de olhares constante.
Logo após o evento Robert repetiu tudo que sentia pela ruiva e reafirmou o pedido de casamento, que foi novamente aceito e, sob juras de amor, selado com inúmeros beijos apaixonados e amassos indiscretos no apartamento do médico.
Em janeiro do próximo ano, em uma ensolarada manhã de sábado, Sirius levou a ruiva ao altar orgulhosamente e Alessa Chambers e Robert Tupper trocavam os votos matrimoniais para a nova vida que se iniciava, uma vida própria de casais apaixonados. E, alguns meses após o casamento, a ruiva passou pelos primeiros sinais de uma gravidez ao sentir o cheiro enjoativo de café pela manhã, mas infelizmente não conhecia bem o suficiente os sintomas de uma mulher grávida e acreditou ser apenas um mal passageiro.
Robert, entretanto, era médico formado e não deixou de perceber os enjoos constantes pela manhã e durante à noite, quando Alessa levantava-se para despejar o jantar no banheiro. Desconfiado e ciente de que a esposa não fazia ideia do que poderia ter acontecido, Rob pediu que a irmã insistisse em fazer exames na ruiva para sanar algumas dúvidas, e assim foi feito.
Alessa estava preocupada com o mal estar constante e apenas concordou em fazer os exames caso Robert não ficasse sabendo. E foi cerca de uma semana depois que Liv finalmente ligou para o irmão.
– Você não me disse que sua esposa estava mais “faminta e ousada”... – insinuou rindo.
– Sabe, Régulus poderia dizer a mesma coisa...
– Ok, você venceu. – desistiu.
– E então? Vai me dizer o resultado ou eu preciso adivinhar?
– Parabéns papai – sorriu Liv.
– Então... Ela... Oh Merlin! Ela está realmente grávida?! – exclamou maravilhado.
– Como vai contar a ela?
– Eu... Estou pensando em algo... Merlin... Isso é tão incrível!
Robert teve que se segurar para não ligar imediatamente para a esposa quando voltou para casa naquela tarde e preparou uma incrível surpresa. Alessa estava tão cansada depois de um dia de trabalho exaustivo no Ministério que mal percebeu as pétalas de rosa que formavam um caminho pela escada quando entrou em casa e sentiu o cheiro de chá de abacaxi que tanto amava.
– Uau... Você na cozinha? – brincou cruzando os braços ao ver Robert vestindo um avental sujo de molho.
– Eu gosto de cozinhar poxa, assim me magoa... – falou manhoso.
– Ohhhhh meu Merlin, magoei a criança... – riu aproximando-se – Será que consigo recompensar?
– Pode tentar... – respondeu enlaçando sua cintura possessivamente.
– Será? Você não me parece tão magoado agora...
– Ah mas eu estou... Meu coração sangra! – dramatizou.
Alessa abriu um sorriso deslumbrante e, após rodear o pescoço do marido, puxou-o para um beijo avassalador com gosto de pimenta.
– Melhorou? – sussurrou.
– Vou pensar no seu caso... – sorriu beijando a ponta de seu nariz — Por que não sobe para trocar de roupa para jantarmos depois?
– Na verdade, vou tomar um banho... E não, isso não é um convite. – acrescentou assim que o marido abriu a boca para falar. – Sabe, a Violet foi à sua irmã ontem e conversou comigo... Ela está grávida de... – começou ao chegar na sala, porém, antes mesmo de continuar, viu pétalas de rosa vermelhas formando um caminho pela escada — ...gêmeos. Uau... O que deu em você hoje? – riu, decidindo seguir o jogo do marido e acompanhar as pétalas escada acima.
Enquanto subia os degraus, Robert a observava de longe e subiu assim que a ruiva virou o corredor. A trilha de pétalas ia até o quarto de hóspedes, e após abrir a porta, Alessa tomou um grande susto. O quarto geralmente arrumado com uma cama e um armário, estava totalmente vazio e pintado de branco, com apenas um envelope sobre a mesa e um buquê de rosas.
Ainda confusa, Alessa abriu o envelope e ficou totalmente sem fala ao ver o resultado de um exame com seu nome. Um exame de gravidez... Positivo! Imediatamente lembrou-se de todos os sintomas que havia sentido no último mês e, enquanto uma lágrima caia de seus olhos, pousou a mão sobre o abdômen levemente inchado.
– Parabéns mamãe... – sussurrou Robert em seu ouvido, fazendo-a virar instantaneamente – Você acabou de me fazer o homem mais feliz da face da Terra Alessa... O mais feliz! – exclamou pegando-a nos braços e rodando-a pelo quarto.
– Oh Merlin, eu não acredito nisso... – sorriu abraçando-o fortemente, o papel dispensado ao chão. – Robert... Seremos pais!
– Sim, os mais incríveis! E você a mãe mais linda e teimosa que existe... – riu beijando-a por toda a face e logo em seguida puxando-a novamente para um abraço apertado. – Eu te amo Alessa, muito!
– E eu amo você, para sempre! – sussurrou feliz beijando-o apaixonadamente. – Acho que o jantar terá que esperar...
– Com certeza. – concordou pegando-a no colo e beijando toda a extensão de seu pescoço sensualmente... Aquela seria uma longa noite.
Foi em abril de 2003 que Robert finalmente sorriu realizado ao observar a pequena Ivanna C. Tupper nos braços da mulher que tanto amava!
A segunda gravidez ocorreu três anos depois, entretanto, Alessa descobriu primeiro que o marido. Robert ficaria alguns meses viajando e, logo na semana em que partiu, a ruiva descobriu que em breve teriam um segundo filho. Como parte da surpresa, não deixou que ninguém contasse a ele e esperou três meses até que voltasse...
Por estar com cinco meses de gestação, a barriga já aparecia e surpreendeu o médico quando, após chegar em casa cansado, descobriu a esposa grávida. Além de uma cena extremamente cômica, foi também emocionante para o casal, que passou a se amar ainda mais... Se é que era possível.
Robert fez questão de ser o médico que acompanharia a gestação, logo, se encontravam com frequência no hospital... Com a porta trancada.
– Sabe... Há uns anos eu conheci um médico aqui nesse hospital...
– Um médico? – repetiu observando o sorriso travesso surgindo nos lábios da esposa.
– Ele era um idiota na época mas... Merlin, que cara maravilhoso... – suspirou fechando os olhos enquanto prendia o cabelo lentamente. – Espero que não tenha problemas com isso mas... Eu tenho certas... Coisas em mente... Com ele.
– Se for quem estou pensando não tenho problema nenhum com ele... – respondeu erguendo o rosto de Alessa com a mão levemente, os olhos da ruiva ainda fechados e um sorriso nos lábios. – Que tipo de coisas tem em mente? – sussurrou rondando a cintura da ruiva com um dos braços enquanto o outro permanecia em seu rosto.
– Bem... Sophie me contou certa vez que... – começou, porém, parou ao sentir beijos em seu pescoço — ...que ter um médico em casa é...maravilhoso.
– Ah é? – perguntou em seu ouvido.
– Hmmm... Eu tenho um médico em casa, mas ele nunca está realmente como médico... – suspirou apertando as mãos nos braços de Robert, que a empurrou para trás levemente.
– Interessante... – comentou percorrendo a ponta do nariz ao longo do pescoço alvo da esposa, lentamente.
– Eu queria provar essa teoria... É realmente bom ter um médico em casa? De preferência em um cômodo específico... – terminou ao sentir as costas encostarem na maca do consultório.
– Sabe, eu adoro sua gravidez. – respondeu sorrindo, ainda explorando todos os cantinhos do pescoço com os lábios. – Você fica mais...
– Gorda? – brincou, gemendo levemente ao sentir uma mordida em seu ombro.
– Faminta. – completou erguendo o rosto para encará-la, ambos com um desejo latente nos olhos. – Amo essa sua fome...
– Bem... Estou com fome agora. – comentou maliciosamente, seu nariz tocando o de Robert enquanto os lábios ansiavam por tocar-se. – E ainda quero um médico na minha casa.
– Não podemos deixar uma mulher grávida com fome não é? – disse ameaçando um beijo.
– O que acha de falar menos, e fazer mais? – perguntou abrindo os primeiros botões da camisa branca lentamente, afrouxando a gravata logo em seguida.
– Que bom que disse isso. – disse rapidamente, atacando-a nos lábios e beijando-a avidamente.
A gravata afrouxada logo foi parar no chão enquanto Alessa sentia-se ser sentada sobre a maca do consultório, Robert entre suas pernas e mãos quentes subindo por dentro de sua blusa sem cerimônias. O médico apertava sua cintura quando percebeu todos os botões da camisa abertos, os fios negros puxados entre os dedos de Alessa.
– Dr. Tupper, favor comparecer no terceiro andar. – anunciou o alto falante do corredor, fazendo com que o casal se afastasse imediatamente.
– Droga... – sussurrou ele ainda com os olhos fechados, Alessa pendurada em seu pescoço e o coração acelerado.
– Dr. Tupper, favor comparecer no terceiro andar.
– É melhor você ir. – disse Alessa antes de lhe dar um último beijo e empurrá-lo.
– Você sabe que isso não vai sair da minha cabeça, certo? – disse ele abotoando a camisa rapidamente.
– Conto com isso. – sorriu abertamente. – Vou para casa... A Ivy está na casa da Violet, então não precisa passar no quarto dela quando chegar.
– E você vai sair assim? Sem falar mais nada? Depois do que quase fizemos?
– Claro que não. – sorriu ajeitando a gravata recém colocada.
– Dr. Tupper, favor comparecer no terceiro andar.
– É melhor você ir... – falou beijando-o rapidamente antes de pegar a bolsa e sair do consultório, deixando um Robert sorrindo abobado.
– Ei, você não foi ainda? – perguntou Draco aparecendo no corredor. – Terceiro andar, reunião?
– Reunião?
– Ahhhh, entendi porque não foi ainda... – riu – Antes de ir para a reunião com a nossa chefe, limpa o batom no rosto tá? Sophie faz isso ás vezes também, o truque é não deixar ninguém mais ver. – gargalhou.
– Sem vergonha. – acusou rindo enquanto caminhava com Draco para o terceiro andar.
– Não era eu que estava tendo uma prévia da noite lá no consultório... Não hoje pelo menos.
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